Archive for dezembro, 2011


O sol é para todos

Título Original:  To kill a Mockingbird

País:  EUA

Ano:  1962

Duração:  129 minutos

Gêneros:  Drama, Policial

Direção: Robert Mulligan

Roteiro:  Harper Lee, Horton Foote

Elenco:
Gregory Peck
John Megna
Frank Overton
Rosemary Murphy

Formato: AVI

Tamanho:  702 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Jean Louise Finch (Mary Badham) recorda que em 1932, quando tinha seis anos, Macomb, no Alabama, já era um lugarejo velho. Nesta época Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro, foi acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Seu pai, Atticus Finch (Gregory Peck), um advogado extremamente íntegro, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu.

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Comentário:

O filme começa com a narradora Finch contando sua historia no ano de 1932. Seu pai, Atticus, como advogado mostra sempre dar um bom exemplo a seus filhos e crianças de integridade e justiça. Com dois casos paralelos no filme como caso de Boo Radley, o qual os vizinhos tanto aterrorizavam os jovens com relatos maldosos e outro é a acusação do negro Tom Robinson de ter violentado e abusado de uma jovem branca. As lições dadas por Atticus aos seus filhos e o famoso exemplo sendo feito ajudaram a educar seus filhos com personalidade forte, pois a figura do pai reforçava e mostrava na prática o caminho certo. A diferença entre essa educação é exposta usando o Tití, é notável a diferença de personalidade entre os irmãos Jem e Scout e Tití que apenas o segue por uma amizade. Atticus, com toda sua competência, é respeitado por todos como grande advogado, mas a vizinhança não gosta de saber que ele vai defender um negro, o que demonstra o totalmente preconceito de todos. Essa atitude honrosa passa para seus filhos que são criados desde pequenos para não brigarem, não julgar mal as pessoas, como é o caso de Radley. Muito boa ideia do diretor Robert Mulligan de mostrar esse ponto de vista da educação de pai pra filho e ao mesmo tempo mostrando a eles que nem sempre a justiça será levada ao pé da letra, e Atticus teve provar na pele para perceber. As cenas do tribunal foram muito tensas, o interrogatório denunciou que como acusar um negro é fácil e as pessoas fazem de tudo para se livrar da culpa, até culpar um inocente, fraudando testemunhas.

Nota IMDB

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O Hospedeiro

Título Original:  Gwoemul

País:  Coreia do Sul

Ano:  2006

Duração:  119 minutos

Gêneros:  Terror, Fantasia, Drama, Ficção Científica, Suspense

Direção:  Joon-ho Bong

Roteiro:  Joon-ho Bong, Chul-hyun Baek, Hyung-ku Kim, Won-jun Ha

Elenco:

Song Kang-ho
Byeon Hie-bong
Park Hae-il
Bae Du-na

Formato: RMVB

Tamanho:   514 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Na beira do rio Han moram Hie-bong (Byeon Hie-bong) e sua família, donos de uma barraca de comida no parque. Seu filho mais velho, Kang-du (Song Kang-ho), tem 40 anos, mas é um tanto imaturo. A filha do meio é arqueira do time olímpico coreano e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo (Ko Ah-sung), filha de Kang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta de Hie-bong. É quando, em busca da menina, os membros da família decidem enfrentar o monstro.

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Parte 1       Parte 2       Parte 3      Parte 4      Parte 5        Parte 6

Comentário:

O filme tem uma história com um humor levemente ridículo pelo fato de serem improváveis tais atos, com um início que lembra um pouco história em quadrinhos e com partes que lembram filmes americanos, como na cena onde os três anti-heróis tentam entrar na área proibida onde são feitos os estudos sobre o monstro apenas se vestindo como agentes especiais. As cenas iniciais são rápidas e mesclam drama familiar, comédia, terror beirando filmes trash e ação.

Com críticas muito bem construídas contra a mentira do governo, dizer que há um vírus maligno, mas na verdade não causa nenhum mal. Ao cientista americano ver que Gang-du, o personagem principal, descobre que é uma farsa, usa uma técnica para ‘retardá-lo’.

A história da família desajustada, com um avô que atira com uma arma sem balas, um filho – pai de Hyun-seo, pega a mão da menina errada (e supostamente tem problemas mentais e segundo seu pai só ficou assim por ficar sozinho, passar fome e ser espancado durante a infância), a tia, que não atira a flecha à tempo, e um tio recém-formado desempregado que vira alcóolatra, que erra todas as vezes que joga as garrafas no monstro, e até mesmo Hyun-seo, que não consegue sair do esgoto; fora os policiais e cientistas que falham por não acreditarem neles. O fato do tio ser desempregado ocorre em muitos países em desenvolvimento, inclusive o Brasil: formam mão de obra qualificada, mas não dão emprego para ela, e assim, se estes forem bons profissionais, vão emigrar para outros países.

Mesmo que essa família seja tão atrapalhada, sentimos simpatia pela mesma. Isso acontece por a trama, em vez de enfatizar o monstro como um destruidor da cidade e de vidas, usa o monstro para elevar o caráter e melhorar esses personagens desajustados.

NOTA IMDB

Trilha Sonora – Lady Vingança

Título Original:  Chinjeolhan geumjassi

País:  Coréia do Sul

Ano:  2005

Compositor:  Yeong-wook Jo

01. Sympathy For Lady Vengeance
02. Guemja’s Prayer
03. None of Your Business
04. A Witch
05. A Spy
06. Fatality
07. Sunny Afternoon
08. You’ve Changed
09. Marble
10. The Angel
11. Farewell
12. Lullaby
13. The Letter
14. Crime and Punishment
15. Pull The Trigger
16. Wicked Cake
17. Unhappy Party
18. Mareta, Mareta No’m Faces Plorar
19. Sympathy For Lady Vegeance (alternate take)
20. Lullaby (alternate take)

Tamanho:  40 MB

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O Analfabeto Político

O pior analfabeto

É o analfabeto político,

Ele não ouve, não fala,

Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe o custo da vida,

O preço do feijão, do peixe, da farinha,

Do aluguel, do sapato e do remédio

Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político

É tão burro que se orgulha

E estufa o peito dizendo

Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,

da sua ignorância política

Nasce a prostituta, o menor abandonado,

E o pior de todos os bandidos,

Que é o político vigarista,

Pilantra, corrupto e lacaio

Das empresas nacionais e multinacionais.

QUEM FAZ A HISTÓRIA

Quem construiu a Tebas das sete portas?

Nos livros constam os nomes dos reis.

Os reis arrastaram os blocos de pedra?

