Archive for janeiro, 2012


Vision Divine é uma banda de power metal formada na Itália por Olaf Thorsen em 1998. Primeiramente a banda era para ser um projeto solo de Olaf, e paralelamente ele tocava na banda Labirinth, porém não esperava que o Vision Divine fosse tão bem-sucedido e em 2002 Olaf dedica-se totalmente ao seu projeto. Tal fato aconteceu com Tobias Sammet também. Avantasia era para ser apenas um projeto solo seu e acabou tomando proporções gigantescas, mas a diferença é que Avantasia e Edguy são ainda comandadas por ele. Sobre os vocalistas, Fabio Lione(Rhapsody of Fire) foi o primeiro vocalista da banda e saiu depois do álbum Send me an Angel para entrada de Michele Luppi com sua técnica monstruosa, saindo em 2008 para o retorno de Fabio Lione. Em 2002 com o lançamento de Send me an Angel, entrou outro guitarrista, deixando o som mais progressivo.

Ano:  2004

País:  Itália

Membros:

Olaf Thorsen – guitarra
Michele Luppi – vocal
Oleg Smirnoff – teclado
Andrea “Tower” Torricini – baixo
Matteo Amoroso – bateria

Comentário:

“Stream of Consciousness” é o terceiro álbum que marca a transição de Fabio Lione para Michele Luppi. É uma grande responsabilidade substituir a voz típica e única de Fabio Lione com seus sotaques italianos. É preciso um diferencial para não perder a qualidade e o diferencial de Luppi é sua técnica impecável demonstrada em “La Vita Fugge” entre outras, que encaixou bem com o estilo mais progressivo. Além dessa adequação de estilo, um dos grandes potenciais do álbum foi a dupla matadora de Olaf Thorsen com o tecladista Oleg Smirnoff, os solos alternados, os riffs destruidores que o teclado acompanhava, ou completava os espaços vazios. Meus sons favoritos são “Secret of Life”, “The Fallen Feather”, “La Vita Fugge”, “Versions of the Same” e “Through the Eyes of God”. Esse foi o disco do Vision Divine que mais me agradou, com várias músicas, 14, teve uma grande porcentagem de sucessos.

01. Chapter I: Stream of Unconsciousness
02. Chapter II: Secret of Life
03. Chapter III: Colours of My World
04. Chapter IV: In the Light
05. Chapter V: The Fallen Feather
06. Chapter VI: La Vita Fugge
07. Chapter VII: Versions of the Same
08. Chapter VIII: Through the Eyes of God
09. Chapter IX: Shades
10. Chapter X: We Are, We Are Not
11. Chapter XI: Fool’s Garden
12. Chapter XII: The Fall of Reason
13. Chapter XIII: Out of the Maze
14. Chapter XIV: Identities

Tamanho:  56 MB

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M. Butterfly

Título Original: M. Butterfly

País:  EUA

Ano:  1993

Duração:  101 minutos

Gêneros:  Drama, Romance

Direção:  David Cronenberg

Roteiro: David Cronenberg

Elenco:

Jeromy Irons
Margaret Ma

Formato: AVI

Tamanho:   684 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Rene Gallimard é um diplomada francês a serviço em Pequim. Ao assistir a uma apresentação da ópera “Madame Butterfly” de Puccini ele fica obcecado pela graça e beleza da contara Song Liling. Gallimard passa então a persegui-la por todos os lugares, envolvendo-se cada vez mais com o exótico mundo ca cultura chinesa. Quando finalmente, a força de sua paixão transforma-se em um intenso romance, ele acaba conduzindo a um jogo imprevisivel de interesses politicos e revelações que mudarão por completo sua vida.

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Comentário:

Cronenberg me surpreende neste filme belo e único. Apesar de aparentemente o filme ser simples e com uma trama que “metalinguistifica” a ópera Madame Butterfly de Puccini, porém, como sempre, somos surpreendidos. Apesar de aparentar não se tratar de um Cronenberg, vemos um tema que é profundamente mostrado em todas as suas obras: a distorção da realidade; mas que embora não percebemos de início em M. Butterfly. Acredito que por causa dessa falta de percepção ou sensibilidade, que este seja um filme injustamente incompreendido e renegado pelos fãs de David Cronenberg, que acreditam ter se vendido ao cinema comercial, porém tenho certeza que este não é um filme para a ‘massa’. Seus filmes, a meu ver, tratam principalmente do homem como um ser ilimitado, onde o corpo, o carnal, sempre foi só um ‘recipiente’ para a vida, e que a sua essência e mente são superiores.

Jeremy Irons é o ator ideal para o papel de René Gallimard, um diplomata francês que trabalha na embaixada da China. Jeremy Irons é sensível e tem um grande talento para interpretar difícil papel.

Na cena onde René conta para a mulher, Bárbara, que conheceu uma “Diva atriz chinesa”, esta começa a cantarolar a peça e com uma revista começa a se abanar, o seduzindo. E este parece atraído por aquele ato oriental. Tal cena demonstra a fragilidade de um relacionamento, principalmente os casamentos. Duvidei se René, inicialmente, viu-se apaixonado pela sua ‘butterfly’ ou pela misteriosidade daquela arte.

“Como, depois de tantas relações sexuais com um homem, René não percebe que este é um homem?” Acredito que tal principal pergunta que este filme levanta só pode ser respondida com uma palavra: amor.

E este amor o fez aceitar o que ‘Butterfly’ diz a ele: que é virgem e por não ser casada com René, argumenta que só fará sexo anal e não tirará sua roupa diante dele. Tal fato o deixa ainda mais envolvido e excitado com aquela misteriosa criatura.

Porém, não há como questionar a física, ao fazerem sexo, René percebeu que havia algo balançando e endurecendo do outro lado, porém nega-se a aceitar tal fato.

Outra coisa intrigante é que ela fique grávida só fazendo sexo anal, ou René desconhece a anatomia feminina e acreditava ter feito sexo vaginal… Coitado.

Isso sim, esse desejo de ‘Butterfly’ ver-se mãe é uma mutação, e isso é típico de Cronenberg. Mais uma vez, um de seus protagonistas ultrapassa a razão e o físico.

o fim do filme é desconcertante e literalmente agonizante, pois vemos rené cometer suicídio, porém não temos certeza se é por libertar-se da renegação que tinha por si mesmo por causa do amor que sentia por ‘butterfly’, ou se ele não podia ficar ali, destruído pelo próprio amado, fora traído, e não estava mais perto dele, por que então, viver?

Tal poético e belo final contradiz a história de Madame Butterfly de Puccini, pois nela, uma oriental se apaixona por um ocidental e ao ver-se renegada, suicida-se. Já em M. Butterfly de Cronenberg, acontece o oposto. Um oriental, que se trasveste de mulher por causa da peça de teatro, opção sexual e seu trabalho, apaixona-se por um ocidental. Porém apesar do ocidental trair seu amado, mata-se ao ver-se também traído, por que abriu-se para ‘Butterfly’, dizendo os segredos de seu país, e em troca foi enganado, preso e humilhado.

NOTA IMDB

Julgamento em Nuremberg

Título Original: Judgement at Nuremberg

País:  EUA

Ano:  1961

Duração:  186 minutos

Gêneros:  Drama, História

Direção:  Stanley Kramer

Roteiro:  Abby Mann, Montgomery Clift

Elenco:

Spencer Tracy
Burt Lancaster
Richard Widmark
Marlene Dietrich

Formato: AVI

Tamanho:  1,4 GB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Após a 2ª Guerra Mundial um juiz americano é convocado para chefiar o julgamento de quatro juristas alemães responsáveis pela legalização dos crimes cometidos pelos nazistas durante a guerra. Dirigido por Stanley Kramer (Adivinhe Quem Vem Para Jantar) e com Spencer Tracy, Burt Lancaster, Marlene Dietrich, Maximilian Schell, Judy Garland, Montgomery Clift e William Shatner no elenco.

