Archive for maio, 2012


Tony MacAlpine – Maximum Security

Tony Jeff MacAlpine, nascido em 1960, é um guitarrista solista e tecladista norte-americano influenciado por neo-clássico metal (música clássica) e jazz fusion. Seu grande ídolo é Chopin que foi homenageado em alguns de seus álbuns com trechos virtuosos somente no piano. Os projetos que Tony trabalhou são inúmeros como Planet X, CAB, Ring Of Fire, Vinnie Moore, Joey Tafolla e mais.

Ano:  1987

País:  EUA

Membros:

Tony MacAlpine – Guitarra
George Lynch – Guitarra – Solos adicionais nas faixas 3 e 9
Jeff Watson – Guitarra  -Solos adicionais na faixa 6
Mike Mani – Teclado
Deen Castronovo – Bateria nas faixas 1,2,3,5,6
Atma Anur – Bateria nas faixas 4,7,9,10,11

1. Autumn Lords
2. Hundreds of Thousands
3. Tears of Sahara
4. Key to the City
5. The Time and the Test
6. The King’s Cup
7. Sacred Wonder
8. Etude #4 Opus #10
9. The Vision
10. Dreamstate
11. Porcelain Doll

Comentário:

Maximum Security é o segundo álbum de estúdio da carreira solo do guitarrista. Seguindo a linha matadora do primeiro lançamento “Edge os Insanity”, Tony consolida seu talento com o investimento do produtor Mike Varney (produtor de Yngwie Malmsteen e muitos guitarristas virtuosos). Falando em Malmsteen, imagino como na época deve ter surgido comparações entre os dois, por terem influência do metal neo-clássico e pelo fato do sueco ter se lançado antes de MacAlpine. Mas o estilo de MacAlpine é bem diferente, chega mais próximo de Vinnie Moore, mas prefiro não comparar. É raro encontrar guitarristas negros nesse estilo, mas os poucos como também Greg Howe, são destruidores. O álbum tem músicas para todos gostos, as mais emocionantes como “Tears of Sahara” e “Porcelain Doll” com doses de alavancadas na medida certa, que lembram Jason Becker; também tem as mais aceleradas como “Hundreds of Thousands” e The Time and the Test” com melodias incríveis aliadas à técnica irreparável do Tony. Não esquecendo que além de um exímio guitarrista, ele domina os teclados. Basta ouvir a maravilhosa composição de Chopin “Etude #4 Opus #10” para entender o que eu estou dizendo, grandiosa homenagem.

Tamanho:  89MB

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Reflexões sobre tubarões e bajulações

No conto poético de Bertold Brecht “Se os tubarões fossem homem”, é narrado que os tubarões criariam escola, teatro e um grande aquário para os peixes, se fossem homens. Estes peixes saberiam que seriam engolidos pelos tubarões, mas mesmo assim sentiriam se satisfeitos de fazer tal sacrifício, visto que os tubarões são divinos, que adoram os peixes, que elogiam suas obras de arte e suas ações, dão medalhas quando ganham uma batalha e cuidam de suas feridas.

Nesse conto a bajulação trouxe benefícios para os tubarões visto que os peixes não fugiriam na hora de matá-los. Essa prática é usada por muitos políticos que dão coisas para agradar os eleitores enquanto tiram por outro lado. Assim evitam protestos e insatisfações. Isso nos mostra como, se não soubermos analisar a situação em que encontramos e quem somos, seremos enganados e por nossa culpa.

Às vezes, ao recebermos um elogio, discernirmos que este foi falso, mesmo assim agradecemos. Segundo uma pesquisa da Hong Kong University, bajulações mesmo que sejam falsas e a rejeitarmos, nos fazem bem e aumenta a nossa confiança. Por outras vezes, se somos elogiados demais por algo que fizemos como pintarmos um quadro,  temos cuidado quando fazemos outro, por medo de não sermos elogiados de novo, sentiremos que retrocedemos e que não atingimos a expectativa que os outros tem sobre nós.

Se os outros não nos elogiarem, como saberemos se realmente somos bons em algum aspecto? Mas se não soubermos “nos enxergar” seremos facilmente iludidos, e assim será fácil usufruírem de seus interesses a nossas custas.

Pom Poko

Título Original: Heisei Tanuki Gassen Ponpoko

País:  Japão

Ano:  1994

Duração:  111  minutos

Gêneros:  Fantasia, Infantil, Aventura, Animação

Direção: Isao Takahata

Roteiro:  Hayao Miyazaki, Isao Takahata

Formato: RMVB

Tamanho:  CD1 184MB/ Cd2 207 MB

Legendado:  Português

Sinopse: 

O crescimento de Tóquio durante os anos 60 originou uma explosão urbanística nos subúrbios; montanhas foram aplanadas e florestas abatidas. Os tanuki, uma espécie de guaxinins, vêem-se ameaçados pelo desenvolvimento dos humanos: a área habitável reduz-se, bem como os recursos alimentares. A falta de comida conduz a guerras internas

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Cd1   Parte 1     Parte 2        Parte 3

Cd2  Parte 1      Parte 2       Parte 3

Comentário:

Produzido 10 anos depois de Nausicaä, Pom Poko é mais nipônico, digamos, por causa das referências culturais com os animais antropomórficos, dominadores da arte marcial, além dos Tanukis estarem presentes até em templos, por serem símbolos mitológicos sagrados. Como sempre, Hayao com sua influência nos valores ambientais, mas com uma dinâmica em sua narrativa diferente das outras obras do Studio Ghibli.

A história mostra como as atitudes humanas afetam a vida dos animais de forma fantasiosa, é claro. Uma rápida e forte urbanização ocorre, alguns animais vão embora, mas os tanukis começam a disputar território e comida. Ingenuamente tentam assustar os humanos, na tentativa de os expulsar. Vendo o fracasso, começam a invadir o território humano, para isso usam da televisão como meio para entender a vida humana, disfarçando-se deles vão trabalhar, e com o tempo vão esquecendo quem são diante da vida moderna. Há uma forte crítica à tv, pois os tanukis sobrem uma lavagem cerebral, começam a comer comida humana, a se intoxicar. Viciam-se em jogos e bebidas alcoólicas.

Tem valores maravilhosos, e acredito que as animações do Studio Ghibli formaram a moral de muitos japoneses e habitantes de todo o mundo. O objetivo de Hayao Miyazaki e Isao Takahata voaram mais longe.

Mais sobre o Studio Ghibli, com dicas de animações: https://fourhandedbrains.wordpress.com/2012/05/09/studio-ghibli/

Nota IMDB

Daniele Gottardo é um guitarrista italiano que toca música instrumental com estilo metal alternativo, passando por influências de estilos como fusion, neoclássico.  Conheci seu som vendo o Guitar Idol (é um campeonato internacional de guitarristas que começou em 2008. Os competidores participam de 4 rounds entre si, e o prêmio aos finalistas é uma apresentação ao vivo em um grande festival musical em Londres), com sua música sem nome definido na época, chamada Guitar Sbrego, porém ficou com o segundo lugar, perdendo para o brasileiro e excelente guitarrista Gustavo Guerra. Em 2011 criou um concurso parecido com Guitar Idol o qual os participantes improvisariam sobre uma melodia composta por Gottardo, o concurso chama-se Daniele Gottardo’s Competion. A sua maior marca registrada é o uso intenso da técnica two-handed tapping.