E a Babilônia tantas vezes destruída

Quem ergueu outras tantas?

Em que casas da Lima radiante de ouro

Moravam os construtores?

Para onde foram os pedreiros

Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.

Quem os levantou?

Sobre quem triunfaram os Césares?

A decantada Bizâncio só tinha palácios

Para seus habitantes?

Mesmo na legendária Atlântida,

Na noite em que o mar a engoliu,

Os que se afogavam gritaram por seus escravos.

O jovem Alexandre consquistou a Índia.

Ele sozinho?

César bateu os gauleses,

Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?

Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.

Ninguém mais chorou?

Fredrico II venceu a Guerra dos Sete Anos.

Quem venceu além dele?

Uma vitória a cada página.

Quem cozinhava os banquetes da vitória?

Um grande homem a cada dez anos.

Quem pagava as despesas?

Tantos relatos.

Tantas perguntas.                                                                                                                                                                                        Bertolt Brecht (1898-1956)

Viagem à Lua

Título Original:  Le Voyage Dans La Lune

País:  França

Ano:  1902

Duração:  8 minutos

Gêneros:  Curta, Ficção Científica, Aventura

Direção: George Méliès

Roteiro:  George Méliès, H.G. Wells, Jules Verne

Sinopse:

Uma expedição formada por corajosos homens vai para o satélite da Terra, onde encontra seres nada amistosos, são capturados e devem fugir para retornar ao nosso planeta.

Comentário:

Na década de 60 John Kennedy, presidente dos Eua, colocou como meta do país ter o primeiro homem a pisar na lua. O fato ocorreu em 1969, com Neil Armstrong. Mas Méliès, em 1902, já imaginava como seria a lua. Apesar das  as informações sobre o satélite da Terra eram escassas e havia especulações de como seria lá, Méliès, através da ficção, mostrou suaa visão  do que pensa sobre a lua, como são seus habitantes, como o homem chegaria até lá e sairia. “Viagem à Lua” é o primeiro filme de ficção científica, de George Méliès que revolucionou o cinema já logo no seu início, por ser ilusionista criou grandes efeitos visuais.

NOTA IMDB

Lady Vingança

Título Original:  Chinjeolhan Geumjasshi

País:  Coréia do Sul

Ano:  2005

Duração:  112 minutos

Gêneros:  Drama, Suspense

Direção: Chan-wook Park

Roteiro:  Chan-wook Park, Seo-Gyeong Jeong

Elenco:
Min-sik Choi
Yeong-ae Lee
Yea-young Kwon

Formato: RMVB

Tamanho: 375 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Aos 19 anos Lee Geum-Ja (Lee Yeong-Ae) é condenada a 13 anos de prisão pelo seqüestro e assassinato de um menino de 6 anos. Ela está acobertando o verdadeiro culpado, seu namorado e professor Sr. Baek (Choi Min-Sik). Quando descobre que está sendo traída, Geum-Ja passa todo o seu tempo na cadeia preparando uma vingança para o ex-amante. Treze anos depois ela sai da cadeia e, com a ajuda de algumas ex-colegas da prisão, encontra Srr. Baek e põe em prática seu minucioso plano.

Trilogia:
1. Mr. Vingança (2002)
2. Oldboy (2003)
3. Lady Vingança (2005)

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Comentário:

A trilogia da vingança é muito boa, Lady Vingança não deixa a desejar em nenhum momento, porém não posso dizer que é melhor ou pior filme e sim diferente, genial e único. Nesse a protagonista, Geum-ja construída por Chan-Wook Park, busca render-se e não apenas vingar-se. Com gentileza e frieza de uma mulher odiosa por ser separada de sua filha e assumir um crime que não cometeu, além do que, remoer durante 13 anos ódio pelo verdadeiro assassino, e planejar a sua vingança, que no fim é mudada por descobrir que este assassino cometeu mais crimes.

Essa personagem feminina personifica muito bem a vingança, diferentemente dos outros filmes da trilogia, interpretados por homens, e que procuram só vingar-se. Outra característica em comum, é que nos três filmes a vingança ocorre por causa de um sequestro.

A história parece muito verídica por conta dos atores, todos, interpretarem tão bem. As crianças chorando nos vídeos mostrados durante o “Planejamento de tortura coletiva”, que foi perfeita para demonstrar um realismo e que diante daquilo, entender que a decisão de vingar-se das famílias é natural, os tornando de vítimas à agressores.

O tema e o clima criados geralmente são pesados, mas que Chan-Wook Park transforma em poético e de forma muito intensa mesclando os sentimentos de culpa, insatisfação, medo, orgulho, sofrimento, e claro, vingança, visto que o perdão não é presente devido ao crime.

O tema ‘vingança’ poderia ser considerado clichê, mas a forma não convencional de Park, o transforma em único. Começando por Geum-ja em vez de matar Sr. Beak de uma vez quando o prende, ela, sabendo que ele matou mais crianças, convoca os pais das mesmas para um “Planejamento de tortura coletiva”, em vez de “meter bala”, o que seria clichê. Muito boa essa discussão que é levantada, pois Geum-ja informa aos pais que podem entregar o assassino à polícia ou fazer justiça com as próprias mãos. O interessante é a moral tanto dos pais quanto do detetive que ali estava consciente de tudo isso. Para eles a vingança tornou-se tão natural e adequada de se realizar, em vez de justiça, que seria coloca-lo na cadeia.

A falta de linearidade é muito boa e acrescenta muito ao filme, nos primeiros 20 minutos se passam e ainda não sabemos qual é o motivo da vingança de Geum-ja. Todos com que encontra agora que saiu da prisão, dizem que ela não está a mesma, que mudara. E essa não-linearidade dá vida à isso, mostrando como ela era, foi e se tornou. Visto que era conhecida como ANJO e depois BRUXA, ela torna-se uma mistura das duas coisas no fim. E ao acabar de ver o filme senti culpa e vingança sendo transmitida na mesma quantidade por Geum-ja e os outros pais. A trilha sonora que acompanha a trama, é realmente espetacular, assim como a fotografia. Uma obra-de-arte cinematográfica.

 NOTA IMDB

Onde Vivem os Monstros

Título Original:  Where The Wild Things Are

País:  EUA

Ano:  2009

Duração:  101 minutos

Gêneros:  Aventura, Drama, Família, Fantasia

Direção: Spike Jonze

Roteiro:  Spike Jonze, Dave Eggers, Maurice Sendak

Elenco:

Max Records
Catherine Keener
Alice Parkinson
Lauren Ambrose

Formato: RMVB

Tamanho: 316  MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Max (Max Records) é um garoto travesso mandado de castigo para seu quarto depois de desobedecer a mãe. Porém, a imaginação do menino está livre e o transporta para um reino desconhecido. Encantado, Max parte para a terra dos Monstros Selvagens, onde Max é o rei.

