Archive for agosto, 2011


Masterplan – Time To Be King

Masterplan é uma banda de power metal formada em 2001 por Uli Kusch e Roland Grapow após sairem do Helloween. Apesar de a banda ser fundada pelos dois, a grande estrela é o vocalista Jorn lande, com uma maiores vozes da atualidade. Masterplan virou sinônimo de Lande, basta ouvir os dois primeiros álbuns e logo em seguida ouvir o terceiro álbum com outro vocalista, devido a saida do primeiro vocalista. O nome “Lost and Gone” resume já pelo nome, foi um álbum perdido.

Ano:  2010

País:  Alemanha

Membros:

Jørn Lande – Vocal
Roland Grapow – Guitarra
Jan S. Eckert – Baixo
Axel Mackenrott – Teclados
Mike Terrana – Bateria

Comentário:

“Time to be King” é marcado pelo retorno de Jorn Lande. A banda gravou seu melhor álbum, com certeza, na minha opinião. O álbum “Masterplan” era meu favorito até lançarem. Lande expressa toda sua habilidade em todas músicas, sua voz é encantadora, parece que, ao contrário de todos vocalistas, sua voz melhora conforme o tempo passa. É um álbum que é difícil apontar favoritos, pois quase todas músicas são ótimas. Um dos melhores lançamentos de 2010.

1. Time To Be King
2. Fiddle Of Time
3. Lonely Winds Of War
4. Blue Europa
5. Far From The End Of The World
6. The Dark Road
7. Under The Moon
8. Blow Your Winds
9. The Black One
10. The Sun Is In Your Hands
11. Kisses From You (Bonus Track)

Tamanho:  104 MB

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In Flames – Sounds of a Playground Fading

In Flames é uma banda, formada em 1990 por Jester Strömblad, que antigamente era classificada como melodic death metal, mas hoje o som mudou bastante, usa mais vocais limpos, contrário a antes. In Flames influenciou muito o cenário de metal moderno, pois não é new metal mas ainda sim foge bastante dos outros estilos padrão como Heavy metal tradicional, Thrash metal, Power metal e assim por diante.

Ano:  2011

País:  Suécia

Membros:

Daniel Svensson – Bateria
Anders Fridén – Vocal
Björn Gelotte – Guitarra
Peter Iwers – Baixo
Niclas Engelin – Guitarra

Comentário:

Pela primeira vez na história da banda, Jester, o principal fundador da banda, está fora. Muita diferença? Não. “Sounds of a Playground Fading” segue a mesma linha de “Come Clarity” e “A Sense of Purpose”, com ótimas músicas, álbum me surpreendeu pela qualidade, não gostei tanto do álbum anterior (“A Sense of Purpose”). A música-tema e “Deliver Us” contam com refrões ótimos e arranjos bem criativos. A faixa “Deliver Us” ainda possui videoclipe, se passando em um parque de diversões.

01. Sounds of a Playground Fading
02. Deliver Us
03. All for Me
04. The Puzzle
05. Fear is the Weakness
06. Where the Dead Ships Dwell
07. The Attic
08. Darker Times
09. Ropes
10. Enter Tragedy
11. Jester’s Door
12. A New Dawn
13. Liberation

Tamanho:  79 MB

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Edguy – Age of the Joker

Edguy é uma banda formada em 1992 por Tobias Sammet e Jens Ludwig. A formação estável é uma das maiores qualidades da banda e o bom humor demonstrado nos clipes “King of Fools”, “Lavatory Love Machine”, “All the Clowns” e “Superheroes”. A formação da banda foi definitivamente estabilizada em 1998, época do álbum “Vain Glory Opera” com a entrada do baixista Tobias Exxel e do bateria Felix Bohnke, ambos muito bem-humorados, definindo também essa característica. O estilo da banda do começo até 2001, era puramente power metal. Posteriormente com o lançamento do álbum “Hellfire Club”, a banda adquiriu inflências Hard Rock, como a música “Lavatory Love Machine” e em outras músicas. A Partir do álbum “Tinnitus Sanctus” a mistura Hard/Power criou a identidade da banda, sendo aceita por grande parte dos fãs.

Ano:  2011

País:  Alemanha

Membros:

Tobias Sammet – Vocal
Jens Ludwig – Guitarra
Dirk Sauer – Guitarra
Tobias Exxel – Baixo
Felix Bohnke – Bateria

Comentário:

“Age of the Joker” seguiu os passos de “Tinnitus Sanctus” com o estilo fundido Hard/Heavy. Mais uma vez Tobias apostou em sua melhor qualidade: refrões. O álbum completo possui ótimos refrões como em “Nobody’s Hero”, “Pandora’s Box” e “Behind The Gates To Midnight World”(esses são alguns exemplos apenas). Já pela capa nota-se a referência ao grande álbum “Mandrake”, e o uso maior de sintetizadores. Também a falta de uma música excessivamente Hard Rock foi um indício de um amadurecimento do novo estilo. Adorei o riff pesado da música “Faces in the Darkness”, é uma música que me surpreendeu, além do bom refrão. No geral é um álbum bom, facilmente viciante, tecnicamente segue o padrão. Mesmo com a voz um pouco desgastada, Tobias se destaca pelos vocais agudos. Creio que quem gostou do Tinnitus Sanctus vai adorá-lo. O álbum já conta com o clipe da música “Robin Hood” e destaca-se por ser uma produção mais bem feita, contando com a atuação dos membros, como em filmes.

01. Robin Hood
02. Nobody’s Hero
03. Rock Of Cashel
04. Pandora’s Box
05. Breathe
06. Two Out Of Seven
07. Faces In The Darkness
08. The Arcane Guild
09. Fire On The Downline
10. Behind The Gates To Midnight World
11. Every Night Without You

Tamanho:  117 MB

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O que Terá Acontecido a Baby Jane?

Título Original:  What Ever Happened to Baby Jane?

País:  EUA

Ano:  1962

Duração:  133 minutos

Gêneros:  Drama, Suspense, Terror

Direção:  Robert Aldrich

Roteiro:  Ernest Haller, Henry Farrell, Lukas Heller

Elenco:

Joan Crawford
Bette Davis
Robert Cornthwaite
Victor Buono
Anna Lee

Formato:  AVI

Tamanho: 705 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Bette Davis é Jane Hudson, uma artista que alcançou a fama quando menina e ficou conhecida como “Baby Jane”. Agora envelhecida e distante do público há muitos anos, vive encerrada em uma mansão com sua irmã, Blanche Hudson (Joan Crawford) desde um acidente que selou a sorte de ambas, terminou a carreira brilhante de Blanche e acelerou a decadência geral de Jane. Disposta a brilhar nos palcos novamente, Jane volta à Baby Jane, passando por cima de tudo e de todos para atingir seu objetivo. A trama surpreende e mostra que, como sempre, as aparências enganam: afinal, o que terá acontecido a Baby Jane?