Ano:  2010

País:  Itália

01. Marrakech market
02. Piccions
03. Frenzy of Ecstasy
04. Ziprexalake
05. Apocalypse Ape
06. Scarecrow’s Dance
07. Guitar Sbrego
08. Cardiology
09. Caffeine
10. Dick Plays the Blues

Comentário:

“Frenzy of Ecstasy” é o primeiro álbum do jovem guitarrista, também apelidado de Gottyboy. Sua técnica inovadora de misturar a técnica extrema do two-handed com melodias emocionantes como em “Guitar Sbrego” (a primeira vez que ouvi, fiquei fascinado! uma técnica monstruosa com uma melodia perfeita!) ou mesmo em “Cardiology” com sequências épicas. Desde 2008 eu aguardava pra conseguir baixar alguma coisa dele. Em 2010 descobri que ele lançaria esse álbum, mas só mês passado consegui achar isso, é uma verdadeira raridade. A sua característica mais forte gerou uma legião de fãs e “imitadores” pela europa. Hoje em dia podemos procurar na internet vários jovens tocando as músicas do Gottyboy e realmente o considero muito peculiar. Assim como Malmsteen inovou com seu estilo virtuoso neoclássico, acredito com Daniele está criando um estilo muito distinto. Seus fraseados são bem quebrados e nos lembra aquelas passagens de fusion que parecem soar estranhas mas por fim agradam bastante (pelo menos pra mim). “Marrakech Market” é também um grande som, com outras guitarras de fundo, Gottardo usa e abusa (no bom sentido) de sua técnica.

Tamanho:  108 MB

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O Castelo Animado

Título Original: Hauru no ugoku shiro

País:  Japão

Ano:  2004

Duração:  120 minutos

Gêneros:  Romance, Ficção Científica, Aventura, Animação

Direção: Hayao Miyazaki

Roteiro:  Hayao Miyazaki, Diana Wynne Jones, Cindy Davis Hewitt

Formato: RMVB

Tamanho:  386 MB

Legendado:  Português

Sinopse: 

Sofia é uma jovem de 18 anos que trabalha na chapelaria de seu pai. Em uma de suas raras idas à cidade ela conhece Hauru, um mágico bastante sedutor mas de caráter duvidoso. Ao confundir a relação existente entre eles, uma feiticeira lança sobre Sofia. O Castelo Animado foi indicado ao Oscar e ganhou vários prêmios ao redor do mundo.

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Comentário

Enquanto as animações ocidentais aparecem cada vez mais sofisticadas, com efeitos de computação gráfica que deixam o público indeciso quanto ao estúdio mais competente, o diretor Hayao Miyazaki e o Studio Ghibli não trocam por nada seu estilo de animação. E ainda são muito admirados por sua competência, os desenhos ainda feitos à mão em grandes quantidades, e maravilhosamente criativos. Os traços transparentes e inconfundíveis mesclando-se perfeitamente com poucos detalhes computadorizados, em cenários deliciosos que estúdio ocidental nenhum poderia imaginar.

O filme tem um tema mais forte que em outras animações, a guerras não é humanos contra a natureza, e sim fantasia um grande conflito entre feiticeiros e impressionantes máquinas de destruição, ao mesmo tempo tem cenas que dão alívio e nunca nos sentimos mal por um clima pesado que poderia ter sido criado pela trama por causa do tema, mas Miyazaki consegue genialmente nos desfiar disso, o que torna suas animações ideais para qualquer idade, inclusive crianças. Miyazaki nos faz refletir, mas nos tira boas risadas com seus personagens fantasiosos e complexos. Diferentemente de Pom Poko, O Castelo Animado é para um público mais maduro.

Nota IMDB

Leiam mais sobre as obras de Miyazaki e se encante com o Studio Ghibli, estamos postando sempre sobre suas incríveis produções: https://fourhandedbrains.wordpress.com/2012/05/09/studio-ghibli/

Encontro Marcado

Título Original:  Meet Joe Black

País:  EUA

Ano:  1998

Duração:  178 minutos

Gêneros:  Drama, Fantasia, Mistério, Romance

Direção:   Martin Brest

Roteiro:  Aude Bronson-Howard, Bo Goldman, David C. Robinson, Emmanuel Lubezki, Jeff Reno, Kevin Wade, Ron Osborn

Elenco:

Brad Pitt
Anthony Hopkins
Claire Forlani

Formato: RMVB

Tamanho:  618 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

Em Nova York, uma médica residente (Claire Forlani) conhece por acaso um recém-chegado na cidade (Brad Pitt).

Eles se sentem atraídos, mas logo após se despedirem ele morre em um acidente.

Em seguida, a própria Morte decide por utilizar o corpo desta vítima e vai falar com um magnata da mídia (Anthony Hopkins), dizendo que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o milionário tornar esta “férias” interessantes e instrutivas.

Ironicamente, a filha do magnata a jovem médica que tinha se sentido atraída por um desconhecido no início da história.

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Comentário:

As metáforas são criadas a todo instante pela película, mas as interpretações são únicas, cada pessoa encara a vida de certa forma, e a partir disso tem ideias, valores e ações diferentes. Encaro Encontro marcado como pura metáfora.

A mais incrível delas é no primeiro diálogo entre A morte (Brad Pitt) e William Parrish (Anthony Hopkins), em que a morte diz: “Diga-me, quero saber: Passarei despercebido?”. Acho magnífico porque as pessoas podem viver de diversas formas, mas elas escolhem sempre encarar a vida de duas formas, uma é viver através do trabalho, e outra forma é fazer da vida uma obra de arte. Viver através do trabalho é o que a maioria das pessoas fazem, não entendem que viver é uma arte e que não precisamos ser artistas para fazê-la uma obra de arte. As ações, os conselhos, os filhos, os amigos, os amores, todas as coisas que fazemos e todo o nosso legado poderá ficar para sempre gravado nas mentes de outras pessoas, e até pela humanidade inteira. Mas isso é uma escolha. E mesmo que se assim escolhermos, não seremos reconhecidos muitas vezes de imediato, em longo prazo tornamos nossa vida uma obra de arte. Vamos meticulosamente planejando e agindo, mas isso se quiser fazer-se importante na vida das outras pessoas, se quiser conviver de fato.

O nosso trabalho, independente de qual seja, tem papel importante, pois o planeta é um organismo, e cada pessoa uma organela de uma célula que tem funções importantes, e se decidir fazê-las tornara-se parte do mundo. Há pessoas que se fazem excluídas, por quererem ser assim, e acabam passando despercebidas, trabalham, e vivem do trabalho. As coisas que fazem são só para elas e tudo o que produzem também.

Não é o caso de William Parrish, líder de uma empresa e que, por achar-se velho, vê na beirada da morte e já começa a planejar o que acontecerá depois de sua partida. Começa a alucinar, a conversar com a morte. Preocupa-se com o que as filhas estão fazendo com a sua vida, quer que elas tenham suas vivas movidas ao amor, como ele viveu, e ainda vive. Pensa na esposa que morreu todos os dias, quer que seus bens, sua empresa continuem viva, que se lembrem dele. E por isso, a Morte pergunta para ele: “Passarei despercebido?”