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Parte 1       Parte 2

Comentário:

Enquanto assistia imaginei situações possíveis de acontecer logo em seguida e sempre o que ocorria parecia a melhor alternativa. Com o nome “julgamento”, já pensamos em um tribunal com juri, promotor, e um juiz sisudo. Mas poucas vezes imaginamos uma situação como a apresentada: réus sendo os grandes responsáveis pelas atrocidades dos nazistas na segunda guerra mundial. Foram convocados marechais e patentes altas do exército e escolhido um lugar amistoso, Nuremberg, para ser palco dessa magnífica decisão de absolver ou não os alemães. Enquanto via a ajudante do promotor, postumamente amante, me relembrava de “A Mulher Faz o Homem” de Frank Capra, que girava em torno de um julgamento, a maior parte do filme, levando sessões e mais sessões, e que foi decisivo o papel da mulher para dar forças ao parceiro. Saindo dos tribunais, outra referência não saia da minha cabeça (SPOILER: na parte a qual Goering discursou melhor, mesmo estando em uma posição de desvantagem), a do filme “Frost/Nixon” que o Frost, virava noites, preparava diálogos, perguntas incisivas para encurralar Nixon, divididas em sessões, em formas de entrevista. Ao lado do promotor, havia o psicólogo, o qual visitava os presos (nazistas) e conversava a respeito da parte emocional, pessoal de cada um, para diagnosticar as raízes dos problemas. Na Cena entre Goering e o tenente Tex demonstra o poder de persuasão extremo dos nazistas, que procuram se assemelhar, procurar afinidades para conquistar a simpatia do outro. É incrível como os diálogos do psicólogo com os réus permitiram tirar conclusões tão ricas a respeito da origem de todo mal, o nazismo. Em primeiro lugar: A educação de obediência, a qual as crianças são criadas para obedecerem aos pais, autoridades em geral sem questionamento. Na primeira guerra mundial o fracasso alemão, aliado ao sentimento revanchista, somaram-se a figura autoritária de Hitler, dando ordens e então todos obedeciam. Em segundo lugar: a propaganda. Os alemães jogaram a culpa de seu fracasso nos judeus, educando desde criança seu povo a odiá-los, mesmo sem saber o motivo (como no diálogo com um réu, o psicólogo pergunta por que ele odeia os judeus e ele não sabe a causa, simplesmente disseram para ele odiar e o fez). Dentre os debates na corte, o duelo entre o promotor e o Goering com certeza é o mais atraente. Goering é tão convicto que, mesmo errado, o protagonista encontra uma dificuldade considerável de provar sua culpa, e deixá-lo sem palavras. A fotografia é tão excelente que o lançamento do longa-metragem se assemelha dos anos 80, 90. A trilha sonora e o elenco grandioso não ficam para trás, as três horas de filme prendem muito a atenção e queremos saber sempre qual será a atitude no próximo round. Ainda como curiosidade, como disse do elenco, recebeu um oscar de melhor ator para Maximiliam Schell e melhor roteiro adaptado, sem contar os outros vários prêmios vencidos e indicados.

Nota IMDB

Food

Título Original: Food

País:  República Checa

Ano:  1993

Duração:  17 minutos

Gêneros:  Curta, Comédia

Direção:  Jan Svankmajer

Roteiro:  Jan Svankmajer


Comentário:

Este curta é dividido em três partes, e ocorre na seguinte sequencia: café da manhã, almoço e janta. No primeiro momento, vemos um homem entrando numa sala, nela há uma mesa e um outro homem está sentado, acontece que este homem é um tipo de máquina temporária. Jan transforma em máquina os homens depois que este s comem, como se durante a refeição estes fossem mecânicos. Depois que percebemos a fila cheia de outros homens que irão comer, percebemos que por todos eles comerem a mesma coisa, parecem máquinas, que só precisam de uma só aquilo que estão sendo fornecidas. Diferentemente de antigamente, onde existiam vários tipos de comida por causa das culturas serem diferentes, mas a globalização, transforma a sociedade em massificada, para vende-las os mesmos produtos, mesmas comidas.

Os sons produzidos são bem reais, e muito interessantes.

No almoço, vemos sentados na mesma mesa, um ‘cara de classe’ e um vagabundo/pobre(falo vagabundo pois era o que estava escrito em inglês no wikipedia, que inutilmente disse tudo o que acontecia no curta em vez de me dar alguma curiosidade sobre a filmagem, pois gostaria de saber se os homens desse curta são todos feitos de argila).

Retomando, ambos os homens no almoço estão tentando chamar o garçom. Por não conseguirem, o ‘cara de classe’ começa a comer as coisas que estão ali mesmo. O vagabundo/pobre o imita. E assim, o ele o engana, fingindo comer os talheres, e este come sem perceber que o outro não comeu. E então o ‘cara de classe’ come o vagabundo, cometendo um canibalismo. Acredito que isso se refere à duas coisas, ou que nós, comemos coisas sem saberem realmente o que são, ou que, os ‘vagabundos’ são sempre ‘comidos’ pelos mais ‘ricos’.

E por fim, o Jantar. Que nos deixa curiosos por vermos um homem colocando molhos e condimentos em algo, imaginamos ser uma comida. Mas não a vemos. E por fim, o choque de ver ali, a própria mão do cara. E mais três humanos em cenas que passam rapidamente comendo partes do corpo, perna, seios e pênis. E fim.

 

Paganini – 24 Caprichos

Niccolò Paganini nascido em 1872, na Itália, foi um compositor e violinista que revolucionou o modo de tocar violino e influenciou grandes nomes da música erudita como Brahms e Rachmaninoff. Paganini é o símbolo maior do virtuosismo, já que dedicou desde sua infância ao instrumento, sendo considerado prodígio aos 9 anos, e desenvolveu uma técnica absurdamente avançada que levou em contestamento sobre estar possuído pelo demônio.

Ano:  2005

País:  Israel

Intérprete:

Itzhak Perlman

Comentário:

Interpretar Paganini não é uma missão pra qualquer violinista, Perlman é um maestro israelense que ainda adiquiriu Poliomielite com 4 anos de idade. Com certeza é uma grande interpretação. Os clássicos Capricho 5 e 24 são espetaculares, citei-os por serem os mais clássicos e famosos. Mas é claro esses 24 caprichos são uma das obras mais memoráveis da história da música, objetos de estudo para diversos músicos de instrumentos diferentes.

01. Capricho 1
02. Capricho 2
03. Capricho 3
04. Capricho 4
05. Capricho 5
06. Capricho 6
07. Capricho 7
08. Capricho 8
09. Capricho 9
10. Capricho 10
11. Capricho 11
12. Capricho 12
13. Capricho 13
14. Capricho 14
15. Capricho 15
16. Capricho 16
17. Capricho 17
18. Capricho 18
19. Capricho 19
20. Capricho 20
21. Capricho 21
22. Capricho 22
23. Capricho 23
24. Capricho 24

Tamanho: 61 Mb

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Viridiana

Título Original: Viridiana

País:  Espanha

Ano:  1961

Duração:  90 minutos

Gêneros:  Drama

Direção:  Luis Buñuel

Roteiro:  Benito Pérez Galdós, Julio Alejandro, Luis Buñuel

Elenco:

Silvia Pinal
Francisco Rabal
Fernando Rey

Formato: RMVB

Tamanho:  453 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Às vésperas de ser ordenada freira, Viridiana passa uns dias na mansão do seu tio, que, obcecado com sua beleza, tenta seduzi-la de todas as maneiras. Com a morte repentina do tio, desiste da vida religiosa, indo morar no casarão do falecido. Movida pelo espírito de caridade cristã, ela abriga e alimenta todos os mendigos da região. Porém, os necessitados não se comportam do jeito que ela esperava.