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Comentário:

Onde vivem os monstros é uma história não apenas para crianças, todos podem ver e tentar aguçar sua parte de analista. Todos os monstros que Max cria em sua mente são partes fragmentadas do seu ‘EU’, são partes de sua personalidade, que passam por momentos iguais no mundo real e no da fantasia. Como KM, que num momento de tristeza após a ‘guerra’ de bolas de terra, diz que ninguém o ouve; é na verdade a parte de Max que tenta falar com a mãe e a irmã e não é ouvido. Ou Carol que é a parte descontrolada dele, a parte ‘monstro’ dele, que explodiu… Acredito que como ‘Alice no país das maravilhas’ e ‘O mágico de oz’, ‘Onde vivem os monstros’ também tem um personagem, Max, que não tem problemas psicológicos, mas sim enfrenta pessoas ou fatos ao seu redor que são loucos. Só que ao contrário de Alice que encontra doidos e supera, Max encontra partes extremas de sua personalidade, partes que não são tão marcantes nele, mas sim, nos monstros. É claro que o filme e a história são geniais, digno de Spike Jonze. Grande tristeza que as pessoas vejam esse filme como uma simples história boba de crianças, visto que está muito além disso.

Solidão, tristeza e falta de atenção e de amor, Max vivia isso, e no mundo imaginário criou-se como um Rei, onde julgou ser impossível que essas tragédias o alcançassem, julgou que não precisaria mais voltar para casa, disse que seria Rei dali para sempre, no reino onde a ‘bagunça foi liberada’. Mas foi assim que as situações mostraram e fizeram Max, um menino de 9 anos, entender que mesmo sendo Rei não é possível controlar tais tragédias, e como disse ele mesmo durante uma conversa com um dos monstros: ‘Você precisa de uma mãe’. Ele precisa de uma mãe. Não importa se aquele era seu reino, se ali ele poderia mandar, ele só queria que todos fossem iguais e que fossem felizes, que todos dormissem amontoados. Mas não somos capazes de deixar as coisas bem sempre, pois os outros são diferentes de nós, precisam e acreditam em coisas diferente de nós. É muito difícil ter um relacionamento com alguém, é preciso muita dedicação. Max está aprendendo isso. Mas ele precisa de carinho e atenção, ele precisa de amor, pois é uma criança. Muito inteligente por sinal, por saber enfrentar o medo dos monstros no início, por sair de casa, por ser forte e dizer: eu não sou Rei de vocês.

Onde vivem os monstros? Dentro de Max.

NOTA IMDB

Bang, Bang! Você morreu!

Título Original:  Bang, Bang! You’re dead!

País:  EUA

Ano:  2002

Duração:  87 minutos

Gêneros:  Suspense, Drama, Policial

Direção: Guy Ferland

Roteiro:  Willian Mastrosimone

Elenco:

Tom Cavanagh
Ben Foster
Janel Moloney

Formato: AVI

Tamanho: 746  MB

Dublado:  Português

Sinopse:

Filme homônimo da peça “Bang, Bang You’re Dead”, de William Mastrosimone, que pretende denunciar e combater a violência física e psicológica nas escolas. O filme retrata um professor de teatro e vídeo tentando encenar a peça em um ambiente semelhante ao que é seu foco. Neste filme vemos problemas como falta de diálogo,incompreensão, hostilidade, hipocrisia e tantos outros típicos desta fase da vida.

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Comentário:

O longa-metragem fala a respeito do problema pertencente aos jovens atualmente: o Bullying. Muitas discussões surgem sobre esse assunto, como por exemplo: Como surge? A culpa é dos pais? Qual a solução? Como está a mente de quem sofre com isso? O filme consegue aprofundar em todas essas perguntas, em partes. O personagem principal, Trevor, é a vítima dessa perseguição dos jovens. A peça de teatro caminhando ao lado da narração é o elemento surpresa que fechará a ideia que o filme construiu. O plano de Trevor de expor essa injustiça contra ele, como afogar na privada, jogar no lixo, cuspir no armário, trancar no armário, entra em ação com a máquina digital, escondida nos momentos desses infortúnios com ajuda de alguns amigos, é claro. Baseado na peça “Bang bang, você morreu”(que por sinal é excepcional), mostra os pontos de vista da sociedade que apresenta um preconceito quanto a esse nome em uma instituição de ensino, como uma apologia à violência, sem antes procurarem saber as intenções da peça. O filme enfatiza muitas vezes nesse aspecto e depois dá um tapa na cara dessas pessoas com sua peça espetacular. Para começar, o Bullying não promove indignação suficiente para alguém se revoltar e acusar os responsáveis. Pior que isso os espectadores dessa humilhação encobertam essas ações que podem provocar desastres como tiroteio em plena escola. Analisando a origem do problema, Trevor estava sozinho e não quis concordar com os alunos do time de futebol e por isso foi alvo de uma zoação. É interessante notar que no início, Trevor se revoltou profundamente com essa atitude. Como é sabido, o Bullying faz a vítima se acostumar a se inferiorizar, a aceitar e esperar por isso, como diz em uma das declarações dos alunos que sofriam de Bullying. Porém Trevor calmamente bola seus planos para se vingar desses alunos. Os amigos dele são mais extremistas e não pensam nas consequências, pois, em suas cabeças, viver ou morrer é a mesma coisa, arriscam tudo, perdem o valor da vida. O Professor responsável pela peça, faz o contrário que os preconceituosos pensam, ele mostra a eles que essa vingança é besteira, porque cada uma dessas vítimas têm uma vida, todos sonham, vivem.  Ainda o filme mostra o ponto de vista dos causadores do Bullying com o questionamento dos motivos daquelas atitudes monstruosas, deixa para nós decidirmos se os motivos deles são realmente plausíveis. Em relação a peça, aborda sobre a questão familiar, que é muito importante já que o Bullying é sofrido na maioria das vezes em pessoas retraídas, isoladas e essas características são provenientes da instabilidade familiar. Enfim, com um elenco jovem, o filme cumpriu muito bem seu propósito que abordar as causas e consequências do Bullying.

