Archive for novembro, 2011


Salvador Dali

Salvador Dali, nascido em Catalunha, Espanha. Apesar de ser um dos pintores mais consagrados mundialmente, Dali não foi reconhecido muito bem na época de sua faculdade, sendo expulso da Academia de Madrid.  O que o faz ir para Paris, e torna-se amigo de Federico García Lorca e Luis Buñuel. Suas influencias artísticas vieram das obras de Picasso e de Miró, e estilisticas de Diego Velázquez. Em 1929, produziu um curta-metragem, Um cão andaluz, junto com Buñuel, e no ano seguinte, A idade do ouro, um longa-metragem baseado num conto do Marquês de Sade.  A sua amizade com Buñuel deve ter acabado, acredito, por tê-lo denunciado como ateu e comunista, o que o fez não conseguir carreira em Hollywood. Mas o próprio Salvador Dali declarava-se anarquista. Não é fácil entender como sua mente funcionava.

Dali como pintor:

Acredito que tinha muitos conceitos por trás de suas obras, elas não eram apenas soltas e sem sentido, o surrealismo faz totalmente sentido em muitas de suas obras, por exemplo, Face da Guerra, onde temos um rosto mostrando dor e angústia, e dentro de cada um de seus orifícios aparece mais um rosto, e assim infinitamente. Mostrando como a guerra é destruidora, os rostos estão magros, parecem caveiras. Caveiras dentro de caveiras… morte. E as serpentes em posição de ataque, apavorando o ‘homem’.

Face da Guerra – 1940

Rinoceronte vestido con puntilhas
(escultura, feita em 1956. Pesa cerca de 3.600 quilos)

Crianças Geopoliticas Assistindo ao Nascimento do Novo Homem – 1943

Nessa obra, acredito que Dalí quis representar sua esperança, que pós-guerra, o mundo mudaria, renasceria. O homem representado, ao sair do ‘ovo’, sai com força e dor, está querendo sair dessa realidade, e a África sangra, os continentes estão derretendo, e o mundo está mole. A criança assistindo à esse nascimento está assustada, como se fosse uma ameaça tal acontecimento. Realmente a obra inteira, apresenta um certo pessimismo. Não é o primeiro quadro que Dali faz da Guerra, nem o primeiro em que demonstra sua visão do mundo e do homem como vázios.

A Persistência da Memória – 1931

Os quadros estão derretendo sob a influência de uma forte luz, fiquei imaginando como pode ser que isso represente a uma quebra de ilusão que Dali nos oferece, por sempre acreditarmos nas horas, ele as destrói e as representa sob essa influencia que as deforma, logo, ‘não devemos segui-la’. Isso nos transmite a impossibilidade de medirmos o tempo também, além do que o tempo, como cansamos de ouvir, é subjetivo. Se estamos entediados, o tempo tende a parecer longo, se estamos bem, dizemos que este passa rápido demais. E ainda, tem a defasagem que hoje sabemos que a nossa medida de tempo tem.

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Faces

Título Original:  Faces

País:  EUA

Ano:  1968

Duração:  130 minutos

Gênero:  Drama

Direção:  John Cassavetes

Roteiro:  John Cassavetes

Elenco:

John Marley
Gena Rowlands
Lynn Carlin

Formato:  RMVB

Tamanho:  493 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Richard Frost (John Marley) resolveu deixar sua esposa, Maria (Lynn Carlin), para se encontrar com a jovem Jeannie Rapp (Gena Rowlands), que conheceu recentemente em um bar. Maria, por sua vez, decide ir a uma boate, onde se deixa seduzir por um garoto de programa.

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Parte 1  Parte 2  Parte 3

Comentário:

Richard Frost (John Marley), casado e infeliz com seu casamento, se diverte com prostitutas junto com seus amigos. Há bebidas, cigarros e prostitutas em suas diversões. Com Jeannie (a prostituta) e seu amigo, muitos pensamentos sobre religião, sociedade, amizade são expostos com demasiada crítica, sendo as mais íntimas declarações por estarem bêbados. Chega a ser tão absurdo as ideias de seu amigo, que Richard, mesmo bêbado, se chateia. A bebida mostrou a verdadeira face de seu amigo, tão importante empresário, cheio de formalidades. Richard quer divórcio, pois sua esposa, Maria, reclama sempre por ele estar frio e ausente. Vendo-se perdida e odiando sua vida, Maria reúne suas amigas para ir a uma boate para beber e se divertir. Lá conhecem um jovem chamado Chet e o levam para casa de Maria. Nesse momento é bem perceptível a diferença entre as festas de Richard e Maria. Richard bebe muito, dança, ri, fala besteiras. Por outro lado, Chet tenta se divertir dançando e ouvindo música e Maria desliga o rádio e sentam-se todos na mesa para conversar. Suas amigas tentam resgatar em Chet as lembranças de como eram felizes quando jovens, vendo o jovem dançando e dando atenção a todas elas. O filme mostra exatamente como depois de muitos anos um casamento pode se desgastar e as pessoas envelhecem e esquecem que ainda podem se divertir. E não é só o homem ou a mulher que fica insatisfeita, ambos sentem um vazio imenso e procura diversão com sexo comprado, bebidas, cigarros para esquecer o quanto são infelizes no amor. As emoções são destacadas e muito imprevisíveis como é o caso de quando o casal Richard e Maria está rindo sem parar e logo em seguida está tudo mal, ou na cena em que Richard briga com o cliente de Jeannie e após 2 minutos estão rindo juntos. Isso demonstra a total confusão sentimental que os personagens se encontram, o humor mudando tão rapidamente. Confusão essa que  diretor John Cassavetes brilhantemente demonstrou em todos momentos.

Cidade dos Sonhos

Título Original:  Mulholland Drive

País:  EUA

Ano:  2001

Duração:  147 minutos

Gêneros:  Mistério, Drama, Suspense

Direção:  David Lynch

Roteiro: David Lynch

Elenco:

Laura Harring
Naomi Watts
Ann Miller

Formato:  RMVB

Tamanho:  497 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Um acidente automobilístico na estrada Mulholland Drive, em Los Angeles, dá início a uma complexa trama que envolve diversos personagens. Rita (Laura Harring) escapa da colisão, mas perde a memória e sai do local rastejando para se esconder em um edifício residencial que é administrado por Coco (Ann Miller). É nesse mesmo prédio que vai morar Betty (Naomi Watts), uma aspirante a atriz recém-chegada à cidade que conhece Rita e tenta ajudar a nova amiga a descobrir sua identidade. Em outra parte da cidade o cineasta Adam Kesher (Justin Theroux), após ser espancado pelo amante da esposa, é roubado pelos sinistros irmãos Castigliane.

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Comentário:

Cidade dos Sonhos é um filme muito subjetivo, pois a visão dele inteiro é de uma personagem, que na vida real aparece poucas vezes. Assisti ao filme, mas não se cessou minha perturbação sobre uma cena final, que havia me intrigado: a chave azul entregue para Diane. Lembrei, logo nesse momento, que a chave só seria entregue se “Rita” fosse morta. Rita entre aspas por que na vida real, seu nome era Camila e era namorada de Diane. A personagem de Naomi Watts, Betty, faz parte de um sonho que Diane está tendo, pela perturbação que a cerca por ter mandado matar Camila, sua ex namorada. Ela sonha que Camila abre a caixa aí é sugada por ela. Então acorda, percebemos isso por que as cenas tem nexo. Relembra que Camila a traiu e que vai se casar com o diretor de cinema, explicando muitas coisas.

O filme começa com Betty chegando a Los Angeles por querer ser atriz, hospeda-se na casa da tia, e encontra uma mulher que diz se chamar Rita, mas depois diz a verdade: que não lembra quem é, e que sofreu um acidente. Esta é Camila. Betty não se revela, apenas a ajuda e dedica-se à descobrir quem é Rita. Na última parte do sonho de Diane, revela-se apaixonada por ‘Rita’. E nos vemos em choque. Pensei que Betty ajudava ‘Rita’ por causa do dinheiro, que no início do filme, a fala à outra para abrir a bolsa em busca de alguma pista. E lá está muito dinheiro e a misteriosa chave, que aparece no final do filme na mesa de Diane.

Um indício de que tudo isso faz parte de um sonho, é que dois detetives que investigavam o acidente que ‘Rita’ sofreu, vão à um café, e um deles diz que sonhou que tem um monstro atrás do café, então quando vão lá, há esse monstro, logo estão sonhando.

Betty vai fazer um teste e acaba quase conhecendo um diretor, que está sendo ‘manipulado’ a fazer um filme segundo interesses. Então o sonho de Diane passa a ver um pouco da vida desse diretor e que este está sendo perseguido, e também sonha que este foi traído, por um desejo subconsciente, já que foi traída.

Uma parte que aparenta desconecta, uma digressão, mas com um significado. ‘Rita’ e Betty saem às 2h da manhã para ir ao Clube do Silêncio, onde tem uma mulher cantando intensamente uma música triste sobre a perda de um amor, ambas choram. E não entendemos por que, visto que ambas estão bem e que estão juntas se amando. Por isso essa cena lembra um pouco Eraserhead, onde ocorre uma cena ‘sem sentido’ de uma mulher cantando. Mas acontece que há um sentido, a partir do momento que sabemos que Betty é Diane, e que Diane não tem mais seu amor – Camila. Ou ainda por estar arrependida de ter mandado mata-la.

Megadeth – Th1rt3en

Megadeth é uma banda de thrash metal formada em 1983 por Dave Mustaine, Dave Ellefson e Greg Handevidt após a expulsão de Dave Mustaine do Metallica após compor praticamente todo álbum “Kill ‘em All”. Graças a essa expulsão, há até hoje a rivalidade entre Megadeth e Metallica. Bom, prefiro Megadeth. Além de gostar mais do som, sua carreira é regular e até hoje é uma grande banda, com excelentes composições. Enfim, a banda apresentou grandes fases com o guitarrista Marty Friedman que gravou álbuns excelentes como “Rust in Peace”, Countdown to Extinction” e “Youthanasia”. Após sua saída, a banda caiu um pouco de rendimento provando como Friedman era importante e um dos responsáveis de a banda deslanchar tanto.

Ano:  2011

País:  EUA

Membros

Dave Mustaine – Vocal, Guitarra
Chris Broderick – Guitarra
Dave Ellefson – Baixo
Shawn Drover – Bateria

Comentário:

“Th1rt3en” como o próprio nome diz é o décimo terceiro álbum da banda. O número 13 ainda se encontra no nome, na capa e contando como uma das suas faixas, que número? 13 é claro. Tive ouvir algumas vezes para poder apreciar completamente esse grande álbum. Assim como o “Endgame” marca uma nova fase do Megadeth, que é com o impecável guitarrista Chris Broderick. Mustaine é esperto e sempre chama guitarristas bons para seus solos extensos não se perderem no tempo. Broderick acrescentou muito a banda, na minha opinião, ele reviveu o Megadeth, a banda está com outra pegada, muito mais técnica e pesada, excelente. A música “Sudden Death” é destruidora com solos carregados de criatividade, por parte de Broderick, claro. Por falar em solos, esses dois últimos álbuns com Broderick tem algo bem interessante. Existe um abismo entre a técnica de Broderick e Mustaine. Chega a ser engraçado, Broderick com solos poderosíssimos com aquela influência neoclássico+velocidade+ mais técnica perfeita e do outro lado alternando solos com ele o Mustaine com sua técnica suja, desgastada, pobre tecnicamente que só sobrevive com um pouco de sua velocidade. Gostei muito de todas faixas, o som está muito rico e nada enjoativo.

1. Sudden Death
2. Public Enemy No. 1
3. Whose Life (Is It Anyways?)
4. We the People
5. Guns, Drugs & Money
6. Never Dead
7. New World Order
8. Fast Lane
9. Black Swan
10. Wrecker
11. Millennium of the Blind
12. Deadly Nightshade
13. 13

Tamanho:  52 MB

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O Fantasma da Liberdade

Título Original:  Le Fantôme de la Liberté

País:  França

Ano:  1974

Duração:  104 minutos

Gêneros:  Comédia, Drama

Direção:  Luis Buñuel

Roteiro:  Luis Buñuel, Jean-Claude Carrière

Elenco:

Julien Bertheau
Adriana Asti
Jean-Claude Brialy
Adolfo Celi

Formato:  RMVB

Tamanho:  442 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Várias situações independentes se sucedem, num filme episódico, sempre ligadas por um dos personagens. Mais uma parceria de Luis Buñuel com o roteirista Jean-Claude Carrière. Trama surreal e livre, uma sátira onírica e nonsense, na qual o diretor apela para a total inversão de valores no ataque à religião, à pátria e à família. O humor é erótico e violento.

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Comentário:

Uma ironia dividida em várias partes.

Depois de muitas horas depois que vi o filme, acredito ter chegado a minha própria interpretação pelo menos quanto ao título do filme. Após ver o filme, ontem à noite, tive que permanecer acordada mais duas horas, pois só pensava no filme, e o porquê do título. Conclui que é o filme que deve ter sido dirigido inteiramente livre por Buñuel, por isso o Fantasma da Liberdade, por que esse ‘fantasma’ o perseguia nos roteiros e direções dos seus outros filmes, mas não conseguia, talvez, usar a liberdade que queria, e isso devia atormentá-lo.

Em primeiro lugar, porque diferentemente de seus outros filmes que vi, retirando Um Cão Andaluz, ele quebra totalmente a narrativa, não são apenas digressões, e sim rompimentos de narrativas, por que Buñuel deseja apenas desmascarar alguns fatos, logo narra várias histórias, que nos parecem paralelas e surreais. O que dá uma estrutura para o filme e sua crítica a muitos aspectos da sociedade. Um filme hilário.

Inicia-se com um casal, que ao pegar fotos que sua filha pegara de um estranho, veem as fotos com repugnância, e nos deixam curiosos sobre o que há nelas, mostram-se excitados com elas, mas não há nada demais! Só fotos de lugares, monumentos em Paris, Grécia, Índia, por exemplo.

Burgueses marcam um jantar com mais burgueses, vão para a mesa, onde sentam em privadas em vez e cadeiras – estão falando/fazendo merda.

Essas são duas histórias que aparecem no filme, e que são conectadas por algum personagem em comum. Um coadjuvante de uma história, passa a ser o protagonista de outra. Esta é a única ligação entre as histórias, por que as personagens em si não se conhecem. Um exemplo disso é quando um dos protagonistas, o homem do casal citado anteriormente, vai ao médico, e sua consulta é interrompida pela enfermeira que pede ao médico dias de folga para cuidar de seu pai; e assim, em vez da ‘câmera’ continuar narrando esse homem, segue a enfermeira para a cidade onde seu pai está, iniciando uma nova história – Mise enAbîne.

Essa quebra da narração está em outros filmes que vi de Buñuel: em Discreto Charme da Burguesia, onde a burguesia anda por uma estrada, representando sua desorientação; em Esse Obscuro Objeto de Desejo, onde o protagonista nunca consegue se satisfazer com a jovem de 18 anos; e em Anjo Exterminador, onde os burgueses não conseguem sair do local. Já em Fantasma da Liberdade, são as personagens que já não tem nem a primeira característica da narrativa clássica: A manipulação, que é o dever ou querer do protagonista da história. Nos filmes ditos anteriormente, as personagens tem a Manipulação, mas não tem a Competência – saber ou poder, e a Performance – execução do ato que querem ou devem fazer.

Mastodon – The Hunter

Mastodon é uma banda de um prog metal diferente formada em 1999 por todos membros que ainda estão no line-up. Com quatro integrantes, é interessante que a banda tem três vocalistas principais: baterista, guitarrista e baixista. Isso ajuda muito a banda a abranger muitas combinações de sonoridades pois não cansamos dos vocalistas pois são até bem divididos ao longo dos álbuns. O som tem uma particularidade muito grande, inexplicável. Mastodon é Mastodon, uma identidade inconfudível.

Ano:  2011

País:  EUA

Membros:

Troy Sanders – Vocal, Baixo
Brent Hinds – Vocal, Guitarra
Brann Dailor – Vocal, Bateria
Bill Kelliher – Guitarra, Backing Vocals

Comentário:

“The Hunter” é o quinto álbum da banda e o segundo não -conceitual. Começando pela capa, a banda disponibilizou em um video como a capa foi feito, um projeto artesanal. Quem vê pensa que foi editado no computador algo parecido, mas na verdade é uma foto dessa obra. Com nomes bizarros das faixas parece já nos prepara para sonoridades estranhas, porém gostosas. Destaques para a “Black Tongue” que inicia com a pegada prog característica. Gosto muito da “All The Heavy Lifting”, uma das minhas preferidas, grandes arranjos e refrão. O álbum segue potente até sua última música “The Sparrow”. Todos integrantes esbanjam criatividade durante todo o álbum, não é a toa que Mastodon é uma banda e já está tendo o merecimento, refletido nas grandes radios mundiais, sempre entre as melhores bandas, principalmente após lançarem seus álbuns. “The Hunter” foi um sucesso de vendas.

01. Black Tongue
02. Curl Of The Burl
03. Blasteroid
04. Stargasm
05. Octopus Has No Friends
06. All The Heavy Lifting
07. The Hunter
08. Dry Bone Valley
09. Thickening
10. Creature Lives
11. Spectrelight
12. Bedazzled Fingernails
13. The Sparrow

Tamanho:  106 MB

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Juventude Transviada

Título Original:  Rebel Without a Case

País:  EUA

Ano: 1955

Duração: 111 minutos

Gêneros:  Drama, Romance

Direção: Nicholas Ray

Roteiro:  Irving Shulman, Nicholas Ray, Stewart Stern

Formato: RMVB

Tamanho: 376 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Jim Stark (James Dean) é um encrenqueiro, que fez os pais se mudarem de uma cidade para outra até se fixarem em Los Angeles, que é preso de madrugada por embriaguez e desordem.

No distrito policial está Judy (Natalie Wood), uma jovem que está revoltada com o pai, que a chamou de vagabunda imunda por ter se maquiado.

Lá está também um rapaz, John Crawford (Sal Mineo), mais conhecido como Platão, que atirou em alguns cães.

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Comentário:

Jim (James Dean) tem personalidade muito forte e se envolve em muitas confusões por honrar seus ideais e sabe diferenciar muito bem o certo do errado. Seus pais têm um sério problema, o qual começa a ser mostrado na delegacia, quando suas opiniões divergem, o que irrita Jim. Jim conhece Judy, sua vizinha e se encanta por ela. A turma de Judy é de valentões problemáticos que sempre arrumam encrenca e, como a família de Jim sempre muda de casa, Jim é novo no colégio. Sem medo desses valentões, Jim os encara sem abaixar a cabeça. Um garoto chamado Platão se aproxima de Jim, pois é rejeitado pela turma. Jim tem uma séria decisão a tomar acerca de tirar um racha com o líder da turma, Buzz. No diálogo de Jim com o pai, fica evidente o quanto o pai não tem atitude e muito menos honra e por consequência é submisso à sua mulher. O ápice aconteceu na discussão com seus pais, culminando com a impaciência de Jim ao ver que o pai pensava como seu filho mas era incapaz de defendê-lo por medo de enfrentar sua mulher. Judy como não recebe o carinho do pai, pessoa que traz segurança para sua criança interior indefesa, vê em Buzz, líder dos valentões, seu herói. Como prova de era puramente falta de carinho e atenção, na cena do penhasco, Buzz é trocado rapidamente por Jim, que agora ganha o lugar de protetor. Nota-se que essa juventude transviada age dessa forma irresponsável devido a instabilidade na família, e seus pais necessitam de atenção e por isso se manifestam de forma errada, mesmo sabendo o que é certo. O maior exemplo dessa instabilidade é o Platão, que não mora com seus pais e, além disso, não tem amigos. Platão é totalmente instável, vide o começo que matou os cachorros. A semelhança entre Judy e Platão é que ambos veem em Jim a figura de pai a respeito de atenção e segurança.

O filme conta com grande atuação de James Dean, com um papel difícil e rendeu cenas inesquecíveis como a cena em que Jim arrumou sua jaqueta vermelha, acendeu o cigarro e preparou para tirar o racha no penhasco. Essa película lançou a carreira de James Dean, que já era considerado prodígio, sendo postumamente comparado a Marlon Brando. Infelizmente sua misteriosa morte precoce em um acidente de carro interrompeu uma carreira promissora. Uma curiosidade é que a morte de James Dean  foi homenageada pelo diretor David Cronenberg no filme Crash – Estranhos Prazeres,  em que o personagem quer simular o acidente.

NOTA IMDB

Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos

Título Original:  Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios

País:  Espanha

Ano:  1988

Duração:  90 minutos

Gêneros:  Comédia, Drama

Direção:  Pedro Almodóvar

Roteiro:  Pedro Almodóvar

Elenco:

Carmem Moura

Antonio Bandeiras

Julieta Serrano

Formato:  RMVB

Tamanho:

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Em Madri Pepa Marcos (Carmen Maura), uma atriz que está grávida mas ninguém sabe, é abandonada por Ivan (Fernando Guillén), seu amante, e se desespera tentando encontrá-lo, pois deseja que ele lhe explique por qual motivo a deixou. Enquanto tenta falar com ele recebe a visita Candela (María Barranco), uma amiga que se apaixonou por um desconhecido e agora que descobriu que ele é um terrorista xiita teme ser presa. Mais tarde chega ao apartamento Carlos (Antonio Banderas), o filho de Ivan. Ele está acompanhado de Marisa (Rossy de Palma), sua noiva, pois os dois estão procurando um imóvel para alugar. Marisa sem saber bebe um gaspacho cheio de soníferos, que Pepa tinha preparado para Ivan, mas uma confusão realmente acontece quando fica claro que Ivan vai para Estocolmo com Paulina Morales (Kiti Manver) e Lucia (Julieta Serrano), a mulher de Ivan, planeja matá-lo. Apesar de ter sido preterida, Pepa quer fazer de tudo para salvar a vida de Ivan.

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Comentário:

‘Mulheres à beira de um ataque de nervos’ é mais um filme de Almodóvar onde o cenário feminino é o principal, e as personagens femininas são únicas e intensas. Mas no início desse filme não vemos ligação entre as personagens. A narrativa de Almodóvar é muito bem criada. A protagonista, Pepa, está irritada, cansada, inconformada com sua situação: Ivan, o amor de sua vida, larga dela. Ela deseja vê-lo para conversar e saí às ruas de Madri à sua procura, a partir disso ela descobre coisas da vida do ex que não sabia. É uma mulher charmosa, vaidosa e apaixonada – as cores vermelhas intensas presentes em quase tudo que é seu. Isso é muito focado pela câmera de Almodóvar. Os seus sapatos, batom, cabelo e roupas são muito marcantes no filme, é um universo inteiramente feminino, abandonando totalmente o universo masculino. Frases como: “É muito mais fácil aprender mecânica que psicologia masculina. Uma moto você pode conhecer a fundo… a um homem jamais”. Esse ‘excesso’ de feminilidade é ideal à história e ao estilo do diretor, que sempre tem temas voltados à mulher. Isso faz com que conhecemos as personagens em pouco tempo, apreciando-as e sem julgá-las.

Mais acontecimentos absurdos acontecem à Pepa, descobre o filho de Ivan: Carlos, que é renegado pela mãe – Lúcia, que vive no passado pela grande decepção da separação com Ivan, usa roupas antigas para sua ‘fuga’ da realidade, e além disso dão um contraste com as demais personagens, mostrando como sua personalidade é diferente. O filme, enfim, é uma manifestação contra os homens. E isso é engraçado. Detalhe: não reconheci Antonio Bandeiras no papel de Carlos.

Apreciei muito a introdução do filme cheio de propagandas pop art, que perduram durante o filme como cenário.

Voltando à parte engraçada do filme: o gazpacho que Pepa prepara, com soníferos com o propósito de dar para Ivan beber para assim ficar com ela, arruma os pertences do ex, mas afirma: “estou cansada de ser boa”. O gaspacho tem outro ‘destino’ muito mais conveniente. E Pepa acaba aceitando a partida do ex. Isso foge do comum em filmes, mas tratando-se da realidade, Almodóvar nos mostra uma mulher forte, que conseguirá certamente superar essa decepção. No filme há mais personagens que invadem a vida de Pepa, ocupando-a e fazendo-a desviar de seu objetivo, o que gera incertezas. E esse não saber encaixa bem à histéricas mulheres e todo o enredo, que pra mim, é um labirinto de paixões.

 

NOTA IMDB

Sam Harris é um escritor, filósofo e neurocientista estadunidense. Com grande base teórica científica, Harris, através de seus livros ou vídeos, incentiva com bons argumentos o questionamento da religião, os motivos de ela ter uma barreira ética, moral e isso influencia em tudo, nas concepções do povo sobre espiritualidade, ética; é um bloqueio ao avanço da ciência e da nossa mente. Apesar de ateu, sua abordagem é diferente da maioria dos ateus que atacam fortemente à religião. Sam usa argumentos de forma sutil, mostrando-nos com exemplos simples como a religião está em decadência e a ciência está matando-a aos poucos.

Meu Chinês

Título Original:  Mon Chinois

País:  França

Ano:  2008

Duração:  5 minutos

Gêneros:  Animação, Curta, Documentário, Comédia

Direção:  Cédric Villain

Comentário:

Vejo que esse chinês, não é o de 2008, e sim o da época em que a França mais Inglaterra o ‘controlavam’ através do Imperialismo. Essa é uma visão do por que o uso do “meu” antes de chinês. A imagem do chinês daquela época era tão forte, que prevalece até hoje, apesar de arcaica, e que se sustenta em estereótipos. Quando diz: “Meu chinês tem um livro. Pequeno e  vermelho” Se refere ao comunismo de Mao Tsé-Tung, inexistente hoje. O país é um grande produtor de dinheiro. Outro motivo do porque o “Meu” antes de Chinês é a forma como vemos os chineses, então são nossas formas de o ver, não o que são – meu chinês.

O vídeo mostra também a dificuldade da maioria ver a diferença entre o Japonês, o Chinês e o Vietnamita. Mostrando como as pessoas não notam suas enormes diferenças. Porém se confundirmos um Chinês com um Japonês, irá arrumar briga por conta da Segunda Guerra Mundial. Igual nós, os asiáticos acham que nós somos todos iguais. Outro momento interessante é quando diz: “Meu chinês não gosta de estudantes” E aparece o chinês em cima de um tanque, e sangue começa a escorrer, referindo ao Protesto na Praça Celestial, em 1989. A parte atual que faz referencia à China atual é o momento em que mostra: meu mouse foi feito pelo meu chines, meu teclado, meu videogame, etc. Mostrando como é contraditório o mundo inteiro hoje ter o que achou um absurdo antigamente. Há 30 anos, quando a politica do produto ‘barato e não de qualidade’ era um absurdo para o mundo! Surgiu para fazer com que os chineses comprassem, visto que queriam consumir mas eram pobres, e hoje é usado por todo mundo. Desde os ricos, até os pobres. “Meu chinês tem filhos, que fabricam sapatos pros meus filhos”  Posso dizer por fim, que o curta inteiro é uma crítica à China e à forma como a maioria das pessoas no mundo a vêem – erroneamente.

 

Pérolas do Cinema Nacional

Bom, pra começar, o cinema nacional passou por uma época chamada pornochancado, começada nos anos 70, passando forte pelos anos 80, rendeu várias pérolas como na maioria dos exemplos desse top 10. Clássicos como “Pistoleiro chamado Papaco” conquistou as primeiras posições merecidamente por diálogos totalmente surpreendentes, ou como no diálogo dos jogadores de futebol Casagrande e o Pelé. Mas não é só desse estilo que o cinema nacional vive de pérolas, os recentes “Meu nome não é Johnny”, “Cidade de Deus” ou “Tropa de Elite” também apresentam falas sem noção que marcam o filme. Os palavrões criativos são os pontos fortes dos filmes sem abordagem sexual. Enfim, um top 10 que merece ser visto.

35 mm

Ano:  2010

País:  Alemanha

Duração:  2 minutos

Direção:  Pascal Monaco

Roteiro:  Felix Meyer, Pascal Monaco, Sarah Biermann, Torster Strer

Sinopse:

35mm é um curta sobre o próprio cinema. 35 clássicos foram pegos e simplificados ao máximo. O resultado é uma jornada de 2 minutos pela história do cinema.

Comentário:

35 mm é um curta que homenageia os grandes clássicos do cinema. Mas não é uma simples homenagem, a forma que as imagens se ligavam é criativa e passa na tela as principais características de cada filme, como por exemplo, a chuva com notas musicais remetendo a “Cantando na Chuva” seguindo de um navio balançando lembrando “Titanic” e assim por diante. A ligação entre cada filme, além de ser genial, é interessante pois queremos adivinhar quais filmes os criadores do curta quiseram mostrar, o que siginifca cada símbolo.

 

Slava Groshev

Apesar de parecer muito com obras digitais, as obras desse grande artista contemporâneo confundem por seu estilo – realismo. Mas o artista usa pincel e tela para reproduzir aquilo que deseja. É uma obra que aparenta objetiva, por representar a realidade de forma científica – ou seja, como realmente é, registrando todos os detalhes, como se fosse só para relatar o mundo como ele é, sem máscaras, conceitos ou subjetividades impressionistas, por exemplo. Mas engana-se, na técnica realista, a filosofia não é essa. No simples, há o complexo. O difícil de entender. Antes as pinturas realistas eram ‘denúncias sociais’, mas Groshev as cria de forma diferente. São ultrarrealistas. Olhamos para ela e vemos beleza. Uma beleza do real, que não conseguimos ver, apesar de viver no mundo. Não reparamos a beleza de pequenas particularidades das pessoas…Uma pinta, as mexas do cabelo, os olhares, as curvas…. Fico pensando ao olhá-las, se ele conhece pessoas tão lindas assim, como a menininha loira que está em várias pinturas…

X-Japan – Dahlia

X-Japan é uma banda fundada em 1982, nunca trocou seus integrates, sendo uma marca forte a união entre eles. Mas claro, entre eles, há seus grandes ídolos, Hide e Yoshiki. Conhecida também como “X”, a banda antes apresentava um som mais voltado pro speed metal, mas com influências como glam, punk e hard. A principal característica foi ter sido uma das pioneiras bandas a usar o visual Kei, que é usado até hoje por muitas bandas japonesas. X-Japan foi mudando seu som ao longo do tempo, conquistando seu público com baladas e em pouco tempo após seu primeiro lançamento em 1988, já possuia uma quantidade alta de fãs, os mais fanáticos possíveis. A saída do vocalista Toshi, levou a decisão do líder Yoshiki de encerrar a banda, inclusive fazendo um último show de despedida (que lançaram até como DVD). Interessante que a história é um pouco parecida com a da banda Sentenced, postada aqui inclusive, que anunciou seu fim e o confirmou com um último show. Yoshiki planejava retornar em 2000, mas não contava com a morte de Hide em 1998. A banda retornou as atividades em janeiro de 2008.

Ano:  1996

País:  Japão

Membros:

Yoshiki – Bateria e Piano
Toshi – Vocais
hide – Guitarra
Pata – Guitarra
Heath – Baixo

Comentário:

“Dahlia” é último álbum da banda e se diferencia muito dos álbuns anteriores. As maiores apostas foram as baladas, e é importante mencionar que a banda alterou drasticamente seu estilo, que antes tinha uma pegada bem rápida, com músicas com muitas influências de outras vertentes. Não que isso não aconteça em “Dahlia”, mas agora é a minoria. Com certeza foi um dos álbuns que consolidou o sucesso monstruoso da banda, seus sucessos maiores nesse álbum foram as baladas, como “Longing Torigeta Melody”, “Crucify my Love”, “Tears” e “Forever Love”(som tocado no funeral de Hide). O dvd Last Live mostra como a união da banda juntamente com seus fãs ultrapassa quaisquer barreiras. Parece que a banda previa que iria acabar e lançou grande baladas que se tornaram verdadeiros clássicos no J-Rock e na cena heavy metal. Baladas tão tristes como o fim da banda.

01. Dahlia
02. Scars
03. Longing Torigeta Melody
04. Rusty Nail
05. White Poem I
06. Crucify my Love
07. Tears
08. Wriggle
09. Drain
10. Forever Love

Tamanho:  51 MB

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French Roast

País:  França

Ano:  2010

Duração:  8 minutos

Gêneros:  Curta, Animação

Direção:  Fabrice Joubert

Roteiro:  Fabrice Joubert

Sinopse:

Numa cafeteria parisiense, um homem de negócios descobre que esqueceu a carteira e vive momentos de tensão a cada vez que tem de pedir por mais um café ao garçom. O desafio é encontrar uma maneira de arrumar dinheiro para pagar a conta.

Comentário:

“French Roast” é o tipo dos filmes que se baseiam em ter uma moral profunda por trás. Mas sendo um tema simples, a forma como foi tratado foi sutil e nos fez refletir sobre aquele ditado: “quem vê cara não vê coração” ou “não avalie o livro pela capa”. Muito interessante a forma que o diretor mostrou o desespero de um homem, aparentemente de classe média que prefere consumir mais, tentar roubar a ter a humildade de assumir que está sem dinheiro, o desespero de perder seu status. Em conflito com ele está o mendigo, símbolo máximo de humildade, que se sujeita a pedir esmolas, quem imaginaria que um mendigo pudesse salvar sua pele? Pois é, mas a sutileza que isso foi mostrado, principalmente pelo fato de ser uma animação e quase ausente de diálogos.

Terceiro Tiro

Título Original:  The Trouble With Harry

País:  EUA

Ano:  1955

Duração:  99 minutos

Gênero:  Suspense

Direção:  Alfred Hitchcock

Roteiro:  Jack Trevor Story, John Michael Hayes

Elenco:

John Forsythe
Shirley Maclaine
Edmund Gwenn
Mildred Natwick

Formato: RMVB

Tamanho: 311 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse

Em uma pequena cidade do estado de New England, um corpo é encontrado em uma floresta, criando muita confusão: todos querem esconder ou fazer algo com o corpo, sem levantar suspeitas.

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Comentário:

Como diz o filme, esse inicia com três disparos, começando o mistério. A criança corre contar pra sua mãe que viu um homem morto e assim começam a serem envolvidos os personagens no assassinato. O capitão Wiles estava caçando coelhos e nele está o foco do mistério. Ele, atrás da árvore, observa atentamente as pessoas no local em que o morto se encontra. A senhora parece bastante fria diante da situação. Wiles acredita ter matado Harry por engano e explica a situação. Sam, pintor, resolve trabalhar na floresta e desenha o morto sem perceber, e acaba conhecendo Wiles. Com grandes diálogos, Alfred insere novos personagens e cada fato mostrado tem um fundamento, cada personagem é de extrema importância para criar todo o mistério e suspense, características marcantes no diretor. Detalhes como a fala de Jennifer Rogers ao ver o marido morto iludem a principio, a quem assiste a pensar que ela o matou. A simples venda de uma xícara para usá-la no chá é um artifício para provar que a senhora mente, ao dizer que era de família, deixando sua índole duvidosa, também tornando-a suspeita, não para Wiles, que está seduzido. Quando Hitchcock mostra o doutor tropeçando no morto e nada mais, era provável que usaria esse personagem posteriormente para a resolução de seu mistério. Os sucessivos enterros e desenterro simbolizam a total confusão mental e a escassez de informações sobre a morte e também o medo de a polícia os prender. Hitchcock assim como em “Disque M para Matar” e “Festim Diabólico” expõe essa forma alternativa que os personagens tentam de encobrir um crime e usar toda sua inteligência para despistar. As pistas para desvendar toda a confusão são incríveis como o coelho, a porta do armário, a criança, os quadros, esses conseguem parecer inúteis quando mostradas, mas em seguida ganham importância. Todos os elementos são explorados, e o diretor planta inúmeras pistas falsas para enganar o público, um grande duelo psicológico.  O enredo em si é simples mas a forma e a riqueza de detalhes tratados embelezam um filme de Hitchcock que se encontra numa fase de excelentes filmes, como “Janela Indiscreta”, “Um Corpo que Cai”, “Psicose”, entre outros.

http://www.imdb.com/title/tt0048750/

Quero Ser John Malkovich

Título Original:  Being John Malkovich

País:  EUA

Ano:  2000

Duração:  112 minutos

Gêneros:  Comédia, Fantasia, Drama

Direção:  Spike Jonze

Roteiro:  Charile Kaufman

Elenco:

John Cusack
Cameron Diaz
Catherine Keener
John Malkovich

Formato:  RMVB

Tamanho:  385 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Um homem (John Cusack) consegue um novo emprego no 7º e meio andar de um edifício comercial, onde todos os funcionários devem andar curvados. Lá encontra uma porta, escondida, que leva quem ultrapassá-la até a mente do ator John Malkovich, onde pode permanecer durante 15 minutos, até ser cuspido numa estrada na saída de Nova Jersey. Impressionado com a descoberta, resolve alugar a passagem para outras pessoas, dentre elas o próprio John Malkovich.

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Comentário:

É uma comédia. E comédias podem ser cômicas ou trágicas, e essa é do tipo trágica. Daquelas que você parece ter surgido dos clássicos. Como se tivesse ouvindo uma lenda da antiguidade clássica. Pelo menos me senti assim, por todas as coisas que ouvi e li daquele tempo são assim: únicas e incomparáveis.

A história é tratada de forma tão natural, que torna-se absurdo. O fato de Maxine e Lotte acreditarem e não questionarem tanto sobre a existência daquele ‘portal’ até Malkovich. É tão impressionante e você ri durante o filme e fica se sentindo meio estranho com todo aquele humor que só entende por que no final. Pelo menos foi assim comigo. Por o filme abordar questões existenciais, como: você não é você, muitas vezes pessoas te invadem.

Craig gosta de brincar de ser Deus. E se acha no direito de controlar o ator. O primeiro momento quer ficar dentro dele, assim como todas as pessoas pra quem vendem ingressos. Mas quinze minutos é pouco, querem mais. Porém, no final, acontece algo incrível, Craig quer sair dele, se libertar do ator, não suporta mais. E cai na realidade horrível. Para ele não importou estar no corpo de John Malkovich ou no próprio corpo, é infeliz de qualquer jeito.

Uma sequencia de cenas que admirei muito foi a que, dentro da mente de John Malkovich, Lotte persegue Maxine grávida. Ambas passam pelas memórias do ator, que são exclusivamente perturbadoras. Não sei se isso realmente aconteceu com o ator na vida real, acredito que não, mas mesmo assim, você vê o lado ‘ruim’ da vida dele. Ele sendo bullyinado no ônibus escolar, vendo os pais fazerem sexo, chorando, cheirando uma calcinha de mulher, ele solitário. Realmente foi incrível ambas passarem por esse mundo íntimo de John, que provavelmente só persiste por ele estar preso e infeliz, sem poder ser ele mesmo. A ação da cena que não condiz com a cena, torna-a ainda mais genial e única.

Mais um único comentário: tive que pausar o filme quando vi de perto pela primeira vez Lotte. Aí eu pensei: conheço essa atriz! E depois de uns 2 minutos reconheci Cameron Diaz.

http://www.imdb.com/title/tt0120601/

Louis C.K. – Shameless

Louis Szekely, nascido em 1967, artisticamente chamado Louis C.K. roterista, diretor, editor, ator e comediante de stand-up (que é o video que postarei). Na televisão está participando em um seriado chamado Louie que ele escreve, dirige e edita. Falando sobre Shameless, seu DVD, a forma que Louis domina o palco e o público me lembrou muito George Carlin, que é uma de suas influências. O título já diz tudo, os temas que Louis cita no seu show são bem ousados, é bem peculiar quando fala por exemplo da sua própria forma de atuar ali no palco, dizendo que está mentido em relatar uma certa história. Sem contar que ele expõe muito sua imagem ao ridículo em certas situações, pra nós que assistimos ficamos em choque pensando: não acredito que ele tá falando isso! a autozoação é um ponto forte seu. Enfim vale a pena conferir, grande comediante.

 

Platoon

Título original: Platoon

País: EUA

Ano: 1986

Duração: 120 min.

Gêneros: Drama, Ação, Guerra

Direção: Oliver Stone

Roteiro: Robert Richardson I

Elenco:

Willem Defoe
Charlie Sheen
Forest Whintaker

Legendado: Português

Sinopse:

Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.

Tamanho em RMVB: 415 MB
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ou

Tamanho em AVI: 704 MB
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Comentário:

Platoon é genial, simplesmente não mostra o porquê daquela guerra. Vemo-nos naquele mundo violento e sem sentido. Acredito que Stone fez isso muito bem e de propósito, pois assim como nós, os soldados que estavam ali não sabiam o porque. Mesmo sendo americano, o diretor trata a história como realmente é como a política dos EUA na época estava fraudada. Principalmente no monólogo final de Chris – Charlie Sheen, onde o personagem revela: ‘A guerra era contra nós mesmos, o inimigo está em nós’ – Realmente perfeita, pois tanto Vietnã do Sul, quanto do Norte não queriam os EUA ali, e pelo medo ‘vermelho’ eles foram para garantir que o Sul se mantivesse capitalista. Mas eis que o próprio povo não os queria lá. Logo, tenho certeza, de que não eram para estarem lá, gerando mortes de ambos os lados, criando uma guerra. Não tem como declararem vencedores de forma alguma, e Platoon mostra realmente isso. 11 anos de inferno. Soldados que não conheciam o local, idealistas, como Chris e Elias, tinham que lutar na floresta, com vietcongues escondidos sobre seus pés, à mercê da instabilidade de seus generais, que parecem não saber o que estão fazendo. A inocência dos soldados se rompe, mostrada na cena em que invadem e queimam a Aldeia. Chris percebe: ‘Animais, todos vocês são animais. ‘ Porém ele mesmo ficou ‘em cima do muro’ quando achou que o vietnamita estava rindo dele, dando tiros para ele pular. Realmente foi onde o filme mostrou como a guerra muda a vida das pessoas… Como ele não escreve mais para a sua avó e diz que não tem ninguém o esperando. Tornou-se inútil descrever aquele inferno para a avó. E na cena em que, pelo menos eu não esperava, Chris mata Barnes, de forma fria. Bem, Barnes ‘merecia’?

E como, Chris diz no monólogo final: ‘A guerra acabou para mim. Mas estará presente em todos os dias da minha vida’.  As cenas e momentos ali vividos nunca serão esquecidos. Simplesmente impressiona o psicológico dos personagens, e é justamente a mudança de suas mentes que gera a narrativa, visto que não temos nada além de tragédias expostas sem a explicação, pelo filme, do porque estão ali. Como Chris afirma no filme, não sabe quem está certo ou errado, se o que faz é certo ou errado. Quando Elias corre em direção aos vietcongues, que estão atirando sem parar e se ajoelha – capa do filme faz isso de forma muito intensa e inesquecível. Essa cena nunca saíra da minha mente.

Só por curiosidade, li no wikipedia, que Stone participou da Guerra. Ter coragem para fazer um filme sobre ela deve ter sido perturbador. Por isso acredito que o filme foi tão merecido, pois foi feito por alguém que entende o que está falando. Não é um filme de guerra idealizado, acredito que mostrou a realidade. Quando o filme terminou com aquela autoanálise, senti um alívio e inquietação. Tive que escrever.

A trilha sonora é maravilhosa, assim como a atuação dos atores, a direção de Stone, e a fotografia.

http://www.imdb.com/title/tt0091763/

Ano:  2010

País:  Alemanha

Membros:

Tobias Sammet – Vocal, Baixo
Sascha Paeth – Guitarra, Produção
Eric Singer – Bateria
Miro – Teclado, orquestração
Bruce Kulick – Guitarra
Oliver Hartmann – Guitarra
Henjo Richter – Guitarra
Felix Bohnke – Bateria
Alex Holzwarth – Bateria
Jens Johansson – Teclados
Simon Oberender – Orgão
Jorn Lande – Vocalista
Russel Allen – Vocalista
Michael Kiske – Vocalista
Bob Catley – Vocalista
Cloudy Yang – Vocalista
Jon Oliva – Vocalista
Klaus Meine – Vocalista
Tim “Ripper” Owens – Vocalista
André Matos – Vocalista
Ralf Zdiarstek – Vocalista

Angel of Babylon

1. Stargazers
2. Angel Of Babylon
3. Your Love Is Evil
4. Death Is Just A Feeling
5. Rat Race
6. Down In The Dark
7. Blowing Out The Flame
8. Symphony Of Life
9. Alone I Remember
10. Promised Land
11. Journey To Arcadia

Tamanho:  129 MB

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Wicked Symphony

1. The Wicked Symphony
2. Wastelands
3. Scales Of Justice
4. Dying For An Angel
5. Blizzard On A Broken Mirror
6. Runaway Train
7. Crestfallen
8. Forever Is A Long Time
9. Black Wings
10. States Of Matter
11. The Edge

Tamanho:  133 MB

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Comentário

Tobias Sammet sempre guarda surpresas, fez um grande mistério sobre o lançamento do novo álbum. Tanto mistério surpreendeu mesmo os fãs com o lançamento desses dois álbuns simultaneamente recheado de ótimos sons. Com os dois álbuns, encerrou-se a trilogia começada com o álbum “Scarecrow”, em 2008. O Avantasia mudou bastante a temática usada nos Metal Opera. O que antes era basicamente mitologia com tom crítico, agora tornou-se em retratos de um personagem que passa por fases difíceis de sua vida, entretanto a composições de personagens se manteve, muitos convidados formaram um time de alta qualidade. Álbum produzido por Sascha Paeth, também guitarrista, conta com duas capas excelentes que ajudam a passar superficialmente a ideia que Tobias desejou.  Os dois álbuns são inovadores, é difícil não olhar pra Edguy ao mesmo tempo que vemos um lançamento de Avantasia. Tobias tem muita personalidade e isso se reflete muito em suas duas bandas, as duas tem muito sua cara, seu jeito de compor. A influência Hard Rock fundindo com Power Metal se transformou em sua marca, um som novo. Sammet não se importa muito em agradar seus fãs, o que explica um pouco o porquê de tanta inovação, sua ausência de receio em querer mudar, compor o que o inspira. Os destaques vão para Jorn Lande, por onde passa deixa profundamente seu rastro, pra nossa sorte. Ouvir Russel Allen no Avantasia foi bem diferente, mas combinou, sua voz se adequa bem ao Power Metal, apesar de sua banda ser Prog, digo isso pelo seu ótimo trabalho junto ao Jorn lande no “Allen-lande”. A música mais pegajosa é “Dying for an Angel” com os vocais de Klaus Meine que foi talvez uma das maiores surpresas do álbum, assim como Alice Cooper em “Scarecrow”. A pesada “Scales of justice” com o vocal de Tim “Ripper” Owens foi perfeita, bela escolha do Tobias, ainda mais com Alex Holzwarth na bateria. Pelo que perceberam tenho uma queda maior pelo “The Wicked Symphony” mas umas das minhas favoritas são “Your Love is Evil” com Tobias abusando de seus agudos e a dark “Death is Just a Feeling” que prende muito na cabeça. Enfim dois lançamentos que marcaram 2010.