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Parte1   Parte2   Parte3   Parte4   Parte5

Comentário:

Acredito que Buñuel usou como sentimento, para culminar as ações em Viridiana e seu tio, a culpa. No momento em que o tio vê-se sozinho, sente-se culpado por não ter dado tanta atenção à sobrinha, Viridiana, convidando-a para ir passar uns dias em seu sítio grande, que não produz nada, e que tem uma enorme casa. A intenção muda, ao vê-la tão parecida com a mãe, sua ex-esposa, pede a mão em casamento, então pede para esta vestir-se com o vestido de noiva da mãe, e inocentemente assim faz. O tio dá sonífero a ela, e tenta se aproveitar dela, porém o sentimento de culpa novamente aparece, e então este a deixa em paz.

No dia seguinte afirma ter abusado dela, e que esta terá que casar com ele. Ao ver seu pedido recusado, o tio suicida-se. E Viridiana por continuar acreditando que foi abusada, deixa o convento. Novamente por culpa, ela decide acolher mendigos, prostitutas, leprosos e vagabundos das ruas na casa de seu falecido tio, na esperança de fazê-los trabalhar, de “corrigi-los”. Uma cena dessa tentativa de purifica-los que considerei interessante é a que mostra Viridiana rezando com os mendigos e enquanto isso, com cenas alternadas, aparecem pessoas trabalhando. Parecendo que os resultados e esforços daqueles que trabalham, enquanto isso, esse grupo rezando, que não dá resultados.

O filho de seu tio, Jorge, chega à casa, por tê-la herdado também. Acontece que tanto o tio, quanto Viridiana, Jorge, sua amante e os empregados da casa são solitários e não são afetivos uns com os outros, em contraste disso, vemos o calor humano entre os mendigos. Viridiana pode ter abrigado os mendigos, mas parece fria e distante desses.

Com este enredo original e totalmente carregado do sentimento de culpa, Buñuel mostra bem, através de simbolismos, blasfêmia e podridão humana. Atuação de Silvia Pinal e de Fernando Rey foram excelentes.

Além disso, Viridiana foi uma forma de Buñuel se vingar do governo Franco, por que ao produzir o documentário “Las Hurdes, tierra sin pan”, descreveu a vida miserável, animalesca e cotidiana dos costumes ancestrais de uma aldeia espanhola. Porém tais fatos e imagens pareciam surreais, que o governo proibiu Buñuel por dar imagens corrompidas da Espanha. Viridiana ganhou o Palma de Ouro, no Festival de Cannes, que foi subsidiado na Espanha. Obviamente Buñuel causou escândalo de novo pela Espanha, e Viridiana foi proibido na Espanha e também em outros países, como o Brasil, pelo filme ter sido proibido pelo vaticano.

Os simbolismos de crítica referentes à igreja que encontrei foram muitos, mas citarei três que são mais perceptíveis: o crucifixo que está na mão de Jorge, parece um canivete com uma lamina escondida, na cena onde Jorge separa-se da mulher com quem vive. A coroa de espinhos jogada na fogueira representando a perda de crença em Viridiana. E, principalmente a reprodução do quadro “A última ceia” de Leonardo Da Vinci, na cena onde os mendigos, após tanto vandalismo e luxúria que cometem, tiram uma foto.

Os mendigos representam claramente os apóstolos nessa cena, para irritar ainda mais a Igreja, tais mendigos são seres indiferentes à ajuda de Viridiana, quando esta chega, dois deles tentam abusar sexualmente dela, em minha opinião, uma referencia à traição de Judas. Os mendigos são Judas, e Viridiana, Jesus.

NOTA IMDB

Fausto

Título Original: Faust – Eine Deutsche Volkssage

País:  Alemanha

Ano:  1926

Duração:  116 minutos

Gêneros:  Drama, Fantasia, Terror

Direção:  F.W. Murnau

Roteiro:  Johann Wolfgang von Goethe

Elenco:

Gösta Ekman
Emil Jannings
Camilla Horn

Formato: RMVB

Tamanho:  378 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Baseado na famosa peça de Goethe, temos Fausto, um velho alquimista que vê sua cidade ser assolada pela peste negra. Vendo tanta morte, começa a pensar sobre sua própria finitude. Ele então evoca Mefistofeles, e lhe pede sua juventude de volta e eterna. O demônio a garante, em troca da alma de Fausto. Tudo parecia perfeito, até este se apaixonar por uma jovem italiana. Marco absoluto no cinema alemão, é o último filme de Murnau no país.

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Comentário:

“Fausto” é uma adaptação da obra do escritor alemão Goethe, clássico que influenciou milhares de obras posteriores. Uns exemplos instantâneos me vieram na cabeça enquanto assistia como em “A Encruzilhada” que o protagonista vende sua alma para tocar guitarra e obter o sucesso tão almejado; o outro exemplo é a série “Supernatural” a qual o personagem recorre à última saída, a encruzilhada e em troca o demônio quer sua vida. Introduzindo com um diálogo incrível entre o anjo e o diabo, uma aposta é feita para destinar a alma do nosso protagonista, o Fausto. Para completar seu plano de ganhar a aposta, o diabo jogou uma peste na cidade em que Fausto habitava (Interessante o efeito que Murnau usou nesse momento, usando a maquete da cidade, que diga-se de passagem estava maravilhosa, para conseguir esse formato gigante perante a cidade, para época é um grande avanço, já que o longa-metragem foi realizado em 1926, cinema mudo ainda) e matou grande parte da população ( Há um apelo religioso inverso, como em O Olho do Diabo, de Bergman, que o responsável pela desgraça não é Deus, punindo os pecadores, e sim o diabo poderoso a ponto de causar esse impacto). Com essa dispersão da peste, o pessimismo dominou quase todos e a crença na religião, principalmente com Fausto que queimou o livro divino, e, como se trata de uma fantasia, o livro se revolta e mostra a saída para o caos. Como disse nas referências acima, a encruzilhada é uma opção. O demônio tenta o nosso herói com prazeres da vida, para em troca dar sua alma, muitas tentações são dadas e ele prova de muitas delas e mesmo assim não se contenta. Em seguida, é oferecida a juventude e ele vive o amor novamente, o que muda a sua mente, dá força e vontade de viver. Como observador, é aquele diabinho, que muitas vezes aparece nos desenhos animados tentando influenciar a vítima para o mau caminho, dando argumentos simples e rápidos para o prazer momentâneo. Mas o que não se esperava era que o, agora, jovem fosse se apaixonar pela bela mulher, que com essa juventude, via esperança em tudo, via possibilidades. E esse amor contagiou tanto que o próprio Mau questionou se era bom ou ruim, tendo um  caso com a mulher. É interessante que os papéis trocam quem era para influenciar acaba sendo influenciado. E o filme, usando um pouco da religião expôs uma verdade grandiosa que o amor pode superar  até mesmo o pior Mau.