NOTA IMDB

Lordi – Babez for Breakfast

Lordi é uma banda de Hard Rock (totalmente incomum) formado em 1996, mas só ficou conhecida em 2002 com seu primeiro lançamento “Get Heavy”, e mundialmente conhecido depois de ganhar o prêmio do Eurovision com a música Hard Rock Hallelujah. A banda é famosa pelo visual de monstros, o pensamento dos integrantes sobre o mundo é bem legal e quando os vemos pensamos ser uma banda de no mínimo Black Metal, mas na verdade é um hard rock com um cara cantando com voz grossa, backing vocals como coral e teclados. Bom eu prefiro não definir a banda como hard rock mesmo já tendo feito isso duas vezes nesse post.

Ano:  2010

País:  Finlândia

Membros:

Mr. Lordi – Vocal
Amen – Guitarra
Ox – Baixo
Awa – Teclado
Otus – Bateria

Comentário:

“Babez for Breakfast” é o quinto disco da banda, segue a mesma tendência do “Deadache”, bem inferiores aos três álbuns anteriores. O álbum tenta se firmar com músicas fortes com refrões marcantes, porém com 15 sons ainda deixa a desejar. Mais uma vez o marketing da banda com seus vídeos insanos estilo Horror Show, dessa vez com a música “This is Heavy Metal” que é a mais marcante do álbum. Segue ainda a faixa-título “Babez for Breakfast”, “Call Off the Wedding”, “Give Your Life for Rock and Roll”, mas nada especial comparado aos álbuns anteriores.

01. SCG5: It’s a Boy!
02. Babez for Breakfast
03. This Is Heavy Metal
04. Rock Police
05. Discoevil
06. Call Off the Wedding
07. I Am Bigger Than You
08. ZombieRawkMachine
09. Midnite Lover
10. Give Your Life for Rock and Roll
11. Nonstop Nite
12. Amen’s Lament to Ra
13. Loud and Loaded
14. Granny’s Gone Crazy
15. Devil’s Lullaby

Tamanho: 100MB

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O outro e nós

A humanidade é constituída por nós, e não pelo EU. Não vivemos para sermos individuais: as palavras sociedade, população, povo, humanidade são singulares, são a representação de todos, a substituição do EU pelo Nós. Mas há sempre como dividirmos as pessoas, há sempre grupos, e temos que respeitá-los. E todos, independente à que grupo pertença, tem sentimentos humanos. Sentimentos que prevalecem e acompanham a humanidade por diversos motivos. Um deles é a indiferença, pois é mais fácil desprezar do que assumir o coletivo mundo, pois assim, ignorando, não vemos para que agir, não fazemos nada, e assim tudo continua sendo como sempre foi.

Anteriormente a indiferença sobre os problemas humanos existia pela ignorância destes, como no século XIX, em Nova Iorque. Jacob Riis foi o primeiro fotógrafo à tirar uma foto de uma situação desumana, para denunciar as misérias da população imigrante. Isso, na época, causou impacto e fez com que os governantes da cidade tomassem atitudes. As pessoas morriam em massa e a elite desconhecia a causa dessas mortes, com a foto a seguir, Jacob Riis, para mim, é um jornalista.

Já hoje a indiferença existe pela banalização destes. A falta de atitude, caráter, solidariedade vinda do Homem Moderno é fruto da exposição frequente que sofre hoje. Como vemos muitas coisas ruins, por serem comuns, lidamos como se fosse normal. Mas não é. Os sentimentos são o que motivam e inspiram o Homem a agir, e a falta de ação significa que os homens estão imunizados pelos sentimentos, por que foram criados vendo as condições ruins da sociedade: pessoas drogando-se, vivendo em locais desumanos ou nas ruas, morrendo ou matando… E as mídias nos mostram essas tragédias com muita frequência. Assim, a presença da morte é banalizada, e por tanto a da vida também.

A indiferença de um homem diante do próximo é a própria morte. Se o outro não existe para ele, logo não saberá quem é, visto que o outro é quem diz quem e como somos. Visto que é por causa do outro que aprendemos a viver e nos comportar em sociedade. Ignorá-lo é ignorar a si mesmo.

Ancient Bards – Soulless Child

Ancient Bards é uma banda de Epic metal sinfônico, assemelha-se muito de power metal, mas a própria banda se rotula assim, quem irá discutir? Foi formarda em 2006 pelo tecladista Daniele Mazza. As ideias de criação surgiu das influências da fantasia nórdica e das histórias de Final Fantasy.

Ano:  2011

País:  Itália

Membros:

Sara Squadrani – Vocal
Claudio Pietronik – Guitarra
Fabio Balducci – Guitarra
Martino Garattoni – Baixo
Daniele Mazza – Teclado
Federico Gatti – Bateria

Comentário:

“Soulless Child” é o segundo álbum oficial da banda. A fantasia dessa saga que começou em 2010 e me faz me sentir como nos jogos de rpg, aquela produção. A qualidade sonora na parte técnica é impecável, muito interessante que os integrantes dividem bem, não há uma estrela na banda e sim a banda é uma estrela. Todos se destacam como por exemplo na música, que a banda gravou um videoclipe, chamada “To the Master of Darkness” que cada um demonstra sua criatividade e capacidade. Não sou fã de vocais femininos, entretanto a vocalista Sara Squadrani é excelente, me faz lembrar muito de Avantasia (Metal Opera’s) e acompanhado com orquestrações na medida certa. Minha faixa preferida é com certeza “All that is True”, instrumentalmente ótima, bela letra, grande refrão. O disco possui três músicas com mais de 9 minutos, que coincidentemente são uma das minhas favoritas “Hope Dies Last” com mais de 14 minutos, “Soulless Child” e “All that is True”.

01. Struggle For Life
02. To The Master Of Darkness
03. Gates Of Noland
04. Broken Illusion
05. All That Is True
06. Valiant Ride
07. Dinanzi Al Flagello
08. Soulless Child
09. Through My Veins
10. Hope Dies Last

Tamanho:  122 MB

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Apocalypse Now

Título Original:  Apocalypse Now

País:  EUA

Ano:  1979

Duração:  153 minutos

Gêneros:  Ação, Aventura, Drama, Guerra

Direção:  Francis Ford Coppola

Roteiro:  Francis Ford Coppola, John Milius

Elenco:

Marlon Brando
Robert Duvall
Martin Sheen
Frederic Forrest

Formato: RMVB

Tamanho:  478 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

A trama de desenvolve em um vilarejo siciliano, que fica à beira da histeria quando um maníaco inicia uma série de cruéis assassinatos envolvendo um grupo de crianças. Instaura-se um estado de paranóia generalizada, onde todos são suspeitos. Andrea (Tomas Milian), um jornalista obstinado, tenta desvendar a identidade do assassino, enquanto a bela Patrizia (Barbara Bouchet) luta para inocentar-se das suspeitas que recaem sobre ela, e Maciara (Florinda Bolkan), a bruxa da cidade, sofre as conseqüências por suas atividades, consideradas demoníacas pela população. Enquanto isso, o medo gera uma nova onda de violência, atingindo vidas inocentes.