Acredito que essa é uma pergunta que todas as pessoas deveriam fazer, deveriam entender também que seus filhos são continuação de sua vida, por isso eles são importantes. E por isso os pais sempre se intrometem muito na vida dos filhos, querem o melhor para eles, saber o que vai acontecer e se estão preparados para o mundo. Os privam de muitas coisas e lhes dão muitas outras. Às vezes dão coisas de mais. Aliás a maioria dos pais dá coisas de mais, dá aos filhos aquilo que não tiveram. Se isso é bom ou é ruim, o tempo mostrará. Mas as pessoas são complexas e depois de um certo tempo, se sempre ganharem coisas, elas perderão o valor e tornaram-se banais. Por isso William Parrish já com a ideia de morrer, decidiu fazer as coisas que não fazia antes. Jantar todos os dias com a família, mostrar interesse na filha mais velha, que vive lhe questionando sobre tudo, no filme tal ato é focado na festa de aniversário do pai. E por encará-lo como seu funeral, William sente-se perturbado pelas perguntas da filha.

Já que vi metáfora neste filme, queria dizer que podemos filosofar sobre tudo o que vimos, ouvimos e presenciamos, e apesar de apresentar algumas falhas, Encontro Marcado pode render bons frutos, é só lembrarmos de que não é só um filme, e que podemos sempre torna-los algo a mais. Podemos imaginar como será daqui pra frente, podemos pressupor coisas e, esquecer as cenas que não nos agradam, podemos encarar o filme, mesmo com seu misticismo, como simbólicas e representativas. Só nos basta lembrar que “A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.” David Hume.

Nota IMDB


A felicidade

A felicidade é uma flor que não se deve colher
Porque quem a colhe nunca tem minerais e água
E a pétala cálida desfalece
E o receptáculo perder sua cor

E quando percebe-se que está murcha
Queremos enchê-la de água

Causamos-lhe sofrimento
Sem perceber
De ingênuos idiotas que somos

De pensar que nutriríamos a flor
Que esta nunca nos deixaria
Que permaneceria seu néctar
Produzindo noite e dia

Melhor deixá-la
Não colher
Deixar que viva sozinha
E de longe, admirá-la

Pois colher uma
E depois outra…
Torná-las banal.

Mist.

The Mark Varney Project é um projeto de Mark de música instrumental o qual ele não toca, apenas é o produtor executivo. Reune grandes nomes como Allan Holdsworth, Shawn Lane, Brett Garsed e Frank Gambale. Pelos nomes, quem conhece um pouco de Fusion já imagina a linha de som que irá ouvir. O projeto trata-se tocar cover de jazz/fusions famosos com outras interpretações, dividindo as faixas entre os grandes músicos. O projeto só lançou dois álbuns: Truth in Shredding (1990) e Centrifugal Funk (1991).

Ano:  1991

País:  EUA

Membros:

Frank Gambale – Guitarra (exceto faixa 7)
Brett Garsed – Guitarra (faixas 2, 3, 8)
Shawn Lane – Guitarra (faixas 2, 3, 5, 7, 8)
Mike O’Neill – Guitarra (exceto a faixa 7)
T.J. Helmerich – Guitarra (faixa 8)
Freddy Ravel – Teclado
Joey Heredia – Bateria
Kevin Ricard – Percussão
Jimmy Earl – Baixo, Arranjo
Steve Tavaglione – Saxofone

 

1. Actual Proof
2. So What
3. Hey Tee Bone
4. Tokyo Blue
5. Splatch
6. Elegant People
7. Lane’s Blitz
8. Lovestruck

Comentário:

Pela primeira vez postando sobre Fusion, espero que não seja a única, quem não conhece e gosta de música instrumental de qualidade técnica, eu recomendo. Sobre o álbum, é o segundo e últmo álbum do projeto, infelizmente. Sinceramente não conhecia as músicas verdadeiras, mas acabei gostando, dessa versão.  O improviso é o ponto mais forte, com músicas longas de uma duração média de mais de 6 minutos, por conta do improviso. Com 5 guitarristas, não preciso nem falar qual é a atração principal né. Shawn Lane, Frank Gambale e Brett Garsed destruindo tudo, principalmente em “Hey Thee Bone”, minha preferida é um virtuose maravilhosa dos três. Não posso deixar de falar também do teclado, do baixo e do saxofone os quais estão bem presentes, como o estilo pede. Digamos que a base é feita por eles e os solos protagonizados pelos guitarristas. Porém isso não restringe nossos ouvidos de ouvir um bom solo dos demais instrumentos, pois isso ocorre. Como disse na descrição as músicas são covers adaptados, com a exceção da faixa 7, de apenas 36 segundos, “Lane’s Blitz” composta por Shawn Lane.

Tamanho:  91 MB

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Nausicaä do Vale do Vento

Título Original: Kaze no Tani no Nausicaa

País:  Japão

Ano:  1984

Duração:  117  minutos

Gêneros:  Drama, Aventura, Animação

Direção: Hayao Miyazaki

Roteiro:  Hayao Miyazaki

Formato: RMVB

Tamanho:  256 MB

Legendado:  Português

Sinopse: 

Após “A Guerra dos Sete Dias de Fogo”, causada pelos humanos por uma fictícia Revolução Industrial, surge uma floresta que exala gases venenosos. Apenas insetos e um ser conhecido como Ohmu vivem por lá. Nausicaä, filha do rei do Vale do Vento, tem uma estranha empatia pela floresta, e se vê obrigada a cuidar e proteger dela.

Download:

http://www.mediafire.com/?ywzmimfyjy1

http://www.mediafire.com/?imzjufyyjtj

http://www.mediafire.com/?5daozjmmrdt

Comentário:

Nausicaä do Vale do Vento foi inspirada em uma personagem que tem pouco destaque em Odisseia, de Homero, cujo o diretor, Hayao Miyazaki tinha fascinação, e o conto japonês A princesa que amava insetos. A história de Miyazaki trás valores muito belos como respeitar as florestas, os insetos e, como marca registrada, a amizade é sempre destacada. Nausicaä é sensível, forte e corajosa, sem falar muito percebemos tudo isso através de seus atos.

A personagem Nausicaä em Odisseia era uma princesa bonita e sonhadora, moradora da ilha de Feácia, gostava de tocar harpa e tinha uma decidida paixão pela natureza. Ela salvou Odisseu quando este apareceu ensanguentado na praia. Pressionado pelos pais de Nausicaä, Odisseu partiu sem demora, o que acarretou na tristeza da bela princesa. Nausicaä não desejou casar-se, tornando-se então a primeira mulher menestrel. Percebe-se então que a história de Miyazaki é muito mais criativa e envolvente, mas decidi mostrar quem era a Nausicaä inspiradora.

Diferente de outras animações voltada para o público jovem, os personagens não possuem características extremas, Nausicaä, em um momento perde o controle e mata alguns homens do exército de outro Vale que atacaram e mataram seu pai, mostrando a complexidade dos seres humanos, sem a antítese de bem X mal e sim o paradoxo bem & mal. Com isso já percebemos que a trama é muito mais madura e realista do que outras animações, e também é educativa e filosófica.

