Jason Becker é um guitarrista neo-clássico nascido em 1969, na Califórnia. Com uma educação vinda de músicos, respirando música de qualidade em sua infância, deu uma noção musical incrível, seu pai também guitarrista deu a ele a primeira guitarra com apenas 3 anos de idade. É possível encontrar na internet vídeos do mestre tocando com apenas 16 anos de idade músicas como Black Star do Yngwie Malmsteen, com direito a acrobacias no palco, realmente impressionante, inclusive pra época, com escassas fontes de estudo para os guitarristas, situação inversa comparado a hoje com esse universo gigante de informações na internet, acesso a várias videoaulas. Marty Friedman de olho nessa pérola, logo o chamou para fazer parte de sua nova banda, Cacophony, para ser o guitarristas de apoio e logo Becker mostrou sua personalidade e passou de coadjuvante para estrela. Assim sua fama viajou o mundo, adquiriu fãs japoneses e europeus. Com o fim da banda, o jovem foi convidado para substituir nada mais nada menos que Steve Vai, na banda de seu maior ídolo, David Lee Roth, vocalista do Van Halen. O que não esperava era a descoberta de uma doença, em 1990, chama ALS (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença degenerativa causadora de paralisia gradativa dos músculos. Felizmente, o álbum com David estava pronto, e então a doença começou com uma paralisia na perna. A previsão era de 5 anos parra sua morte, porém o mito sobrevive até hoje, movimentando apenas os olhos, comunicando e compondo até hoje suas músicas. Becker é fonte de inspiração e perseverança para muitos artistas e dois álbuns foram gravados em sua homenagem.

Ano:  1988

País:  EUA

Membros:

Jason Becker – Guitarra, Teclado, Baixo, Produtor
Marty Friedman – Solos de guitarra adicionais, co-produtor
Atma Anur – Bateria

Comentário:

“Perpetual Burn” é o primeiro álbum de sua fugaz carreira. O disco demonstra o virtuosismo de um grande músico, criado por uma família de músicos, apresenta influências de Fusion, Música Erudita, Jazz e tudo misturado com Heavy Metal, mais especificamente Speed Metal, vertente postumamente banida. Marty Friedman trabalhou com Becker concomitantemente no Cacophony e ajudou a produzir e um influenciou o outro. É muito perceptível a técnica exótica que Jason adquiriu devido a convivência com Marty, escalas japonesas e harmonias fundidas com música erudita. A fusão de tantas influências resultou de um dos álbuns instrumentais mais geniais de toda a história de um jovem prodígio de apenas 19 anos, já com um histórico impecável com dois impressionantes com a banda Cacophony. Friedman ainda ajudou a compor as faixas ” Temple of Absurd” e “Eleven Blue Egyptians” e interpretou os solos ao lado de Jason na música “Dweller in the Cellar”. “Altitudes” é uma daquelas músicas que te deixa totalmente satisfeito ao ouvir, apresenta todos os elementos possíveis de um grande hit, prova que Jason não é apenas um jovem com muita técnica, e sim um talento versátil capaz de compor maravilhas, também como a faixa “Air” com uma entrada no violão espetacular. Seguindo o feeling de Altitudes, temos os dois sons finais, “Dweller in the Cellar” e “Opus Pocus” que eu percebi uma influencia absurda do Marty Friedman, como ele dizia: Nós a cada dia aprendíamos mais um com o outro”. Nas músicas rápidas como “Perpetual Burn” e “Mable’s Fatal Fable”, o jovem não deixou a desejar, era uma de suas especialidades.

1. Altitudes
2. Perpetual Burn
3. Mabel’s Fatal Fable
4. Air
5. Temple of the Absurd
6. Eleven Blue Egyptians
7. Dweller in the Cellar
8. Opus Pocus

Tamanho: 95 MB

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