Category: Curta-metragem


A Janela Aberta

Título Original:  A Janela Aberta

País:  Brasil

Ano:  2002

Duração:  10  minutos

Gêneros:  Curta, Ficção

Direção:  Philippe Barcinski

Roteiro:  Philippe Barcinski

Elenco:

Enrique Diaz
Eugênio Puppo

Sinopse:

Um homem deitado em sua cama tenta se lembrar se fechou a janela de seu apartamento. Tentando reconstituir os passos de seu dia-a-dia, numa linha de raciocínio, aparentemente, simples, revela-se dono de uma mente obsessiva e patologicamente perturbada.

Comentário:

Contada a história de forma bem dinâmica, com trilhas sonoras criando um suspense incrível e gradual, o curta de Phillipe barcinski tem um diferencial, assim como muitos curtas brasileiros (que acredito serem muito fortes). O diferencial está no título, o protagonista associa todos os fatos à janela, num quebra-cabeças de acontecimentos sem tanta importância se forem analisados separadamente. Dizem os psicólogos e neurologistas que na hora de dormir é bom treinar nossa memória recordando fatos do dia-a-dia que aconteceram nos mínimos detalhes, onde estava cada objeto, os fatos e etc. Enquanto assistia isso não saia da minha cabeça, já que o curta é movido das lembranças do personagem. O nosso personagem tem hábitos peculiares como cada dia da semana atravessar o tapete de um modo, lavar os pés na pia, colocar sobre a estante um objeto diferente. Todos elementos foram aproveitados e a inserção do outro personagem, um encanador talvez, ajudou a ligar esses fatos. Vários atos foram associados ao encanador. Cada dia o tapete era usado pra ele andar de um modo, no último o encanador tirou; os objetos eram colocados na estante, no último de novo foi retirado do local; o quadro que ele mexia depois de fechar a janela, o encanador quebrou e ocasionou o corte do pé; o pão que oferecia todo dia, cortou a mão com a faca; a infiltração de água, que o encanador quebrou a parede. Enfim, ficou muito bem amarrada essa história. Agoram, existem possíveis interpretações do final para justificar o homem morto dentro do armário. Como já disse os fatos foram associados ao encanador, provavelmente o homem morto é o encanador, mas como ele morreu? Aí que está a pergunta mais importante. A minha interpretação é que o encanador interferiu em todas coisas que o dono da casa fazia, tirou o tapete, a mesa e ainda por cima fez o outro cortar o pé, por sua culpa, além de quebrar a parede da sala, e isso pode ter enraivecido o homem. Não seria o caos pensar que ele pode ter assassinado o encanador pois alguém com tantos toques, seguindo-os religiosamente todo dia, seria como tirar a comida de alguém com muita fome alterar essa rotina.

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The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Título Original:  The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

País:  EUA

Ano:  2011

Duração:  15 minutos

Gêneros:  Curta, Animação, Aventura

Direção:  Brandon Oldenburg, William Joyce

Roteiro:  William Joyce

Comentário:

A complexidade e instabilidade humana me levam a crer que não sou alguém fixo, e que não daria a mesma resposta se a famosa pergunta: “quem é você?”, fosse-me proposta duas vezes.

Hoje poderia responder uma coisa e semana que vem outra totalmente diferente por que o ser humano e as ocasiões da vida fazem com que ou eu reafirme alguns valores ou que eu mude-os. O que eu poderia dizer hoje se alguém perguntasse quem sou é que o que acredito ser é uma mera comparação com outro que é daquela forma ou algum adjetivo, ou seja, estou sendo igual aquela pessoa ou aquele adjetivo quando digo que “sou”.

Mas o que somos mesmos é só isso? Comparações?

Se eu elogiar alguém de inteligente, será que a minha percepção foi transmitida? Será que o significado que está no dicionário é o mesmo que eu quis dar àquela pessoa?

Depois de assistir esse curta-metragem, tenho convicção do que é ser alguém. Depois de muito tempo pensando, cheguei à conclusão de que ser é procurar conhecer tudo. Ouvir todos os estilos de música para poder dizer: “EU gosto de Heavy metal”. É ler livros e descobrir qual é o que você gosta, mesmo que for aquele best-seller mundial que conta a história toda equivocada (eu não vou por entre aspas :P), pelo menos você sabe que não gosta dos clássicos.. É ir à maior quantidade de religiões possíveis para dizer: “Eu sou católica”, ou “Eu sou ateu”. Você experimentou para dizer o que é, você conheceu para isso. Tudo bem, minha ideia pode estar parecendo muito científica, por dizer das experiências, não é? Mas acredito que ser em pensamento só não fará você ser aquilo que é, acabará tornando-se outra pessoa, e daqui uns tempos pode-se não orgulhar-se disso. Porque “Se você pensar de um jeito e viver de outro, vai começar a pensar como vive”.

Ler para alguns podem não significar nada, preferem acreditar que a vida escrita nos livros não é real e que se aprende muito mais vivendo do que lendo. Já eu, acredito que ler é ser, conhecer, é tornar-se. Ao conhecer e descobrir o que você é, você vive. Como alguém que não busca conhecer nem a si nem o que diz ser, pode viver?

Em “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”, Morris quando acaba de ler o livro, vê-se velho. Mas acredito que na realidade não é um velho, e sim “estava” velho, por isso ao ir embora da biblioteca, voltou a ser jovem, por que os livros deram a ele experiências de pessoas que viveram muito e um amplo conhecimento, mas ele permanecia novo, com a mente aberta, e aguçada. Agora poderia dizer quem ele é. E assim, viver.

Às vezes desconsideramos algumas concepções, teorias ou aprendizagens por achá-las inútil, por querer manter um certo “caminho” de pensamento “erudito” já embutido. Por isso acredito que muitas pessoas têm dificuldades em entender artes contemporâneas. Acabamos por confundi-las com algo inútil, por termos seleção do que devemos ou não aprender, muitas vezes ligamos isso aos nossos sentimentos, acabando por confundir, por exemplo, não gostar de matemática com ela ser inútil. Por a pessoa pensar que vai fazer letras e achar que nunca vai precisar usar aquilo, permanecendo assim, ignorante nessa área.

O que está errado por que aquilo que menos se sabe é aquilo que mais devemos dedicar esforços e estudos. Devemos ver essa matéria, não como um filisteu, e sim como um desafio.

Os livros coloriram a vida das pessoas literalmente na animação. Enchiam as vidas das pessoas. No momento que Mr. Morris lia, por exemplo, livro velho, mostrou a troca entre o homem e o livro. Ele sentiu muitas emoções, e o livro permaneceu “vivo”. Se lermos, muitas coisas importantes permanecerão vivas para a humanidade, se as deixarmos de lado, poderão desaparecer. Existem livros, clássicos, que nunca morrerão.

 

Além do Ateu e do Ateísmo

 

Título Original:  Além do Ateu e do Ateísmo

País:  Brasil

Ano:  2012

Duração:  20 minutos

Gêneros:  Curta, Documentário

Direção:  Carine Immig, Fábio Goulart

Roteiro:  Carine Immig, Fábio Goulart

Comentário:

Esse documentário se diferencia dos outros por mostrar apenas opiniões de algumas pessoas, debatendo sobre o ateísmo. Eu, como ateu, identifiquei-me com algumas experiências vividas pelos entrevistados.  Por exemplo: “Como pode alguém ser feliz não acreditando em Deus?” ou “Eu não acredito que você seja realmente ateu, no fundo você acredita em Deus”. Ambas são declarações opressoras que não aceitam nosso pensamento, nossa privacidade mental, como argumentou o jovem. Todos nós nascemos ateus, e fomos educados para acreditar em um ser todo-poderoso (raras as exceções). Como no catolicismo, pouco depois de nascermos, somos batizados, e, se analisarmos bem, somos obrigados a pertencer a uma religião que nem ao menos temos consciência dos dogmas e crenças. Quando começamos a adquirir conhecimento e senso crítico para perceber como fomos manipulados para crer, vemos que a liberdade de religião abre a nossa mente para fugir dessa prisão interior que afeta nossos pontos de vista, nossa noção de realidade. As comparações movem as engrenagens cerebrais. Como diz o Pablo Villaça, é só compararmos ao coelho de páscoa e explicamos por que nada daquilo parece real. Mas uma declaração que me chamou muito a atenção foi a da miragem. Resume muito o pensamento ateu, tudo é muito claro para nossa visão, que tudo foi inventado, mas mesmo assim respeitamos os pontos de vista de todas as religiões. Querem pagar o dízimo? Acham que serão salvos? Paguem, sejam felizes, o dinheiro é de vocês, não me incomodo com isso mesmo.

Sobre o Datena, a ignorância é o pior mal do homem. Eu o vejo como aqueles velhos desinformados que veem o jornal nacional todos os dias, e acham que sabe tudo sobre o mundo. Não, você não sabe NADA sobre ateísmo. Acreditar em algo horrível como ele é tolerável, mas falar em rede nacional é um desastre total. As pessoas ignorantes captam as palavras desse ignorante como verdade. Isso gera mais preconceito e mais ignorância. A dificuldade para se declarar ateu ainda hoje é terrível, o olhar para os ateus é como monstro, aquela ideia grotesca da idade media, caça às bruxas.

Uma das afirmações mais preciosas: “A moral NÃO deriva das religiões”. Não precisamos ter religião para sabermos que não se deve matar, ou qualquer mandamento católico. Nossa sociedade tem leis, regras e isso educa o ser humano, não a religião. Se você matar, você será preso. Até foi citada a estatística que existem mais criminosos presos que ateus presos. Obviamente que existem mais religiosos que ateus no Brasil, por exemplo, mas se pegarmos a porcentagem de cada grupo, espantaríamos com os dados.

ATEÍSMO NÃO É SINAL DE IMORALIDADE

Acho que o paradoxo que mais resume o preconceito religioso é: quando argumentamos fatos verídicos contra alguma religião, se ofendem, mas quando nos dizem absurdos, que era para nos ofender, temos que engolir a seco e falar que respeitamos sua religião.

 

A Senhora e a Morte

Título Original:  La Dama y la Muerte

País:  Espanha

Ano:  2009

Duração:  8 minutos

Gêneros:  Curta, Animação e Comédia

Direção:  Javier Recio García

Roteiro:  Javier Recio García

Produtores: Antonio Banderas, Antonio Meliveo, Juan Molina, Manuel Sicilia, Marcelino Almansa

Sinopse:

Indicado ao Oscar 2010, “La Dama y La Muerte” é um curta espanhol, em 3Dm que mostra a disputa entre um médico e a morte por um valioso recipiente: a alma de uma senhora.

Comentário:

“A senhora e a morte” é um curta-metragem irresistivelmente engraçado, e que mais uma vez nos prova que, não precisamos de diálogos em filmes para entender o que é passado. A trilha sonora é muito linda, e acompanha exatamente o que acontece na história.

Lembrei-me da polêmica de que meu professor de biologia comentou em sala, dos médicos atrasarem, de certa forma, a evolução humana. Isso não é uma crítica ruim aos médicos, já vou avisando, e sim uma reflexão de que nós, seres humanos, temos compaixão e amor pelo próximo, por isso que, inicialmente cuidamos do outro e nos juntamos em equipes para conseguir realizar algo. Porém eu vejo médicos interferem na natureza por um ego próprio que eles mesmos alimentam. Porque em certas vezes nem importam-se de estar fazendo algo bom e solidário pelo outro, deixando de lado a essência de seu negócio.

Nesse curta, a velhinha quer morrer, mas o médico, quer que ela viva, porque assim seria idolatrado como um bom profissional. Porém este não sabe o que a velhinha quer, e ainda, interfere no ciclo natural das coisas. A velhinha morreu. Por que então tentar ressuscitá-la?

Um humor negro muito fino no momento em que, a velhinha vendo-se à mercê, comete suicídio.

Jogos Mortais 0.5

Título Original:  Saw

País:  EUA

Ano:  2003

Duração:  9 minutos

Gêneros:  Curta, Suspense, Terror, Thriller

Direção:  James Wan

Roteiro:  Leigh Whannell

Elenco:

Paul Moder
Leigh Whannell

Comentário:

O nome Saw 0.5 é claro que foi adaptado depois, no Brasil, já que não sabiam que dariam uma franquia com 7 filmes. É interesante que o curta é uma apresentação, talvez uma divulgação do que planejavam James Wan e Leigh Whannell. Curiosidade que foi lançado o curta em 2003 e dai em diante todo ano lançava um outro longa-metragem (Saw 2004, Saw II 2005, Saw III 2006, Saw IV 2007, Saw V 2008, Saw VI 2009, Saw 3D 2010). A história apresenta todos elementos que veremos postumamente na franquia. Nesse caso, David, um enfermeiro, é sequestrado e forçado a jogar um jogo de sobrevivência o qual terá que pegar a chave dentro do corpo de uma pessoa viva. Detalhe que essa cena aparece depois com Amanda Young. O orçamento baixo explica a atuação do roteirista ( Saw, Saw II, Saw III) no curta-metragem e alguns ruídos, mas a cena de tortura foi ótima, reparem que não é mostrado ele abrindo o corpo, mesmo pela falta de grana pra isso. Ver uma produção gigantesca dessa antes do sucesso é algo interessante mesmo pra quem não gosta da série. Eu gosto de Saw e um pouco de Saw II, depois Hollywood forçou a barra, mas a ideia principal achei muito bem explorada nos dois primeiros, dar valor a sua vida, mostrando seu instinto de sobrevivência, como nesse curta, que abriu a barriga de uma pessoa viva para se salvar. Se analisarmos essa atitude isoladamente, seria algo monstruoso, mas no contexto não havia saída, era matar ou morrer. Acredito que arrastou demais a série, assim como vimos as produções Hollywoodianas prolongando tudo quanto é limitado para ganhar dinheiro, é claro. Mas vale a pena conferir esse início.
Infelizmente não achei legendado, mas não é difícil entender o inglês. Portanto, treinem seu inglês!

 

A Vereadora Antropófaga

Título Original: La Concejala Antropófaga

País: Espanha

Ano:  2009

Duração:  7 minutos

Gêneros: Comédia

Direção:  Pedro Almodóvar

Roteiro:  Pedro Almodóvar

Elenco:

Carmen Machi
Penélope Cruz
Marta Aledo

Tamanho: 135Mb

Formato: AVI

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Comentário:

Esta produção de Almodóvar é muito diferente das suas outras, pois em vez de ser sensível e captar o lado feminino, o diretor contruiu um monólogo engraçado de uma vereadora, personificando a política e o sexo em uma só personagem, mas, em vez de ser explícito, acaba sendo super interessante sua visão de mundo. Esse curta foi lançado para promover o filme ‘Abraços Partidos’, e baseado na personalidade da personagem de Carmem Machi. Em um momento, expressa sua visão engraçada, porém acredito ser totalmente verídica:  “O  sexo é, tanto no plano pessoal como profissional um assunto profundamente social”. Pois é, eu concordo com essa ideia, por que pais e filhos não conversam sobre sexo, amigas não conversam com amigos, nem casais entre si… Um sério problema social. Interpretações à parte, todos devem rir muito com esse curta e a Vereadora Antropófaga.

Food

Título Original: Food

País:  República Checa

Ano:  1993

Duração:  17 minutos

Gêneros:  Curta, Comédia

Direção:  Jan Svankmajer

Roteiro:  Jan Svankmajer


Comentário:

Este curta é dividido em três partes, e ocorre na seguinte sequencia: café da manhã, almoço e janta. No primeiro momento, vemos um homem entrando numa sala, nela há uma mesa e um outro homem está sentado, acontece que este homem é um tipo de máquina temporária. Jan transforma em máquina os homens depois que este s comem, como se durante a refeição estes fossem mecânicos. Depois que percebemos a fila cheia de outros homens que irão comer, percebemos que por todos eles comerem a mesma coisa, parecem máquinas, que só precisam de uma só aquilo que estão sendo fornecidas. Diferentemente de antigamente, onde existiam vários tipos de comida por causa das culturas serem diferentes, mas a globalização, transforma a sociedade em massificada, para vende-las os mesmos produtos, mesmas comidas.

Os sons produzidos são bem reais, e muito interessantes.

No almoço, vemos sentados na mesma mesa, um ‘cara de classe’ e um vagabundo/pobre(falo vagabundo pois era o que estava escrito em inglês no wikipedia, que inutilmente disse tudo o que acontecia no curta em vez de me dar alguma curiosidade sobre a filmagem, pois gostaria de saber se os homens desse curta são todos feitos de argila).

Retomando, ambos os homens no almoço estão tentando chamar o garçom. Por não conseguirem, o ‘cara de classe’ começa a comer as coisas que estão ali mesmo. O vagabundo/pobre o imita. E assim, o ele o engana, fingindo comer os talheres, e este come sem perceber que o outro não comeu. E então o ‘cara de classe’ come o vagabundo, cometendo um canibalismo. Acredito que isso se refere à duas coisas, ou que nós, comemos coisas sem saberem realmente o que são, ou que, os ‘vagabundos’ são sempre ‘comidos’ pelos mais ‘ricos’.

E por fim, o Jantar. Que nos deixa curiosos por vermos um homem colocando molhos e condimentos em algo, imaginamos ser uma comida. Mas não a vemos. E por fim, o choque de ver ali, a própria mão do cara. E mais três humanos em cenas que passam rapidamente comendo partes do corpo, perna, seios e pênis. E fim.

 

Título Original:  Como Fazer um Curta Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual

País:  Brasil

Ano:  2008

Duração:  5 minutos

Gêneros:  Curta, Comédia

Direção:  Vitor Alli

Roteiro:  Vitor Alli

Elenco:

Vitor Alli

Comentário:

Um curta-metragem original que mostra todos os estereótipos os quais a sociedade rotula os filmes cults, nesse caso experimental. Como exemplo o uso da câmera mais precária pra dar a noção de baixo orçamento, e a crítica maior à saída que os cults usam dizendo ser a subjetividade a causa de um roteiro ou direção anormal. A trilha sonora invertida, com lençóis no varal somados com a câmera trêmula e os sussurros chegam dar uma atmosfera tensa. Enfim é uma experiência interessante e acima de tudo BARATA. Por que não tentarmos fazer o nosso?

A Mansão do Diabo

Título Original:  Le Manoir du Diable

País:  França

Ano:  1896

Duração:  3 minutos

Gêneros:  Curta, Terror, Fantasia, Ficção

Direção: George Méliès

Roteiro:  George Méliès

Este filme é  o primeiro filme de horror da história, que deve ter sido muito trabalhoso de fazer com os poucos recursos da época, inclusive teve como ator o próprio Geoge Méliès. Mostra a luta de Mefisto com um cavaleiro. O filme contém elementos de pantomima , que é a arte de gesticular (o que sustenta o cinema mudo), é usado muito por comediantes, o que entretém as pessoas, mais do que as assusta.

 

 

Viagem à Lua

Título Original:  Le Voyage Dans La Lune

País:  França

Ano:  1902

Duração:  8 minutos

Gêneros:  Curta, Ficção Científica, Aventura

Direção: George Méliès

Roteiro:  George Méliès, H.G. Wells, Jules Verne

Sinopse:

Uma expedição formada por corajosos homens vai para o satélite da Terra, onde encontra seres nada amistosos, são capturados e devem fugir para retornar ao nosso planeta.

Comentário:

Na década de 60 John Kennedy, presidente dos Eua, colocou como meta do país ter o primeiro homem a pisar na lua. O fato ocorreu em 1969, com Neil Armstrong. Mas Méliès, em 1902, já imaginava como seria a lua. Apesar das  as informações sobre o satélite da Terra eram escassas e havia especulações de como seria lá, Méliès, através da ficção, mostrou suaa visão  do que pensa sobre a lua, como são seus habitantes, como o homem chegaria até lá e sairia. “Viagem à Lua” é o primeiro filme de ficção científica, de George Méliès que revolucionou o cinema já logo no seu início, por ser ilusionista criou grandes efeitos visuais.

NOTA IMDB

Dimensões do Diálogo

Título Original:  Moznosti dialogu

País:  República Tcheca

Ano:  1982

Duração:  11 minutos

Gêneros:   Curta

Direção:  Jan Svankmajer

Comentário:

A primeira parte é uma demonstração de como o homem é fruto de cultura e depois como a cultura é fruto do homem, por causa de uma ‘antropologia’ baseada na transformação. Cada vez que o ser ‘engole’ outro, ele transforma-se e cria um ser diferente. A segunda parte, um casal. Que após uma relação sexual, surge um ser estranho, que os faz brigar, por jogarem a responsabilidade um para o outro. E na terceira parte há uma diferença, já há os olhos, o que significa uma evolução dos seres humanos a partir das partes. E nessa parte, os homens tiram de suas bocas objetos diferentes e aleatoriamente, significando as criações humanas, e depois as experiencias que os homens fizeram e por fim, sua destruição. Toda a história humana em 11 minutos.

 

 

Validação

Título Original:  Validation

País:  EUA

Ano:  2007

Duração:  16 minutos

Gêneros:   Curta

Direção:  Kurt Kuenne

Comentário:

Um elogio faz muita diferença na vida das pessoas. E esse curta tenta transmitir isso de uma forma bem real, com fatos bem difíceis de acontecer, como ‘Paz entre Israel e Palestina’. Ficamos felizes ao ver Hurt, o protagonista, elogiando as pessoas tão feliz e de forma tão sincera., ele realmente ‘ama o próximo’ e se sente feliz ao ver sorriso nos rostos das pessoas, é um cara muito generoso.  Fazem muita diferença esses elogios por que as pessoas geralmente não os fazem, por serem simples.  E quando ele se apaixona, faz todos os elogios possíveis à adorada Victória, que não sorri durante boa parte. E mesmo assim, ele continua insistindo, a achando maravilhosa, mesmo ela sendo antipática. E quando vê, que mesmo com tanto esforço, não consegue fazê-la sorrir, ele fica mal, não consegue mais usar seu talento de elogiar, de compartilhar com o outro aquilo que ele vê de bom. Fica deprimido, é demitido, mas depois de um tempo se recupera e consegue trabalh0. Depois de um tempo, vê o retorno daquilo que fez, não porque quisesse ver um retorno, para Hurt a recompensa está nos sorrisos das pessoas. E quando vê que sua amada, está sorrindo e fazendo as outras pessoas sorrirem, novamente é feliz e fica com ela, casam e vão para Paris. Em preto e branco, o curta é dirigido de forma simples, porém fantástica. Com uma história simples e bela, com atores desconhecidos.

parte 1:


parte 2: 

 

Meu Chinês

Título Original:  Mon Chinois

País:  França

Ano:  2008

Duração:  5 minutos

Gêneros:  Animação, Curta, Documentário, Comédia

Direção:  Cédric Villain

Comentário:

Vejo que esse chinês, não é o de 2008, e sim o da época em que a França mais Inglaterra o ‘controlavam’ através do Imperialismo. Essa é uma visão do por que o uso do “meu” antes de chinês. A imagem do chinês daquela época era tão forte, que prevalece até hoje, apesar de arcaica, e que se sustenta em estereótipos. Quando diz: “Meu chinês tem um livro. Pequeno e  vermelho” Se refere ao comunismo de Mao Tsé-Tung, inexistente hoje. O país é um grande produtor de dinheiro. Outro motivo do porque o “Meu” antes de Chinês é a forma como vemos os chineses, então são nossas formas de o ver, não o que são – meu chinês.

O vídeo mostra também a dificuldade da maioria ver a diferença entre o Japonês, o Chinês e o Vietnamita. Mostrando como as pessoas não notam suas enormes diferenças. Porém se confundirmos um Chinês com um Japonês, irá arrumar briga por conta da Segunda Guerra Mundial. Igual nós, os asiáticos acham que nós somos todos iguais. Outro momento interessante é quando diz: “Meu chinês não gosta de estudantes” E aparece o chinês em cima de um tanque, e sangue começa a escorrer, referindo ao Protesto na Praça Celestial, em 1989. A parte atual que faz referencia à China atual é o momento em que mostra: meu mouse foi feito pelo meu chines, meu teclado, meu videogame, etc. Mostrando como é contraditório o mundo inteiro hoje ter o que achou um absurdo antigamente. Há 30 anos, quando a politica do produto ‘barato e não de qualidade’ era um absurdo para o mundo! Surgiu para fazer com que os chineses comprassem, visto que queriam consumir mas eram pobres, e hoje é usado por todo mundo. Desde os ricos, até os pobres. “Meu chinês tem filhos, que fabricam sapatos pros meus filhos”  Posso dizer por fim, que o curta inteiro é uma crítica à China e à forma como a maioria das pessoas no mundo a vêem – erroneamente.

 

35 mm

Ano:  2010

País:  Alemanha

Duração:  2 minutos

Direção:  Pascal Monaco

Roteiro:  Felix Meyer, Pascal Monaco, Sarah Biermann, Torster Strer

Sinopse:

35mm é um curta sobre o próprio cinema. 35 clássicos foram pegos e simplificados ao máximo. O resultado é uma jornada de 2 minutos pela história do cinema.

Comentário:

35 mm é um curta que homenageia os grandes clássicos do cinema. Mas não é uma simples homenagem, a forma que as imagens se ligavam é criativa e passa na tela as principais características de cada filme, como por exemplo, a chuva com notas musicais remetendo a “Cantando na Chuva” seguindo de um navio balançando lembrando “Titanic” e assim por diante. A ligação entre cada filme, além de ser genial, é interessante pois queremos adivinhar quais filmes os criadores do curta quiseram mostrar, o que siginifca cada símbolo.

 

French Roast

País:  França

Ano:  2010

Duração:  8 minutos

Gêneros:  Curta, Animação

Direção:  Fabrice Joubert

Roteiro:  Fabrice Joubert

Sinopse:

Numa cafeteria parisiense, um homem de negócios descobre que esqueceu a carteira e vive momentos de tensão a cada vez que tem de pedir por mais um café ao garçom. O desafio é encontrar uma maneira de arrumar dinheiro para pagar a conta.

Comentário:

“French Roast” é o tipo dos filmes que se baseiam em ter uma moral profunda por trás. Mas sendo um tema simples, a forma como foi tratado foi sutil e nos fez refletir sobre aquele ditado: “quem vê cara não vê coração” ou “não avalie o livro pela capa”. Muito interessante a forma que o diretor mostrou o desespero de um homem, aparentemente de classe média que prefere consumir mais, tentar roubar a ter a humildade de assumir que está sem dinheiro, o desespero de perder seu status. Em conflito com ele está o mendigo, símbolo máximo de humildade, que se sujeita a pedir esmolas, quem imaginaria que um mendigo pudesse salvar sua pele? Pois é, mas a sutileza que isso foi mostrado, principalmente pelo fato de ser uma animação e quase ausente de diálogos.

Sonho de um homem ridículo

 

Título Original:  Son Smeshnogo Cheloveka

País:  Rússia

Ano:  1992

Duração:  20 minutos

Gêneros:  Curta, Drama, Animação

Direção:  Aleksandr Petrov

Roteiro:  Fyodor Dostoievski

Sinopse:

A personagem sabe-se ridícula desde a infância e já não tem mais nenhum interesse em continuar a viver. Num dia inútil como todos os outros, em que mais uma vez esperava ter encontrado o momento de se matar, é abordado por uma menina que clamava por ajuda. Ele não só recusa o apoio à criança, como a espanta aos berros. Ao voltar para casa, não consegue dar fim à sua existência. Adormece e sonha. Ele narra como conheceu a verdade em toda a sua glória e mostra como tudo aquilo deve ter sido real, pois as coisas terríveis que sucederam não poderiam ter sido engendradas num sonho.

Comentário:

O conto de Dostoievski transformado em um magnífico curta. Uma obra de arte transformada em outra, por Petrov. Que usando sua técnica incrível e sensibilidade, narra a história de um homem, ridículo. Este refletindo sobre sua vida durante uma viagem de trem, lembrando-se de como via as pessoas durante sua infância, se questionando: ‘Como posso fazer do mundo um paraíso?’ E Conta o que lhe aconteceu… Andando pelas ruas encontra uma menina que lhe pede ajuda, ele a ignora. Ela insiste, puxa ele pelo braço, ele continua a andar… A menina cai. Ele finalmente se mobiliza, pega o sapato dela… Mas a olha e pensa ‘por que estou me importando agora?’, ‘eu não sou nada, absolutamente nada’.
Retornando para sua casa, ainda com o pensamento de como é ninguém e sabendo que as pessoas ao seu redor pensam o mesmo, o homem se arrepende de não tê-la ajudado, e acaba dormindo. Dorme pensando em se matar, sonha que se matou.
A menina está no sonho, o que o atormenta, pois se está ali é porque está morta e se está morta, a culpa é dele que não a ajudou. Aproxima-se. E vê não só a menina, mas pessoas felizes, rindo alto, compartilhando essa felicidade, o amor. São pessoas ‘livres da luxúria’.
Vê uma incrível transformação a menina em mulher e ela lhe dá um bebezinho que cabe na palma de sua mão.
Depois de mais sequências maravilhosas de cenas surreais: como um bebe se alimentando no seio de uma loba, seus dedos virando galhos de árvores, alcançando o céu, um velho que queima e desaparece, e seu cajado vira uma nova árvore, ganha a vida que o velho perdeu.
Acorda e vê que descobriu a Verdade, que ele sabe que todos na Terra podem ser felizes, mas as pessoas zombariam dele, ele mesmo zombou delas antes. E não admitia ser possível essa Verdade.
Imaginando, agora, a menina, já mulher, com os seios de fora, rindo, como se fosse dele, arranca-lhe a máscara e corre usando-a. Todos parecem usá-la. Um homem morto no chão e outro em pé, demonstram a passagem do tempo. Como seus pensamentos não fluem, como não terminam, como não tem solução…
A sociedade feliz que vira em sonho transforma-se, agora que está acordado, sabia que não daria certo. Um homem veste sua máscara, a cabeça de um boi, é um animal. Ele é morto por pedras. Mais caos. E finalmente o ser ridículo questiona-se, seu sonho parece-lhe a realidade, ou será que a realidade é um sonho?

Meow

Título Original:  Meow

País:  Brasil

Ano:  1981

Duração:  8 minutos

Gêneros:  Curta, Animação

Diretor:  Marcos Magalhães

Roteiro:  Marcos Magalhães

Sinopse:

Um gato esfomeado fica sem leite, e é convencido a tomar um certo refrigerante.

Comentário:

Para preparar o terreno do curta, começa a passar muitas marcas famosas chamando atenção para o consumismo, a disputa entre as empresas pelo monopólio e logo após é inserida a figura do gato (simboliza qualquer indivíduo), ou seja, nem os animais se salvam da globalização, todos somos vítimas. Aos poucos o gato vai pedindo mais e mais leite até acabar, o dono simbolizando as empresas nacionais, com produtos saudáveis. Quando essa fonte acaba, surge a figura externa, como sempre, dos EUA. A crítica é bem direta e é possível notar como a pressão externa influencia no consumo interno com propagandas na rua, na tv, pois combinam o conforto do sofá e o entretenimento dos programas com pausas para propagandas, fazendo uma lavagem cerebral, como no curta que o gato bebia leite e conforme seu mercado e propaganda expandiram no Brasil, as pessoas deixaram de consumir o nosso alimento básico, tradicional, nos voltando para produtos internacionais. A globalização influencia a massa mundial, principalmente os países menores, que consequentemente com empresas menores, aos poucos são aniquiladas pelas gigantes empresas internacionais.

Título Original:  The Horribly Slow Murderer with the Extremely Inefficient Weapon

País:  EUA

Ano:  2008

Duração:  10 minutos

Gêneros:  Curta, Terror, Comédia

Direção:  Richard Gale

Roteiro:  Richard Gale

Sinopse:

A história de um homem que se deparou com o assassino mais implacável e incansável da história…

Comentário:

Pra começar, é diícil essa combinação “terror+comédia” dar certa, quanto menos em um curta. Abrindo um parênteses, vou tratar o nome do filme como “Assassino”, obviamente porque não vou escrever esse nome gigante toda hora. Voltando, apesar desses fatores contra, o diretor Richard Gale conseguiu nos surpreender com um dos curtas mais bem feitos que já vi. A grande produção, passando por vários países, enriquecendo ainda mais, com grandes efeitos, cenas hilárias. O curta é uma sátira aos clichês hollywoodianos somado a um humor negro bem afiado. Com certeza os pontos fortes são os momentos que revezam terror com comédia, em um mometo você sente a tensão e logo em seguida ri muito. O filme lembra até um pouco o humor de “Todo mundo em pânico” mas, claro, é muito mais rico pois não apela pra pornografia e nem piadinhas infantis. Pelo contrário, o curta consegue ter picos durante os 10 minutos, prende muito a atenção com cenas e situações criativas. Com certeza um dos curtas mais bem feitos.

A Casa de Pequenos Cubos

Título Original:  Tsumiki no ie

País:  Japão

Ano:  2008

Duração:  13 minutos

Gêneros:  Curta, Drama, Animação

Direção:  Kunio Katô

Roteiro:  Kunio Katô

Sinopse:

Como sua cidade é inundada pela água, um velho homem é forçado a adicionar níveis adicionais em sua casa com tijolos (cubos) de modo a ficar seco. Mas quando ele acidentalmente deixa cair seu cachimbo favorito para os níveis mais baixos de sua casa, sua busca pela tubulação, eventualmente, faz dele reviver cenas de sua vida agitada.

Comentário:

Contrário do que faz o cinema muitas vezes, Casa dos Pequenos Cubos não tem como objetivo de dar uma mensagem que apele pra emoção; e sim, trata de um tema simples, sutil, e belo.  Uma grande história de 12 minutos… Onde um senhor de idade, que vive numa cidade onde  o nível do mar vai subindo, tem que erguer mais sua casa por causa disso. Tijolo por tijolo, como antigamente. Mas acidentalmente deixa cair seu cachimbo cai na água. E como ele deu valor em recuperar o cachimbo! Poderia comprar outro, mas não… Queria aquele, foi e comprou uma roupa de mergulho. Isso mostra como as pessoas, em diferentes épocas de sua vida, dão valor pra coisas que em outro momento não terá mais aquela importância.

Ao buscar o cachimbo, começa a lembrar-se de sua mulher. Lembrar-se de sua filha, com esposo e neta. Lembra-se de como é solitário. Cada vez que desce pra casa anterior, regredi um tempo em sua vida. Cada vez que abre a ‘porta’, depara-se com seu passado, lembrando na velhice, sua vida. Com uma trilha sonora delicada acompanhando esses momentos preciosos que não se apagam da memória. Perfeito. Tocante. Triste. Real…

 

 

Código Tarantino

Título Original:  Tarantino’s Mind (Código Tarantino)

País:  Brasil

Ano:  2008

Duração:  15 minutos

Gênero: Curta, Comédia

Direção:  300 ml

Roteiro:  300 ml

Elenco:

Selton Mello
Seu Jorge

Sinopse:

Dois amigos se encontram em um bar para falar sobre uma teoria de ligações entre os personagens dos filmes do diretor norte-americano Quentin Tarantino

Comentário:

O curta alterna entre diálogos sem noção do personagem de Seu Jorge e de inteligentes pensamentos do personagem de Selton Mello que defende a ideia que Tarantino planejou desde quando era roteirista sua linhagem de filmes seguiu uma certa ligação entre si. O humor de Seu Jorge dá mais veracidade da situação de uma conversa de bar e não deixa o curta cansativo, apesar que eu ficaria meia hora só ouvindo as teses sobre Tarantino.