Nota IMDB

Leiam mais sobre as obras de Miyazaki e se encante com o Studio Ghibli, estamos postando sempre sobre suas incríveis produções: https://fourhandedbrains.wordpress.com/2012/05/09/studio-ghibli/

 

2 Coelhos

Título Original: 2 Coelhos

País:  Brasil

Ano:  2012

Duração:  108  minutos

Gêneros:  Ação, Policial

Direção: Afonso Poyart

Roteiro:  Afonso Poyart, Izaías Almada

Elenco:

Caco Ciocler
Fernando Alves Pinto
Alessandra Negrini

Formato: AVI

Tamanho:  704 MB

Legendado:  Português

Sinopse: 

Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. 2 Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado.

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Comentário

O cinema brasileiro tem um histórico incrível, mas nos últimos tempos temos vistos muitos filmes estilo novela global, com certeza não é o caso de 2 Coelhos. O cenário brasileiro tinha que criar uma identidade, assim como o Cinema Novo no passado. Poucos filmes sobressaem do clichê em nosso país, e a maioria deles são espetaculares como O cheiro do ralo, Vip’s e Mangue negro, que tem um enredo, estética e personalidade muito únicos, porém o investimento, gosto e divulgações são rasos. Mas com certeza será o 2 Coelhos que agradará mais os espectadores, essa é uma maravilhosa trama cheia de adrenalina, inteligência, e investimento, tanto financeiro (só 4 milhões) quanto de empenho. E originalidade, apesar da visível influencia dos filmes de ação norte-americanos, como Snatch – Porcos e Diamantes, também imperdível. Digo que 2 Coelhos é original pela história, visão de mundo do protagonista e por ser brasileiro, o que é inovador e alternativo. Até a trilha sonora contém várias músicas nacionais, poucas internacionais, incluindo Radiohead, e em muitas cenas, devido a tensão, há a ausência de música.

A cena em que a atriz Alessandra Negrini luta com bonequinhos animados estilo videogame, mostrando seu ataque de pânico, demorou em torno de 3 meses para ser finalizada. Essa é outra característica do filme, Edgar, o protagonista, tem um vício por jogos e para mostrar como ele vê o mundo, o diretor decidiu colocar muitas cenas de videogame como onde joga GTA, e bate o carro, logo nos minutos iniciais do filme. Edgar parece muitos brasileiros que não tem objetivos na vida, estagnado em seu mundinho de pornografia e videogames aos trinta anos de idade. Ao final do filme vemos que estamos um pouco enganados quanto a isso, que Edgar é um justiceiro e nada melhor do que, pela situação crítica no Brasil, conflitar, ocultamente, político corrupto com assaltantes e traficantes. E outra coisa que o filme mostra muito bem sobre o Brasil: a polícia nunca aparece, e isso não é porque é ficção, e sim porque é ASSIM que acontece por aqui.

Com uma história fragmentada, os efeitos com certeza superam qualquer outra película nacional, mas o filme não vem acompanhado só da superficialidade da fotografia que nos encanta, e sim de várias reflexões. Sendo assim a pessoa que gosta de filmes de ação e perseguição vai admirar, e talvez só no fim do filme entendesse a trama, não superando o desafio que aquela que gosta de pensar ao ver um filme conseguirá, que é matar 2 coelhos com uma cajadada só, ou seja, perceber através dos mínimos detalhes o que está acontecendo, e também pode gostar muito.

A frase de efeito do filme: “Às vezes a gente precisa se distanciar do papel, pra enxergar o desenho todo com mais clareza.”

Para o enriquecimento do estreante Afonso Poyart no cinema, 2 Coelhos ganhará a versão hollywoodiana: http://omelete.uol.com.br/cinema/2-coelhos-filme-de-afonso-poyart-vai-ganhar-versao-hollywoodiana/

RECOMENDAÇÃO: Para aqueles que não gostam de spoiler, não assistam o trailer.

Nota IMDB

A viagem de Chihiro

Título Original: Sen to Chihiro no Kamikakushi

País:  Japão

Ano:  2001

Duração:  125  minutos

Gêneros:  Animação, Aventura, Fantasia

Direção: Hayao Miyazaki

Roteiro:  Hayao Miyazaki

Formato: RMVB

Tamanho:  406 MB

Legendado:  Português

Sinopse: O “Alice no país das maravilhas” japonês. Premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim 2002 e o Oscar de Melhor filme Animado em 2003.

Leia mais sobre essa e outras obras clássicas da animação japonesa: https://fourhandedbrains.wordpress.com/2012/05/09/studio-ghibli/

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Nota IMDB

O Clássico das animações japonesas

O nome Ghibli vem de um apelido italiano dado aos aviões que sobrevoavam o Deserto do Saara na Segunda Guerra Mundial, que metaforicamente representaria o “sopro do vento” que vivamente invadiria a mente dos jovens japoneses, mas felizmente, o objetivo teve alcance maior e atingiu a mente de jovens do mundo inteiro. Foi fundado em 1985 e é comandado pelos diretores Hayao Miyazaki e Isao Takahata. As Trilhas Sonoras do Studio Ghibli são, em sua maioria, feitas pelo compositor Joe Hisaishi, o que dá uma beleza ainda mais preciosa aos filmes devido a originalidade.

A estreia do Studio foi o Nausicaä do Vale do Vento baseado no conto do folclore japonês A princesa que amava insetos, a história fictícia trás valores muito belos como respeitar as florestas e os insetos, que normalmente os consideramos asquerosos. Em 1984 já estavam considerando esses valores, no início da história conta que a decadência do Vale do Vento e de todo o mundo tinha sido a grande poluição e tragédia advinda das Indústrias dos homens, o que é uma grande possibilidade de ocorrer no mundo real se não nos reeducarmos de novo.

As fotografias de todas as animações são no mínimo perfeitas e encantadoras. A beleza da criatividade, dos planetas estranhos, dos seres vivos monstruosos parecendo extraterrestes nos dá a dimensão do trabalho do Studio Ghibli. Os finais dos filmes são inconfundíveis, não são nada parecido com o que costumamos ver apesar de muitas vezes ser finais felizes. Todas as animações roteirizadas por Miyazaki tem uma semelhança incrível no fim do filme que é o casal de crianças sempre presente e que nunca ficam juntos, nos dá essa perspectiva de que irão se apaixonar, mas só nos mostra a felicidade e a amizade que eles tem. Em Laputa – um castelo no céu, Sheeta diz a Pazu: Quando você caiu do céu, o meu coração estava agitado, sabia que algo de maravilhoso ia me acontecer, o que é muito romântico e dá à alguns a impressão de amizade colorida.

Os protagonistas sempre têm características maravilhosas, valores e qualidades admiráveis, com personalidades bem marcantes, como Pazu, de novo em Laputa – um castelo no céu, que é um menino determinado, corajoso e carinhoso, fazendo muitos sacrifícios para ajudar a estranha menina que conheceu a pouco tempo, cuidando dela como se fosse um homenzinho.

O céu é palco de muitas tramas do Studio Ghibli, o que é muito sonhador e confortante que me lembra a música do fechamento de Fullmetal Alchemist, que dizia mais ou menos assim: quero ser como o céu para você, e assim te acompanhar em todos os lugares que você for, você irá olhá-lo e se recordar do lugar para onde retornar.