NOTA IMDB

Michael Kvium

Michael Kvium, ator e pintor dinamarquês. As obras aqui publicadas foram feitas entre 1986 e 1995, onde, apesar de ser um pintor contemporâneo, parece ser bastante realista ao mostrar relacionamentos humanos. Suas imagens são muito envolventes, além de descreverem mais do que palavras, elas fazem com que sentimos a mesma coisa que ela, e temos a mesma impressão, ou impressão parecida, por que as pessoas reconhecem tais imagens em algum momento da vida, que viram ou viveram. Mesmo que a interpretação de obras de arte, na minha opinião, seja livre, Kvium parece transmitir a mesma mensagem à todos, e denunciar através delas a feiura. Não são quadros belos, porém ainda sim, é arte. Por que gostar ou não de um quadro, filme, música ou escultura, não determina se esse quadro, filme, música ou escultura é ou não arte.

“Cena de Rodeio”

A primeira obra prima de Michael Kvium que vi, e inicialmente o choque me tomou. Esta mulher “monstro” está nua e é grande e gorda, em cima dela, está um pequeno homem, representando como esta está numa situação de submissão perante à ele. Como se esta não soubesse da capacidade, a força e o valor que ela tem. Por causa do mundo machista que domina, o pequeno homem domina a grande mulher, e na realidade eles são assim, porém eles se veem como a sombra os reflete: o homem maior e a mulher menor. Kvium não está retratando uma mulher feia, de forma submissa e feia, ele está retratando duas visões, a realidade e o como este casal se sente. Acredito que foi exatamente este o propósito de Michael Kvium quis mostrar. E o rosto e olhos dessa mulher passiva mostravam grande sofrimento, as olheiras de cansada de resistir e de sofrer.

“Mãe”

Já nesta imagem, que infelizmente é pequena, Kvium demonstra de novo a mulher perdendo sua humanidade e respeito. Enquanto lava louças, o marido toca seus seios. E essa cena é muito desagradável para mim. A mulher está dominada, subjugada ao aspecto sexual, perdendo seu valor e se tornando vítima inocente da mesma forma que os animais dominados e criados pelo homem.

Nome desconhecido

Suas obras não são para agradar as pessoas, por isso não são bonitas. A intenção real é levantar questionamentos, que nos fazem ver o que, normalmente, ignoramos que existe e ver a beleza no feio, e ainda, desaprová-la. Por isso vejo o lado positivo de suas obras: esperança de mudança para melhor, por que apesar de chocar, a realidade é bem pior, e assim, nos motiva a mudá-la. Essa é uma das razões do por que se pintar o feio.


As obras de Kvium lembram-me muito das obras de Francis Bacon, que também mostrava um lado desagradável dos seres humanos. Além disso, percebemos muitos elementos do movimento barroco em ambos artistas, sempre querendo expor os dois lados da situação, usando muito a contraposição de luz e sombra, como em Cena de Rodeio, onde a mulher se vê pequena por ser dominada pelo homem, porém é grande. A obra “Figure with meat”, a seguir de Bacon, se assemelha à anterior de Kvium. Com ar mórbido e confuso.

Também vi semelhança das obras de Kvium com as de Francisco Goya, como na obra “Saturno”, onde um monstro come uma mulher.

Brujeria – Brujerizmo

Brujeria é uma de Deathgrind (mistura de Death Metal com Grindcore) formada em 1989 por Asesino como seu projeto paralelo (tendo sua banda principal o Fear Factory). Brujeria vem de Bruxaria, em espanhol. Os membros da banda usam pseudônimos e máscaras porque seus personagens são chefões do narcotráfico e procurados pelo FBI. “Brujerizmo” foi o último álbum lançado (2000), a banda ficou sem lançar nenhum trabalho devido a um desentendimento de Asesino com Juan Brujo.

Ano:  2000

País:  México

Membros:

Juan Brujo – Vocal
Güero Sin Fe (Billy Gould) – Baixo, Vocal
Asesino (Dino Cazares) – Guitarra, Baixo
Greñudo (Raymond Herrera) – Bateria
Hongo (Shane Embury) – Baixo, Guitarra
Fantasma – Baixo, Vocal
Pinche Peach – Vocal
Pititis – Vocal
Hongo Jr. (Nicholas Barker) – Bateria
Cristo de Pisto (Jesse Pintado) – Guitarra
Marijuano Machete – Vocal

Comentário:

“Brujerizmo” é o terceiro álbum da banda e falar sobre sua capa é algo interessante. Aquela cabeça mostrada é a de Mario Dias, também capa do primeiro disco nomeado “Matando Güeros”. Mario foi assassino juntamente com sua esposa pelos integrantes do Brujeria. Como mostrado acima, “Brujerizmo” contou com a participação de muitos integrantes, não é a toa, pois é o melhor álbum da banda, parece que planejaram para ser mais reconhecido. Digo isso também porque o líder Brujo alterou um pouco o estilo da banda pra um pouco mais comercial e conseguiu sucesso, mesmo a banda ainda sendo considerada underground. As faixas mais marcantes na minha opinião são “Division del Norte”, “Pititis Te Invoco”, “Anti-Castro” e “Cuiden a Los Niños”, sendo bem política sua crítica, tirando o foco dos álbuns anteriores do satanismo e concentrando em política e drogas.

01. Brujerizmo
02. Vayan Sin Miedo
03. La Traicion
04. Pititis, Te Invoco
05. Laboratorio Christalitos
06. Division Del Norte
07. Marcha De Odio
08. Anti-Castro
09. Cuiden A Los Ninos
10. El Bajon
11. Mecosario
12. El Desmadre
13. Sida De La Mente

Tamanho:  28 MB

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Dente Canino

Título Original:  Kynodontas

País:  Grécia

Ano:  2009

Duração:  94 minutos

Gêneros:  Drama

Direção:  Giorgos Lanthimos

Roteiro:  Giorgos Lanthimos, Efthymis Filippou

Elenco:

Christos Stergioglou
Michele Valley
Aggeliki Papoulia

Formato: AVI

Tamanho:  723 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Dente Canino conta a história de uma família que tem três filhos e moram em uma casa isolada no subúrbio. Em volta dessa casa há uma cerca muito alta, que as crianças nunca passaram. Ou seja, os filhos do casal nunca tiveram nenhum contato com mundo exterior.
Quem cria, educa e ensina todo para as crianças são os pais, porém, excluindo toda e qualquer influência do mundo lá fora. A situação piora quando as crianças começam a fazer questionamentos que não fazem mais sentido no mundo em eles vivem.

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Comentário:

A comparação do dente das pessoas com os dos cães não para só no título do filme. Giorgos Lanthimos compara humanos com cães e educar filhos com adestramento de cachorros. Para uma história tão fria, nada melhor que a ausência de trilha sonora para nos deixar ainda mais tensos, e assim nos chocar.
A história de um pai tirano, que aliena os filhos, com a intenção de tê-los e controla-los, mais facilmente, para sempre, me remete à “Parábola da caverna”, escrito por Platão, em A República, que se inicia, aproximadamente, da seguinte forma: “Homens nasceram dentro de uma caverna que só possui uma pequena abertura, por estarem presos virados para a parede escura da caverna, veem o feixe de luz se refletindo na parede durante o dia, e ouvem vozes, que são das pessoas que estão passando por ali, porém eles não pensam que existem outras pessoas além dali, acreditam que a realidade é o que está ali, que são as sombras e as vozes que ouvem.” Muito parecido não é? Os filhos pensam que da forma como vivem, todos vivem. São desprovidos de cultura e de opinião. Só sabem aquilo que os pais (parede) lhe passam. Pode ser que tenham ensinado medicina, matemática, gramática… Mas não ensinaram história, mas não ensinaram que além do muro existem outras pessoas que vivem de outras formas, só veem a Sombra e ouvem as Vozes, acreditando que estas são a realidade, quando são só reflexo de algo muito mais grandioso.
A inocência dos filhos é bizarra, por conta da forma como são educados, as palavras ensinadas erradas, não deixar que saiam de casa, que veem televisão, ouçam música. Mesmo o pai, que tira as embalagens dos produtos que compra, para que os filhos não tomem consciência do mundo externo. Tais atitudes tem suas consequências, como quando Christina pede em troca da tiara que a “filha mais velha” a lampa (sexo oral), logo em seguida a “filha mais velha” usa esse método com a “irmã mais nova”, mas inocentemente pede que esta a lamba no ombro, como se fosse só mais outro lugar do corpo. Vemos isso quando ela diz que não tem nojo.
O filho encara o sexo como uma necessidade, são cenas fortes e frias, que mostram esse pensamento. O pai, ao despedir Christina, pede à irmã mais velha que faça essa tarefa. Consequentemente, depois do ato, ela mostra ter odiado, e avisa o irmão para não fazer mais, através de uma fala que não sei de onde tirou, ou se tem outro significado.
O pai deles é tão louco que traduz uma música de Frank Sinatra errada, e diz que o cantor é avô deles. A mente doentia do pai não para aí, ele influencia totalmente a mulher. Acredito que talvez sofram do complexo da loucura compartilhada, como o Chapeleiro Maluco, o Coelho e a Lebre, em “Alice no país das maravilhas”.
Não existem nomes, o pai chama “papai”, a mãe, “mamãe”, a irmã mais velha, “irmã mais velha”, irmã, “irmã” e o irmão é “irmão”. Como se fossem nomes e não uma ligação. O diálogo das irmãs, onde a mais velha diz que queria se chamar Bruce, visto que não tem nome de fato. Muito triste que o pai diga pros filhos que a mãe terá um cachorro, e os filhos, acreditam.
A “filha mais velha” dançando no final foi espetacular, acredito que ela demonstra o que sente naquela dança maluca, por se soltar. Depois de ser impedida pela mãe de continuar dançando, se mostra alterada. E à noite, arranca o próprio dente canino. Entra dentro do porta-malas do pai, na esperança de poder ir ao mundo além da “caverna”, visto que o trato que seus pais deram era que filhos só podem sair de dentro de casa, quando perdem o dente canino; e tal imposição mostra como os pais não queriam que os filhos os deixassem, visto que é impossível perder o dente canino. Obviamente todos arrancaram o dente. O mais triste, é a “irmã mais velha” não conseguirá abrir o porta-malas por dentro…
Depois da hora em que procuram a “filha mais velha”, a mãe parece ficar em choque ao ver o pai indo embora, mas não demonstra tantos sentimentos, não continuam procurando-a, até por que, o pai vai trabalhar. Um casal normal de pais, obviamente ficaria abalado, e iriam procurar seu filho.
O filme acaba sem sabermos o que irá acontecer, mas já foram despertados tantos pensamentos e possíveis acontecimentos, que não precisamos que Giorgos Lanthimos explique algo além. Apesar de no começo do filme, eu ficar com dúvidas sobre uma família assim existir, do meio até o fim do filme eu acreditei ser possível, pela forma tão realista que Giorgos passa para nós. Poderíamos pensar outras formas do que aconteceria se nossos pais fizessem isso conosco, mas neste filme está uma possível hipótese. Assustadora, porém provável.

Cradle of Filth – Midian

Cradle of Filth é uma banda nascida em 1991, fundada pelo único integrante remanescente de sua criação, Dani Filth. Sobre o estilo, a banda passou por fases: a primeira fase 1991-1996 o som era Death Metal, com melodias bem densas. Logo após, 1996-2003, o som ficou mais perto de um black metal sinfônico com bastante orquestrações, vocais líricos, narrações, músicas instrumentais típicas de filmes de terror. 2004-2006 o som ficou comercial demais, com o lançamento de Nymphetamine, que a banda alcançou um número maior de fãs e reconhecimento, o que levou a fãs das fases anteriores se chocarem com tamanha mudança. 2008-2011, a banda decidiu tentar voltar às origens com o som mais agressivo e rápido, mas a influência estava mais pra gothic metal que para black metal e alguns adotam o estilo como Extreme Gothic Metal. Os temas utilizados nas letras são muito interessantes, como Dani era poeta em seus tempos de escola, adquiriu uma cultura grande nessa área de ocultismo, erotismo, vampirismo, mitologia e elementos góticos em geral. Com certeza o destaque da banda é a voz de Dani, com quase dez tipos de vozes criadas, ou revezando entre si ou duetando. Como curiosidade, Dani Filth gravou um longa-metragem de horror como vilão para expressar sua adoração pelo satanismo. O filme chama-se “Cradle of Fear”, no Brasil adaptado para “Nascido no Inferno” (mais uma dos grandes trabalhos de tradução). Dani usou a mesma produção do clipe da “From the Cradle to Enslave” e o resultado disso foi um filme Trash demais!

Ano:  2000

País:  Inglaterra

Membros:

Dani Filth – Vocal
Paul Allender – Guitarra
Gian Pyres – Guitarra
Robin Eaglestone – Baixo
Martin Powell – Teclado e Piano
Adrian Erlandsson – Bateria
Doug Bradley – Narração faixas 4, 8 e 11
Sara Jezebel Deva – Backing Vocal

Comentário:

“Midian” é o quarto álbum de estúdio da banda. Gosto sempre de considerar o “V empire” e o “From the Cradle to Enslave” grandes lançamentos que poderiam ter sido considerados álbuns comuns, já que se encontram grandes faixas, que ganharam inclusive videoclipes. Bom, é o disco considerado pela maioria dos fãs como o melhor, eu fico com uma dúvida terrível entre 3 (“Dusk and Her Embrace”, “Cruelty and the Beast”, “Midian”) e sem dúvidas é um grande álbum. Cradle of Filth é uma banda que passou inúmeras modificações no seu Line-up e essa formação é minha preferida, com músicos que se encaixaram perfeitamente com o estilo (poderia até trocar o Adrian Erlandsson pelo Nicholas Barker). Muitos dizem que esse estilo de música extrema é pouco abrangente, mas Cradle of Filth foi a banda que me influenciou a gostar de muitos outros estilos dentro do Heavy Metal e até música erudita. Claro que o estilo da banda é um tanto peculiar por apresentar diversos quesitos para classisficá-lo como exceção em qualquer vertente. Sobre as músicas componentes desse cd, minhas preferidas são “Cthulhu Dawn” do conto de H.P. Lovecraft, “Lord Abortion” parte da trilha sonora do filme “Cradle of Fear”, a grande faixa instrumental “Creatures that Kissed in Cold Mirrors” e a música que ganhou o video “Her Ghost in the Fog”. Mas “Midian” é um álbum completo, poderoso do início ao fim.

1. At the Gates of Midian
2. Cthulhu Dawn
3. Saffron’s Curse
4. Death Magick for Adepts
5. Lord Abortion
6. Amor e Morte
7. Creatures That Kissed in Cold Mirrors
8. Her Ghost in the Fog
9. Satanic Mantra
10. Tearing the Veil from Grace
11. Tortured Soul Asylum
12. For Those Who Died (Bonus Track)

Tamanho:  62 MB

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Título Original:  Como Fazer um Curta Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual

País:  Brasil

Ano:  2008

Duração:  5 minutos

Gêneros:  Curta, Comédia

Direção:  Vitor Alli

Roteiro:  Vitor Alli

Elenco:

Vitor Alli

Comentário:

Um curta-metragem original que mostra todos os estereótipos os quais a sociedade rotula os filmes cults, nesse caso experimental. Como exemplo o uso da câmera mais precária pra dar a noção de baixo orçamento, e a crítica maior à saída que os cults usam dizendo ser a subjetividade a causa de um roteiro ou direção anormal. A trilha sonora invertida, com lençóis no varal somados com a câmera trêmula e os sussurros chegam dar uma atmosfera tensa. Enfim é uma experiência interessante e acima de tudo BARATA. Por que não tentarmos fazer o nosso?