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Parte 1      Parte 2        Parte 3       Parte 4       Parte 5       Parte 6        Parte 7         Parte 8

Legenda

Comentário:

A história inicia com a cantora Baby Jane que estrelava com a ajuda de seu pai, o qual era sustentado à custa dela. Sua irmã Blanche era consolada por sua mãe e invejava Jane. Pode-se relacionar a história de Baby Jane a muitos casos de crianças famosas na vida real, que se tornaram alcoólatras ou drogados, é como se fosse uma tendência mesmo. A rivalidade por fora das câmeras entre Joan e Bette se transmitiu dentro da película, deixando mais real esse terror psicológico. Voltando ao filme, alguns anos se passam e a situação se inverte e, agora no cinema, Blanche se torna a estrela e Jane é considerada uma atriz medíocre. Nesse contexto, acontece um acidente de carro e Blanche se aleija. Passando um pouco mais o tempo, vivendo apenas do passado as irmãs Hudson passam por conflitos. O diretor a partir de então trata de nos angustiar com as crueldades de Jane e a incapacidade de Blanche se defender ou fugir devido a seu estado, na cadeira de rodas. O personagem Edwin Flaggs é importante, pois seus diálogos com sua mãe dá pistas, responde algumas perguntas que nos fazemos enquanto assistimos, é uma espécie de termômetro de entendimento. Vale-se destacar as grandes atuações de Bette Davis e Joan Crawford, que deram a veracidade e credibilidade ao roteiro impecável. É possível notar o paralelismo que Robert Aldrich estabeleceu entre o filme “Crepúsculo dos Deuses” e seu filme. Ambos contam a história de uma ex-estrela que não superou o fim da fama e adquiriu problemas psicológicos. Baby Jane de certa forma não envelheceu, se vestia com roupas remetendo a sua carreira quando criança assistia a suas performances, recordava suas fotos, cantava suas músicas. O recurso de mostrar a personagem em três fases da vida ajudou a concluir mais sobre a personalidade de Baby Jane, que é expressiva com seus sentimentos, mimada, arrogante. Por outro lado, Blanche Hudson é mais retraída, planeja friamente seus objetivos. Aldrich leva seu filme na história do cinema por ter feito tão originalmente um filme de terror psicológico surpreendente, dá pistas sutis só para os mais perspicazes suspeitarem. Hoje em dia esse tipo de terror está tão escasso, só criam filmes de terror com banho de sangue e tortura. Há um preconceito contra os filmes de terror por esse motivo, o conteúdo é muito pobre se for comparado a “Psicose” ou mesmo “O que terá acontecido a Baby Jane”, essa fórmula para clássicos talvez esteja ultrapassada, infelizmente.

http://www.imdb.com/title/tt0056687/

A Camiseta

Título Original:  Tričko

País:  República Checa

Ano:  2006

Duração:  11 minutos

Gênero:  Curta

Direção:  Hossein Martin Fazeli

Roteiro:  Hossein Martin Fazeli

Elenco:

Marian Mitas
Andrej Kovac

Sinopse:

Mark é um meio americano, meio eslováquio. E possui fortes crenças. Em uma viagem para a Eslováquia ele encontra Tomas, um atendente de mercado que está usando uma camiseta que ofende suas crenças.

Comentário:

Em primeiro lugar quero avisar para assistir esse curta-metragem até o último instante, pois a resolução está nos instantes finais. Mas a respeito do filme, fala sobre a intolerância religiosa. Aproveitando o assunto, o curta critica a visão norte-americana que os árabes são extremistas, mas nunca se puseram como platéia de suas ações.

 

 

Dogville

Título Original:  Dogville

País:  Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Reino Unido, França, Alemanha e Países Baixos.

Ano:  2003

Duração:  171 minutos

Gêneros:  Drama, Mistério, Suspense

Direção:  Lars Von Trier

Roteiro:  Lars Von Trier

Elenco:

Nicole Kidman
Paul Bettany
John Hurt
James Caan

Formato:  RMVB

Tamanho:  562 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Anos 30, Dogville, um lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este “período de testes” Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade.

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Comentário:

Lars von Trier é um diretor ousado que em todos seus filmes procura inovar em algum aspecto. Em Dogville, a forma teatral, nada convencional de mostrar o vilarejo, sem paredes, portas, mostrando apenas o essencial. O narrador onisciente escancara os pensamentos dos personagens, principalmente de Tom, e visualmente invade a privacidade deles também, nos ensina a julgar a cidade de Dogville como um ser supremo analisando cada evento, cada pensamento. O filme de fato começa com seu primeiro capítulo inserindo Grace na história. O presente citado na introdução que as pessoas necessitavam para modificar a vida dos moradores em seguida chegará, chama-se Grace. O fato de ser uma refugiada e uma ameaça para o pacato vilarejo, resulta em falta de credibilidade para o povo se a jovem é ou não boa. Com a ajuda de Tom, em suas discussões utópicas sobre sociedade, filosofia, ele toma Grace como um estudo, com a desculpa de que queria ajudá-la ou para se aproveitar dela. Os habitantes sentem dificuldade em aceitá-la, dizendo não haver possibilidade de Grace ajudá-los. Sempre entra Tom para resolver os problemas, é um símbolo de sabedoria e política do local. Grace é o elemento o qual revelará a podridão da sociedade. Para turistas, assim como quando Grace chegou, por ser um vilarejo pequeno, é apaixonante por ser diferente de onde morava, na cidade grande. Mas como é dito por Chuck, qualquer sociedade é ruim, basta conhecê-la a fundo para perceber, as pessoas são aproveitadoras, passam por cima de tudo pelos seus interesses. A paixão por Dogville cegou a fugitiva, iludiu-a como um lugar perfeito para se morar. Enfim, Grace consegue unanimidade na votação e fica. Como agora não precisa provar mais nada para alguém, começa a se soltar. Aos poucos incidentes vão acontecendo e por ter um compromisso, como se tivesse devendo um favor a todos, perde os seus direitos e nem mesmo Tom, que se diz apaixonado por ela, a defende. Por isso não discute, aguenta calada, criando a antipatia e se culpa por ter se iludido quanto a Dogville. O auge do filme é a tentativa de fuga de Grace, que sendo traída por Tom e Ben, não encontra mais nenhum amigo. Todos folgavam nos serviços de Grace, seja qual for, e já sentiam necessidade, criou um mau costume, ela foi o ponto de desequilíbrio. É perceptível como é gradativa a exploração dos habitantes em relação à Grace, findando com o máximo símbolo da exploração: ESCRAVIDÃO. Com uma reflexão com seu pai sobre arrogância, Grace chegou a conclusões que mudaram seu ponto de vista e assim como Trier anuncia em seu último capítulo: o filme termina. Von Trier usou esse ambiente menor para mostrar uma civilização fácil de ser julgada, com personagens como qualquer outra sociedade. Personagens aparentemente amistosos, simpáticos, e ao verem uma oportunidade de se aproveitarem, podem hesitar a princípio, mas depois a ideia vai se consolidando e Grace sofre com essas reações, e é alvo dos prazeres carnais dos homens. As quase três horas de filme passam voando, a narrativa, o cenário, a apresentação de cada capítulo dando a premissa do que mais ou menos vai acontecer são elementos que comprovam a inovação do grande diretor dinamarquês.