Apesar de parecer infantil para muitos, os animes são profundos e maduros. Sempre tem muitas coisas ocorrendo durante as cenas de forma muito dinâmica, o filme que tem essa característica mais evidente é Princesa Mononoke que tem um número de quadros superior à… feitos a mão. As tramas sempre oscilam do cômico para o trágico, do sério para o sentimental em pouco tempo, caracterizando ainda mais o dinamismo. A minha animação, por enquanto, predileta do Miyazaki é A viagem de Chihiro, por que ainda não assisti a todos.

Os Estúdios Disney fecharam com os Estúdios Ghibli um acordo conhecido como Disney-Tokuma, aproveitando o interesse norte-americano sobre os mangás e animes, passando a distribuir em vídeo todos os longas animados do estúdio japonês, além de distribuir nos cinemas filmes que alçariam o nome de Miyazaki e de Ghibli ao estrelato ocidental e mundial, como Princesa Mononoke (1997) e, mormente, A Viagem de Chihiro (2001), laureado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim 2002 e o Oscar de Melhor filme Animado em 2003, considerado o filme de Ghibli de maior sucesso internacional.

Também adorei Sussuros do coração único longa-metragem dirigido por Yoshfumi Kondô no Studio, é mais maduro emocionalmente, e não tem tantas agitações por ser no “mundo real”, a protagonista, Shizuku, é uma estudante, uma moça que lê vários livros e se encontra diante de um mistério doce sobre um gato e um nome de um menino que pegara os mesmos livros antes que ela na biblioteca. Ela fica imaginando como ele é e perguntando as pessoas sobre ele, o que é normal quando queremos conhecer alguém e se envolver, é como se quiséssemos saber o caráter e as semelhanças da pessoa com você antes de se apaixonar por ela, como se fosse um anticorpo. É engraçado a decepção que ela tem ao descobrir quem ele é. Um dos momentos mais emocionantes e belos do filme é quando cantam Take me home, country roads, em japonês.

http://site.studioghibli.com.br/

Se os tubarões fossem homens

Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar, grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal.

Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo.

Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes.

Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.

O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo, quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura.

Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta, marxista, e avisar imediatamente os tubarões se um dentre eles mostrasse tais tendências.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões.

Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior frequência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc.

Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

 

Bertolt Brecht em “Histórias do sr. Keuner

The Black Mages é uma banda de metal progressivo, formada em 2002 por Nobuo Uematsu, Kenichiro Fukui e Tsuyoshi Sekito. As músicas são todas originais dos jogos da série Final Fantasy, compostas pelo tecladista da banda Nobuo Uematsu, que reuniu bons compositores para adaptar suas canções para um rock instrumental progressivo. Vale lembrar que os três integrantes que formaram a banda tiveram passagem pela Square(Soft/Enix). A banda gravou três álbuns e encerrou suas atividades em 2010. Para quem já jogou Final Fantasy, ou alguns jogos de RPG, logo já entendem o motivo do nome da banda, uma grande homenagem a uma das séries pioneiras no gênero e que influenciou gerações.

Ano:  2004

País:  Japão

Membros:

Nobuo Uematsu – Teclado
Tsuyoshi Sekito – Guitarra
Michio Okamiya – Guitarra
Kenichiro Fukui – Teclado
Keiji Kawamori – Baixo
Arata Hanyuda – Bateria

 

 

01. The Rocking Grounds” — Final Fantasy III
02. Zeromus” — Final Fantasy IV
03. Vamo’ Alla Flamenco” — Final Fantasy IX
04. Hunter’s Chance” — Final Fantasy IX
05. Otherworld” — Final Fantasy X
06. Matoya’s Cave” — Final Fantasy
07. The Man with the Machine Gun” — Final Fantasy VIII
08. Maybe I’m a Lion” — Final Fantasy VIII
09. Battle with the Four Fiends” — Final Fantasy IV
10. The Skies Above” — Final Fantasy X
11. Blue Blast – Winning the Rainbow” – original composition

 

Comentário:

“The Skies Above” é o segundo álbum da banda. Com uma capa mitológica (como não poderia deixar de ser) estampa a qualidade indiscutível das composições de Nobuo. A adaptação fluiu muito bem, os complementos de sons curtos, transformando em verdadeiras músicas com começo, meio e fim. O estilo oficial da banda é progressivo instrumental, porém houve três convidados vocalistas: Tomoaki Watanabe (“The Skies Above”), Kazco Hamano (“Otherworld”) e a pequena participação na  introdução de “Maybe I’m a Lion” por Alexander O. Smith. Outra exceção ocorreu nesse álbum, há uma composição nova, não originária da série, a última faixa “Blue Blast” que é perceptível que está meio fora dos padrões de videogame. Achei as melhores adaptações: “Zeromus” que é o último boss do FFIV, ficou destruidora. “Matoya’s Cave” surpreendente com sua introdução maravilhosa, evoluindo aos poucos, com uma quebra linda de um blues mostrando as habilidades dos dois tecladistas. E é claro! “The Skies Above”, com a introdução no piano perfeita, tirada da apresentação do jogo FFX, que se transforma em uma outra música depois com um vocal de respeito. No geral, é um excelente álbum, meu preferido dentre os três.

Tamanho:  69 MB

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A Outra História Americana

Título Original: American History X

País:  EUA

Ano:  1998

Duração:  119  minutos

Gêneros:  Drama, Policial

Direção: Tony Kaye

Roteiro:  David McKenna

Elenco:

Edward Norton
Edward Furlong
Elliot Gould
Fairuza Balk
Beverly D’Angelo

Formato: AVI

Tamanho:  700 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

Derek (Edward Norton) busca vazão para suas agruras tornando-se líder de uma gangue de racistas.

A violência o leva a um assassinato, e ele é preso pelo crime.

Três anos mais tarde, ele sai da prisão, e tem que convencer seu irmão (Edward Furlong), que está prestes a assumir a liderança do grupo, a não trilhar o mesmo caminho.

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Legenda

Comentário:

Skinhead Nazi é a denominação para uma ramificação da cultura skinhead, que inclusive abrange um grupo forte em Portugal que são comunistas e anarquistas, posicionando contra o preconceito e racismo, existem alguns em São Paulo, e na mesma cidade temos os Neuland (grupo neonazista separatista que pretendia separar regiões do Brasil e criar nelas um regime nazista).

Ao ouvir o nome skinhead muitos podem já associar a nazistas, mas esta é só uma vertente que se inicia com a banda inglesa Skrewdriver em 1977. Com letras conservadoras acabaram por influenciar muitos jovens xenofóbicos que acreditavam que a origem dos problemas sociais eram as minorias. O número de alistados da British National Front, partido político de extrema direita, racista que só aceita cidadãos brancos, aumentou muito nas décadas de 1970 e 1980. Tal partido critica a veracidade do Holocausto e apoia revisão histórica. Um absurdo. O número de votos em 2010 chegou a ser superior a 10.500, mas felizmente nunca ocuparam assentos no parlamento inglês.

O nazismo não é brincadeira, e apesar do nome nazismo só surgir após a Segunda Guerra Mundial, ele existe sobre outras formas através de outros filósofos. Rogério Lopes (UFMG) considera Nietzsche um precursor espiritual do nazismo que foi mal interpretado por Hitler e assim serviu de influência. Isso é muito triste.