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Comentário:

Apocalypse Now é uma daquelas superproduções de guerras. Mas muito mais que isso, é uma das primeiras e tem uma verossimilhança incrível, pois o diretor Francis Ford Coppola, em plena guerra do Vietnã (1969), começou a filmar lá no Vietnã. O seu comprometimento é tão grande que levou consigo sua família. As dificuldades de orçamento (quase levou à falência o diretor, vendeu sua casa e bens, porque, assim como a guerra, o tempo longo de duração das filmagens ultrapassou o dinheiro esperado), a perturbação psicológica dos atores naquele contexto (SPOILER: a cena em que Martin Sheen, logo no início, está embriagado e quebra o espelho, realmente estava naquela situação, é perceptível como a cena é real), a dificuldade de relações com Marlon Brando, que sofria com problemas de obesidade e não queria filmar, pedindo mais dinheiro: tudo isso foi mostrado pelo documentário “O Apocalipse de um cineasta” realizado pela mulher do diretor (Eleanor Coppola) juntamente de mais dois diretores, que mostra os bastidores dessa monstruosa produção, principalmente pra época, se passando no início da década de 70. Bom, falando um pouco sobre o filme em si, o Capitão Willard encontrava-se entediado, afogando-se em bebidas, esperando por uma missão para esquecer a dor de lembrar-se de sua família. Enfim, teve sua missão, mas não era uma missão qualquer, era a missão de matar o coronel Kurtz, grande influente, uma tarefa arriscada para o nosso herói. É interessante notar que em várias partes, Coppola mostra como os soldados tentam fugir da guerra, fugir de si mesmos. O surfe, vendo o surfista soldado como um ídolo; o ataque aos vilarejos vietnamitas como um passatempo, uma brincadeira (por falar em ataques, a cena desse bombardeio com o som de “Cavalgada das Valquírias” foi espetacular, simplesmente genial); o pouso do helicóptero com as coelhinhas da playboy; a música cantada e dançada pelos soldados no barco. É essa fuga daquela realidade hostil, cruel que o diretor focaliza em muitas partes, debatido filosoficamente (aliás o diálogo final de Kurtz com Willard é absolutamente filosófico). Kurtz é um personagem excepcional, Willard se interessa muito por conhecê-lo, durante sua jornada, lê muitos artigos sobre ele (Spoiler: muito bom quando Willard pergunta sobre Kurtz e dizem: “Você não conversa com Kurtz, você só escuta”). Esse mistério criado sobre como será Kurtz, essa ânsia de querermos conhecê-lo acompanha Willard. SPOILER: Muitos criticam sobre o final do filme, mas na minha opinião foi muito bom, dizem isso porque acho que quebrou um ponto a lógica pois o filme tem bastante ação nas suas duas horas e meia de duração, após isso tornou-se um prolongado diálogo filosófico existencial, e isso foi brilhante pra mim, isso que diferenciou-o dos demais filmes sobre guerra. Coppola arriscou sua carreira, sua família para conseguir terminar esse marco do cinema, quem vê um filme nessa época não imagina todas as dificuldades vividas, a perturbação psicológica do diretor.

Nota IMDB

George Carlin – 10 Mandamentos

Mais uma vez com George Carlin, um dos meus maiores ídolos, dessa vez discute sobre os 10 mandamentos. Sua argumentação começa sobre o número, por que 10? Sim, como ele diz, foi forçada para atingir o número 10 com frases negativas, demonstrando mais autoridade, ou seja, falar “Não faça isso” é muito mais impactante do que “Faça aquilo”. Carlin sabe o que fala e nesse stand-up, com mais crítica que humor, como em todas suas apresetações, faz-nos pensar sobre. É muito interessante como ele já parte do pensamento que todos seus espectadores tem uma base forte nesse assunto e nunca subestima suas mentes. Os dez mandamentos chegam a ser fúteis, com dois falando coisas parrecidas, um bom modo de manipular os ignorantes. Se isso acontecesse hoje talvez a história não seria a mesma.

Dimensões do Diálogo

Título Original:  Moznosti dialogu

País:  República Tcheca

Ano:  1982

Duração:  11 minutos

Gêneros:   Curta

Direção:  Jan Svankmajer

Comentário:

A primeira parte é uma demonstração de como o homem é fruto de cultura e depois como a cultura é fruto do homem, por causa de uma ‘antropologia’ baseada na transformação. Cada vez que o ser ‘engole’ outro, ele transforma-se e cria um ser diferente. A segunda parte, um casal. Que após uma relação sexual, surge um ser estranho, que os faz brigar, por jogarem a responsabilidade um para o outro. E na terceira parte há uma diferença, já há os olhos, o que significa uma evolução dos seres humanos a partir das partes. E nessa parte, os homens tiram de suas bocas objetos diferentes e aleatoriamente, significando as criações humanas, e depois as experiencias que os homens fizeram e por fim, sua destruição. Toda a história humana em 11 minutos.

 

 

O Segredo dos Bosque dos Sonhos

Título Original:  Non si sevizia un paperino

País:  Itália

Ano:  1972

Duração: 102 minutos

Gêneros:  Mistério, Suspense, Terror, Thriller

Direção:  Lucio Fulci

Roteiro:  Lucio Fulci, Gianfranco Clerici, Roberto Gianviti

Elenco:

Florinda Bolkan
Barbara Bouchet
Tomas Milan
Irene Papas
Marc Porel
Georges Wilson
Antonello Campodifiori
Ugo D’Alessio
Virgilio Gazzolo

Formato: RMVB

Tamanho:  335 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

A trama de desenvolve em um vilarejo siciliano, que fica à beira da histeria quando um maníaco inicia uma série de cruéis assassinatos envolvendo um grupo de crianças. Instaura-se um estado de paranóia generalizada, onde todos são suspeitos. Andrea (Tomas Milian), um jornalista obstinado, tenta desvendar a identidade do assassino, enquanto a bela Patrizia (Barbara Bouchet) luta para inocentar-se das suspeitas que recaem sobre ela, e Maciara (Florinda Bolkan), a bruxa da cidade, sofre as conseqüências por suas atividades, consideradas demoníacas pela população. Enquanto isso, o medo gera uma nova onda de violência, atingindo vidas inocentes.