Time – O amor contra a passagem do tempo

Título Original:  Shi Gan

País:  Coréia do Sul

Ano:  2006

Duração:  98 minutos

Gêneros:  Drama, Romance

Direção:  Ki-duk Kim

Roteiro:  Jong-moo Sung, Ki-duk Kim

Elenco:

Ha Jung-Woo
Park Ji-Yeon
Kim Sung-Min
Seo Yeong-Hwa

Formato:  AVI

Tamanho:  693 MB

Legendado: Português/BR

Sinopse:

Seh-Hee (Park Ji-Yeon) e Ji-Woo (Ha Jung-Woo) são namorados de longa data. Eles estão apaixonados, mas Seh-Hee tem uma crise de ciúmes quando seu namorado se sente atraído por outra mulher. Ela está convencida de que Ji-Woo perderá o interesse no relacionamento à medida que o tempo for passando. Para prevenir o rompimento, Seh-Hee decide passar secretamente por uma cirurgia plástica, de modo que ela se torne uma ?nova mulher? para o namorado. Certo dia ela desaparece do mapa, deixando Ji-Woo magoado. Com o tempo, porém, ele vai se esquecendo de Seh-Hee e termina por se apaixonar por uma mulher misteriosa, que guarda um segredo que mudará suas vidas.

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Parte 1           Parte 2

Comentário:

No início do filme percebemos Seh-Hee imaginando que seu namorado não a deseja mais. Ela é uma moça bonita, estampilhada e que arruma confusão fácil quando o assunto é Jung-Woo, seu namorado, o ciúme doentio que a domina e faz demonstrar exageradamente. Sente-se comum, com um rosto entediante, corpo pequeno e não amada. O momento inicial do filme parece que ela está louca pela forma como é focado nela, a forma unilateral faz com que pensemos que é paranóica, mas com o decorrer do filme, eu acreditei que, na realidade, o diretor quis nos passar o forte sentimento de rejeição de si mesma por não estar se sentindo amada, e isso é comprovado quando ela pede para o namorado pensar em outra para poder fazer amor com ela, já que não conseguia anteriormente. Essa cena foi a mais impactante e que causa repugnância e tristeza, muito doentia essa atitude de Seh-Hee. Porém não quis que largassem, o que parece-me impressionante pensar assim após tantas adversidades.

A atitude de Seh-Hee diante dessa situação foi para ela como a única solução, sua visão estava muito encoberta e desesperada. Jung-Woo está acomodado à situação de sua relação, porém a ama, apesar de não mais demonstrar. Em vez de Seh-Hee reconquistar seu amor como é, prefere mudar fisicamente e fingir que não o conhecia à enfrentar a situação, preferiu encobri-la por trás de uma nova face, uma nova vida. Quis começar sua vida com ele do zero, porém Jung-Woo ainda está questionando o que teria acontecido, porque ela o deixara.

Inacreditável que não tenha reconhecido ela ao beijar, ao tocar seu corpo, ao dar as mãos… Talvez ele, na verdade tenha pensado tanto em Seh-Hee que não sabia se ela era realmente sua amada ou o pensamento; mas esse pensamento talvez seja muito romântico. Talvez, ele realmente não a reconheceu, pois quando a namorava não prestava mais tanta atenção por causa do tempo, estava acomodado demais. Como sempre se ouve: Só damos valor àquilo que perdemos… Frase clichê, mas não há nada que tenha passado isso dessa forma e tão real quanto nesse filme.

Depois que Jung-Woo descobre que Seh-Hee fez uma plástica, decide fazer também. Será que fez por fazer ela sentir na pele o que ele sentiu? Ou, para acompanhá-la nessa experiência? Não importa como pareçam por fora, porém ainda são a mesma pessoa, ainda se amam, não desfrutaram disso para conquistar outras pessoas, outras coisas.

O médico que realizou as três plásticas que ocorreram, era alguém antiético? Porque, apesar de saber todos os maus efeitos que isso trouxe à vida do casal, continua a realizar cirurgia? Tudo por dinheiro, é claro.

É muito triste quando, posteriormente a plástica de Jung-Woo tudo anda rapidamente até o final do filme: entre milhares de pessoas, onde ele está? Até o final não sabemos sua nova máscara…

http://www.imdb.com/title/tt0497986/

George Carlin – Religião é Besteira

George Carlin, nascido em 1937 nos EUA, foi um ator, humorista polêmico e pioneiro no humor com crítica social. Sua maior característica é ser ateu convicto e atacar as religiões, o que ocasionou inúmeras prisões a causa maior de toda sua polêmica. Apesar desse lado, George Carlin também fala em seus stand-ups sobre diversos temas como planeta, costumes, política, sempre mostrando um ponto de vista incomum com argumentos fortes. Infelizmente essa figura importante morreu em 2008 com já seus 71 anos.

O primeiro video que postarei é “Religião é Besteira” o qual argumenta sobre a existência de Deus, questiona as orações, faz uma comparação maravilhosa entre Sol e deus. Não recomendo ver quem não tem a mente aberta pois a convicção dele é assustadora sobre religião e deus e pode causar desconforto para quem é religioso. Achei demais a reação do público com suas frases extremamente pesadas, riram muito. Também leva-se em conta que quem vai assisti-lo tem ideia do que irão ouvir. Para os ateus não-convictos, esse video é aquele passo a mais. Carlin persuade, e o humor faz parecer tudo ridículo, o que aumenta a credibilidade das ideologias contra o teísmo. Esse video é uma raridade conseguir assistir decentemente. O youtube, o dailymotion constantemente tiram do ar o video por ser bem forte mesmo ou então tiram o audio do video. Bom, postarei o video com o audio censurado. Vocês podem ou optar em vê-lo assim mesmo ou seguir o link abaixo (com áudio e video perfeitos)

 

http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=491155&width=560&height=434&related=&hd=&cor_fundo=&cor_titulo=&color1=&color2=&color3=&slideshow=&config_url=&

 

 

 

Jacek Yerka


Jacek Yerka é um pintor polonês, nascido em 1952. Estudou artes plásticas e gráficas e tornou-se artista dedicado exclusivamente a sua profissão em 1980. Usa de várias temas como o visual rural polonês e construções, fundindo-os juntamente com outras figuras resultando em imagens surrealistas, principal característica. Abaixo serão mostradas algumas de suas imagens:

Rabbits

Título Original:  Rabbits

País:  EUA

Ano:  2002

Duração:  46 minutos

Gêneros:  Mistério, Fantasia, Drama, Terror, Comédia

Direção:  David Lynch

Roteiro:  David Lynch

Elenco:

Scott Coffey
Rebekah Del Rio
Naomi Watts

Formato:  AVI

Tamanho:  180 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

É assustador, estranho e até mesmo engraçado. Rabbits é a mãe e o pai de todos os pesadelos. A atuação, os movimentos, as luzes e as câmeras nos levam ao pavoroso e indecifrável mundo do subconsciente, do qual nunca mais iremos querer acordar.