Jeff Loomis – Zero Order Phase

Jeff Loomis é o guitarrista da banda Nevermore, e um dos melhores da atualidade. Cria uma harmonia muito agradável até para quem não entende de guitarra (meu cas0). O seu timbre tanto neste álbum quanto no Nevermore é o mesmo, mas é isso que fortalece sua identidade e marca sua originalidade. Desde cedo já fez sucesso, Dave Mustaine reconheceu seu talento quando tinha 16 anos, e participou de uma audição para substituir o Jeff Young no Megadeth. Mas ainda bem que não entrou, assim o mundo ganhou duas bandas muito boas, pois Jeff Loomis pode formar uma incrível banda e diferenciada, Nevermore, e o Megadeth ganhou outro guitarrista excelente, Marty Friedman.

Ano: 2008

País: EUA

Membros:

Ron Jarzombek: guitarrista no solo em “Jato Unit”
Pat O’Brien: guitarrista no solo em  “Race Against Disaster”
Michael Manring: baixista em “Cashmere Shiv”
Neil Kernon: guitarrista no solo em “Cashmere Shiv”

Comentário: Com fortes influências de Yngwie Malmsteen e Jason Becker, Jeff Loomis me conquista com este álbum que mostra como é um guitarrista e compositor de talento. Além de percebemos como há influência sua nos seus solos brilhantes tocados na banda Nevermore. Este cd é pesado, grave e agressivo, devido à sua guitarra de sete cordas e a bateria rápida, semelhante a do Nevermore, por isso parece tanto com a banda. Estas são dez músicas intensas de metal instrumental, e  “Azure Haze” e “Sacristy” passam uma sensação boa, de viagem, para quem ouve. A faixa final do álbum, “Departure”, é acústica e orquestral, talvez revelando um calmo e mais sensível Jeff Loomis.

1. Shouting Fire At A Funeral
2. Opulent Maelstrom
3. Jato Unit
4. Azure Haze
5. Cashmere Shiv
6. Race Against Disaster
7. Sacristy
8. Devil Theory
9. Miles Of Machines
10.Departure
Tamanho: 87 MB

Final Fantasy IX – OST

Ano:  2000

País:  Japão

Compositor:  Nobuo Uematsu

Arranjos:  Nobuo Uematsu, Shiro Hamaguchi, Kunihiko Kurosawa

Comentário:

Dessa vez, um post diferente, sobre um dos meus jogos de RPG favoritos, que marcou minha adolescência. A trilha sonora fantástica do ínicio ao fim dá o charme total, junto com os gráficos maravilhosos para época (PS1). Posso destacar a genialidade de Nobuo Uematsu nas faixas “Ambush Attack” que dá uma agonia incrível quando jogamos e toca essa música, em partes com tempo, aparece vários monstros no caminho, uma tensão incrivelmente gostosa. “Battle 1” é uma das mais legais, que inclusive uma banda de heavy metal, em uma homenagem gravou, deixando-a ainda melhor, o fato de essa faixa ser boa ajuda muito a não cansarmos do jogo, já que batalhamos milhares de vezes. Não poderia deixar de comentar sobre as faixas “Immoral Melody”, “Kuja’s Theme” e “Dark Messenger” do vilão Kuja, que me arrepiavam de tão boas quando tocavam no jogo, com certeza uma das trilha sonoras mais fodas que já ouvi. Por ai sucedem-se muitas e muitas músicas, quase 100.

Quando disponibilizei pra download, as músicas estão em ordem alfabética, mas se quiserem saber a ordem, é só conferir abaixo:

Músicas:

Disc Um

01 – The Place I’ll Return to Someday
02 – Memories Erased in the Storm
03 – Battle Strategy Conference
04 – The Skies of Alexandria
05 – Vivi’s Theme
06 – Feel my Blade
07 – Vamo’ alla flamenco
08 – Decisive Action ~ Search for the Princess ~
09 – Jesters of the Moon
10 – Steiner’s Theme
11 – Prima Vista Band
12 – Stolen Eyes
13 – Tonight
14 – Your Warmth
15 – Mistaken Love
16 – Queen of the Abyss
17 – Awakened Forest
18 – Battle 1
19 – Fanfare
20 – Memories of That Day
21 – Battle 2
22 – Game Over
23 – RUN!
24 – Goodnight
25 – Crossing Those Hills
26 – Ice Caverns
27 – Frontier Village Dali
28 – Far Away in the Twilight
29 – Reckless Steiner
30 – Limited Time
31 – Zidane’s Theme
32 – Black Waltz

Disc Dois

01 – Cid’s Theme
02 – One Danger Put Behind Us…
03 – Lindblum
04 – Song of Memories
05 – Hunter’s Chance
06 – Qu’s Marsh
07 – Quina’s Theme
08 – Aloha de Chocobo
09 – Ukule le Chocobo
10 – Freija’s Theme
11 – At the South Gate Border
12 – Fairy Battle
13 – Burmecian Kingdom
14 – A Face Unforgotten
15 – Kuja’s Theme
16 – The Sword of Doubt
17 – Sleepless City Treno
18 – Theme of the Tantalus
19 – Immoral Melody
20 – Garnet’s Theme
21 – Gargan Roo
22 – Cleyra’s Trunk
23 – Cleyra Settlement
24 – Eternal Harvest
25 – Grieve for the Skies
26 – Extraction

Disc Três

01 – Ambush Attack
02 – Loss of Me
03 – Fossil Roo
04 – Mountain Pass – Conde Petie
05 – Black Mage Village
06 – Unfathomed Reminiscence
07 – Ceremony for the Gods
08 – Eiko’s Theme
09 – Ruins of Madain Sari
10 – Walls of The Sacred Beasts
11 – Iifa Tree
12 – Salamander’s Theme
13 – Footsteps of Desire
14 – We Are Thieves!
15 – Slew of Love Letters
16 – Quad Mist
17 – Mogri’s Theme
18 – Protecting my Devotion
19 – The Chosen Summoner
20 – Keeper of Time
21 – Oeilvert
22 – A Transient Past
23 – The Sneaky Frog and the Scoundrel
24 – Esto Gaza
25 – Gurugu Volcano
26 – The Heart of Melting Magic

Disc Quatro

01 – The Airship, Hildagaldy
02 – Secret Library Daguerreo
03 – Ipsen’s Heritage
04 – The Four Medallions
05 – Successive Battles
06 – Terra
07 – Bran Bal, the Village Without Souls
08 – Pandemonium, the Castle Frozen in Time
09 – You’re Not Alone!
10 – Passing Sorrow
11 – The Evil Mist’s Rebirth
12 – Assault of the White Dragons
13 – Place of Memory
14 – Crystal World
15 – Dark Messenger
16 – Final Battle
17 – Bittersweet Romance
18 – Hidden Lips
19 – I Want to be Your Bird
20 – Two Hearts Not Captured
21 – Towards That Gate
22 – Melodies of Life ~ Final Fantasy
23 – Prelude
24 – CCJC TVCM 15″ (15 second Coca-Cola Commercial)
25 – CCJC TVCM 30″ (30 second Coca-Cola Commercial)
26 – Melodies of Life (The Layers of Harmony)

Tamanho:

Disco 1:  64 MB
Disco 2:  62 MB
Disco 3:  62 MB
Disco 4:  61 MB

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O Caçador

Título Original:  Chugyeogja

País:  Coréia do Sul

Ano:  2009

Duração:  125 minutos

Gêneros:  Drama, Policial, Suspense, Ação

Direção: Hong-jin Na

Roteiro:  Hong-jin Na, Shinho Lee, Won-Chan Hong

Elenco:

Kim Yun-seok
Seo Young-Hee
Jung-woo Ha

Formato: AVI

Tamanho:  500 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Joong-ho Eom (Kim Yun-seok) é um detetive que se tornou cafetão por problemas financeiros, mas está de volta a ação, quando percebe que suas meninas desaparecem uma após a outra. Uma pista o faz perceber que todas elas estavam com o mesmo cliente, identificado pelos últimos dígitos do celular. Então, o ex-detetive embarca numa caçada feroz ao homem, convencido de que ele ainda possa salvar Kim Mi-jin (Seo Yeong-hie), a última menina desaparecida e acabar com este mistério.