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Parte1       Parte2

Comentário:

Falando sobre o nome do filme, do italiano “Non si sevizia un paperino” que quer dizer “Não se tortura um patinho” (título adotado fielmente em inglês), em português é “O Segredo do Bosque dos Sonhos” que, na minha opinião, é até mais interessante e instigante, pois antes de vermos, sabemos que há um mistério e qual será esse mistério? Bom, a introdução com uma mulher desenterrando um fóssil deu-me a impressão, que está presente em vários filmes do Lucio Fulci, de estarmos desorientados e perdidos sobre os motivos que levam ao mistério, a sua criação desse ambiente sinistro, pela falta de informações e o suspense da trilha sonora junto aos assassinatos. Quem será o assassino? Essa ideia de perguntar isso foi desenvolvida principalmente por Fulci, com seus grandes filmes de terror Giallo (pra quem não sabe Giallo é um estilo cinematográfico que em sua maioria tem um assassino em série que é perseguido por um detetive e durante o filme inteiro vemos apenas suas luvas e só no final vemos sua identidade; ainda tem as mortes chocantes principalmente com mulheres com perseguições. Lucio Fulci é um dos maiores expoentes do estilo). “Segredo do Bosque dos sonhos” é um dos grandes Giallos de sua carreira. O mistério da morte do garoto provoca uma tensão imensa nos habitantes do vilarejo e as autoridades procuram desesperadamente o assassino responsável. Apenas um suspeito é o bastante para incriminar o pobre sujeito e é interessante perceber a reação das pessoas, basta um sujeito para as pessoas se revoltarem, quererem a cabeça do sujeito, porque o que necessitam é de um alívio dessa tensão, paz para suas mentes. Essa pressa de encontrar o assassino tem a ver com a pressão dos policiais de terem a obrigação de encontrá-lo primeiro. Com essa obrigação de ser competente, de dar segurança à população aumenta o risco de cometer uma injustiça enorme. A representação dos vodus nas cenas do suspeito assassino mostra que, mesmo com uma mente insana, conclusão dos detetives, ele tem um padrão e uma razão para escolher aquelas vítimas, o serial killer de alguma forma pune suas vítimas por algum ato. As suspeitas se aumentam com as investigações já que outra criança morre depois da acusação do assassino: a Maciara que mora com o velho Francesco apresenta atitudes sem explicação racional para se esconder, fugir subitamente da igreja; a jovem que chegou à aldeia e a partir de então os crimes ocorreram, o foco em cima dela é grande, com suas ações. E, quanto mais investigam, mas as revelações encaminham para inocentar as suspeitas uma a uma. Fulci quer enganar nossas mentes para depois nos surpreender como os Giallos fazem. Por fim encerra sua história a revelação inesperada, entretanto com lógica. O modo que a narrativa foi conduzida, criando mais mistério e afunilando as suspeitas é impressionante. Interessante que, como no Giallo de Dario Argento em “Pássaro das Plumas de Cristal”, Lucio usa no título símbolos que levaram a solução do mistério, no caso desse filme, o Patinho.

Meia-Noite em Paris

Título Original:  Midnight in Paris

País:  EUA

Ano:  2011

Duração:  100 minutos

Gênero:  Drama, Comédia, Romance, Fantasia

Direção:  Woody Allen

Roteiro:  Allan Scott, Chris Bryant

Elenco:

Owen Wilson
Rachel McAdams
Marion Cotillard

Formato: RMVB

Tamanho:  274  MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e quis ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que por um lado fez com que fosse muito bem remunerado, por outro lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir para Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

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Comentário:

Eu não sei por que, mas sempre gostei de História. Acho importante para nossa vida para entender o mundo e assim as pessoas. Gosto das histórias humanas, inventadas ou não, me encanto completamente e vejo todos meus sentimentos explodindo dentro de mim. Não sei, acho que sou muito sentimental. Principalmente ao ver filmes. Eu pulo de susto, choro, grito, fico indignada, enfim: é engraçado ver filme comigo, segundo as pessoas à minha volta.

Meia-noite em Paris não é apenas um filme de Woody Allen. De alguma forma, acredito que colocou no filme boa parte das coisas que ele admira. Em outros filmes ele colocou coisas que acredita, como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, acho que aqueles diálogos não são só uma interpretação, acredito que seja o que ele crê. E Meia-noite em Paris, acredito que realmente veja Paris da mesma forma que o personagem principal deste filme.

É diferente de todos os outros filmes que vi. Vi-o como uma homenagem pelas coisas que Woody Allen ama. E eu o admiro muito mais depois desse filme. Por que, simplesmente também amo muito do que é ali inserido. O protagonista é interpretado pelo Owen Wilson, e essa atuação foi a melhor que já vi de Owen, e que me lembrou muito Woody Allen em Manhattan. Não sei se ele estudou os filmes que Allen atuou, mas tinha muito dele em sua atuação. A forma de falar e andar, calmo e crítico desse personagem. Culto e pouco revoltado, não aceita muitas coisas.  E, além disso tudo, um romântico, incurável sonhador e detalhista. Identifiquei-me muito com essas três características dele, por que as possuo em excesso e as pessoas à minha volta vivem me lembrando da realidade da qual eu não reconheço pertencer.

Por ter me identificado tanto como o personagem, tanto pelos gostos, adorei muito o filme e essa crítica passa a ser pessoal demais, uma crônica argumentativa. Toda a volta que Gil, interpretado por Owen, faz pelo tempo, é muito desejada por mim. Sempre me imaginei vivendo em épocas antigas, visto que a atual não me é muito agradável. Ele retorna à época que considera ‘Idade de ouro’ e a admira muito, aproveita tudo em favor à própria felicidade contra sua realidade.

Por encantar-se por Paris, investiga-a de dia e de noite, vaga sobre ela, procura todos os seus vãos cafés e tempos, e assim está investigando a si mesmo, pelo meu ver. Esses passeios não são à toa. Gil vê na noiva Inez, interpretada pela linda Raquel MacAdams, uma oposição e rejeição dela a tudo que ele faz.

Um detalhe, pelos filmes que vi Raquel atuando são sempre filmes de romance, personagens sempre lindas e fúteis de alguma forma, ricas e envolvidas com o cara ‘errado’ segundo sua classe social.