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Comentário:

Rabbits é mais uma das grandes obras de David Lynch. Na verdade Rabbits é uma série de 8 episódios que, pela duração, o classifiquei como média-metragem. O mistério é o principal ingrediente. A narrativa sem conexão entre os três atores vestidos de coelhos em um cômodo (cenário semelhante a teatro filmado) dá certo mal-estar, também acompanhado pelos sons de vento, chuva, inclusive citado pelos personagens. As perguntas ficam no ar: Porque as risadas? Porque os aplausos? Qual era o segredo? De quem eram os passos lá fora? Será o homem vestido de verde? Porque quando algum dos coelhos fica sozinho, falam de cachorros arrastando, molhados? Porque aquela língua de fogo em cima da janela? Janela quebrada? David Lynch quis apenas provocar sensações, com essas situações obscuras. É conhecido por trazer temas bizarros, assim como em “Eraserhead”, e criticar o cinema norte-americano, o que o afasta do cinema Hollywoodiano. Rabbits é uma experiência incrível e se assemelha a um sonho que não apresenta nexo, com apenas flashs, sem uma sequência lógica. Alguns diálogos se alternam, uma pergunta feita no primeiro episódio é respondida no quinto, por exemplo. E as horas faladas pelos personagens confundem essa digressão, o filme pode ser interpretado como um jogo de diálogos trocados e fatos possivelmente explicados ou um sonho que causa reações estranhas ou até mesmo uma mescla dos dois. Esse mistério de como pensar sobre o filme é o que o torna genial, essa falta de informações necessárias para defini-lo.

http://www.imdb.com/title/tt0347840/

A Arte do Pensamento Negativo


Título Original:  Kunsten å tenke negativt

País:  Noruega

Ano:  2006

Duração:  79 minutos

Gêneros:  Drama, Comédia

Direção:  Bard Breien

Roteiro:  Bard Breien

Elenco:

Fridtjov Såheim
Kjersti Holmen
Kirsti Eline Torhaug

Formato:  RMVB

Tamanho:  390 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse

Uma comédia burlesca e surrealista de origem norueguesa. A história do filme centra-se em Geirr, um homem que depois de sofrer um trágico acidente ficou paralisado e mergulhou numa profunda depressão que eventualmente causa uma deterioração da sua vida pessoal. A sua crescente frustração é alimentada pelo excesso de Álcool e pela música de Johnny Cash que acompanham constantemente a sua deprimente rotina. Na tentativa de auxiliar o seu namorado, Tori convence Geirr a receber apoio psicológico de um Grupo de Pensamento Positivo que através de elementos que partilham histórias igualmente trágicas, tentam levantar a sua moral e espírito mas ele rapidamente percebe que este grupo é perfeitamente inútil e ainda mais infeliz que ele.

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Parte 1  Parte 2  Parte 3

Comentário:

O filme começa com Geirr, paraplégico inconformado com sua deficiência, vivendo com sua mulher, que toma uma atitude ao ver seu marido afogado em seu negativismo: chamar uma terapeuta especializada nesse tipo de situação, seu nome é Tori. Tori lidera um grupo de deficientes ou pessoas com dificuldades. A terapeuta leva o grupo até a casa de Geirr que os recebe com total desprezo por não achar que existe uma maneira positiva de pensar sobre sua vida. Após tentar bastante, Tori desiste de ajudar Geirr, culminando com quando ele deu um soco na cara dela, quando essa tentou dançar Johnny cash numa tentativa frustrada. Depois Tori abandona a casa, e sobram os quatro “problemáticos” e o marido de Ingvild e a mulher de Geirr. Os dois parceiros conversam sozinhos no segundo andar enquanto os quatro se embebedam e se drogam. Na conversa dois, decidem largar seus respectivos para poderem viver uma vida normal. Ambos tinham uma vida sexual nula pela deficiência. Geirr comandava seus novos amigos com pensamentos negativos e faziam-nos sentir melhor e normais, até rindo entre eles. Depois dessa noite, Tori volta e resolve dar uma chance para o grupo e conversa com Geirr que a aconselha que o pensamento negativo possa render mais em certas situações. A passagem do cachorro que mesmo sendo abandonado pelos donos, continua batalhando pra viver mesmo em uma floresta, sozinho de certa forma incentiva Geirr a viver, é como uma inspiração em meio ao caos vivido em sua mente. O filme mostra muito bem que o otimismo excessivo não faz tão bem, o sorriso forçado da Ingvild, e em casos extremos, como o de Geirr, impotente e paraplégico, não funciona. A arte de pensar negativamente foi uma alternativa no mínimo interessante, pois faz refletir em estar no fundo do poço. Os personagens, assim como deficientes na vida real não gostam de sentir inúteis, inferiores e que as pessoas sintam pena. O pensamento negativo fez com que esse sentimento ruim se passasse. Mas então a pergunta é lançada: será que esse pensamento negativo os tornaria feliz durante toda a vida? O filme se passou durante uma noite apenas, e o álcool e as drogas deram a felicidade instantânea, mas será que teriam que se tornarem dependentes químicos para serem felizes? Os personagens são bem céticos, principalmente quando Geirr repete várias vezes pra eles encararem a realidade, que eles são incapazes e deviam se conformar. Esse pensamento a princípio dói nos personagens, pois não querem acreditar em seus problemas, pois a terapeuta com otimismo tenta escondê-los, e quando o personagem pessimista os expõe isso causa um impacto muito forte, deixa um silêncio ensurdecedor a todos. Uma grande obra prima do diretor Bard Breien que colocou em evidência um assunto até considerado tabu, com ousadia.

http://www.imdb.com/title/tt0945356/

Disque M para Matar

Título Original:  Dial M for Murder

País:  EUA

Ano:  1954

Duração:  105 minutos

Gêneros:  Mistério, Policial, Thriller

Direção:  Alfred Hitchcock

Roteiro:  Frederick Knott, Robert Burks

Elenco:

Ray Milland
Grace Kelly
Robert Cummings
Anthony Dawson
John Williams

Formato:  RMVB

Tamanho: 343 MB

Legendado: Português/BR

Sinopse:

Em Londres, um ex-tenista profissional decide matar sua mulher, para poder herdar seu dinheiro e também como vingança por ela ter tido um affair um ano antes, com um escritor que vivia nos Estados Unidos mas que no momento está na cidade. Ele chantageia um colega de faculdade para estrangulá-la, dando a entender que o crime teria sido cometido por um ladrão. Mas quando algo sai muito errado, ele vê uma maneira de dar um rumo aos acontecimentos em proveito próprio.

