Título Original:  Le Fantôme de la Liberté

País:  França

Ano:  1974

Duração:  104 minutos

Gêneros:  Comédia, Drama

Direção:  Luis Buñuel

Roteiro:  Luis Buñuel, Jean-Claude Carrière

Elenco:

Julien Bertheau
Adriana Asti
Jean-Claude Brialy
Adolfo Celi

Formato:  RMVB

Tamanho:  442 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Várias situações independentes se sucedem, num filme episódico, sempre ligadas por um dos personagens. Mais uma parceria de Luis Buñuel com o roteirista Jean-Claude Carrière. Trama surreal e livre, uma sátira onírica e nonsense, na qual o diretor apela para a total inversão de valores no ataque à religião, à pátria e à família. O humor é erótico e violento.

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Comentário:

Uma ironia dividida em várias partes.

Depois de muitas horas depois que vi o filme, acredito ter chegado a minha própria interpretação pelo menos quanto ao título do filme. Após ver o filme, ontem à noite, tive que permanecer acordada mais duas horas, pois só pensava no filme, e o porquê do título. Conclui que é o filme que deve ter sido dirigido inteiramente livre por Buñuel, por isso o Fantasma da Liberdade, por que esse ‘fantasma’ o perseguia nos roteiros e direções dos seus outros filmes, mas não conseguia, talvez, usar a liberdade que queria, e isso devia atormentá-lo.

Em primeiro lugar, porque diferentemente de seus outros filmes que vi, retirando Um Cão Andaluz, ele quebra totalmente a narrativa, não são apenas digressões, e sim rompimentos de narrativas, por que Buñuel deseja apenas desmascarar alguns fatos, logo narra várias histórias, que nos parecem paralelas e surreais. O que dá uma estrutura para o filme e sua crítica a muitos aspectos da sociedade. Um filme hilário.

Inicia-se com um casal, que ao pegar fotos que sua filha pegara de um estranho, veem as fotos com repugnância, e nos deixam curiosos sobre o que há nelas, mostram-se excitados com elas, mas não há nada demais! Só fotos de lugares, monumentos em Paris, Grécia, Índia, por exemplo.

Burgueses marcam um jantar com mais burgueses, vão para a mesa, onde sentam em privadas em vez e cadeiras – estão falando/fazendo merda.

Essas são duas histórias que aparecem no filme, e que são conectadas por algum personagem em comum. Um coadjuvante de uma história, passa a ser o protagonista de outra. Esta é a única ligação entre as histórias, por que as personagens em si não se conhecem. Um exemplo disso é quando um dos protagonistas, o homem do casal citado anteriormente, vai ao médico, e sua consulta é interrompida pela enfermeira que pede ao médico dias de folga para cuidar de seu pai; e assim, em vez da ‘câmera’ continuar narrando esse homem, segue a enfermeira para a cidade onde seu pai está, iniciando uma nova história – Mise enAbîne.

Essa quebra da narração está em outros filmes que vi de Buñuel: em Discreto Charme da Burguesia, onde a burguesia anda por uma estrada, representando sua desorientação; em Esse Obscuro Objeto de Desejo, onde o protagonista nunca consegue se satisfazer com a jovem de 18 anos; e em Anjo Exterminador, onde os burgueses não conseguem sair do local. Já em Fantasma da Liberdade, são as personagens que já não tem nem a primeira característica da narrativa clássica: A manipulação, que é o dever ou querer do protagonista da história. Nos filmes ditos anteriormente, as personagens tem a Manipulação, mas não tem a Competência – saber ou poder, e a Performance – execução do ato que querem ou devem fazer.

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