A ideia positivista de Comte (“O homem é fruto da raça, meio e momento histórico”) instigou muitos outros pensadores, inclusive o desenvolvimento de teses como o Determinismo Geográfico, totalmente falho e que foi “quebrado” no século passado com argumentos contra. Infelizmente muitos ainda pensam que além do Determinismo, a mente de negros, homossexuais, estrangeiros ou judeus são menores e funcionam diferente. Apesar de tantas pesquisas hoje em dia serem lançadas, muitos parecem preferir viver dois séculos atrás.

Existem livros, inclusive foram publicados no Brasil, que dizem que o Holocausto não ocorreu, entre eles “O Judeu Internacional”, de Henry Ford, e “Protocolos dos Sábios do Sião”.

Ao ver as influências do nazismo, procuramos ver quais são as influências de Derek em “A outra história americana”. No momento em que Danny está escrevendo sobre seu irmão, diz que sua atitude neonazista tinha começado com seu pai. Então há um flashback, sempre em preto e branco, para uma cena de almoço, onde facilmente Derek é influenciado e muda de opinião rapidamente sobre a cultura negra que está aprendendo na escola pelos comentários preconceituosos do pai. Acontece que tal cena não convence muito que as atitudes de Derek tenham sido vindas de influencias paternas, o que torna essa argumentação fraca. Seria melhor que a história tivesse sido explorada nesse aspecto, se realmente quisesse convencer quem assistisse o filme.

Depois que Derek sai da cadeia, completamente mudado, algumas pessoas podem pensar que é uma história de recuperação, mas é muito mais que isso. Fora os comentários que ouvi de pessoas da minha idade que concordam com as ideias neonazistas e até dizem que o filme poderia ser muito melhor, mas por não poder pregar o nazismo, Derek é punido. Não acredito que Derek tenha sido punido por isso, a intenção não era mostrar como ele foi punido e como isso transformou suas ideias. Na realidade percebemos que Derek e Danny são muito inteligentes, mas acabam escondendo suas verdadeiras ideias ou fingem que realmente aquilo que seguem é o que ocorre. Mas Danny, por exemplo, parece questionar. Se não fosse a inteligência deles, Derek teria morrido na cadeia e Danny teria sido morto muito antes.

Edward Norton, que ganhou 15 kg de massa muscular para o papel, atua muito bem durante todo o filme. A nuance do personagem não parece ser falsa devido à Norton, quando mata os dois negros que roubavam seu carro, sorri e podemos até nos arrepiar com medo do seu olhar de desprezo para os dois ladrões. Em outro momento, quando Derek já saiu da cadeia, o olhar que Norton nos passa quando olha a suástica em seu peito e tampa com a mão é maravilhoso, uma cena de arrependimento linda. Edward Furlong é muito eficiente e consegue se destacar apesar de atuar com o ofuscante Norton. É um filme para refletir, que não foca a violência como seu principal tema.

“A vida é curta demais para desperdiçar com o ódio, raiva, preconceito, há tantos sentimentos melhores, por que não aproveitá – los?”

 

NOTA IMDB

Edifícios

O post de hoje será sobre os edifícios maiores do mundo e os maiores do Brasil.

Para começar, do menor pro maior, começamos com o Brasil para termos uma noção de comparação de tamanho. Na lista dos 10 maiores arranha-céus do Brasil o tamanho varia de 158 a 170 metros de altura.

Edifício Itália

Altura:  150 metros
Elevadores:  19
Andares:  46
Capacidade:  dez mil pessoas
Localização: Sâo Paulo

Edifício Itália é o segundo maior edifício do Brasil. Como destaques podemos citar o andar térreo que contém um teatro e uma galeria e os restantes andares são usados para escritório. No seu topo, como maior destaque se encontra o Terraço Itália, restaurante que permite uma visão de 360°, é um dos maiores pontos turísticos de São Paulo. Abaixo a foto ilustra a luxuosidade e a dá-nos uma noção da visão que proporciona o restaurante.

Terraço Itália: Como o próprio nome sugere, o restaurante é especializado em comida italiana.

A construção do edifício começou em 1960 e foi inaugurado em 1965, e significou a consolidação da influência dos imigrantes italianos no Brasil.

Mirante do Vale

Altura:  170 metros
Elevadores:  12
Andares:  51
Localização: São Paulo

Mirante do Vale, ou Edifício Condomínio Mirante do Vale, é o maior prédio do Brasil e se compararmos em escala de América Latina, ele é o 18° maior do mundo, para percebermos que o forte do Brasil não construção muito verticalizada. O Mirante do Vale não é muito conhecido e a fama de maior arranha-céu do Brasil constantemente é dada ao Edifício Itália, citado acima. A construção de 1959-1960 e inauguração em 1966, foi polêmica, pois a construção de uma estrutura de concreto desse tamanho era imprevista pela engenharia nacional da época, dizendo que teria de ser estrutura metálica, comumente usada em edifícios. Construído por Zarzur, arquiteto que teve a ideia de usar concreto armado, carregava o nome de Palácio de Zarzur, mas depois de sucessivas reclamações, houve um mito de que o nome daria azar para o progresso econômico vinculado ao prédio. Por isso o nome foi alterado para Mirante do Vale.

Agora veremos outra realidade, tamanhos muito maiores dos maiores edifícios do mundo.

Petronas Twin Towers

Altura: 452 metros
Telhado: 410 metros
Andares:  88
Elevadores:  78
Custo:  US$ 1,6 bilhões
Localização:  Kuala Lampur, Malásia

Fontes divergem quanto a posição do Petronas Twin Towers (ou Torres Petronas) em relação a maior altura do mundo, porque alguns consideram a antena, outros até o telhado, outros altura do último andar. As posições variam de 4° a 6° maior do mundo. Como podemos ver na foto são duas torres gêmeas com uma passarela interligando as duas. Construído em 1992 e terminado em 1998, foi o primeiro edifício a ocupar a posição de mais alto do mundo que não seja norte-americano, superando o Sears Tower. O nome Petronas Twin Towers se deve ao fato de ser propriedade da companhia governamental de petróleo Petronas da Malásia. O arquiteto argentino César Pelli esteve encarregado de construir uma obra arquitetônica com características islâmicas, já que todos edifícios foram projetados por britânicos. A duplicidade dos prédios já é uma evidencia da tradição islâmica, que é a simetria geométricas. Para ambientar mais à realidade religiosa do país, há um sala de orações voltada pra Meca. Sobre o passadiço entre as torres, houve uma simulação de incêndio dos bombeiros para transportar 15 mil pessoas de uma torre para outra, e provou-se resistente o suficiente.

Shanghai World Financial Center

Altura:  492 metros
Andares:  101
Elevadores:  31
Localização:  Xangai, China
Custo:  1 bilhão de dólares

Shanghai World Financial Center (SWFC), é atualmente o quarto maior edifício do mundo. Começou a ser contruído em 1997 e o continente asiático passou por uma série de crises e a obra foi parada, conseguindo ser terminada somente em 2008. Como peculiaridade desse arranha-céu, pode-se citar a abertura no seu topo, a qual durante a construção gerou muitas discussões e protestos, pois era uma abertura circular e diziam que remetia ao círculo do sol nascente da bandeira japonesa, e como já sabemos que a rivalidade entre os dois países é grande, qualquer ato pode surgir como pretexto para polêmicas. Depois, mandou-se que refizesse esse detalhe e colocasse um trapézio no lugar, deixando neutro e livre das más línguas. O prédio é multi-uso, sendo usado como escritórios, hotéis, salões de conferência, terraço de observação e lojas no primeiro andar.