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Comentário:

Hitchcock inicia seu filme preparando o terreno para o jogo psicológico entre Tony, Mark e o detetive. O grande plano de Tony para matar sua mulher é revelado ao longo do tempo que foi planejado com extrema precisão, eliminando todas as possibilidades de incriminação. Para seu plano ser perfeito, precisou de um álibi, com índole duvidosa, assim como Tony lembrou a época da faculdade. Não bastou muito tempo vigiando Lesgate para descobrir um podre dele, o que usaria para chantageá-lo, com ajuda extra de grande quantidade de dinheiro. Com um plano perfeito em mente, Tony convence Lesgate a cometer o crime, pois está sem opções. A partir desse momento, Hitchcock deixa o público como cúmplice de sua jogada de mestre, com seu tema preferido, assassinato. Ao contrário de muitos filmes dele, sua narrativa inova mais uma vez com o personagem nos revelando todos seus atos, com diálogos hipnotizantes, prende nossa atenção para não perder nenhum detalhe de seu plano diabólico. O filme se passa quase absolutamente no mesmo cômodo da casa, com poucos personagens, suficientes para desenvolver o filme. Dois fatores-chave são responsáveis pela mudança de rota de Tony. Primeiro: o amante de sua esposa, Mark, é romancista, especialista em crimes e apaixonado por Margot, aliado a um detetive capaz de infringir o código ético para resolver os mistérios. Segundo: a incompetência de Lesgate em matar Margot e um equívoco de Tony com as chaves. Os diálogos frequentes não abrem espaço para mais nada, o diretor faz com que nós torcemos pelo assassinato se concretizar, cria uma simpatia com Tony. Tony é um personagem muito inteligente, e preparou muito bem com todos os detalhes, mas como diz Mark no filme ”o crime perfeito só existe no papel”, na realidade erros são cometidos, imprevistos acontecem. Mas não confundam as coisas, o mestre do suspense não quis dar nenhuma lição de moral para ninguém cometer crimes, esse não é o perfil de seus filmes. Acredito que sua genialidade se concentra em resolver apenas seus próprios enigmas, não fazendo ligação com o mundo externo. Anos 50, na minha opinião, foram os anos dourados do diretor, esse com certeza está entre os meus 5 preferidos do diretor.

http://www.imdb.com/title/tt0046912/

Amorphis – Skyforger

Amorphis é uma banda de metal, formada por Jan rechberger,Tomi Koivusaari e Esa Holopainen em 1990. O estilo da banda era, no começo, death metal. Mas atualmente o som está mais próximo de metal progressivo, mas ainda conserva os vocais guturais, porém bem menos que o vocal comum.

Ano:  2009

País:  Finlândia

Membros:

Tomi Joutsen – vocal
Tomi Koivusaari – guitarra
Esa Holopainen – guitarra
Santeri Kallio – teclado, sintetizador, piano, órgão
Niclas Etelävuori – baixo
Jan Rechberger – bateria

Comentário:

“Skyforger” é um álbum que revela o sucesso da nova fase da banda. Uma mudança grande de estilo como essa rendeu ótimas músicas como “Silver Bride”, “From the Heaven of my Heart”, “Sky is Mine”, “Skyforger”. Todas com melodias incríveis, com ajuda fundamental do teclado e o vocal encaixado perfeitamente. O estilo dessa banda se parece um pouco com o estilo de Sentenced na última fase, com as devidas diferenças é claro. É típico álbum que facilmente você consegue ouvir várias vezes sem enjoar. As letras são traduções em inglês de poemas finlandeses.

01. Sampo
02. Silver Bride
03. From the Heaven of My Heart
04. Sky Is Mine
05. Majestic Beast
06. My Sun
07. Highest Star
08. Skyforger
09. Course Of Fate
10. From Earth I Rose

Tamanho:  52 MB

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Blade Runner – O Caçador de Andróides



Título original:  Blade Runner

País:  EUA

Ano:  1982

Duração:  87 minutos

Gênero:  Ação, Drama, Ficção Científica, Suspense

Direção:  Ridley Scott

Roteiro:  Charles knode, David Webb, Philip K. Dick

Elenco:

Daryl Hannah

Rutger Hauer

Harrison Ford

Formato:  RMVB

Tamanho:  379 MB

Legendado:  Português

Sinopse: 

Blade Runner é um filme que mostrar um futuro distanteem Los Angeles, no mês de Novembro de 2019. É um filme baseado na obra de Philip K. Dick, 68, o livro “Androids Dream of Electric Sheep?”, que conta a crise moral de Rick Deckard, um caçador de andróides. O futuro é mostrado no filme com a criação de andróides, a exploração de outros planetas, a super população e o caos que se gera em torno de uma humanidade consumista e egoísta.

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Comentário:

O letreiro que inicia o filme introduz-nos à história do filme. A situação que toma lugar é a tentativa de execução dos replicantes, os mais complexos, do nível Nexus 6, após uma guerra sangrenta em que eles estavam envolvidos. A execução deles era feita por um tipo de policiais encarregados da tarefa, os blade runners. É uma situação complicada, já que os andróides – que são criados pelos seres humanos – tem inteligência muito próxima a de seus construtores. Os andróides, porém não tem memórias próprias, e sim memórias de outra pessoa, que são atribuídas a eles.

No começo do filme podemos notar a visão futurista do autor do livro, que deu origem ao filme “Blade Runner”, pelas músicas, naves e o fato de criarmos similares humanos – os andróides – e com eles explorarmos planetas. Isso revela uma contradição, já que, é pouco possível que daqui a nove anos tenhamos tais capacidades.

No teste feito pelo engenheiro no início do filme, o andróide apresentado mostra que os andróides não são capazes de espontaneidade, criatividade e só sabem o que são programados para saber (conforme trecho do Jabuti).

O lugar onde a sociedade se organiza no filme é demonstrado pela arquitetura, com prédios grandes, ilustrando o aumento significativo da população.

