Archive for abril, 2012


Bonecas Russas

Título Original: Les Poupées Russes

País:  França

Ano:  2005

Duração:  100  minutos

Gêneros:  Drama, Romance, Comédia

Direção: Cédric Klapisch

Roteiro:  Cédric Klapisch, Anne Schotte, Dominique Colin

Elenco:

Romain Duris
Audrey Tautou
Kelly Reilly
Cécile de France

Formato: RMVB

Tamanho:   431 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

Continuação de “Albergue Espanhol”, não precisa tê-lo visto para assistir e apreciar “Bonecas Russas”, com trinta e poucos anos, Xavier, o protagonista trabalha como escritor de telenovelas e jornalista free-lancer, mas sonha poder ser livre para escrever suas próprias histórias, mas antes precisa ter histórias. Está em busca do verdadeiro amor.

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Comentário:

Escrevia novelas medíocres para a televisão, sendo sempre guiado pelos clichês que a maioria das pessoas quer ver, e principalmente: um final feliz. Apesar de prezar tanto o amor e não aceitar muitas vezes tais clichês vive em um deles…

Este é Xavier, interpretado por Romain Duris, que é um escritor frustrado por não conseguir dedicar tempo e criatividade à sua obra-prima devido ao mundo atual que exige produtividade. Além disso, diz em revolta: “Como posso escrever uma história de amor? Não sei nada sobre o amor!” Como se necessitasse viver algo para escrever, excluindo a imaginação dos possíveis “E SE…” que muitos de nós (eu) adoramos fazer. É como pensar que todos os romances realmente tivessem acontecido com seus personagens, como pensar que Hemingway ficou velho, morreu e depois escreveu “O Velho e o Mar”, ou que, de fato, Machado de Assis tenha psicografado a vida de Brás Cubas. Bom, mas percebemos ainda mais a personalidade romântica e utópica de Xavier depois de dormir com a Barbie, satisfeito, cavalgando um belo alazão sob o céu azul.

Incrível a câmera nos pensamentos do protagonista, como quando escreve os episódios da novela, além de imaginar pessoas que passaram por sua vida, amantes e amigos, imaginando as possibilidades; durante as entrevistas de emprego, aparece vários de Xavier tocando flautas, ou seja, ele na verdade tentara distrair seus futuros chefes com as melhores características de si mesmo, e quando fantasia Martine explicando para o filho por que não se casou.

Apesar de parecer tão “romântico” e querer convencer que é uma vítima constante das mulheres, não me convence, ele mesmo as tratou como se fossem bonecas, tinha relacionamentos descartáveis com elas, em busca da Barbie. E, sempre se punha de vítima, falando que era solitário e que não arranjava ninguém, mas e Cássia, a bela negra que conhecera e tão descaradamente maltratara? Xavier parecia um ser inconsciente e hipócrita por dizer-se solitário, sendo que haviam inúmeras mulheres com quem dormira que se tentasse, poderia ter uma relação mais profunda e assim, conhece-la. É tão nítido isso que a primeira com quem teve uma relação profunda, com Wendy, já acredita piamente ser a mulher de sua vida. E mesmo assim, a trai por uma Barbie. Prefere ir ver a fútil, mas belíssima modelo a ficar com Wendy.

Enfim Xavier vê o quão idiota é e como foi descartado fácil da noite com a modelo. Nesse momento me veio à mente “Caso do Vestido” de Drummond, e pensei: se Wendy realmente amá-lo, o aceitará de volta.

Então vem a bela metáfora do título do filme: Xavier pensa que as mulheres com quem se relacionou eram como bonecas russas (que vem dispostas uma dentro da outra em um degrade, onde nunca se sabe qual delas é a última) porém, mesmo indo morar com Wendy, reflete que nunca se sabe qual é a última. Aí já mostra o erro das pessoas de começarem um relacionamento já questionando se será a última pessoa, se irá acabar. Quando pensamos que não dará certo, e por que de fato não vai dar. Ou ainda, quando pensamos que já conquistamos a pessoa e nos confortamos aconchegadamente em seu sofá é que tomamos um tapa na cara e percebemos que estamos perdendo aquele que tanto sonhamos…

Mesmo sendo de outros países e com outros hábitos, há a semelhança incrível entre os personagens de desejar o amor verdadeiro. Existe um momento na vida em que alguns jovens achando-se velhos (30 anos), acreditam ter a obrigação de ficar com alguém, e se angustiam ao ficar com outros que não são o ‘amor de suas vidas’, numa repetitiva procura que parece sem fim, entrando numa rotina, apesar de sair com várias pessoas, as julga sempre como iguais. Essa repetição pode sempre desagradar se você não a faz por que quer, ou seja, se você é um polígamo apenas por não ter encontrado o amor verdadeiro, por outro lado, às vezes queremos retornar a um momento de felicidade, repeti-lo parece ser a única forma de sermos felizes, e nos tornamos nostálgicos, como os adultos sempre falam que queriam voltar a serem crianças. Acontece que os que passam por essa necessidade de querer o amor verdadeiro, se reprimem e se controlam devido à insegurança.

Quanto mais o deseja, mas ele parece distante, quer tanto e tanto que não consegue ver com os próprios olhos o que está diante de si mesmo, necessitam de óculos.

O mito de Platão, Banquete, conta que os seres humanos eram hermafroditas até que Deus os separou em duas metades, que, a partir daí, procuram sua outra metade e o amor já existe no ato de procurar a metade perdida de nós mesmos. É um mito muito lindo e romântico, apesar de que, existem pessoas que não servem para amar. Dos lábios de alguns bissexuais, já ouvi afirmar que, existem tantas pessoas no mundo que eles(bissexuais) foram repartidos em mais de duas metades, e por isso consegue amar mais de uma pessoa. Será realmente isso? Ou seria apenas mais uma desculpa para ficar mais de uma pessoa? Será que de fato, podemos amar mais de um? Será que todo mundo consegue amar?

Nota IMDB

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Donkey Kong Country

Data de lançamento: 1994
Produtores: Dave Wise, Eveline Fischer, Robin Beanland
Número de faixas: 28
Tempo total: 64:28
Tamanho: 102 Mb
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Donkey Kong Country 2 – Diddy’s Kong Quest

Data de lançamento: 1995
Produtores: Dave Wise
Número de faixas: 37
Tempo total: 72:39
Tamanho: 118 Mb
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Donkey Kong Country 3 – Dixie Kong’s – Double Trouble!

Data de lançamento: 1996
Produtores: Eveline Fischer, David Wise
Número de faixas: 40
Tempo total: 76:22
Tamanho: 89,7Mb
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Comentário:

Um dos jogos mais marcantes da minha infância e de muitos que ocorreu nos anos 90. Com o gênero plataforma, encantando não só as crianças era uma inovação pro gênero na época, pelos gráficos, pelas múltiplas funções (rolar, trocar o parceiro, colocá-lo nas costas, girar cabelo, entre outras). E como o post foi sobre a parte sonora, não posso deixar de comentar sobre ela. A trilha sonora inesquecível, das fases na água, no gelo, nas florestas, nas cavernas, dos chefões, das vozes grossas quando matamos os crocodilos e similares. Acompanhada das belíssimas trilhas sonoras, acho interessante o companheirismo entre os dois heróis, enfrentando outros animais, abismos, às vezes sendo indispensável a ajuda do outro em certas ocasiões. Esses três cds foram lançados juntamente com os jogos, com qualidade melhor que a do jogo, inclusive. Abaixo disponibilizei também os jogos pra quem não conhece ou pra quem conhece matar a saudade do grande sucesso dos anos 90.

Download dos três jogos + emulador ZNES

Trainspotting

Título OriginalTrainspotting

País:  Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte

Ano:  1996

Duração:  94  minutos

Gêneros:  Drama

Direção: Danny Boyle

Roteiro:  Irvine Welsh, John Hodge

Elenco:

Jonny Lee Miller
Kevin McKidd
Robert Carlyle
Ewan McGregor

Formato: RMVB

Tamanho:   305 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

O filme conta a vida de um grupo de jovens viciados em heroína em Edimburgo, na Escócia, é uma adaptação de John Hodge para o romance de Irvine Welsh.

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Comentário:

Ewan McGregor, só ele poderia entrar tão lindamente em uma privada cheia de defecações, que me deram náuseas a ponto de não saber se vomitaria ou se continuaria a vê-lo mergulhar, surrealmente, em uma privada. É uma metáfora, nojenta e bela, de que Rent, o personagem interpretado por McGregor, está fazendo consigo mesmo: entrando na merda. Só este ator poderia ser atropelado e rir, passar mal glamourosamente em um tapete vermelho. E continuar lindo com sua abstinência de heroína e olhos vermelhos, tendo séries crises de alucinações, com cena referente a “O Exorcista”.

Trainspotting não é um filme qualquer, adolescente, moralista e clichê que aborda drogas no estilo “documentário escolar”. É muito mais profundo que isso, é um Junkie, com temáticas humanas, como a miséria, a coisificação, a merdificação daqueles viciados. A depressão que sentiu Rent quando parou de usá-la, e o mesmo sentimento que incentivou o ingênuo, bom e viril escocês Tommy às drogas. A reafirmação de Sick Boy, a violência de Begbie – o alcoólatra hipócrita que admite não querer usar heroína por não quer “ter porcaria no sangue”, mas droga-se de cigarros e do bom e velho álcool, e a prisão e solidão de Spud. Sentimento de autodestruição e falta de amor-próprio de todos.

Estes meninos vivem com a boa e velha ideologia sartriana da liberdade total, mas esquecem-se das consequências e isso que torna a obra bela, a mudança e desenvolvimento dos personagens conforme o passar do tempo, a mudança do jeans para o terno.

Há fortes homenagens a outras obras constantemente que, se não conhecermos, podemos ver o filme como polêmico e não apreciar todo seu valor por não perceber esses detalhes. Não é preciso procurar artigos antigos, tenho certeza que teve muitas críticas negativas, mas não acredito que tenha incentivado tanto a violência. Quando assisti senti um incentivo ao uso de drogas, aqueles que são influenciáveis podem pensar só na frase: “Pense no melhor orgasmo que já teve, multiplique por mil e ainda não chegará perto”.

Muito intensa, apesar das inúmeras consequências, aqueles adeptos às drogas podem pensar ser bom usá-la. Acontece que a história nos mostra uma coisa que simplesmente muitos ignoram: as drogas dão prazer. Mas trazem problemas. Poderia dizer o que da triste cena do bebê morto? Roxo de uma morte possivelmente provinda de um sufocamento, por ninguém ter dado aqueles famosos tapinhas em suas costas… Fiquei um pouco chocada, mas era como se já fosse esperado, afinal, que futuro aquele bebê teria em meio aqueles doidos? Nem a mãe sabia quem era o pai… Isso deixa como a droga pode desumanizar o homem.

Assim como “Laranja Mecânica”, há música clássica em trechos violentos. Outra referência à obra de Stanley Kubrick é o aparecimento brilhante do melhor bar do mundo: Moloko Vellocet.

As referências não param, quando estão na Inglaterra, nada melhor do que passar na Abbey Road igual aos Beatles. Os quatro amigos com ternos e malas, na mais alta elegância indo negociar venda de heroína.

Não tenho certeza se, na cena onde Rent está dançando na noite em que apaixona-se por Diane, atrás dele está um pôster do Taxi Driver.

O quadro do Pop-Art de Andy Warhol que ocupa a parede do quarto da jovem com quem Rent faz o bom e velho entra-e-sai. E até chocar a preocupação deste quando descobri que ela é menor de idade, o medo humano de ser preso. Isso mostra como não é um rebelde, como tem ideologias, já demonstradas desde o início, e ainda acreditar na hipocrisia da sociedade por dizer que a mãe tem um “vício socialmente aceito” por pílulas sei lá para que serve que toma todos os dias. Ainda afirma que “Quem precisa de motivos para se viver quando se tem heroína?”, mostrando a consciência de não ter motivos para viver e por isso usa a heroína.

Não sei como Boyle conseguiu livrar-se de ser um diretor de cinema trash, como Extermínio consegue ser um dos melhores filmes de junkie da minha vida, e com a cena em que Spud, durante um café da manhã, briga com a mãe da namorada por causa de um lençol, e caí suas necessidades básicas em cima de todo mundo que está comendo. Como isso não soou trash? Danny Boyle teve seu melhor empenho e criatividade, provavelmente as referencias em Trainspoitting mostram o bom gosto do diretor.

Encerra-se a trama com Rent afirmando que ‘quer parar de ser mau’, porém era tão companheiro dos amigos, emprestava dinheiro, dividia a cama, entrou em encrencas por causa dos amigos que, era bonzinho demais, ingênuo até. Com Begbie sempre mandando o que ele fazer. Encheu-se, viu que não era carrasco, e foi viver, procurar um motivo para viver, o incentivo para viver, infelizmente foi aquele dinheiro…

Nota IMDB

A desigualdade social existe desde o início da civilização, e não foi ela, nem o comunismo que conseguiram fazer com que houvesse uma união de toda a população para pensar sobre como afetamos o ambiente em que vivemos e a vida de outras pessoas. Isso por arrogância, por nos importarmos só com nós mesmos. A existência de 7 bilhões de pessoas afeta muito mais o planeta do que no século XVIII. O consumo, o lixo, as ideias, as ações de cada pessoa pesam muito mais hoje, podemos destruir o mundo.

Tal destruição ocorre lentamente e através de pequenos atos, o consumo é o principal deles, existe dois porquês: ou por as pessoas pensarem e julgarem que produtos estabelecem um status quo, ou por que os produtos são descartáveis, quebram e temos que comprar de novo. Impressoras possuem chips que as programam para funcionar durante cinco anos, existe uma lâmpada que funciona há 100 anos, por que essa tecnologia não é usada em todas as lâmpadas? A resposta é óbvia.

Já que vivemos em um mundo onde comprar é ser, não podemos nos iludir achando que essas tecnologias serão de acesso a todos, e que assim os problemas acabam. Os problemas ambientais que causamos anteriormente os lixos do passado, as tragédias humanas, como o Holocausto, onde alguns sofrem até hoje e outros creem ser um tipo de conspiração.

Os problemas que causamos no passado e os que podemos causar para o futuro. Como diz Marcelo Gleiser: “Estamos em uma guerra entre o nosso passado e o nosso futuro, e ela só pode ser lutada no presente”. Seguir os passos da Itália, por exemplo, seria uma prova real de que nos importamos com o planeta. Lá todas as fontes de energia são alternativas e todas as usinas nucleares foram fechadas. Importam algum petróleo, por que há transnacionais que o levam à população e ainda existem pessoas com carros movidos à gasolina.

 

Lamb of God – Sacrament

Lamb of God é uma banda de Groove Metal, ou metal americano puro formada em 1990. Os membros são bem fixos, apresentando apenas duas alterações em sua estrutura. O nome Lamb of God significa Cordeiro de Deus, que é um sarcasmo para igreja, que ainda conta como suas letras a miséria e política. Lamb of God é um sucesso nos EUA atualmente, liderando a Nova Onda do Metal Americano.

Ano:  2006

País:  EUA

Membros:

Randy Blythe – Vocal
Mark Morton – Guitarra
Willie Adler – Guitarra
John Campbell – Baixo
Chris Adler – Bateria

Comentário:

“Sacrament” é quinto álbum e considerado por muitos fãs como um dos melhores. Com um capa provocativa como essa, me admira que a banda consiga tantos fãs norte-americanos, mas a mim me incentiva a ouvir e as letras são ácidas e os riffs ajudam muito. Mas é muito bom ver uma banda que cresce muito no cenário heavy metal, com um som mais moderno, abordando temas como religião, sem ser black/death/doom metal e relacionados, faça tanto sucesso. Vi shows do DVD “Walk with me in Hell” e do festival “Download Festival” em 2007, e a performance dos integrantes é vibrante, a atitude de todos, invocando uma energia contagiosa, que nos atrai a ir num show da banda. “Walk with me in Hell” é uma daquelas músicas grudentas que você pensa que nunca vai enjoar por ter tantos detalhes e não ficar só em riff básicos com refrões fracos baseados apenas em rima. Ainda segue-se com “Redneck”, “More Time to Kill” e fechando com chave de ouro com “Beating on Death’s Door” com velocidade na medida certa e convenhamos, se fosse o contrário da “Knockin’ on Heaven’s Door” de Bob Dylan, caberia muito bem a antagonia entre velocidade, agressão e crítica.

1. Walk with me in Hell
2. Again We Rise
3. Redneck
4. Pathetic
5. Foot to the Throat
6. Descending
7. Blacken the Cursed Sun
8. Forgotten (Lost Angels)
9. Requiem
10. More Time to Kill
11. Beating on Death’s Door

Tamanho:  84 MB

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O Raio Verde

Título Original: Le Rayon Vert

País:  França

Ano:  1986

Duração:  98  minutos

Gêneros:  Drama, Romance

Direção: Eric Rohmer

Roteiro:  Eric Rohmer, Marie Rivière, Sophie Maintigneux

Formato: RMVB

Tamanho:   380 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

Paris. Delphine (Marie Rivière) é uma secretária que não sabe o que fazer após sua companheira de férias desistir da viagem duas semanas antes da partida. Ela não quer viajar sozinha, mas está sem namorado e não tem facilidade para fazer novas amizades. Uma velha amiga a leva a Cherbourg mas, arrependida, poucos dias depois ela retorna a Paris. Delphine vai aos Alpes, mas logo retorna novamente. Sua última tentativa é para a praia, mas também desanima e resolve tomar o trem para Paris. É quando, já na estação, o olhar de um homem cruza com o seu, o que faz pensar em ficar.

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Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4

Comentário:

Até os 30 minutos finais da película eu acreditei que não seria necessário ler O raio verde, de Júlio Verne, para entender algo do filme de Eric Rohmer. Foi nesse momento então que como se o diretor estivesse em um diálogo comigo, mostrou-me que era sim, muito fundamental conhecer a história e entender os personagens de 1880, para ter um olhar mais preciso, talvez, mais profundo.

Delphine, sutil criação de Rohmer de uma mulher que nada lhe interessa ou agrada, que chora frequentemente, e poderia estar assim por ser uma romântica que se viu decepcionada pelo fim do último relacionamento que, às vezes parecia não admitir, como para algumas amigas durante um café.

A câmera segue os passos da protagonista que anda sem rumo, dá-nos angustia, nos transfere a tristeza que parece ser infinita da protagonista que sente-se mal compreendida. Percebemos a superstição que a protagonista não sabe opinar se tem ou não crença nas cartas que encontra no meio do seu caminho e na astrologia.

A história do filme poderia ser considerada fraca ou demasiada, por isso disse que a leitura do livro pode ser decisiva para alguns. Poderia transpor todos os comparativos das personagens do livro e do filme, explicando-os sem que interferisse na leitura, caso meu caro leitor o fizesse.

No filme, a maioria de seus conhecidos diz a Delphine que deveria divertir-se e procurar alguém, era o Senhor Aristobulus Ursiclos no livro de Verne, que é um petulante gênio em manifestações concretas do mundo, explicando tudo com argumentos físicos e sem demonstrar algum interesse realmente sentimental, uma figura que pode ser bem representada no filme pela estrangeira norueguesa, que admitia esconder-se das pessoas com quem se relacionava, como um jogo, vivendo para divertir-se apenas. As pessoas que tentavam agradar Delphine eram os tios da Senhorita Campbell. Porém uma grande diferença e uma grande semelhança que hão de serem notáveis entre as duas protagonistas: apesar de procurarem incansavelmente o raio verde, que em ambas as obras passam a ter sentido metafórico, visto que há demonstrações no livro, como a Senhorita Campbell não visto o raio verde mesmo depois de tantos esforços e não emburrar-se como sempre ficara quando não o via, devido a presença de seu real amor. Depois por esta personagem dizer que aquele que ver o raio verde por uma vez na vida, terá claro o seu coração e o dos outros enxergar. Bom, interpreto isso puramente como o amor, apesar de tal palavra nunca ter sido escrita no livro, parece-me pressuposto no livro e no filme.

A diferença está na personalidade, enquanto podemos não nos simpatizar tanto com Sta. Campbell por ser mimada e ter todos os seus desejos atendidos como se fosse uma princesa de contos de fada, vemos Delphine, uma humilde secretária que acredita nada ter de especial ou que interessasse às outras pessoas, porém não via semelhança entre ela e qualquer ser deste mundo. Já esta podemos acreditar muito mais em seus valores e buscas, na sua realidade alguns se identificar com a situação e sentir pena em outros momentos. É a personagem que, com tantas características pessimistas, que está sempre infeliz e insatisfeita, que nos faz pensar até em concordar na fala uma amiga no parque, apontando para a estátua de um homem nu: “O que você precisa é de um homem assim: bonito e sujo”, ou na cena em que está lendo “O idiota” de Dostoievsky nos faz pensar que está assim por ler tal livro. Delphine teria tudo para repugnar e fazer as pessoas parar de assistir ao filme, como isso não ocorre, devemos assumir que Rohmer é no mínimo genial.

 Nota IMDB

Fleshgod Apocalypse – Agony

Fleshgod Apocalypse é uma banda de death metal técnico formada em 2007. Possui uma intensa influência de música clássica, o som é tipo um Behemoth com música clássica de fundo, a voz bem parecida e a bateria com seus pedais duplos extremamente rápidos. Ainda conta com vocais limpos do baixista os quais caracterizam a banda como um estilo bem fora do comum. Os temas das letras são Anti-religião, crimes e máfia.

Ano:  2011

País: Itália

Membros:

Paolo Rossi: Baixo, Vocal limpo
Francesco Paoli: Bateria, Guitars,
Cristiano Trionfera: Guitarra, Vocal, Arranjos orquestrais
Tommaso Riccardi: Vocal, Guitarra
Francesco Ferrini: Piano, Orquestra

Comentário:

“Agony” é o segundo álbum de estúdio da banda. É raro, em relação aos outros países e à própria Itália, banda extremas como Fleshgod Apocalypse fazerem sucesso ou terem reconhecimento. Há na Itália o Graveworm que é um black metal sinfônico, novamente com orquestrações. Pode ser uma marca registrada do metal extremo italiano, ou apenas uma coincidência. A mistura da bateria extrema, técnica, com pianos rápidos, vibrantes e até depressivos, como em “The Forsaking”, são contraditórios quando ouvimos alguém nos dizer. Porém, achei uma combinação no mínimo interessante, esse que é o forte do heavy metal, está aberto a infinitas variações, sua abrangência pode proporcionar as combinações mais bizarras e dar certo. É claro que nem todos gostam de combinações extremas como essa, mas as opções aumentam e consequentemente quando buscamos sons novos e peculiares, nunca haverá limites para a criatividade. Sobre as faixas, as que mais me agradaram são “The Hipocrisy”, e a sequência maravilhosa de “The Betrayal” para “The Forsaking”, ambas músicas destruidoras. Interessante citar essa sequência pois as faixas todas têm uma ligação mínima entre elas, lembrando as sinfonias com mais de uma hora.

01. Temptation
02. The Hypocrisy
03. The Imposition
04. The Deceit
05. The Violation
06. The Egoism
07. The Betrayal
08. The Forsaking
09. The Oppression
10. Agony

Tamanho:  119 MB

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