Retomando, por ver-se desprezado por Inez, Gil, durante seu turno por Paris reflete sobre sua noiva, e duvida de suas escolhas, amorosa e profissional. Alega que Hollywood não o deixa escrever realmente, que nunca se dedicara a construir sua literatura, e Paris despertara isso nele. Mas Inez, não liga para isso. Quer dar passeios superficiais. Vai à Versalhes, mas não quer andar sobre a chuva de Paris, não vê a cidade da mesma forma que Gil, não ouve as belas coisas que ele tem a lhe dizer. Realmente não o quer.

Ao verem a ponte que Monet pintou, não se vê muito encantada, ao contrário de Gil, que faz declarações amorosas lindas sobre Paris, sobre ela, sobre a ponte. E diz que vai morar ali com ela. Acontece que Inez é superficial, assim como os passeios que dá, não quer ficar ali. Parece que os faz apenas para seguir Paul, ‘um pedante’, segundo Gil. Um exibidor, amante de si mesmo, segundo eu.

A viagem no tempo de Gil, como disse anteriormente é para buscar a si mesmo. Mas não é explicada porque ocorre nem como no filme. E isso é muito bom, pois foi para dar valor às grandes personagens históricas que aparecem durante o filme. E as reflexões que elas causam a Gil, e a nós, público.

Adorei a interpretação de Corey Stoll, como Hemingway. Nunca li nada desse consagrado escritor, mas sem dúvida lerei. Disse coisas que me chamaram atenção. Fora este, as outras personagens que apareceram, eu conhecia. E simplesmente adorei. Foi muito engraçado Gil sugerir uma ideia para um filme de Buñuel, suponho que seja Anjo Exterminador.

Salvador Dalí também aparece, caracterizando toda sua obra surreal como: ‘eu só pinto rinocerontes’. Absurdamente engraçado. Gil conhece Adriana, que na vida real é Gabrielle, talvez tenha sido Gabrielle o tempo todo, não sei ao certo. E ao conhecê-la, e estar nos ‘anos de ouro’ segundo ele, vê se apaixonado e encantado. Por outro lado, os ‘anos de ouro’ para Adriana são os da Belle Epoque, e quando viajam para ela, vêem que para Degas e Gauguin, os ‘anos de ouro’ são a Renascimento. Provavelmente Michelangelo e Da Vince tinham como anos de ouro a Grécia Antiga, se continuarmos o raciocínio do filme. Isso por que ninguém quer o presente, a realidade. Busca o passado, vê nele mais beleza. Acredita que se perderam muitas coisas que antes tinham. Mas enganam-se por que os mesmos sentimentos humanos perduram todas as épocas, só que por motivos diferentes. Hoje eu me indigno com a indiferença das pessoas pelo que acontece, mesmo sabendo do que acontece, e da indiferença perante ao outro. E também da falta de conhecimento e identidade própria. Coisa que julguei haver em outras épocas. Mas nessas épocas, a indiferença existia por outra causa, antes era pela ignorância, hoje é pela exposição que sofremos da mídia, que mostra tantas vezes mortes, crianças e adultos em más condições e guerras nas favelas brasileiras e em outras partes do país, que por serem comum, muitos julgam tudo isso como normal. Tornaram-se banal.

Toda época tem defeitos, e banaliza algo, e desconhece muito. Retrocede ao avançar.

Logo admirar o passado é bom, e imaginar-se nele também. Mas segundo Meia-noite em Paris, e concordo, não devemos nos iludir e acharmos que existe ‘anos de ouro’. Apenas há a história, que podemos admirar e conhecê-la, e que é cíclica. Se pudéssemos visitá-la, igual Gil, entenderíamos melhor que nunca o homem gostou da realidade. Sempre foge dela, procurando algo.

Resta-me finalizar esse texto redizendo a frase de Faulkner, apresentada no filme: “O passado nunca morreu”.

Symfonia

Symfonia é uma banda de power metal formada em 2010 pelos veteranos André Matos , Timo Tolkki, Mikko Harkin, Jari Kainulainen e Uli Kusch pois estavam sem trabalhos e perdidos na Escandinávia, e, portanto, juntaram esse grande time.

Ano:  2011

País:  Finlânda

Membros:

André Matos – Vocal
Timo Tolkki – Guitarra
Jari Kainulainen – Baixo
Mikko Harkin – Teclado
Uli Kusch – Bateria

Comentário:

“In Paradisum” foi um álbum muito esperado pelo fãs do estilo. Aos fãs do Stratovarius sempre fica aquele sentimento de “Stratovarius=Tolkki” e por isso acompanham ele para achar um Stratovarius perdido por ai. Bom, esse disco é um power metal bem tradicional, pois juntou grandes nomes do power metal tradicional e como disse André Matos numa entrevista coletiva, eles quiseram fazer o que mais sabiam fazer pra depois tentar algo diferente. O álbum lembra muito o som de Stratovarius em alguns aspectos, Tolkki sempre expressa muito sua personalidade, tanto no Stratovarius, quanto no Revolution Renaissance e agora no Symfonia. Mas mais que Tolkki é André Matos que já passou por muitas bandas, sempre fazendo sucesso, acredito que Symfonia pode muito dar certo, pois seus membros são grandes nomes da cena heavy metal mundial, o que dá credibilidade junto ao profissionalismo e expereiência. O álbum tem grandes faixas como “Fields of Avalon”, “Forevermore”, “In Paradisum”, “Rhapsody in Black” e não posso deixar de falar que Andre Matos ainda nos emociona muito, sua voz incomparável principalmente na música “In Paradisum” com demonstrações de voz invejáveis, mesmo com seus 40 anos.

01. Fields Of Avalon
02. Come By The Hills
03. Santiago
04. Alayna
05. Forevermore
06. Pilgrim road
07. In Paradisum
08. Rhapsody in Black
09. I Walk In Neon
10. Don’t Let Me Go

Tamanho:  126 MB

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Norman Rockwell

Norman Rockwell nasceu em Nova Iorque  em 3 de fevereiro de 1894. Rockwell, pintor e ilustrador, era muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 321 capas da revista The Saturday Evening Post que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida estadunidense. O fato de ser manco, durante a juventude, o tornou grande observador, e logicamente, um grande desenhista.  É dele as imagens clássicas, que estão nos sonhos de todos os apaixonados pela Coca, em especial da do Papai Noel, que transformou inclusive a roupa do bom velhinho, anteriormente toda branca para a atual, utilizando as cores temas do Coca-Cola.