Os andróides não sabem o que são. Como só vivem quatro anos, seus passados são criados. Suas memórias geram uma personalidade, aceitação do eu, por exemplo, a andróide Rachael se sente confusa e tem dificuldades para entender que suas memórias na verdade são falsas. Isso causa um caos na cabeça dos andróides, já que são muito próximos aos humanos, e podem ter algo parecido com os sentimentos, não conseguem entender muito bem o que são e que suas memórias não passam de uma ilusão. De forma geral, nós humanos também temos questões existenciais pelas quais não conseguimos respostas. De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?

J.F. Sebastian, um dos criadores, desde o início sabe que Roy e Pris são andróides e arrisca a perguntar qual é a geração deles, que é Nexus 6, “tão perfeitos” e parecidos com humanos. Certa passagem diz “mais humanos que os humanos”, referindo-se ao lema que mostra a sua tamanha complexidade. Os andróides acreditam que são seres vivos e não computadores, como diz a passagem de Pris: “Penso, logo existo”. Admitem ser bem parecidos com Sebastian, e querem que ele os ajude a prolongar seus anos de vida. O andróide Roy quer que Sebastian derrote Tyrell conseguindo então o prolongamento da vida dos andróides.

Tyrell se opõe a idéia do prolongamento, pois essa medida alteraria a espécie, causando transtornos nos andróides, podendo gerar um dano irreparável para toda a humanidade. Afinal, os andróides perderiam suas identidades, e evoluindo poderiam vir a interferir na vida dos humanos, superando-os talvez, e tornando-se incontroláveis. Tyrell afirma que os melhores andróides morrem mais cedo. E isso acontece no mundo também, muitas vezes as pessoas se sobrecarregam e acabam trabalhando mais do que podem, abusando de seus limites para conseguir um objetivo e se superar.

Assim como Roy admite ter feito coisas terríveis, Tyrell o convence de que fez também coisas admiráveis, dizendo que ele é o filho pródigo. Todos nós, humanos, cometemos erros, mas somos capazes de nos perdoar, e ajudar as pessoas. Roy não seria capaz de ter sentimentos, mas ambiciona viver. Sua vida, entretanto, está num plano coletivo, onde, pela preservação da espécie, é necessário que a vida de Roy seja sacrificada.

Nós humanos, vivemos num ciclo irreversível na vida, onde nascemos, vivemos e morremos, em função do tempo. Tudo no mundo tem seu tempo de duração, no caso dos andróides, esse tempo é de quatro anos. E ao alterar esse ciclo, aumentando o tempo de vida, haveria alteração da espécie e do ciclo que lhes é imposto.

Poderíamos supor também que, aos humanos, não era mais interessante que os andróides continuassem a existir. Afinal, ao superar-nos e serem muito parecidos conosco, humanos, nos ameaçavam não só biologicamente, como também psicologicamente, pois não somos capazes de aceitar seres melhores que nós, visto que já temos dificuldades em aceitar nossas diferenças em um plano individual.

“Medo de viver, isso é ser escravo”. Roy só queria viver para estar com Pris, essa frase expressa isso, já que, com a morte de Pris não vê mais motivos para viver. Não ter coragem de enfrentar a vida e os desafios que ela impõe, é ser feito de escravo. É a mesma situação deles ao terem de enfrentar as batalhas em outros planetas, por serem ordenados pelos humanos e não terem opção, ao se sentirem como robôs, usados.

Quando Deckard sabe que acabou seu trabalho de matar replicantes, diz: “Até que enfim…”. Ele percebe que os andróides criaram sentimentos, e valorizavam coisas que o homem havia esquecido. Caçá-los e matá-los antes do seu tempo de vida era como um crime grande. Era como matar seres humanos.

Então o patrão de Deckard diz: “Que pena que ela não vai viver. Afinal, quem vive?”. Nisso ele se refere a Rachael, pois o trabalho de Deckard acabou, mas faltou uma tarefa a ser cumprida: matar Rachael. Quando diz: “Afinal, quem vive?”, ele se refere a aproveitar a vida, coisa que profundamente é muito raro nas pessoas; tem algumas que só passam pela vida, sem vivê-la, e também quer dizer que no fim, a vida é uma longa jornada pela qual ninguém sai vivo.

Os andróides entendem mais sobre vida do que os próprios humanos. A vida da humanidade depende de todos que vivem.

O filme traz a idéia da evolução do capitalismo. O cúmulo acontece quando se trabalha para matar um semelhante. Um dos mandamentos diz: “não matais seus semelhantes”; andróides não são humanos, mas nos imitam. No filme é demonstrada a perda de valores e de identidade do homem.

O homem é manipulado pelo dinheiro. As novas tecnologias que surgem, inclusive hoje, não são motivadas pela curiosidade, e sim pelo dinheiro. Isso é capitalismo, e afeta nossas vidas, pois transforma os seres humanos em maquinas, responsáveis por gerar dinheiro, responsáveis por colocar a obtenção do dinheiro em primeiro lugar em suas vidas.

E o conhecimento? Que é uma coisa que só os homens adquirem a “baixo preço” – que nos gera satisfação, que nos faz apreciar mais apuradamente certas coisas na vida – não dizemos ser de graça, porque há conhecimento que só adquirimos se pagarmos, investirmos.

Os cientistas no filme, como Tyrell, vivem num esplêndido luxo, em prédios enormes, porém são solitários. Possivelmente, nem o vizinho de Tyrell o conhece. Eles são competitivos e egoístas. Sabem que se aumentassem os anos de vida de Roy e de outros andróides, estes poderiam os superar. E quando é desafiado por J.F. Sebastian, Tyrell não resiste.

Os homens, no universo de Blade Runner, são solitários, algo que possivelmente o autor do livro quis mostrar como uma evolução do capitalismo e do mundo. Até o homem que faz o olho do andróide, trabalha sozinho e depois repassa as outras tarefas, e como uma linha de produção, é uma produção em série. Às vezes, minha mãe diz: “Filha, me ajude a tirar a roupa do varal, que vai chover.” É como se houvesse uma “chuva” vindo no futuro desse homem, e como se ele corresse para fazer tudo sozinho. “Afinal, duas cabeças não pensam melhor juntas?” Por que as pessoas nesse filme se isolam? Preferem se ausentar da humanidade, só o que lhes convém é o consumismo absurdo, uma forma de egoísmo.

Por exemplo, a boateem que Deckardvai. Há pessoas que ele nunca viu, se limita a beber, não fala nada com ninguém, nem mesmo com o garçom. Hoje em dia geralmente, quando você vai a um lugar desses e bebeu, fala com qualquer um. Isso mostra a seriedade e neutralidade da personalidade de Deckard. Ao mesmo tempoem que Deckardprocura encontrar os replicantes e exterminá-los, ele procura encontrar a si mesmo, pois podemos ver sua insegurança e dificuldade em aceitação do eu, gerando a hipótese dele também ser um replicante.