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Legenda

Comentário:

Psicopatas não são o que imaginamos que seja, ou igual ao do SAW, acredito que sejam mais parecidos com o de “O Caçador” ou o de “I saw the Devil”, que é ainda mais monstruoso. Há teorias que os Serial Killers sejam frutos de sociedades desorganizadas, com muita diversidade cultural e racial, porém não é o caso da Coréia do Sul, e ainda sim, lá existem tais criaturas, em contrapartida, no Brasil, “o país de vários povos”, não são relatados tantos casos. Nesse filme, o psicopata é interpretado por Jung-woo Ha, que não é um homem repugnante quanto imaginamos que assassinos sejam, e sim um tipo que poderia conviver conosco no trabalho, quieto, introvertido, calmo e frio; alguém que nós nem notaríamos a existência. De nada tem esse personagem de genial, e é sádico o fato de que desde o começo do filme ele é pego e confessa os crimes. Porém essa é a partida para a trama começar.

Outros filmes coreanos, como “O Hospedeiro”, também tem o gênero ambíguo, e não peca. Fora que, na maioria das vezes, o tema é vingança, já neste, o tema é totalmente diferente e abrangente, o que dá uma originalidade. Todos os gêneros do filme são muito bem trabalhados, e os cumpre muito bem. Suspense, terror, ação e comédia se sucedem com naturalidade.

A genialidade do filme veio de todos os lados, a fotografia, a trilha sonora, o roteiro – feito por seis mãos, os atores, e principalmente a direção, feita por Hong-jin Na, que o fez ainda cursando a faculdade!

As perseguições nas ruazinhas íngremes e sinuosas e a pé, por todos os lados, dão uma veracidade muito grande à história e ansiedade aos observadores. Além do que a distância entre o Serial Killer e Joong-ho é de poucos metros, deixando o público ainda mais preso à trama. Personalidades muito bem construídas e fortemente marcadas. Joong-ho, atuado esplendidamente por Kim Yun-seok, é o protagonista, um ex-detetive cafetão que está em busca de duas de suas garotas que estão desaparecidas, descobre que ambas atendiam o cliente que Mi-jin, outra das suas, está atendendo nesse momento. Não mede limites para conseguir o que quer. Corre, luta e mente quem é, com uma força incontrolável, impressionante e filmada de tal forma que parece muito real. Acredito que a filha de Mi-jin desperta um sentimento paternal em Joong-ho que era inexistente, visto que, anteriormente, ele só ‘caçava’ o serial killer por interesses próprios.

Mi-jin é minha heroína, se solta das cordas por ser obstinada a viver pela sua filha de 7 anos. É muito trágico que ela morra apesar de todo o sacrifício que fez, e morre por culpa da ineficácia dos policiais, visto que o psicopata fala que ela ainda pode estar viva, mas ninguém, fora Joong-ho vai em busca dela. Os policiais estão só em busca de provas,

perdem o objetivo principal: salvar uma vida, à fim de comprovar que acha.

Muito mais violento que os filmes americanos, mais criativo e bem desenvolvido. As cenas de morte são artísticas, como na morte de Mi-jin, onde são mostradas uma sequência com jogada de câmera rápida em slow motion, a mão do assassino segurando o martelo, e a cada soco vemos gotículas de sangue, e indícios de cabelo na arma. Essa cena é forte e acompanhada com uma música incrível. Logo depois, rompe um silêncio e não vemos mais golpes, só a cabeça que recebeu o impacto. Essa cena demonstra como “O Caçador” é incrível, e como Hong-jin Na consegue nos mostrar uma morte poeticamente.

A cabeça de Mi-jin no aquário e a luta entre ‘caça’ e ‘caçador’ e ainda Mi-jin, mesmo após todo seu sacrifício, morrer, me soou um sadismo do Tarantino.

Em um momento do filme há uma dúvida na interpretação, se houve um defeito ou se houve apenas uma falta de apresentação dos fatos. A primeira é: Uma detetive segue o psicopata, que é solto após não haver provas de que ele é culpado pelos assassinatos. Este entra numa mercearia, e ela fica a observar. Neste momento o psicopata mata a dona do estabelecimento e Mi-jin que está ali. Além de ser uma grande coincidência. Depois das mortes, só há mais uma cena onde Joong-ho chega ao local e vê o que acontece. “Onde está o psicopata?” Em sua casa enterrando mais dois cadáveres. E a detetive não continuou a perseguir o psicopata, sendo que era esta a sua função? Única parte em que o filme talvez peca, mas não faz com que o filme deixe de ser genial.

A outra interpretação, que sugere a falta apresentação dos fatos, que seria a hipótese da detetive não ter visto o assassino sair da mercearia com o corpo, pois saíra pelos fundos. Assim, quando a polícia, chamada por Mi-jin chegara à mercearia, a detetive vai até lá e descobre que o psicopata matou outra vez.

NOTA IMDB

Escher

Maurits Cornelis Escher, mais conhecido por Escher apenas, nasceu 1898 na Holanda. É um artista gráfico famoso pelas suas xilogravuras, litografias e meio-tons. Em suas imagens, a metamorfose, a exploração do infinito e o a interposição de imagens criando outra diferente e principalmente a ilusão de óptica caracterizam seu estilo que influenciou muitos artistas hoje renomados.

 

Quo Vadis – Defiant Imagination

Quo Vadis é uma banda de death metal técnico formada em 1992 por Bart Frydrychowicz, Yanic Bercier e Arie Itman. Pelo denominação do estilo já é possível notar que os seus músicos têm notada técnica, principalmente o baterista Yanic Bercier.

Ano:  2004

País:  Canadá

Membros:

Stéphane Paré – vocal, guitarra
Bart Frydrychowicz – guitarra, solo em 1, 2, 3, 5, 7
Yanic Bercier – bateria, backing vocals

Músicos convidados

Steve DiGiorgio – baixo
William Seghers – guitarra, solo em 1, 2, 3, 5, 7
Roxanne Constantin – teclado, soprano

Comentário:

“Defiant Imagination” é considerado por mim o melhor álbum, mais completo. Com os músicos convidados, enriqueceu ainda mais suas músicas. Participação excepcional do convidado baixista do Death, Steve DiGiorgio, contribuiu bastante, com presença bem perceptível do baixo. O som soa muito progressivo em  certas músicas como “To the Bitter End” e na mais poderosa “Silence Calls the Storm”, que conta com maravilhosos guturais no primeiro e último álbum com Stèphane Paré. As músicas “In Contempt” com uma bela introdução na bateria e “Break the Cycle” com técnica muito elevada são destaques. A mistura de som harmonioso, com técnica caracterizando a banda como progressiva é mais intensa nesse álbum.

01. Silence Calls The Storm
02. In Contempt
03. Break The Cycle
04. Tunnel Effect
05. To The Bitter End
06. Articulo Mortis
07. Fate’s Descent
08. Dead Man’s Diary
09. Go Intuo et Servo Te

Tamanho:  66MB

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Moulin Rouge! – Amor em Vermelho

Título Original:  Moulin Rouge!