Taipei 101

Altura:  509 metros (com antena)
Andares:  101
Elevadores:  67
Localização:  Taipei, Taiwan
Custo:  1758000000 dólares

Taipei é o terceiro maior prédio do mundo atualmente, e particularmente o considero um dos mais interessantes. Localizado em uma região com alta atividade sísmica e de tufões, exigiu muita tecnologia e reflexão por parte dos engenheiros. A ideia de construir estruturas altas surgiu com William Le Baron Jenney, que ao ver sua esposa por o livro sobre a gaiola teve a brilhante sacada de construir um prédio baseando-se nessa ideia, pois as vigas distribuíam o peso morto das paredes, dando uma nova linha de pensamento pra época. Com o Taipei 101, a sacada de William foi posta em prática.

 Um dos projetistas do arranha-céu, o arquiteto C. P. Wang se inspirou na estrutura do bambu, um ícone da cultura chinesa. Como os terremotos acontecem em Taiwan a cada 10 anos, em média, a alternativa de comparar o bambu, um material com grande elasticidade por haver vazios espaçados uniformemente entre sua estrutura cilíndrica, como vemos abaixo


Adaptando essa concepção, o arquiteto distribuiu as treliças horizontais gigantes a cada 8 andares do edifício.

Como manter um prédio livre dos tufões que chegam à velocidade de 160 km/h? o mesmo arquiteto que se baseou na estrutura do bambu, encontrou uma solução para melhorar a estabilidade contra os tufões. Dessa vez se baseou em uma ideia que os poloneses dominaram há séculos. Com um veleiro estreito, leve, os ventos podem facilmente virá-lo. Daí os poloneses pensaram em adicionar um anexo ao lado para melhorar o balanço do veleiro e ao mesmo tempo atingir velocidade maiores, como ilustrado na figura:

A mesma linha de raciocínio usou para diminuir os esforços dos ventos no edifício:

 Ok, agora mesmo ele sendo forte contra tufões, o balanço do prédio é inevitável, assim como um carro em uma estrada esburacada, ele não irá tombar, porém balançará bastante. Em um carro isso é um pouco desagradável, mas imagina em um edifício, imagina sua casa tremendo, é um desconforto enorme. Para contornar essa situação, construiu-se entre o 92° e o 87° andar uma bola de ferro gigante com o peso de 680 toneladas para diminuir o balanço do prédio pela inércia. Com a ajuda dessa e das demais tecnologias, o arranha-céu suporta um terremoto de 7 graus na escala Richter e ventos de até 450 km/h.

Abraj Al Bait Towers

Altura:  601 metros
Andares:  95
Área:  1500000 m²
Localização:  Meca, Arábia Saudita

O complexo de 7 edifícios, também chamado Mecca Royal Hotel Clock Tower, sendo o maior dentre eles o Hotel Tower com os 601 metros e os demais variando de 240 a 260 metros. Como citei na descrição, a sua área é a maior já construída, 1500000 m². Ainda possui outros recordes como a maior torre de relógio do mundo, maior mostrador de relógio do mundo( 21000 lâmpadas, podendo ser visto o relógio a uma distância de 30 quilômetros. O relógio foi projetado por alemães e suíços e custou cerca de 800 milhões de dólares) e é o segundo maior edifício do mundo. Começou a ser construído em 2004 e concluído em 2011.

Burj Khalifa

Altura:  828 metros
Andares:  160
Elevadores:  57
Custo:  4,1 bilhões de dólares
Área:  2 km²
Localização:  Dubai, Emirados Árabes Unidos

Burk Khalifa (Torre de Khalifa) é o maior edifício do mundo atualmente, com seus soberanos 828 metros de altura, localizado em um centro econômico altamente forte da região, onde a construção civil se inova e evolui a cada dia. Começou a ser construído em 2004 e terminado em 2009, e inaugurado em 4 de janeiro de 2010. O Burj Khalifa possui um centro de observação a 442 metros do solo. Com o aço usado na construção do edifício daria para fazer uma estrada férrea atravessando 1/4 da circunferência terrestre. Visto de cima, o arranha-céu tem o formato da flor-de-lótus, sagrada no oriente.
O prédio ganhou alguns recordes (2009):

Estrutura mais alta livre de cabos: 589.5 metros
Edifício com mais andares: 160
Concreto vertical (para o edifício): 601.0 metros
Concreto vertical (para qualquer construção): 601.0 metros

É muito importante lembrar que esses dados foram obtidos até abril de 2012, pois essas posições varião pois como o mercado da construção civil está aquecido e os edifícios estão subindo cada vez mais, em pouco tempo construirão novos e novos edifícios maiores. Podemos nos perguntar, por que construir um prédio tão alto? A resposta é bem simples, para o construtor, em uma área superficial pequena, a oportunidade de oferecer hotéis, lojas, salas empresariais, museus e mais uma infinidade de possibilidades, é muito grande pois como são muitos andares, consequentemente mais dinheiro entrando no bolso. Além do aspecto econômico, para países com território pequeno, é uma grande oportunidade de aproveitar o espaço, quanto mais verticalizado, maior a chance de aproveitar as terras.

Vendo a comparação das alturas, do Brasil e os demais países sedes dessas estruturas gigantescas, achamos que 828 metros é algo absurdamente grande. Isso não deixa de ser verdade se basearmos na altura do maior edifício brasileiro. Porém a Arábia Saudita já tem em planos construir o maior arranha-céu do mundo, Kingdom Tower com custo preliminar de 28 bilhões de dóalres e com altura de 1600 metros!!!!!! Quase o dobro da altura do Burj Khalifa.

A roupa comprada sem reflexão não deve ser vestida

Muitos, inclusive atores, modelos e influentes famosos dizem em seus discursos que almejam um mundo melhor, além de muitos conhecidos nossos do dia a dia. Para melhorar o mundo temos que conhecê-lo, não simplesmente ver os defeitos e criticar, além de ver o que falta, temos que entender os acontecimentos e o que ocorria com as pessoas. Para conseguir mudar o mundo precisamos não só de história, mas ela associada à literatura, à música, às pinturas, à arquitetura, e, por que não à moda. Por isso não penso que a moda seja algo tão banal. Não só hoje em dia, mas há muito tempo houve lançamento de moda, trazendo as novas tendências e pregando algumas coisas que fazem muitos pensar que se não seguirem aquilo serão antiquados. Esta moda que acha que sabe o que diz é banal, e torna banal àqueles que a seguem cegamente.

Não é esta moda que digo, e sim aquela que acompanha o homem. Antes a roupa servia apenas para proteger do frio e era pele de animais. Como hoje a sustentabilidade é algo muito valorizado, as peles passaram a ser sintéticas, e não servem mais para proteger do frio, são muito mais que isso.