Uma curiosidade é que o diretor Ridley Scott capturou em carvão vegetal todas as cenas antes de filmá-las. E com seu estilo muito visual, influenciou uma geração de realizadores. E alguns se limitam a copiá-lo.

Em um segmento, é dito por Roy:

“Uma experiência e tanto viver com medo, não? Isso é ser escravo.

Vi coisas que vocês, humanos, não acreditariam.

Naves de combate em chamas em Orion.

Vi raios gama brilharem na escuridão de Tannhauser.

Todos aqueles momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva.

Hora de morrer.”

Fato curioso é que, no fim do filme, aparece um unicórnio feito de palito, por Gaff. Qual seria a ligação entre o unicórnio do sonho de Deckard com o unicórnio feito por Gaff? É uma incógnita que deixa em aberto novos pensamentos e hipóteses. Assim como a hipótese de Deckard também ser um replicante, podemos gerar a hipótese de Gaff também ser um. E poderíamos gerar uma relação entre a mente dos dois? Ou entre a mente dos replicantes?

Há quem diga que viver é aprender a conviver; mas e viver consigo? Os andróides não tem amigos como os humanos, não tem sentimentos controláveis, ou tem? Será que ao descobrir quem era seu criador, o porquê de suas existências e de suas mortes talvez encontrasse razões para suas vidas? Apesar de Roy “ser um filho pródigo”, não agüentou o fato de ter que viver consigo mesmo? E sem Pris… Sem sua revolta, não havia mais razões para viver, assim que ele entendeu tudo, e não poderia mudar, era inevitável morrer. Morrer é apenas algo que desconhecemos e tudo que é desconhecido, é temido.

Assim como os andróides será que os homens não são também programados para morrer? Será que o universo e tudo que ele engloba são baseados em um ciclo inevitável onde tudo acaba um dia? E será que os homens não morrem quando não tem mais função na Terra?

http://www.imdb.com/title/tt0083658/

Ari Koivunen é o projeto solo desse vocalista, que foi revelado por vencer o programa Idolos da Finlãndia em 2007, cantando músicas de rock e heavy metal. A diferença de cultura para o Idolos brasileiro é monstruosa, enquanto aqui os vocalistas se inspiram em Ivete Sangalo, Cláudia Leite, na Finlândia cantam Stratovarius, Sonata Arctica, Whitesnake, Scorpions, Iron Maiden. Atualmente está cantando na banda Amoral de Death metal.

Ano:  2007

País:  Finlândia

Membros:

Ari Koivunen – Vocal
Erkka Korhonen – Guitarra, backing vocals
Vili Robert Ollila – Teclado
Erkki Silvennoinen – Baixo, backing vocals

Comentário:

“Fuel for the Fire” é o primeiro álbum do recém famoso Ari e demonstra muita personalidade. Lendo sua biografia é possível notar como ele foi educado com música desde criança. Acabou de ter sua oportunidade e gravou um bom álbum, cheio de músicas boas. Pra começar, destaca-se “God of War” que abre com velocidade, dando continuidade com a música-trabalho “Hear my Call” com direito a videoclipe que é a música mais grudenta. Ainda posso citar “Our Beast”, “Losing my Insanity”, “Stay True”, “Stormwind”, que valem a pena com certeza conferir.

01. God Of War
02. Hear My Call
03. Fuel For The Fire
04. Don’t Try To Break Me
05. Angels Are Calling
06. I Fly
07. Our Beast
08. Losing My Insanity
09. Stay True
10. Stormwind
11. Heartstealer
12. Hetki Lyö (Beat The Clock)

Tamanho:  119 MB

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Kseniya Simonova – Animação com Areia


Kseniya Simonova é uma artista ucraniana que faz performances criando animações com areia. Nascida em 1985, foi vencedora da versão ucraniana do Britain’s Got talent em 2009. Em sua apresentação retratou a segunda guerra mundial de sua pátria contra os nazistas, emocionando a platéia, com ajuda também de um fundo sonoro brilhante. Aqui está o vídeo de apresentação.

Symphony X – The Divine Wings of Tragedy

Symphony X é uma banda de Prog Metal formada em 1994 pelo guitarrista/líder Michael Romeo. Como o próprio nome da banda diz, apresenta vários instrumentos, como uma sinfonia. A banda é conhecida por ter bons músicos, técnicos e criativos, letras fortes. Symphony X é muito comparado a Dream Theater por pertencerem ao mesmo estilo e ter um nível alto de técnica dos seus integrantes.

Ano:  1997

País:  EUA

Membros:

Russel Allen – Vocal
Michael Romeo – Guitarra
Thomas Miller – Baixo
Michael Pinnella – Teclado
Jason Rullo – Bateria

Comentário:

“The Divine Wings of Tragedy” é o terceiro álbum da banda, segundo do vocalista Russel Allen, que a partir de então ganha a total carisma dos fãs. Esse álbum lançou de vez a carreira da banda, que é considerado por muitos o melhor. Pra começar por “Of Sins and Shadows” que tem base pesada, excelente refrão e introdução de solo perfeita com múltiplas vozes. “Sea of Lies” é a uma das músicas mais famosas da banda com solos tanto de guitarra como de teclado maravilhosos. “The Accolade”, “Out of the Ashes” e “Candlelight Fantasia” são outros destaques. Vale lembrar que a música-título “The Divine Wings of Tragedy” tem mais de 20 minutos, por contar uma longa e épica história.

01. Of Sins And Shadows
02. Sea Of Lies
03. Out Of The Ashes
04. The Accolade
05. Pharaoh
06. The Eyes Of Medusa
07. The Witching Hour
08. The Divine Wings Of Tragedy
09. Candlelight Fantasia

Tamanho:  74MB

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Onde os Fracos não têm Vez

Título Original:  No Country for old men

País:  EUA

Ano:  2007

Duração:  122 minutos

Gêneros:  Drama, Policial, Suspense

Direção:  Joel Coen, Ethan Coen

Roteiro:  Joel Coen, Ethan Coen, Cormac McCarthy

Elenco:

Javier Bardem
Josh Brolin
Tommy Lee Jones
Kelly Macdonald
Woody Harrelson
Stephen Root
Garret Dillahunt

Formato:  RMVB

Tamanho: 395 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

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Comentário:

“Onde os Fracos não têm vez”, assim chamado no Brasil, não é a melhor opção pra denominá-lo, já que não há personagens fracos. O título em inglês é mais coerente (“No country for old men”), pois os velhos Llewelyn Moss e Ed Tom já passaram da idade, o que não significa ser fracos, isso é ignorar o passado deles, já julgando eles terem sido fracos toda a vida. Enfim, pulando essa parte da nomeação, iremos para os personagens. Anton Chigurh, interpretado por Javier Bardem, é um assassino frio, metódico e é capaz de matar quaisquer indivíduos no seu caminho. Apesar de psicopata, tem seu código e palavra acima de tudo, como é comprovado em alguns momentos, como no posto à beira da estrada e com a mulher de Llewelyn. As expressões de Chigurh, a escassez de adjetivos para defini-lo, o uso da um tubo de ar comprimido como arma, ou acoplado à arma, tudo isso foi incorporado perfeitamente por Bardem, rendendo um  oscar de melhor ator coadjuvante e também fez belíssimos trabalhos como em “Mar Adentro”, “Sombras de Goya”. A respeito do roteiro, tudo começa quando Moss encontra uma maleta com dois milhões de dólares, e a partir de então, tudo gira em torno dessa. O filme é um duelo entre o assassino implacável e Moss, uma perseguição nada clichê, a qual o objetivo dos dois é o mesmo, a maleta. O filme não pode ser confundido com um faroeste moderno, não, essa não foi intenção dos irmãos Coen. Faroeste tem uma linearidade tradicional, e podem classificar de tudo os irmãos, menos convencionais. Aliás, esse não convencionalismo é alvo de crítica, principalmente a respeito do final do filme ou como no filme “Queime depois de Ler” que apresenta também um final incomum. Ethan e Joel Coen são os típicos diretores “ame ou odeie”, pois quem espera um final “normal” e história mastigada costuma se decepcionar. Eu particularmente adorei o final, realmente não o esperava, isso se destaca, não é mais um filme de perseguição, tem sua identidade e com certeza por ela identifica-se claramente quem são os diretores. Ganhou um oscar atípico de melhor filme, assim o classifico por não ter um perfil favorito para os votantes, pois são conservadores. Mas enfim, as vezes até o oscar nos surpreende.

http://www.imdb.com/title/tt0477348/

Outworld – Outworld

Outworld é uma banda de Prog Metal, fundada em 1997 pelo virtuoso Rusty Cooley, guitarrista e líder da banda, porém só gravou este único álbum em 2006, um EP em 2008 e uma DEMO em 2004, e acabou a banda em 2009. A banda é marcada pelos vocais agudos de Carlos Zema, guitarra pesada e solos rápidos.

Ano:  2006

País:  EUA

Membros:

Rusty Cooley – Guitarra
Shawn Kascak – Baixo
Bobby Williamson – teclado
Matt McKenna – Bateria
Kelly Carpenter- Vocal

Comentário:

Falar de Outworld infelizmente só pode pegar por base esse único e excelente álbum. A técnica da banda é fantástica, em muitas partes os solos de teclado e guitarra alternam-se ou encontram-se(como é o caso de The Never). A guitarra com 7 cordas dá um peso a mais a banda que alia sua extrema técinca ao peso com teclados dando um certo clima escuro.Destaques vão para: “Riders” como começa com um ritmo absurdamente acelerado, anunciando que a banda terá um som de presença pela frente, Riders apresenta grandes solos, principalmente com Cooley no final. Depois tem “Warcry” com um vocal que chega a ser desagradável em certos momentos, porém instrumentalmente impecável. A música tema “Outworld” segue o padrão da Riders. “City of the Dead” com um riff inconfundível logo após a introdução marca sua presença, com bom refrão. “The Grey Tide” seria a música mais progressiva da banda, com a viradas longas, mudanças de repentinas de velocidades, e com a excelente e peculiar parte antes do brilhante solo de Rusty.

o1. Raise Hell
o2. Riders
o3. Warcry
o4. Outworld
o5. The Never
o6. City Of The Dead
o7. Prelude To Madness
o8. The Grey Tide
o9. I Thanatos
10.Polar (Bonus Track)
Tamanho:  87 MB

REC

Título Original:  Rec

País:  Espanha

Ano:  2007

Duração:  75 minutos

Gênero:  Drama, Terror, Thriller

Diretor:  Jaume Balagueró, Paco Plaza

Roteiro:  Jaume Balagueró, Paco Plaza, Luis Berdejo

Elenco:

Manuela Velasco
Ferran Terraza
David Vert
Carlos Lasarte
Maria Lanau
Jorge Serrano

Formato:  RMVB

Tamanho: 244 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

A repórter Angela e seu câmera gravam um programa sobre o Corpo de Bombeiros de Barcelona, acompanhando uma chamada de emergência noturna. No local, encontram moradores apavorados com a velha senhora que mora sozinha no andar de cima e está gritando e atacando os vizinhos. Os bombeiros entram no apartamento, seguidos pelos repórteres. Mas o que era uma situação de rotina torna-se uma escalada de medo e terror, onde o que importa é continuar vivos e seguir registrando tudo.

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Comentário:

Angela Vidal, repórter, faz uma matéria no corpo de bombeiros e isso é só um pretexto dos diretores para prender o cameraman e ela no prédio. O recurso de usar câmera móvel, assim como em “Bruxas de Blair” e no mais recente “Atividade Paranormal”, coloca o espectador no lugar do cameraman dando a sensação bem mais forte de estar presente no filme, envolve mais e consequentemente apavora mais. O filme tem o tom informal desde o início quando são mostrados os erros de gravação do programa, tornando a película mais real. As cenas rápidas e toda a correria tomam conta principalmente quando a primeira manifestação da epidemia ocorre. Angela faz de tudo para conseguir sua matéria, até mesmo discute com as autoridades, o que dá a ela certa coragem em alguns momentos. Com o prédio lacrado, a única alternativa de todas as personagens é fugir a todo custo. A sequência de fatos é maravilhosa, pois cada acontecimento tem sua necessidade e hora exata para acontecer, o que dá a ilusão maior de ser verdadeira a história. O cinema europeu tem a característica que, em minha opinião, está à frente do cinema hollywoodiano que é sugestão ao público, dando apenas as explicações necessárias para entender o básico da história, como é o caso de Rec. Pelo contrário está o cinema americano, o qual explica todos os detalhes, não ativando o senso crítico, assim como as novelas brasileiras. O suspense é predominante após serem trancados no prédio, pois há um mistério e os personagens passam sua dor principalmente quando Angela os entrevista e a mulher morde o policial. De agora em diante, o pânico, demonstrado pelas rápidas movimentações e jogadas de câmera, apavora os personagens já que os diretores de Rec souberam exatamente como colocá-los em um beco sem saída. Jaume Balagueró e Paco Plaza criaram um filme ótimo que deixou em aberto várias interpretações e explicações, dando uma certeza da continuação, que infelizmente não seguiu a mesma linha de pensamento. Rec teria sido perfeito se não houvesse continuação, para ser um filme rápido forte, dando a quem assistiu de falta de ar e admiração e deixar para nós discutirmos e pensarmos sobre as causas. A ideia foi tão boa que Hollywood copiou a ideia e fez o remake Quarentena.

http://www.imdb.com/title/tt1038988/