A arquitetura é o registro mais fascinante que podemos encontrar de uma época, pois diferente das outras artes, ela não é uma palavra ou uma imagem, é uma ação que se fez permanecer. E uma forma de arte tão simples de ser encontrada: basta ir a um lugar e perceberá diferentes construções que foram construídas em diferentes épocas. Apesar dessa facilidade tem pessoas que não dão valor nenhum para esses detalhes, quem sabe por falta de conhecimento. Há alguns estilos arquitetônicos que estamos tão familiarizados que não fazemos ideia do que ocorreu para ser assim. Ao questionar, pesquisei e decidi fazer esse post sobre uma das coisas que mais adoro na arquitetura, que são as obras romanas.

A arquitetura grega influencia o mundo até hoje, exemplo disso é o Memorial do Lincoln (que me faz lembrar o filme “Mr. Smith goes to Washington”) foi construído em 1922 com 36 colunas, uma para cada estado na época de Lincoln. O arquiteto Henry Bacon deu valor para o estilo dórico, que é o mais simples e o menos apreciado da era grega, mas seria bom conseguirmos ver a beleza dele.

Tais colunas são belas, mas os romanos aprenderam que os tetos em arcos, influência dos etruscos são mais viáveis, já que permite a ampliação do espaço entre duas colunas, pois as tensões no arco são atribuídas de modo mais equilibrado. O Marco Vipsânio Agripa (que significa: Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul), vulgo Panteão é um exemplo de obra arquitetônica, é um templo, mas diferente dos de hoje, sua função era abrigar as esculturas dos deuses romanos. Ainda contém uma abertura no centro da abóboda e mesmo que chover, a água não caí dentro. É realmente uma grandiosa obra.


Construído no século I a.C., com 50 km de extensão e 49 m de altura, Le Pont du Gard ainda mantem-se de pé sobre o rio Gardon através dos seus 22 séculos de idade. Apresenta sempre uma inclinação mínima em seus arcos para que a água pudesse correr.

Desde os romanos, engenheiros tem procurado construir obras arquitetônicas não só úteis, mas harmoniosas e leves, como a Millennium Brigde, ponte sobre o Tâmisa, em Londres. Inaugurada pela rainha Elizabeth II em 2000, com 350 m de extensão, estilo futurista e sustentada pelas estaias, sofreu pequenos erros de cálculo e agora treme muito devido a ressonância, sendo assim foi fechada e reaberta em 2002.

Existem muitos que erguem construções que caem como se fossem feitas para serem destruídas, por surgirem sem um ideal, só nasceram fruto de dinheiro. A frequência natural dessa ponte é igual a do vento, erro básico de engenharia:

Voltando a Roma e suas obras, chegamos à Pompéia e Herculano, cidades subterradas pela erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., infelizmente, como as escavações começaram um pouco tarde, em 1738, muito se perdera, mas muitas coisas interessantes foram reveladas, principalmente sobre as casas. Estas eram divididas em: Domus, casa para nobres; Villa, que eram casas de campo; e a Insula, um tipo de condomínio com mais de um andar. As Domus e as Villas sempre tinham piscinas, eram sustentadas por implúvio (água da chuva que era recolhida). Havia uma técnica, denominada Ilusão de Bloco saliente, onde pintavam a parede de forma que a tornava parecida com o mármore. Também era costume pintar janelas com paisagens e quadros de pessoas.

A técnica para pintar as paredes chama-se afrescos que funciona assim: sobre a parede úmida, é aplicado cal, e em cima uma camada de gesso bem lisa e fina. Começa a desenhar com o carvão e depois aplicação das cores com a evaporação da água, a cor adere ao gesso e o gás carbônico do ar combina-se com a cal e transforma-se em carbonato de cálcio completando a adesão do pigmento a parede.

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