A moda se industrializou e encontramos poucos que querem “ser costureiros”. A palavra moda esvazia-se de sentido, no Brasil, daqueles que vão a desfiles como o Fashion Week, muitos nada entendem do assunto, apenas deslumbram-se por poder adquirir peças caríssimas e de grandes estilistas. As mídias acompanham superficialmente tais desfiles, o que contribui para a crítica negativa da moda, a população não entende moda, porque uma roupa faz sucesso e outra não, talvez por isso não seja considerada por muitos, ou até seja senso comum que moda não é arte. Mesmo assim, precisa ser criticada, porque, como disse Colin MacDowell: “Quando nunca se rejeita nada, as críticas positivas perdem o sentido”, ou seja, se não sabemos o que é ruim, como saberemos o que é bom?

“A moda não está na passarela, está na rua” (Adrienne Chanel). Eu, você e todos que andam pelas ruas a faz, e não os vestidos que a Dior lança atualmente que ninguém, a não ser Lady Gaga, sai com ele na rua, e que custam mais que sua casa.

É uma lástima, nesses desfiles vemos um milhão de pessoas, antes nos desfiles da Chanel e Saint-Laurent, eram fechados para 80 pessoas que davam valor para aquilo e criticavam, não iam apenas para consumir, era para admirar a alta costura. Hoje, com a massificação da cultura, vemos massificação do próprio corpo, os modelos são padronizados, tem que ter acima de 1,73 de altura, no máximo 65 kg, ser proporcional e simétrica se for mulher, e por serem padronizadas, padronizam a mulher mundial. A japonesa tem estatura média de 1,50, como poderia ser modelo? Ou ainda, será que não pode pesar acima de 65 kg e ainda ser bonita? Penso que a beleza está na diversidade. Por isso modelos como Twiggy são verdadeiros ícones de sua época, anos 60, com seus cílios postiços, pequena segundo o padrão (1, 57m e 42 kg), cabelos curtos tipo hominho, parecia para muitos uma bonequinha andrógena assexuada. Acredito que quando se tem o cabelo curto e se a mulher for feminina, tal feminidade deve aparecer em outros elementos do corpo, Twiggy fez certinho. Hoje em dia, parece que se substituirmos as modelos por cabides a roupa será a mesma coisa. Não tem mais graça desfiles para mim.

O salto Anabela (que eu abomino), o cinto fino e a disseminação do xadrez, surgiram durante a 2° Guerra Mundial, pela necessidade surgiram coisas criativas que fazem sucesso até hoje, como o frio era intenso, as mulheres tiveram que “se virar” e aí costuravam peças de roupa e edredons para criar casacos, o cinto ficou fino por que o couro na França era escasso, havia em sua grande parte sido “tomado” pela Alemanha, e o salto de madeira substituía o couro das solas. Dior naquela época foi um “salvador”.

O batom tem formato de bala, já perceberam? Antes eram líquidos e vinham em caixinhas redondas pequenas, mas depois da 1° Guerra Mundial, a indústria que havia sido de balas virou de batons para continuarem a usar as mesmas máquinas, anos mais tardes, com a 2° Guerra, o batom tornou-se escasso devido à substituição de novo da produção por balas.

O xadrez hoje é símbolo de escoceses e de punks, na realidade datam algumas descobertas de 3 a.C., porém seu uso foi intensamente caracterizado no século XVIII para diferenciar as famílias e clãs tanto na Escócia, como na Dinamarca, Inglaterra e Alemanha. Tal hábito me é fascinante, assim como os brasões das famílias, pena que se perderam e hoje não damos importância a não ser que a Dolce&Gabbana o insira em sua próxima coleção, e ainda consideramos original.

Existem grifes que nos fazem acreditar que aquela roupa é única e que ao possui-la teremos originalidade. Hoje, tal originalidade é vendida, podemos achar em qualquer lugar, basta esforço, algo que nos caracterize de alguma forma, mas que também caracterizará outros. Por isso é muito importante questionar. Não vejo nenhum problema em usar roupas de marca, existem muitas coisas muito lindas, de qualidade e que não são caras. É viável pagar 500 reais em um sobretudo da Colcci, mas não acredito ser útil pagar 1150 euros em uma bolsa estilo carteira para festas, que cabe um batom e um celular, da nova coleção da Saint-Laurent.(http://www.ysl.eu/en_GB/shop-products/Women/Handbags/Chyc/ysl-chyc-clutch-in-brown-python_804440386.html?recref=#!{“products”:{“265701EMF0G”:{“size”:”U”,”color”:”2123″}}})

No Brasil existem estilistas que parecem trazer para seus desfiles uma copia mais moderna de estilistas mais antigos ou de outras partes do mundo. A mulher brasileira é diferente da Americana, da Francesa e da Japonesa, e a mesma coisa o Homem, não adianta querer trazer tendências de outras partes do mundo e de outras épocas apenas, precisa ser pesquisado e entendido o que a população quer e veste. Existe o Clássico que cairá bem sempre, como o Pin-up, consagrado por Betty Grable e copiado até hoje por Katy Perry, o preto básico, invenção de Chanel e eternizado por Audrey Hapburn, entre outros estilos que nunca morrerão.

O que vemos no Brasil é infelizmente uma homogeneidade com os Estados Unidos. A calça Jeans se enraizou no vestuário brasileiro, assim como bonés e camisas: I ❤ NY. Acontece que a imagem é uma droga, ao vemos ela, associamos a muitas coisas, acreditamos que se formos daquele jeito, estará tudo bem. Essa é uma das mais antigas e mais usadas técnicas de venda utilizadas pela publicidade, que é uma celebridade usando algum produto e associamos aquilo à qualidade. Por isso prefiro as palavras, e tento fugir desse vício que é a imagem, vendo sempre a tênue linha entre vaidade e futilidade. “A beleza é cara”, diz a ex editora da Vogue Regina Guerreiro, “Com ela se tem muitas coisas fáceis, mas coisas superficiais”. Por vermos Angelina Jolie usar Ralph & Russo, que se usarmos seremos bela, elegante e deslumbrante que nem ela.

Mas o que adianta ter roupas de marca, por que temos? Muitas vezes pessoas compram certas marcas por status quo, e que não combinam com a pessoa, percebemos isso logo quando vemos alguém assim, por que sua roupa, apesar de marca, nada tem a ver com sua personalidade e estilo. Isso é muito trivial. Devemos usar aquilo que nos agrada e nos faz sentir bem e bonito(a), independentemente da marca, e do lugar que se comprou, se é da Marisa ou se é Opera Rock.

Por isso parafraseei Platão: “A vida sem reflexão não deve ser vivida”. A mesma coisa a moda, se não houver sentido para você compra-la, não compre. O status quo que você procura não está nas roupas, depois de ter condição para comprar as mais caras roupas das marcas mais finas, você terá o que? Quando se ascende socialmente para a alta classe, o que terá a se diferenciar dos outros ali presentes? Você terá o dinheiro igual a eles, terá condição de comprar o que quiser igual a eles, quem será você?

Não seria aproveitar muito mais seu tempo e dinheiro indo a um museu do que um desfile? Ir atrás do conhecimento, gastar dinheiro com um curso do que com uma bolsa? Mas se você tiver condições de fazer os dois e quiser, se satisfazer você fazer essas coisas, que mal há?