País:  EUA

Ano:  2001

Duração:  127 minutos

Gêneros:  Drama, Musical, Romance

Direção: Baz Luhrmann

Roteiro:  Baz Luhrmann, Craig Pearce

Elenco:

Ewan McGregor
Nicole Kidman
John Leguizamo
Jim Broadbent

Formato: RMVB

Tamanho:  412 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Christian (Ewan McGregor) é um jovem escritor que possui um dom para a poesia e que enfrenta seu pai para poder se mudar para o bairro boêmio de Montmartre, em Paris. Lá ele recebe o apoio de Henri de Toulouse-Latrec (John Leguizamo), que o ajuda a participar da vida social e cultural do local, que gira em torno do Moulin Rouge, uma boate que possui um mundo próprio de sexo, drogas, adrenalina e Can-Can. Ao visitar o local, Christian logo se apaixona por Satine (Nicole Kidman), a mais bela cortesã de Paris e estrela maior do Moulin Rouge.

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Parte 1   Parte 2

Comentário:

Existem questões ‘cinematográficas’ que não cabem mais em minha mente, então irei retratá-las em meio à escrita a fim de encontrar as respostas. Começando pelo filme Moulin Rouge, de Baz Luhrmann, lançado em 2001. O encanto, digamos passageiro, que tive por ele, que se inicia na minha infância, mas já foi interrompido.  A pergunta que me veem é: por que tal fascinação?
Ao vê-lo de novo dias atrás, tive um choque de realidade, e vi o filme como realmente é. Seu propósito e a grande decepção que ele é. Fiquei com vontade de assistir o Moulin Rouge de 1952, porque o mais atual, não devia se chamar Moulin Rouge. Com todos os elementos americanos, músicas de Nirvana à Madonna. A história é linda, única e poderia ser muito melhor explorada, muito mais francesa, visto que é no Moulin Rouge. Melhor explorada também tinha que ser a relação entre os protagonistas tinha que ter sido melhor construída. A cena onde Toulouse-Lautrec encontra com Satine é muito forçada, as euforias personificadas em Satine, pela Nicole Kidman, de nada foram sensuais, e sim engraçadas. A primeira cena onde Satine aparece, não consegui mais me simpatizar com ela, por causa da letra da música, e por ela já cair, dando vestígios de que está doente, e isso não surtiu efeito de dó pelo público (eu), por causa da rapidez com que ocorre. A cena de Tango foi maravilhosa e que me tirou lágrimas, poderia ser mais densa e mais longa, porém Luhrmann optou por uma coisa mais superficial. Lembrei que este diretor que filmou Romeu e Julieta, com o Leonardo DiCaprio, e lembrei ambos se assemelham pela modernidade que os preenche. Porém o imaginário, que era para ser criado some, e o que vemos são muitos detalhes, muita música, muito drama, muitos enfeites, que existem para disfarçar o vazio que ali está em seu conteúdo. Então, achei a resposta para a pergunta do porque eu gostava desse filme quando criança. Fui facilmente impressionada pelas cores e quantidades.

NOTA IMDB

Jason Becker – Perpetual Burn

Jason Becker é um guitarrista neo-clássico nascido em 1969, na Califórnia. Com uma educação vinda de músicos, respirando música de qualidade em sua infância, deu uma noção musical incrível, seu pai também guitarrista deu a ele a primeira guitarra com apenas 3 anos de idade. É possível encontrar na internet vídeos do mestre tocando com apenas 16 anos de idade músicas como Black Star do Yngwie Malmsteen, com direito a acrobacias no palco, realmente impressionante, inclusive pra época, com escassas fontes de estudo para os guitarristas, situação inversa comparado a hoje com esse universo gigante de informações na internet, acesso a várias videoaulas. Marty Friedman de olho nessa pérola, logo o chamou para fazer parte de sua nova banda, Cacophony, para ser o guitarristas de apoio e logo Becker mostrou sua personalidade e passou de coadjuvante para estrela. Assim sua fama viajou o mundo, adquiriu fãs japoneses e europeus. Com o fim da banda, o jovem foi convidado para substituir nada mais nada menos que Steve Vai, na banda de seu maior ídolo, David Lee Roth, vocalista do Van Halen. O que não esperava era a descoberta de uma doença, em 1990, chama ALS (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença degenerativa causadora de paralisia gradativa dos músculos. Felizmente, o álbum com David estava pronto, e então a doença começou com uma paralisia na perna. A previsão era de 5 anos parra sua morte, porém o mito sobrevive até hoje, movimentando apenas os olhos, comunicando e compondo até hoje suas músicas. Becker é fonte de inspiração e perseverança para muitos artistas e dois álbuns foram gravados em sua homenagem.

Ano:  1988

País:  EUA

Membros:

Jason Becker – Guitarra, Teclado, Baixo, Produtor
Marty Friedman – Solos de guitarra adicionais, co-produtor
Atma Anur – Bateria

Comentário:

“Perpetual Burn” é o primeiro álbum de sua fugaz carreira. O disco demonstra o virtuosismo de um grande músico, criado por uma família de músicos, apresenta influências de Fusion, Música Erudita, Jazz e tudo misturado com Heavy Metal, mais especificamente Speed Metal, vertente postumamente banida. Marty Friedman trabalhou com Becker concomitantemente no Cacophony e ajudou a produzir e um influenciou o outro. É muito perceptível a técnica exótica que Jason adquiriu devido a convivência com Marty, escalas japonesas e harmonias fundidas com música erudita. A fusão de tantas influências resultou de um dos álbuns instrumentais mais geniais de toda a história de um jovem prodígio de apenas 19 anos, já com um histórico impecável com dois impressionantes com a banda Cacophony. Friedman ainda ajudou a compor as faixas ” Temple of Absurd” e “Eleven Blue Egyptians” e interpretou os solos ao lado de Jason na música “Dweller in the Cellar”. “Altitudes” é uma daquelas músicas que te deixa totalmente satisfeito ao ouvir, apresenta todos os elementos possíveis de um grande hit, prova que Jason não é apenas um jovem com muita técnica, e sim um talento versátil capaz de compor maravilhas, também como a faixa “Air” com uma entrada no violão espetacular. Seguindo o feeling de Altitudes, temos os dois sons finais, “Dweller in the Cellar” e “Opus Pocus” que eu percebi uma influencia absurda do Marty Friedman, como ele dizia: Nós a cada dia aprendíamos mais um com o outro”. Nas músicas rápidas como “Perpetual Burn” e “Mable’s Fatal Fable”, o jovem não deixou a desejar, era uma de suas especialidades.

1. Altitudes
2. Perpetual Burn
3. Mabel’s Fatal Fable
4. Air
5. Temple of the Absurd
6. Eleven Blue Egyptians
7. Dweller in the Cellar
8. Opus Pocus

Tamanho: 95 MB

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A Mansão do Diabo

Título Original:  Le Manoir du Diable

País:  França

Ano:  1896

Duração:  3 minutos

Gêneros:  Curta, Terror, Fantasia, Ficção

Direção: George Méliès

Roteiro:  George Méliès

Este filme é  o primeiro filme de horror da história, que deve ter sido muito trabalhoso de fazer com os poucos recursos da época, inclusive teve como ator o próprio Geoge Méliès. Mostra a luta de Mefisto com um cavaleiro. O filme contém elementos de pantomima , que é a arte de gesticular (o que sustenta o cinema mudo), é usado muito por comediantes, o que entretém as pessoas, mais do que as assusta.