Em 1937 passou a fotografar e assim desenhar o que ali estava, percebemos que as expressões faciais que ele reproduz são muito mais marcantes, um pouco caricatura, um pouco foto. Fotos do cotidiano norte-americano, centenas de fotos, em que as condensava em uma só, totalmente caracterizada pela sua subjetividade. Pois suas fotos eram sempre mais simples do que os seus desenhos, por que ele as incrementava,  dava cores, luzes e sombras aos seus desenhos. Observe as fotos que o inspiraram e seus desenhos à seguir, que confirmam o que eu digo:

Inverno de Sangue em Veneza

Título Original:  Don’t look now

País:  Itália, Reino Unido

Ano:  1973

Duração:  110 minutos

Gênero:  Suspense, Terror, Thriller

Direção:  Nicolas Roeg

Roteiro:  Allan Scott, Chris Bryant

Elenco:

Donald Sutherland
Julie Christie

Formato: RMVB

Tamanho:  345.83 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

O casal John (Donald Sutherland) e Laura Baxter (Julie Christie) estão aquecidos, dentro de uma casa de campo, enquanto os filhos, Christine e Johnny brincam do lado de fora, no campo. Christine caminha com um boneco e uma bola simulando uma guerra imaginária. Johnny anda acelerado de bicicleta, até que rompe um vidro no chão. Laura procura em livros uma resposta satisfatória para uma pergunta da curiosa Christine, enquanto John estuda imagens de igrejas para o seu trabalho. A calma da família termina quando John sai correndo de casa e encontra Christine afogada no lago. Pouco depois, John e Laura se mudam para Veneza, onde ele passa a dedicar boa parte de seu tempo a um projeto de restauração de uma antiga e importante igreja. O encontro de Laura com duas irmãs escocesas – uma delas, aparentemente, médium – muda a rotina do casal na mesma época em que estranhos assassinatos intrigam a polícia da cidade.

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Comentário:

“Inverno de Sangue em Veneza” é um suspense excêntrico. O clima de tensão é constante, já no início, o filme nos engana muitas vezes, dá uma falsa impressão que está calma e de repente nos espanta, não por medo, mas por essa quebra de climas como a cena da morte de sua filha, cena repetida inúmeras vezes durante o longa-metragem que não sai da mente de John, associando imagens parecidas à Christine. A cor vermelha está presente em quase todas as cenas (isso me lembrou de “O sexto sentido” que o vermelho tinha um sentido todo próprio) e associamos com sangue/perigo, pois desde o começo, a tensão parece dominar. As trocas de cena dão um toque especial ao filme, as similaridades de movimentos ou cores da cena anterior para a posterior embelezam incrivelmente, pelo menos comigo me fez reparar muito, parece que nos chama a atenção para os detalhes. As câmeras com foco, à primeira vista, desnecessários nos avisa mais uma vez para prestarmos a atenção. Um parêntese interessante do filme é cena de sexo. Funciona como uma válvula de escape para toda aquela tensão, nos faz relaxar um pouco, com apenas o áudio confortante. É lindo como as cenas se alternam, enquanto a mulher tira a roupa em uma cena e a relação se intensifica, alternam-se imagens de ambos se vestindo, mostrando expressões de preocupação, como se aquela fuga da realidade sombria acabasse. Nas partes lentas, com silêncio absoluto, a agonia toma conta de modo que podemos suspeitar ou até mesmo adivinhar que algo ruim acontecerá. O mistério predomina a partir de quando a cega é apresentada na história, que por sinal enfatizou bem com sons e foco de câmera, como se o diretor tivesse  chamando nossa atenção para ela. Tal mistério é mantido por todo o filme, nos causa uma SENSAÇÃO de estarmos perdidos. Pois é, este é o ponto. A narrativa não é linear, nem mesmo lógica, é mais de sensações, perturbar nosso cérebro, com a ideia de que não vamos compreender o que se passa na cidade. O cineasta joga pistas para enganar nos perturbar, algumas pistas como o fato ser paranormal, profecia, possessão demoníaca, serial killer. Essa confusão é vivida por John, principalmente quando ele pensa ter visto sua mulher, tudo indica mesmo, confunde a nós também. A atmosfera sombria de Veneza ajudou consideravelmente a provocar sensações estranhas, desajeitadas. Veneza foi quase um personagem da história e foi transformada de o lugar turístico, tão belo para o mundo inteiro em cenário pesado. À noite quando caminhavam sozinhos pelas ruas, é enfatizado bastante que não tenha qualquer indivíduo na rua, dando mais mistério, como “será que o assassino aparecerá? E aquele corpo resgatado do barco? Será algum dos dois a próxima vítima? O acidente da igreja? Mero acaso? Foi pressentimento de John correr para salvar sua filha? O que acontece com as irmãs?” São perguntas que ficarão no ar e deixarão para nós decidir qual final seria justo. Essa não-linearidade que enriqueceu essa grande obra, que ganhou uma abrangência incrível de discussões. Um destaque especial para a trilha sonora, espetacular!! Soube fundir as sensações perfeitamente .

Validação

Título Original:  Validation

País:  EUA

Ano:  2007

Duração:  16 minutos

Gêneros:   Curta

Direção:  Kurt Kuenne

Comentário:

Um elogio faz muita diferença na vida das pessoas. E esse curta tenta transmitir isso de uma forma bem real, com fatos bem difíceis de acontecer, como ‘Paz entre Israel e Palestina’. Ficamos felizes ao ver Hurt, o protagonista, elogiando as pessoas tão feliz e de forma tão sincera., ele realmente ‘ama o próximo’ e se sente feliz ao ver sorriso nos rostos das pessoas, é um cara muito generoso.  Fazem muita diferença esses elogios por que as pessoas geralmente não os fazem, por serem simples.  E quando ele se apaixona, faz todos os elogios possíveis à adorada Victória, que não sorri durante boa parte. E mesmo assim, ele continua insistindo, a achando maravilhosa, mesmo ela sendo antipática. E quando vê, que mesmo com tanto esforço, não consegue fazê-la sorrir, ele fica mal, não consegue mais usar seu talento de elogiar, de compartilhar com o outro aquilo que ele vê de bom. Fica deprimido, é demitido, mas depois de um tempo se recupera e consegue trabalh0. Depois de um tempo, vê o retorno daquilo que fez, não porque quisesse ver um retorno, para Hurt a recompensa está nos sorrisos das pessoas. E quando vê que sua amada, está sorrindo e fazendo as outras pessoas sorrirem, novamente é feliz e fica com ela, casam e vão para Paris. Em preto e branco, o curta é dirigido de forma simples, porém fantástica. Com uma história simples e bela, com atores desconhecidos.

parte 1:


parte 2: