Archive for setembro, 2011


Death – Symbolic

Death é uma banda fundada em 1983 por Chuck Schuldiner, líder da banda. Foi pioneira do estilo death metal e influência para as demais bandas. Nos anos 90, o estilo da banda ficou mais técnico e melódico, estando mais um heavy metal progressivo que para death metal. A banda acabou em 2001 devido a morte de Chuck causada pelo câncer.

Ano:  1995

País:  EUA

Membros:

Chuck Schuldiner – Guitarra, Vocal
Bobby Koelbe – Guitarra
Kelly Conlon – Baixo
Gene Hoglan – Bateria

Comentário:

“Symbolic” é um dos álbuns mais consagrados da banda. Álbum escrito e composto por Chuck, como sempre, se apresenta com muito mais harmonia, menos velocidade comparado aos anteriores, o que se destaca e é causa de seu grande sucesso. Os destaques vão para “Symbolic”, “Zero Tolerance”, “Without Jugdement”, “Crystal Mountain”, com riffs e solos muito bem feitos por Chuck, que é o verdadeiro “faz-tudo” da banda.

01. Symbolic
02. Zero Tolerance
03. Empty Words
04. Sacred Serenity
05. 1,000 Eyes
06. Without Judgement
07. Crystal Mountain
08. Misanthrope
09. Perennial Quest

Tamanho:  70 MB

Download

 

Anúncios

Perfume: A História de um Assassino

Título Original:  Perfume: The History of a Murderer

País:  EUA

Ano:  2006

Duração:  147 minutos

Gêneros:  Drama, Policial, Suspense

Direção:  Tom Tykwer

Roteiro:  Andrew Birkin, Bernd Eichinger, Tom Tykwer

Elenco:

Ben Whishaw
Alan Rickman
Rachel Hurd-Wood
Dustn Hoffman

Formato:  RMVB

Tamanho:  515 MB

Legendado: Português/BR

Sinopse:

Paris, 1738. Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasceu em um mercado de peixe, onde sua mãe (Birgit Minichmayr) trabalhava como vendedora. Ela o tinha abandonado, mas o choro de Jean-Baptiste faz com que seja descoberto pelos presentes na feira. Isto também faz com que sua mãe seja presa e condenada à morte. Entregue aos cuidados da Madame Gaillard (Sian Thomas), que explora crianças órfãs, Jean-Baptiste cresce e logo descobre que possui um dom incomum: ele é capaz de diferenciar os mais diversos odores à sua volta. Intrigado, Jean-Baptiste logo demonstra vontade de conhecer todos os odores existentes, conseguindo diferenciá-los mesmo que estejam longe do local em que está. Já adulto, ele torna-se aprendiz na perfumaria de Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), que passa por um período de pouca clientela. Logo Jean-Baptiste supera Baldini e, criando novos perfumes, revitaliza a perfumaria. Jean-Baptiste cada vez mais se interessa em manter o odor de forma permanente, o que faz com que busque meios que possibilitem que seu sonho se torne realidade. Só que, em suas experiências, ele passa a tentar capturar o odor dos próprios seres humanos.

Download

Comentário:

Existem pessoas que agem de forma errada, agressiva, desumana, e mesmo assim percebemos que elas são boas. Então por que, mesmo sendo boas, têm essas atitudes? Será que os meios em que foram inseridas desde a infância as influenciam? A forma vazia com que Grenouille foi tratado na infância, aliado a seu instinto diferenciado, originou um assassino. Para alcançar sua arte, matou. Poderia, talvez, negociar, mas as pessoas não gostam muito de ser exploradas a fundo, podem se exibir, mas isso só as que são muito solitárias; as outras não se mostram, podem viver décadas com ela e ainda não desvendar todos os pensamentos e sentimentos daquela alma.

O Determinismo: acredito que possamos fugir dele, pelos estudos e visões de mundo diferentes que existem. Porém Grenouille não fugiu desse fenômeno, foi uma vítima dele, que não conseguiu discernir o certo do errado, que não foi ensinado a ele, assim como não sabe ainda distinguir cheiros bons e ruins, por estar desde ao nascer exposto aos odores. E mesmo que tenhamos passado por coisas muito ruins em nossas vidas, conseguimos ser resilientes. Já Grenouille não fazia idéia do que se passava com ele, não fez nada por vingança. Não havia aprendido as leis da sociedade, não tinha limites, fazia tudo o que desejava sem pensar nas conseqüências para si, e para as outras pessoas. Aprendera sempre ser sozinho.
O que deixa o telespectador mais perplexo é o fato de Jean-Batiste Grenouille ser um assassino não por crueldade, mas por desconhecimento dessa natureza, por ignorância, visando apenas um objetivo: dominar os corações humanos com o perfume capaz de despertar amor por ele, já que ele só conhece o desprezo e o ódio. O autor, Patrick Suskind, descreve essa história extraordinariamente em seu livro, expressando os sentimentos, as ideias e principalmente os cheiros, tornando-se um manipulador de palavras:

“Fediam o camponês e o padre, o aprendiz e a mulher do mestre, fedia a nobreza toda, até o rei fedia como um animal de rapina, e a rainha como uma cabra velha tanto no verão quanto no inverno.”
“Gordura de rins de cordeiro e sebo de porco e vaca refinados diversas vezes, na proporção 2:5:3 e um pouco de óleo. Era a combinação mais apropriada para captar o cheiro humano.”
“Eles podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma.”

Os trechos acima são exemplos do universo linguístico tão expressivo com o qual se depara. O filme foi muito bem manipulado também por Tom Tykwer. Outros diretores tentaram reproduzir a história em filme, mas desistiram por acreditarem ser impossível reproduzir. Só Tom tentou fugazmente e conseguiu, utilizou de sua narrativa rápida, como em “Corra Lola, corra”, que combinou com a história para reproduzir no filme o improvável: o cheiro.

Direito, consciência, Deus, alegria, responsabilidade, humanidade e gratidão… Não entendia o que isso expressava, era um mistério essas palavras e conceitos abstratos que não tinham cheiro. Madame Gaillard observou que Grenouille possuía capacidades e peculiaridades incomuns, acreditava que ele era vidente ou algo do tipo: “Porque sabia que havia lagarta dentro da couve antes deste ser aberto, anunciava a visita de alguém bem antes desta chegar ou a vinda da chuva.” Mas na verdade ele não enxergava, ele farejava aas coisas através das paredes e da distancia. Logo Madame não o quis mais, antes usava-o, agora, temia-o; como o convento já não lhe pagava mais, decidiu-se livrar dele. O vendeu para um dono de curtume, achou que ele não sobreviveria. Parecia que Grenouille vivia à favor da teimosia, contra a morte, não importasse o que lhe acontecesse.
Os cheiros o mantinham vivo, ambicionava possuir todos os que havia no mundo. Porém alguns aromas lhe chamavam mais a atenção e o deixavam estarrecido; ao se deparar com a pureza do fragrância da virgem, por exemplo, Grenouille custou a crer que aroma tão incrível pudesse vir de um ser humano.
A grande questão na vida de Grenouille passou a ser porque todos os aromas expiravam. “Seria possível guardar todos eles para sempre?
E a da vida de Giuseppe era porque Pélissier, que não conhecia as técnicas de extração, as de um manipulador de drogas, as de um alquimista e artesão, podia ganhar tanta fama e dinheiro. Faltava-lhe muito para ser um perfumista, só trabalhava em grandes criações exageradas de substâncias, seguindo seus caprichos, misturando quaisquer aromas para vender em massas e acumular grandes finanças. Mas a verdade é que muitas pessoas são que nem Pélissier; criam uma arte para se vender, e não se admirar para sempre. Outras pessoas criam algo passageiro, criaram esse mundo necessitado de velocidade, criam teorias já existentes de outras formas, só para produzir mais dinheiro, viram máquinas e escravas do tempo, que em vez de amigo passa a ser inimigo.
Pélissier a cada estação lançava um novo perfume. “Para que essa rapidez?” – Perguntava-se Baldini. E não era somente Baldini que questionava, eram todos os existentes do século XVIII na França e na Europa. “Época que dizer o que é e como é não bastava, queriam provas científicas, queriam demonstrações experimentais de tudo.” E de muitas coisas obviamente que não conseguiram, pois nem tudo se prova com experiências; ou acredita-se nelas ou não.
Ao Grenouille e Baldini se encontrarem, o segundo julgou o primeiro pela forma como mexia as coisas, sua brutalidade e primitiva falta de conhecimento como pertencentes a um “ser ignorante e bárbaro”. Já Jean-Batiste Grenouille não havia o que julgar de Baldini, não lhe importava como andasse, vestisse, falasse ou pensasse desde que lhe ensinasse criar perfumes. Achava fantástico e admirava incrivelmente a máquina de alambique, que tinha a arte de retirar os aromas das plantas frescas, ficava a noite inteira observando, imaginando ser o próprio alambique, que dele surgiriam os destilados das plantas criadas em seu interior, transformando o mundo num paraíso aromático no qual a existência seria suportável. Melhorar o mundo!
Nobre sonho que demonstra o quão bom Grenouille poderia ser, apesar dos terríveis assassinatos que cometera em sua vida, melhorar o mundo é o sonho de grandes homens. Não daqueles que conhecemos e que passam na TV, e sim aqueles que humildemente usam daquilo que podem, com seus esforços, ensinamentos e artes para melhorar o mundo. Muitos não os conhecem ou entende o porquê são bons. Às vezes eles mesmos se perguntam se são bons ou não, mas o que querem é um sonho nobre, que faz desde o presente para poder realizá-lo, acreditando que compartilha esse desafio com outros homens. Por fim, muitos estão enganados, estão querendo criar um mundo melhor, mas da sua própria forma. Por isso, não devemos julgar Grenouille como bom pelo seu sonho, muito menos só julgá-lo, queria só moldar o mundo ao seu modo, não pensou naqueles que não sentem cheiros, nem naqueles que não gostam de cheiro, ou os que se irritam.  Ele é um ser que viveu em sociedade, porém julgarei não apenas Grenouille, mas todo o meio em que se inseriu, nele, o determinismo funcionou.
Jean-Batiste se sentia tão seguro em relação ao alambique e demonstrou tanto isso, que Baldini lhe deu total liberdade para a manipulação, assim descobriu que cada planta necessitava de um tempo e fogo diferentes para maior aproveitamento. Descobriu também que os perfumes destilados eram diferentes dos materiais originais, disso pouco gostou. Tentando destilar vidro, latão, porcelana, couro, terra puta, seus cabelos e sangue, descobriu que o resultado era apenas água. Grande decepção para ele, que não conhecia a física e não entendia que essas substâncias eram sem óleos, por tanto não havia como retirar o aroma, usar a destilação seria inútil. Meses e meses persistiu em concentrar os cheiros existentes do mundo com a intenção de criar outros, magníficos, aqueles inventados em sua mente. Após tanto sacrifício ficou doente, de febre alta, poros na pele e pústulas, com o corpo coberto de bolhas.
Baldini ficou preocupado com a desgraça do aprendiz, devia pensar: “Porque ficou assim, tudo não ia tão bem?”. Tem coisas que parecem óbvias para nós como ficarmos profundamente tristes após um filme, ou deprimidos por conta de um problema qualquer, que em nossas cabeças criativas, o transformamosem monstros. Maspara os que convivem conosco pode ser terrivelmente difícil de entender nosso estado e até se sentirem culpados. O problema esta na falta de conhecimento sobre o outro, falta de tempo de convivência. Nossas mães sabem quando algo está errado e até mesmo o porquê, mesmo quando não dizemos nada. Mas como Grenouille não teve mãe e sim muitas amas que mal o conheceram, imagine Baldini! Naturalmente Jean-Batiste não sabia se expressar e logo seu desgosto em não conseguir obter todos os aromas o deixou mortalmente doente.
Baldini o admirava, mas também o usava. Já estava imaginando expandir seu negócio para além das fronteiras da França e seu nome estampado nos vidros de cosméticos do rei, quando seu precioso e genial Grenouille adoeceu. Isso era o que o preocupava. Fez de tudo, achou que ia morrer logo, usando destes últimos momentos para arrancar dele os tesouros perfumes que guardava em sua cabeça, dizendo que levaria o melhor aroma para o rei com uma dedicatória gravada “de Jean-Batiste Grenouille, Parfumerer à Pares”. Mas mesmo assim, nada saía dele, mentir foi em vão e isso fazia Baldini pensar em estrangulá-lo, mas isso era contra sua concepção crista e humana. Depois de tanto tempo tentando, caiu cansado e deprimido, sem nenhum sinal de raiva. Foi então que Grenouille lhe disse. “O que é que o fez falar?” Pensava Baldini e eu. “Será a agonia da morte?” Não, era sua obsessão pelos cheiros, queria saber quais outros métodos para extraí-los e onde. Com a resposta lhe dada, dormiu e levantou depois de uma semana, querendo ir a Grasse, onde eram praticados outros métodos de extração de fragrâncias. Baldini concordou, mas após três anos, o tempo que julgou suficiente para ser considerado o melhor perfumista da Europa à custa de Grenouille. Foram-lhe dadas três condições que Baldini o fez jurar. Para Grenouille não importava mais Paris, se Baldini quisesse q ele não retornasse, tudo bem, já a tinha dentro de si. Não queria também reproduzir nenhum dos perfumes que fizera pra Baldini, pois sabia que podia fazer outros mil melhores se quisesse. Porém não queria, ainda. Não pretendia fazer dinheiro com sua arte, nem viver dela, só lhe interessava sua coleção interna de aromas.
Baldini não tinha ética profissional e mostrou muito bem isso. Ousou a pensar que havia sido Deus que mandou Grenouille para ele usufruir e enganar, compensando-lhe o tempo de humilhação por Pélissier. “De que outro jeito teria Deus condição de punir Pélissier senão me elevando?” Como as pessoas distorcem a visão a seu favor, para não ter que se arrepender e julgam-se capazes de sentirem-se dignas. Mas Baldini não conseguiu, nem se a voz de Deus ele ouvisse dizer que agiu corretamente, arrancar o medo que estava sentindo. Durante toda a estada de Jean-Batiste se sentia mal, e agora, que este se fora e a riqueza permanecera, o medo permanecera, medo daquela felicidade e agradável falta do aprendiz. Logo morreu, dormindo, sua casa caíra da ponte e nada deles fora encontrado exceto os cheiros que pairaram por muito tempo sob Paris.
Já Grenouille viajava entre os campos livres de pessoas, com cheiros amenizados e de parecer distantes. Encantou-se pela ausência das pessoas e o ar puro daquele lugar fez pareceu-lhe suportável viver ali. E isso o fez esquecer seus propósitos e de Grasse, só quis ir mais longe das pessoas. Sentia-se bem, andou ereto, parecia uma pessoa normal, pois permitia o ambiente que ele se sentisse normal, naquele mundo escuro, sem vida. Pois parecia com o seu mundo interno, sua alma. Ele não vivia, vivia? A obsessão é uma forma de vida? A obsessão por retirar aromas das coisas? A forma distorcida como Grenouille via o mundo, alienada, dedicando-se somente ao seu objetivo era uma vida, mas não uma vida comum, sua existência era grandiosa, especial, porém ele não sabia construir a ponte do presente até seu sonho, acabou transformando-se num monstro, não por querer e sim por necessitar. Quando viu-se sozinho, isolado no Plomb Du Cartal, um vulcão, sentiu muita euforia: não havia nenhum cheiro humano! Viveu ali na mais profunda escuridão e silêncio. Até que percebeu que não havia cheiro em si próprio. Enlouquecido, teve acessos e tristeza.
Difícil foi sozinha resolver a questão: é viver ou sobreviver que Grenouille faz da sua existência? Depois de ler esse livro a vida pra mim se tornou como um sentimento que todos sabem de sua existência, porém nem todos o sentem… Grenouille não sentia sentimentos comuns como raiva e tristeza que são simples, talvez, de sentir, quanto mais o sentimento da vida.
Se considerar que viver é se conhecer, Grenouille está no início de sua vida, agora. Conhecer-se é muito difícil e o adquiri-se só após tempo. É até inacreditável que homens construam edifícios magníficos e complexos e não consigam edificar o próprio Eu. Talvez seja porque viver é muito mais simples e nós, seres complexos, não entendemos o sentimento da vida. Grenouille não é um ser complexo, para mim, e a forma como existiu foi tão simples, baseada somente em uma ambição que me fez questionar sobre se vivia ou sobrevivia. No entanto, agora entendo que ele existiu de forma simples e inocente, viveu obcecado, mas viveu.

Tom Tykwer conduz as cenas de uma forma que não o julguemos como um “MAL” e sim inocente. Ao analisar as ações do personagem vemos que Grenouille foi embora com dinheiro, confiança, pressa e cheiro. Tinha uma personalidade. E um objetivo. Encontrou uma criança com um cheiro especial, tão especial quanto a que matara numa das ruas de Paris. Mas não chegou perto, limitou-se em imaginar como os homens a amariam e a desejariam e as mulheres a admirariam, achando que é pela beleza, mas não saberiam que era pelo seu cheiro, não dariam valor a isso, só ele, Grenouille daria. No primeiro momento pensei que toda aquela descrição e idolatrarão era um amor surgindo pela criatura.
Logo ele foi buscar trabalho, conseguiu por péssimas condições com Madame Arnulfi, que obtinha a técnica da maceração. A qual o encantou e despertou nele mais inspiração.  Obtinha com essa nova técnica fragrâncias das coisas inanimadas: pedra, vidro, madeira, etc. Não tardou para começar a retirar os aromas dos objetos vivos. Ele não obteve resultados satisfatórios. Ao contrário dos objetos inanimados, dos animaizinhos não captava os melhores odores. Ah! Quem me dera que nesse instante ele tivesse desistido, ficado decepcionado. Mas tinha ele que ser tão persistente! Sua personalidade já estava feita e sua verdadeira felicidade quase por perto. É por conta de não conseguir controlar os gatos, ratos e insetos, que lutavam para não serem empurrados gordura quente a baixo, que Grenouille começou a se irritar. As secreções, suores da luta, dos animais estragava a gordura, tornando-a ácida. Era preciso que ficassem quietos, que estivessem mortos.

Ficou em êxtase com seu triunfo de conseguir tirar a alma aromática de um ser vivo. Estava na hora de visitar a jovem que lhe perturbava a mente. Nunca houvera sentido amor, inumano ser, incapaz de amar as pessoas, só amou ali o cheiro dela. Nem a si, amara e mesmo assim queria que o amassem. Para isso precisava ter um perfume! Sonhava com o dia de ser humano!

As flores são como nós; possuem o aroma para seduzirem os animaizinhos, para os aprisionarem, para serem desejadas. Grenouille a mesma coisa, queria um cheiro para os outros o querer, por isso fez o perfume de homem. Mas ele parecia confuso, era como se lhe fosse inconsciente que fazia a fragrância para atrair as pessoas

Matara muitas para realizar seu sonho, sem que desconfiassem dele, retirou das virgens a fragrância vital. Completada a coleção, foi descoberto, interrogado e declarado à morte.  Foi então que despejou o perfume em si mesmo, e revelou seu desejo interno de ter cheiro. E não era apenas um cheiro, Grenouille sabia, era amor Mas era o amor que os outros teriam por ele. E ele? Amaria quem? Só podia agradecer a si mesmo pelo o que havia feito, não havia mãe nem pai para retribuir amor. Começou a enojar se dos seres humanos, como estes haviam feito anteriormente. O perfume que sempre quisera possuir e que acreditara ser a felicidade era uma farsa. Era insuportável aquelas pessoas o amarem do mesmo tanto que estavam sendo odiadas por ele, e pensou que não havia satisfação em ser amado e em ser odiado. Eram indiferentes apenas ser, ele tinha que sentir, retribuir o mesmo.  Ele se tornou um deus daquelas pessoas que se ajoelhavam e se despiam para ele, mas ele não queria ser mais um deus, queria ser igual elas. Elas não o amavam, acreditavam que sim, mas não sabiam que era o perfume. Despejou o resto de Perfume, o que fez com que as pessoas dali que se aproximassem quisessem ele, arrancassem dele tudo; roupas, cabelo, pele. Alimentaram-se dele. E sentiram que amaram, mais uma vez, estavam enganadas… Essa cena final, realmente foi impactante, seres humanos sendo animais. O Perfume despertou instintos animalescos nos homens.

http://www.imdb.com/title/tt0396171/

Cães de Aluguel

Título Original:  Reservoir Dogs

País:  EUA

Ano:  1992

Duração:  99 minutos

Gêneros:  Mistério, Policial, Thriller

Direção:  Quentin Tarantino

Roteiro:  Quentin Tarantino, Roger Avary

Elenco:

Harvey Keitel
Tim Roth
Michael Madsen
Steve Buscemi
Quentin Tarantino
Lawrence Tierney

Formato:  RMVB

Tamanho:  322MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Joe Cabot (Lawrence Tierney), um experiente criminoso, reuniu seis bandidos para um grande roubo de diamantes, mas estes seis homens não sabem nada um sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome.
Porém durante o assalto algo ao saiu, pois diversos policiais esperavam no local.
Mr. White (Harvey Keitel) levou Mr. Orange (Tim Roth), que na fuga levou um tiro na barriga e morrerá se não tiver logo atendimento médico, para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrassem.
Logo depois chegou Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu.

Download

Comentário:

O filme já começa a mil com diálogos excelentes em uma mesa de bar. O clima de roda de mafiosos e o andar em câmera lenta dos nossos heróis muito clássico na apresentação dos atores logo ao saírem do bar criam de imediato o ambiente que veremos. A narrativa fora de ordem é uma tática excelente que Tarantino usou para prender nossa atenção. A inserção das peças NECESSÁRIAS que faltam ao quebra-cabeça da história vai se encaixando aos poucos. Primeiro aparece um membro do golpe dos diamantes sangrando, e todo mundo pensa: porque isso? O que houve? É inteligente o pensamento do diretor que deixa as partes mais fundamentais pro fim, dando pistas ao longo do filme sobre o que poderia ter acontecido, como, por exemplo, o diálogo entre Mr. Pink e Mr. White quando um tenta explicar ao outro o que ocorreu, e na verdade estão explicando a nós; ou quando antes do crime apresenta os personagens que se salvaram da emboscada da polícia. A teoria de que havia um traidor, criada por Mr. Pink, gerou uma tensão interna, tanto de Mr. Pink com Mr. White, quanto de Mr. White com Mr. Blonde. Como não são conhecidos entre si, apenas contratados para aplicar o golpe, há regras sobre inibir suas identidades, por isso os codinomes, fato que desencadeou outra discussão. Basta um evento começar a dar errado e um efeito devastador começa a se estabelecer, o desespero de fugir da polícia juntamente com a indignação dos personagens de o plano perfeito falhar e ainda haver mortes, até de seus companheiros (Tarantino bem que poderia sobreviver) gera mais e mais problemas. Tarantino iniciou sua carreira como diretor, com grande estilo, Cães de Aluguel é, em minha opinião, um dos seus melhores filmes de sua carreira. Tem muito seu estilo, diálogos nada comuns e cheio de palavrões haha, violência (a cena de tortura, muito boa), as músicas antigas e sempre algum diferencial, dessa vez foi a narração. A cena final entrou para história do cinema, excelente.

http://www.imdb.com/title/tt0105236/

Octávio Ocampo

Octavio Ocampo nasceu em 26 de Fevereiro Celaya, Guanajuato, no México, em 1943.

” O racional é real e o real é racional.” Essa frase, de Hegel, idealizada e platônica, é uma das minhas favoritas e acredito que tenha muito a ver com nossas vidas e Octávio Ocampo. Tem a ver com nossa vida pois diz o racional é real, ou seja, o que pensamos, o que sentimos e está no nosso interior, consequentemente levamos pro mundo externo, tornando o interno real; e quando diz que o real é racional, é óbvio o por que, o mundo externo nos afeta! Isso é um fato indiscutível. Outro fato é que, Octávio faz com que o seu mundo interior se misture com o externo, e deixa isso para o mundo. Outro aspecto muito importante é que, em certas imagens, você demora para enxergar o mundo interior de Octávio, demora para ver o desenho escondido. E acredito que dependendo da experiência de vida da pessoa e da forma como vê o mundo, irá enxergar primeiro um só dos desenhos, como em “Visões de Don Quixote”, abaixo. Além do desenho extraordinário, o nome também ajudou muito a entender tal imagem ao relacionarmos com a história clássica surreal.

                                                                                Beijo do Mar.

Galneryus – Beyond the end of Despair

Galneryus é uma banda de power metal formada em 2001 pelo guitarrista Syu da banda Animetal e o vocalista Wama-B. Além de um dos fundadores da banda, Syu é o líder e com grande técnica comanda a banda escolhendo bem os integrantes para compô-la, também esses com técnica boa. A banda foi fortemente influenciada por Angra, Stratovarius (que inclusive regravou uma música) e Sonata Arctica.

Ano:  2006

País:  Japão

Membros:

Syu – Guitarra/Backing Vocals
Yama-B – Vocal
Tsui – Baixo/Backing Vocals
Yuhki – Teclado/Backing Vocals
Junichi Satoh – Bateria

Comentário:

Conhecido por suas excelentes capas de álbuns realizadas pelo desenhista japonês que produziu para séries como Final Fantasy, Galneryus já atrai a atenção dos fãs para mais um álbum de qualidade. Com grandes backing vocals, os refrões se destacam bastante, teclados evidentes, solos destruidores tanto no teclado quanto na guitarra. O vocal mais agressivo que agudo (costume do estilo) deixa o som diferenciado, Galneryus tem um pé no prog metal, mas claro o power metal é muito mais presente. Músicas como “Shriek of the Vengeance”, Raid Again”,  “My Last Farewell” evidenciam a total qualidade da banda. Comentando agora sobre minha música preferida do álbum “Heavy Curse”, como já disse, os backing vocals é uma grande qualidade da banda e nessa música encaixou perfeitamente, tanto nos cantos como nos refrões, com uma letra bem pesada e som também… todos instrumentos em harmonia para passar a mensagem que a música pretendia.

01. Arise
02. Shriek Of The Vengeance
03. Raid Again
04. Shiver
05. Point Of No Return
06. In The Cage
07. Heavy Curse
08. Vanishing Hope
09. Dawn Of Tragedy
10. My Last Farewell
11. Braving Heart
12. Rebirth

Tamanho: 80MB

Download

 

Código Tarantino

Título Original:  Tarantino’s Mind (Código Tarantino)

País:  Brasil

Ano:  2008

Duração:  15 minutos

Gênero: Curta, Comédia

Direção:  300 ml

Roteiro:  300 ml

Elenco:

Selton Mello
Seu Jorge

Sinopse:

Dois amigos se encontram em um bar para falar sobre uma teoria de ligações entre os personagens dos filmes do diretor norte-americano Quentin Tarantino

Comentário:

O curta alterna entre diálogos sem noção do personagem de Seu Jorge e de inteligentes pensamentos do personagem de Selton Mello que defende a ideia que Tarantino planejou desde quando era roteirista sua linhagem de filmes seguiu uma certa ligação entre si. O humor de Seu Jorge dá mais veracidade da situação de uma conversa de bar e não deixa o curta cansativo, apesar que eu ficaria meia hora só ouvindo as teses sobre Tarantino.

 

Beautiful

Título Original:  Arumdabda

País:  Coreia do Sul

Ano:  2008

Duração:  88 minutos

Gênero:  Drama

Direção:  Jae-hong Jeoon

Roteiro:  Ki-duk Kim

Elenco:

Min-soo Kim
Cheon-hee Lee
Min Lee
Myeong-soo Choi
Su-yeon Cha

Formato:  RMVB

Tamanho:  313 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Em todo lugar que vai, Eun-young provoca grande admiração dos homens e grandes ciúmes nas mulheres. A “benção” se torna uma “maldição” e após ser estuprada por um de seus admiradores, inicia uma incessante obsessão em acabar com sua beleza.

Download

Comentário:

A história tem uma beleza única. É um roteiro chocante, triste e perturbador. O filme foge do comum. Nessa obra a protagonista é a maravilhosamente bela, Eun-chul, e ninguém consegue a conhecer verdadeiramente, pensam que a conhecem, que a entendem, mas é essa a sensação que a aparência dela dá e não o que de fato ocorre. Só veem a beleza superficial, e a admiram, a perseguem, a querem, fazendo com que ela busque ficar feia. Está sempre sozinha, por despertar inveja nas mulheres e desejo nos homens. Até que um dia um idiota, sem pensar no sentimento dos outros, a estupra. Ainda disse: “Fiz isso, apenas, por que você é tão bonita.” Não há justificativas. E o chefe de polícia, um machista, diz: “As mulheres de hoje usam saia curta até no inverno… Você não acha que tem um pouco de culpa?” Isso a abala ainda mais. Tudo depois desse ato passa a afetá-la intensamente.

O que o chefe disse demonstra como o ele é um machista, diz como se as mulheres tivessem que se privar de usar o que querem. Elas mostram o corpo se quiserem. Eu não estou nesse grupo que mostra o corpo, por que meus valores são diferentes, por não gostar desse tipo de vida, de ser tratada como objeto, não julgo as que agem dessa forma. Apenas sei que mulheres não são estupradas por estarem com decotes e saia curta, são estupradas por serem mulheres.

Voltando ao filme, Eun-chul, ao contrário do que o chefe pensa, não estava de saia curta, não queria provocar ninguém, nunca quis. Ele não sabe o fardo que é isso. Ela estava em sua casa, quando aquele inumano apareceu, levado pelo instinto. Arrepender-se e entregar-se foi para poder se perdoar, mas não há explicações para aquele ato. E ser preso 8 anos? Só? Quem sabe o que poderá fazer depois. Ele era louco. E então um dos policiais a vê naquela situação e pensa errado do chefe e do estuprador, e decide ajuda-la.

Apaixona-se por ela, não de forma obcecada. Quer protegê-la, persegue-a, a ajuda. Vê ela se matando, comida demais uma hora, de menos em outra, não trabalha. Não se recuperou do trauma. Nem todas as pessoas são capazes de se recuperarem, e esse estupro, para a protagonista, foi traumatizante e perturbador. Ela acaba ficando louca, de forma sutil, diretor demonstra isso, com cenas onde ela pensa ver o seu violentador, que na verdade está preso.

O policial a ajuda mesmo nesse estado de loucura, ele continua mostrando interesse nela, mesmo ficando desgastada fisicamente, com os olhos sem brilhos. Pensei que a amava, como afirma.

Eun-chul, depois de tentar matar um homem e o policial a impedir, ela faz uma declaração, na cena mais linda e marcante, na minha opinião, mostrou seus sentimentos, sua vontade de viver, vontade de mudar, de matá-lo, pois ele está louco. E sim, ele está louco, ficou louco, a loucura dela transferiu-se para ele, era necessário matá-lo, pensou. Tão profunda e intensa, real e tocante, essa cena maravilhosa, atuação brilhante de Su-yeon Cha foi realmente magnífica. Não podia ter expressado melhor a dor, a angústia e o medo.

Eun-chul. Ela confiou nele, o policial que se esforçava para tê-la e protegê-la, que dizia: “Afastem-se da minha menina.” Louco, mas a amava.

Ela o deixou entrar em sua casa. Realmente, não sei o problema dele. Podia ter acontecido diferente, ter ficado com ela. Mas, acreditou que ela devia matá-lo pela loucura, porém ela não falou realmente, era a loucura, era o medo, que a fizeram dizer tais coisas. Quando ele fez o que fez a ela dormindo, ela pareceu por um minuto apreciar, depois, de fazer o que fez a ele, dormiu. Acordou inconformada. Realmente tinha que acontecer o que aconteceu com ela. Se não o fizessem, ela o faria, ela se mataria. Não iria conseguir superar nunca tais atos, a traição do homem que dizia amá-la, o qual ela confiou e deixou adentrar em seu apartamento. Não acredito, e me vejo novamente com lágrimas ao me lembrar das cenas finais. Realmente o filme mais incomum, belo e filosófico que vi. Ki-duk Kim é um gênio, criou uma personagem incrível, muito frágil mentalmente e fisicamente.

http://www.imdb.com/title/tt1173686/

Turisas – Stand up and Fight

Turisas é uma banda de folk/viking metal formada em 1997 pelo vocalista Mathias Nygard e o guitarrista Jussi Wickström. O nome “Turisas” vem do monstro marinho tirado de um conto da mitologia finlandesa, até considerado deus da guerra. O estilo da banda, tanto visual como a temática lírica remete a batalhas, guerras, com um “subgênero”(que na verdade não é) chamado Battle Metal.

Ano:  2011

País:  Finlândia

Membros:

Mathias “Warlord” Nygård – Voz, Teclado
Jussi Wickström – Guitarra
Hannes “Hanu” Horma – Baixo
Tuomas “Tude” Lehtonen – Bateria
Olli Vänskä – Violino
Netta Skog – Acordeon

Comentário:

“Stand up and Fight” é o terceiro álbum gravado pela banda e sem dúvidas pra mim o melhor. Digo isso pois a banda inovou e o álbum está mais versátil por exemplo a música “Take the Day” é muito power metal, a “Hunting Pirates” é muito viking/pirate. O álbum inicia com um som mais a cara da banda mesmo e isso faz muito bem mesmo, é a música “The March Of The Varangian Guard” com seus acordeons afiados. Ao longo do álbum vamos nos sentindo como em um campo de batalha, músicas muito vibrantes. Mas com certeza maior surpresa de todas foi a faixa “End of Empire”, com mais de 7 minutos, abusou de toda a criatividade e versatilidade da banda, dosaram muito bem quando usar o vocal agressivo com peso e as partes calmas com vocal limpo. Sobre os covers de Jethro Tull e Black Sabbath, poderia ter deixado de lado esses dois bônus.

01. The March of the Varangian Guard
02. Take the Day!
03. Hunting Pirates
04. Venetoi! – Prasinoi!
005. Stand Up and Fight
06. The Great Escape
07. Fear the Fear
08. End of an Empire
09. The Bosphorus Freezes Over

Faixas Bônus:

01. Broadsword [Jethro Tull cover]
02. Supernaut [Black Sabbath cover]

Tamanho:  90 MB

Download

Ódio

Ódio

Lentamente se acumulando, como um fedor da rua do centro da cidade que fica impregnado em seu nariz. Não é como a raiva eu se sente quando se está sozinho, nem como qualquer outra raiva. Raiva é

momentânea, consequência de algo ruim para você. Esse momento de raiva lhe faz acomodar, ficar aninhado naquela situação, naquele momento, depois passa e você nem se lembra mais. O ódio é o gosto da realidade: assim que você o percebe, ele já está dominando, e é maravilhoso. Você deseja parar de ver essa realidade, e então você deseja voltar para o seu mundinho, escolhendo outra vez, ser egoísta; ou desejando mudá-lo. Ter ódio do atual e mudá-lo, para fazer algo novo. Por isso não penso que o ódio seja um sentimento inútil como dizem; ele é intenso e perturbador, não há por que criticar quem diz ter, já que ele vive em você e todas as pessoas. Está dormindo junto com o querer das pessoas; todas têm remorsos, ignorância em alguma área, todas querem algo, e para querem precisam mudar.

Para sentir o ódio é preciso observação e sagacidade, conhecer antes de odiar e então esse fardo árduo germinará, se estiver isolado, talvez nunca consiga parar de odiar e isso é destruir-se. Quando se tem ódio e sede de mudança, um só suspiro gera grandes tormentas ‘pelos mares’, mas você pode livrar-se dele, assim que o dia da revolução chegar então parará de respirar por alguns instantes, parará de trazer o desejar mal, causar tormenta aos outror. Pronto! Agora espire, o ar mudou, todo aquele sentimento se esvoaçou pelo mar morte à esse ódio. Após tudo isso você não pode rugir sem devorar.

‘ às vezes aquilo que odiamos é realmente o que queremos…

 

The Man from Earth

Título Original:  The Man from Earth

País:  EUA

Ano:  2007

Duração:  87 minutos

Gêneros:  Drama, Ficção, Ficcção Científica

Direção:  Richard Schenkman

Roteiro:  Jerome Bixby

Elenco:

David Lee Smith
Tony Todd
John Billingsley
Ellen Crawford
Annika Peterson
William Katt
Alexis Thorpe
Richard Riehle

Formato:  RMVB

Tamanho:  280 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

“E se um homem do Alto Paleolítico tivesse vivido até os dias de hoje?“, pergunta John Oldman para um grupo de amigos, todos professores universitários. Obviamente, eles pensam que trata-se de um exercício de imaginação, ou o início do que seria um apanhado de idéias para escrever um romance de ficção científica. A questão é que quando John Oldman faz esta pergunta para os amigos durante uma festa de despedida, ele na realidade queria começar a explicar as razões pelas quais tinha que deixar a cidade depois de 10 anos vivendo lá. O motivo principal? John Oldman é este homem que nasceu no Alto Paleolítico e continua vivo, após 14.000 anos.

Download

Parte 1             Parte 2

Senha para descompactar: http://www.TheMediaFire.com

Comentário:

O filme começa com a reunião dos amigos professores da faculdade para a despedida de John Oldman, na cabana dele. O protagonista revela a seus amigos que tem 14000 anos e a partir de então começa a prender a nossa atenção e os convidados, como possuem uma profissão ou são especializados em algum ramo da ciência como antropólogo, arqueólogo, literata cristã, biólogo, psicólogo, encaminham suas perguntas de acordo com seus conhecimentos maiores para poder compreender. Além disso, o fato de serem várias pessoas, talvez 8 ou 9, há leigos em muitas áreas, fato que nos fornece perguntas bobas e que concomitantemente John responde, temos a ajuda de alguém para defender a resposta à altura, o que dá mais veracidade na história. Muitos temas são debatidos na mesa redonda. A curiosidade dos estudiosos em saber o ponto de vista dele sobre morte, amor, humanidade, religião. Afinal quem não teria curiosidade de saber como um homem que viveu na idade das cavernas pensa a respeito de tudo? A experiência de vida é incomparável a qualquer ser vivo. O não envelhecimento de John desperta inveja ao médico Will Gruber, discutindo sobre o fato de ser uma espécie rara de vampiro e esse pensamento o perturba tanto, associado com a morte no dia anterior de sua esposa, que se retira do aposento. É interessante que quando as explicações começam a desaparecer o misticismo entra imediatamente, como sempre ocorreu. Mas essa situação embaraçosa é superada com o bom-humor de Harry, demonstrado ao longo de todo o filme. Quando o tema é religião, em poucos minutos John revela seu maior segredo, chocando Edith que é literata cristã. Edith e Will não são convencidos pela história e todos ficam muito perturbados, como Harry diz para John: “Você deixou nós cientistas desnorteados”. A sequência final fechou de maneira muito original e coerente. Claro, o filme é uma ficção científica, mas defendeu muito bem a ideia, usou argumentos reais para responder as perguntas e além de tudo nos forneceu uma quantidade considerável de conhecimento, em todos os ramos.

http://www.imdb.com/title/tt0756683/

Stravaganzza – Sentimientos

Stravaganzza foi formada no ano de 2004, com seus álbuns nomeados atos, o que remete à sua influência de musica erudita
Essa influência contrasta com o som pesado e rápido, por usar elementos como violino. O nome da banda 'stravaganzza' é uma palavra italiana que pode confundir a nacionalidade da banda, que é espanhola.

Ano: 2005

País:  Espanha

Membros:

Pepe Herrero – Guitarra, Teclado
Leo Jiménez – Vocal
Edu Fernández – Baixo
Dani Pérez – Bateria

Comentário:

O melhor álbum da banda, na minha opinião. Minhas músicas preferidas são Ódio e Desilusion, que representam incrivelmente bem esses sentimentos, são diferentes de todas as outras músicas desse álbum. "Ódio" tem uma excelente introdução de vocal e violino, que ao decorrer da música passa a ser pesada e muito intensa, com um tocante fundo sinfônico. Desperta muita vontade de dançar em mim. 
"Desilusion" é realmente marcante, e provoca a sensação de instabilidade. Voltando, as músicas são muito bem técnicas e pesadas. A voz lírica de Leo Jimerez expressa muito bem todos esses sentimentos e acompanha o violino surpreendentemente. A faixa "Esperanza" inicia rápida com pedal duplo frenético provando a influência do metal dos anos 90.

01. Miedo
02. Esperanza
03. Impotencia
04. Arrepentimiento
05. Pasión
06. Odio
07. Frustración
08. Desilusión
09. Soledad
10. Duda
11. Dolor

Tamanho: 90 MB

Download

 

 

George Carlin – Salvem o Planeta

Segundo video que posto do George Carlin. Dessa vez mais crítico a respeito do aquecimento global e da defesa dos animais em extinção. Seu ponto de vista sobre ambientalistas e meio ambiente é muito forte, e como sempre convicto, e diverge do senso comum divulgado tantas e tantas vezes. Realmente, o planeta passou por muitos dias piores e sobreviveu e é muita arrogância do ser humano achar que estamos protegendo ele, sendo que na verdade estamos protegendo as nosssas peles e dos nossos herdeiros para poderem ter uma vida com qualidade. Como diz George, com grande senso de humor, esses ambientalistas só pesquisam para protegerem seu habitat, usam o conhecimento para isso, não para salvar o planeta. Os biólogos argumentam para salvar as espécies em extinção porque essa profissão que eles escolheram e faz parte dela se preocupar com isso e se eles se importam, não encham nosso saco com tanta besteira de protegê-los, já que 25 espécies são extintas por dia, porque uma determinada espécie merece não ser extinta? e sobre as outras 24?

 

Solidão

Não é estar sozinho que lhe faz sentir solidão. Podemos passar mais de cinco dias numa floresta sozinhos, só com a companhia de insetos e animaizinhos e não nos sentirmos sós, pelo contrário, nos sentirmos bem. Longe da sociedade que deturpa nossas ideias, da tecnologia e do caos da convivência. Não precisamos necessariamente estar numa floresta, pode ser qualquer lugar que você goste, e em vez de nômade, possa ficar ali durante muito tempo, pensando sem que nada desvie sua atenção, observando o mundo de fora. Apenas …‘Fugere urbem’. Apenas … Abandonando e sendo feliz por um momento. Não há sentimentos ruins.

Mas seria feliz viver somente ali, sozinho?

.

.

.

Às vezes a companhia de outro alguém querido faz com que essa felicidade torne-se mais viva e real. Por que temos necessidade de perguntar a outro, o que vê, ouvi e sente diferente de nós, o que sente, ouvi e vê naquele instante, como quando experimentamos alguma comida ou vemos algum filme pela primeira vez… É como se a outra pessoa fosse prova do momento, seja ele feliz ou triste, às vezes é melhor que estar só, embora sozinho, haja uma liberdade de ser você mesmo.

A morte separa amantes. Mas as lembranças pode nos dar certeza daquele amor. Mas ainda sim, a solidão é tentadora, não conseguimos viver sem senti-la. Podemos viver sem amar, mas não sem nos sentir sozinhos.

Com a perda de algo ou alguém. Esperança e amor, por exemplo. Surgem vícios: álcool, drogas, jogos, adrenalinas, sexo, religião, egocentrismo… Vícios que podem fazer companhia. Mas para usar você, e quando perceber isso, estará sozinho, com raiva e angústia. E não irá querer voltar a sociedade, preferindo aquela solidão à enfrentá-la. Você sente que em algum outro lugar, há uma presença forte que desperta. Um lugar onde você sabe que não se sentirá só. Angustiado por não poder estar lá, preso aos vícios, continua sozinho, isolado, perdendo os momentos, egoistamente congelado.

‘ The freezing wind blows right inside and feel like ice… I can feel her around… even dead…

( Sentenced)

Indico a assistirem ‘Na natureza selvagem’, um excelente filme para assistirem! Outro dia posto sobre ele! Por que hoje ao escrever esse post, lembrei desse maravilhoso filme, com a trilha sonora feita com a voz única de Eddie Vedder.

Amon Amarth – Surtur Rising

Amon Amarth foi formado em 1988 mas seu nome era “Scum”, só então em 1992 mudou pra Amon Amarth, nome retirado da série “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien, e significa “Montanha da Perdição” na língua dos elfos. Apesar de formada em 1988, seu primeiro álbum oficial foi lançado somente dez anos mais tarde, começando a boa sequência. A banda segue o estilo death metal com elementos melódicos, caracterizado pelo trabalho da dupla de guitarristas. A temática viking presente em todos os álbuns é uma das principais marcas da banda, que em seus shows usam cenários medievais, rituais vikings.

Ano:  2011

País:  Suécia

Membros:

Johan Hegg – Vocal
Johan Söderberg – Guitarra
Olavi Mikkonen – Guitarra
Ted Lundström – Baixo
Fredrik Andersson – Bateria

Comentário:

“Surtur Rising”, oitavo álbum, mantém o alto nível conquistado ao longo da carreira da banda. A estabilidade da banda com bons lançamentos ganha peso quando se ouve falar de Amon Amarth, desde o primeiro álbum a banda mostrou ser única, inconfundível timbre tanto pela voz de Johan Hegg, com seus guturais incomparáveis, quanto pelo peso e harmonia das guitarras. Para começar, a capa do álbum muito bem feita já é um fator que atrai a atenção. “Slaves of Fear” pra mim é o grande destaque do álbum, com a pegada destruidora que lembrou a obra-prima da banda, o álbum “With Oden on Our Side”. Ainda cito as faixas “The Last Stand of Frej” e “For Victory or Death” que elevam com certeza o nome do álbum. A estranha regravação da música do system of a down, de estilo totalmente diferente da banda, adaptou exatamente ao timbre da banda.

01. War of the Gods
02. Töck s Taunt – Loke s Treachery Part II
03. Destroyer of the Universe
04. Slaves of Fear
05. Live Without Regrets
06. The Last Stand of Frej
07. For Victory or Death
08. Wrath of the Norsemen
09. A Beast Am I
10. Doom Over Dead Man
11. Aerials (System of a Down cover)

Tamanho:  114 MB

Download

 

Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera

Título Original:  Bom Yeoreum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom

País:  Coreia do Sul

Ano:  2003

Duração:  103 minutos

Gênero:  Drama

Direção:  Ki-duk Kim

Roteiro:  Ki-duk Kim

Elenco:

Oh Yeong-Su
Kim Ki-Duk
Kim Young-Mim
Seo Jae-Kyeong

Formato:  RMVB

Tamanho:  339 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e de seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão, em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito.

Download

Parte 1  Parte 2  Parte 3  Parte 4

Comentário:

Um filme que tem vários aspectos para se pensar. Com personagens peculiares, sem nomes e que se comunicam pouco com palavras, e muito com olhares.

Primavera, verão, outono, inverno…e primavera. O círculo da vida é apresentado nessas quatro estações de forma incrível. Com cada época marcada por um acontecimento. Primeira primavera é quando o menino diverte-se a custa do sofrimento de três animaizinhos. Talvez mostrando que desde pequeno temos ações que demostram nossa personalidade, porém o Mestre o desvia dessa personalidade.

Até que chega o verão, o menino torna-se um jovem e então conhece uma moça, que desperta desejo nele. Ao Mestre descobrir que eles têm uma relação à manda embora. E o jovem vai atrás dela, deixando o mestre, indo por impulso atrás de algo inexistente. Assim como na primavera, o verão é cheio de cenas marcantes, peculiares, e poucos diálogos.

A cena do sexo entre os dois jovens me deu uma sensação desagradável, porque ele não tinha relações, e aquilo foi por instinto. Não teve muito amor entre eles, talvez não tenha sido amor. Por não conhecer amor, ao transar, ele acreditou que era amor, que ela era tudo para ele, porém Kid-Du Kim mostra que eles não se beijaram, nem se olharam enquanto transavam… Horrível.

Já no outono, o Mestre parece ainda aguardar o retorno do jovem, que depois deste já se tornar um adulto, retorna. Com 30 anos está, e cometera um crime: matou a moça pela qual fugira e se casara. Foi por ela ir embora com outro cara, o que foi horrível para ele, já que largou tudo para ir até ela. Enfrentando o mundo humano desconhecido com coragem por causa dela. Antes dela, não demonstrara na primavera, querer deixar sua casa. É o que acontecem com muitas pessoas, que na infância confortam-se na casa e na família, mas ao se tornarem jovens, visam outros aspectos diferentes da infância, sentem sede de liberdade, e acham que ela está lá fora, no mundo. Deixam de ver os pais – no filme, o Mestre – como alguém admirado, e vão embora de casa.

O fato de ela o deixar mostra que ela não o amava também. Era tudo muito carnal, por isso ela o deixa. Ele não a entende, a mata. Retorna para o Mestre em busca de respostas.  Muitos retornam ao lar depois de adultos para ver o que deu errado, esclarecem, e foi assim que nosso protagonista assassino teve: esclarecimento dos atos.

Diz ao Mestre que ela só amava-o e que só ele a amava. O mestre então explica que muitos podem amar e gostar daquilo que você gosta e ama. O Mestre percebe que ele está sentindo muita raiva e o perigo disso. Dando a ele a tarefa de talhar no chão símbolos que gostaria de poder informa-los, se fossem kanji poderia até saber, mas não tenho noção do que está expresso ali, se alguém souber, por favor informe-me!

Com essa tarefa aplica todo seu ódio ali, e depois vai preso. Sai da cadeia e já é inverno. Porém é tarde, seu Mestre se matou, não diz o porquê no filme, mas podemos deduzir, acredito que é por ter sentido que falhou com a vida, que falhou ao criar o menino, achou que suas lições foram inúteis, por ele ter se tornado um assassino, sente uma culpa enorme. Assim como muitos pais quando se decepcionam com seus filhos e sentem a culpa que tiveram.

O Mestre por cansar de esperar que ele volte, por cansar de viver, comete suicídio. O ex-presidiário retorna ao lar e passa o inverno inteiro dedicando-se a trabalhar corpo e mente. Isso é lindamente retratado pelo diretor com cenas lindas dos movimentos lentos exercidos. Da paisagem, da paz e calma.

É então quando lhe é dado a tarefa de cuidar de um bebê, pois sua mãe morre. Decide então carregar uma pedra. Uma metáfora linda, de como, realmente como o Mestre havia dito: carregará essa pedra pelo resto de sua vida.

O menino cresce, e nesse momento é primavera de novo. Ele no fim da vida, o menino no início dela. Ele, agora é mestre, o menino, agora aprendiz.

http://www.imdb.com/title/tt0374546/

 

Dá pra ver o filme pelo youtube também:

Strauss II – Valsas

Johann Strauss II, filho de Johann Strauss, nasceu em 1825 em Viena, Áustria. Conhecido como o rei das valsas, popularizou esse ramo da música erudita em Viena.


Ano:  2005

País:  Áustria

Performance da Orquesta Wiener Volksoper de Viena

Comentário:

Começando com uma das músicas mais conhecidas da história, “Danúbio Azul”, essa coletânea de grandes composições de Strauss II reúne grandes sucessos também como “Valsa do Imperador”, “Tritsch, Tratsch Polka”, “Vozes da Primavera”.

01. O Danúbio Azul, Op 314
02. Valsa do Imperador, Op 437
03. Pizzicato Polka
04. Tritsch-tratsch Polka, Op 214
05. Trem de Luxo, Op 281
06. Marcha Persa, Op 289
07. Contos dos Bosques de viena, Op 235
08. Vozes da Primavera, Op 410
09. Onde Nasceram os Limoeiros, Op 364

Tamanho:  56 MB

Download

Sete bilhões para pensar sobre sete bilhões

Planeta Terra, moradia de tudo o que conhecemos e desconhecemos. Museu em construção constante pela humanidade. E ao mesmo tempo em que somos seus engenheiros, somos seus destruidores, e o modificamos conforme nossos interesses. E estamos prestes a mudá-lo novamente, pois a humanidade terá, até o fim do ano, 7 bilhões de filhos. Nós, como nunca antes, teremo melhores condições de vida do que em outras épocas: educação, saúde, liberdade de expressão, acesso cultural amplificado, interação com todo o mundo; e ao mesmo tempo teremos os mais diversos e difíceis desafios a enfrentar.

A mudança de comportamento será muito boa. Assim como há países emergindo, há famílias também, há muitas em muitos países. Tornou-se fácil emergir, para quem quiser entrar no mercado de trabalho, necessitarão de estudo especializado. Já aos países subdesenvolvidos sugiro que levemos o estudo, para poderem pensar melhor sobre si mesmos e suas famílias, e assim passarão a serem planejadas em benefício próprio, em busca a melhoria de vida. Se isso ocorrer, virão mudanças boas para o bem social.

Porém as mudanças ambientais é que não são boas, vem aumentado junto ao número de habitantes no planeta. O consumo aumentará, assim como a produção e o número de empregos. Um bem para a economia. Para a economia.

Concorrências e crises surgirão novamente por causa da necessidade das fontes energéticas renováveis, água, território, mais de 7 bilhões de causas para um conflito.

O aumento populacional pode realizar o que a desigualdade não pode: fazer as pessoas se conscientizarem dos problemas ambientais que causam, já que isso será uma ameaça a elas.

Mesmo com o grande número de pessoas, 7 bilhões, como é mostrado no vídeo, ocupam Los Angeles, logo o espaço não é problema, e sim a forma como crescemos rápido.

Para conquistarmos um mundo com mais igualdade e consciência é preciso que a tecnologia esteja voltada à vida, e não ao capital e consumo como está. Teremos de redefinir muitas áreas e agora, pois não podemos esperar mais nenhum minuto, já que nesse minuto, trezentas pessoas nascem.

Irmãos Lumière – O início do cinema

Auguste Lumière (à esquerda) e Louis Lumière (à direita)

Os irmãos Lumière, Auguste e Louis, foram os criadores da sétima arte, juntamente do conterrâneo George Méliès, dando o título de berço do cinema para a França. Inauguraram as telas do cinema em 1895 com a sessão com poucos segundos de Auguste e Louis Lumière em “Chegada do Trem à estação” que chocou a plateia que pensou que o trem iria invadir o mundo real e atropelá-los. Também, agora apenas com Louis Lumière em sessão seguida, mostrou seu outro curta-metragem “Saída dos Operários da Fábrica Lumière”

Data de ambos filmes é 1895

 

Saída dos Operários da Fábrica Lumière (Louis Lumière):

 

 

Chegada do Trem à Estação (Irmãos Lumière):

 

Disconnect to Connect

Diante de um mundo com conexões rápidas e diversas relações , ser alguém é ser muitos. Somos pais, filhos, casados, estudantes, amigos; dependendo da pessoa com quem falamos. Todas as relações e a velocidade do mundo atual exigem,  por meio da tecnologia, que importemos produtos, pessoas e culturas diferentes.  As pessoas conseguem facilmente acessar a internet e celulares para se manterem conectados e esquecem do contato offline, tornando cada vez mais difícil relações duráveis e significativas. Isso por conta da Impessoalidade que surge, com os homens se individualizando cada vez mais; porém o ser humano não se isola, necessita de pessoas e de contatos. Por isso a segunda maior fabricadora de celulares DTAC da Tailândia criou um comercial nos mostrando como essa evolução tecnológica afeta a vida social dos usuários. Apesar de parecer um tanto contraditório para uma empresa ligada a comunicação, penso que é uma atitude muito ousada em querer passar uma mensagem, não em benefício próprio, mas em benefício dos usuários.

Zeitgeist

Título Original:  Zeitgeist, The Movie

País:  EUA

Ano:  2007

Duração:  116 minutos

Gênero:  Documentário

Direção:  Peter Joseph

Roteiro:  Peter Joseph

Elenco:

Peter Joseph
Jacque Fresco
Roxanne Meadows

Formato:  RMVB

Tamanho:  492MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie, no original) é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).

Download

Comentário:

Zeitgeist é um documentário dividido em três partes as quais são desenvolvidas teorias para explicar os mistérios por trás da mídia ou religião. O filme inicia com uma bela introdução mostra a evolução, como o nome, em alemão, do filme sugere com um jogo apenas de imagens, com um fundo sonoro. Primeira parte: o tema discutido é a religião cristã e foca em mostrar as evidências dos elementos cristãos em relação às antigas religiões, como a egípcia, e as pagãs, termo criado pela igreja para elevar o catolicismo como evolução das anteriores. O trecho do polêmico comediante crítico George Carlin encaixou-se perfeitamente com o contexto, abordando um pouco sobre a existência de Deus e seus dez mandamentos.A maioria dos elementos como a figura de jesus sendo um plagio do Deus-Sol Hórus, presente em muitas passagens. Essa parte soa muito como conspiradora, falando por aqui, mas ao vê-la no documentário, o diretor nos convence por meio de muitos fatos e pesquisas que sua teoria tem fundamento. Totalmente independente da primeira, a segunda parte é o atentando se 11 de setembro às torres gêmeas. Com muitas entrevistas, declarações, é passada a ideia de que o atentado foi planejado por Bush para criar uma comoção mundial e dar créditos para expandir rumo ao oriente médio, fonte de petróleo. O atentado foi forjado por bombas espalhadas pelo edifício, o que especialistas explicam, pois o edifício foi projetado para receber impacto de um Boeing. Terceira parte, não tão independente da segunda, fala sobre o banco americano, aliado com o poder, e seus planos de incitar guerras para lucrar. Até mesmo as guerras civis tiveram um planejamento, as duas guerras mundiais. Os EUA sempre criaram uma situação para poder participar nas duas guerras e na guerra do Vietnã. E aproveita-se e inclui o ataque terrorista para justificar o expansionismo de guerras. As ideias de Bush em acordo com as de Hitler são expostas brilhantemente na parte em que tudo indicava que seria um discurso de Bush, com uma interrogação, se revela ser de Hitler. Por fim, os olhos simbolizando que o povo deve acordar para o que acontece no mundo, deixar de serem manipulados pela tv, e mídia, pois esses são controlados também. Os acontecimentos do filme são um tanto conspiratórios, mas, mesmo que o sejam, os simples fatos de dar um tapa na cara dos alienados já ajudam a ativar o senso crítico e o ceticismo de quem vê. Isso sim é a mensagem mais importante de todas.

http://www.imdb.com/title/tt1166827/

 

Para quem quiser assistir o filme no youtube (legendado):