Título Original: Sleeper

País:  EUA

Ano:  1973

Duração:  89  minutos

Gêneros: Comédia, Ficção Científica

Direção: Woody Allen

Roteiro:  Marshall Brickman,  Woody Allen

Elenco: Diane Keaton Woody Allen

Formato: AVI

Tamanho:  699 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

Um clarinetista (Woody Allen) que foi congelado em 1973 é trazido de volta 200 anos depois por um grupo contrário ao poder vigente, que tenta derrubar o governo opressor. No entanto, ele quer conhecer este novo mundo mas as inúmeras modificações ocorridas nestes dois séculos o coloca em diversas confusões.

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Parte I e Parte II

Comentário:

O que é preciso para apreciar as obras desse diretor? Bom, acredito que muitas vezes ao assistirmos um filme de um diretor que nunca vimos antes estranhamos, mas com o decorrer dos filmes vamos entendendo a forma como o diretor vê o mundo, e assim podemos definitivamente apreciar ou não sua obra. Muitas críticas ruins aos diretores que são “difíceis de entender”, ou que tem muitas digressões são frequentes, dizem que não sabem se comunicar. Mas, com o tempo, se tornam admiráveis e idolatrados. Acontece sempre que os diretores que conseguem ser claros atingem a massa, e os que são mais subjetivos não. De certo é o que ocorreu com os primeiros filmes de Woody Allen visto que não tinha técnica cinematográfica e assim seus roteiros eram um pouco confusos e irregulares, porém muito criativos. Mesmo assim, sua criatividade não foi suficiente para o sucesso e apreciação das pessoas nos EUA, e sim na Europa. Só conseguiu certo prestígio nos EUA após Anne Hall (1977), porém escândalos na sua vida pessoal (divórcio) fizeram que as bilheterias norte-americanas caíssem após Maridos e Esposas (1992). Triste, mas é esse o fardo de ser um diretor de Hollywood: as pessoas confundem seu mérito com suas obras devido as suas ações em vida, esquecendo que todos erram, e que um artista também é alguém humano. Enfim introduzi assim este comentário sobre O Dorminhoco para mostrar que os filmes de Woody Allen não são para todos os gostos, há aqueles que não veem a mínima graça e aqueles que dão gargalhadas (eu). Nenhum dos diálogos é escrito à toa, são sempre muito inteligentes e dinâmicos. Isso permanece em O Dorminhoco, assim como o protagonista que tem a mesma personalidade na maioria de seus filmes: sempre histérico, cômico, que frequenta um psicólogo freudiano, até em Meia-noite em Paris, o ator Owen Wilson, aprendeu minuciosamente a ser como Woody Allen para atuar. A sociedade criada pelo diretor para O Dorminhoco faz apologia a 1984, com o Líder (uma espécie de presidente do mundo) governando e controlando a vida de todos, e mesmo que todos saibam disso, pouco parecem se importar, como no momento em que Luna diz à Miles para não se preocupar que a polícia o prenda, pois “só vão restaurar o seu cérebro”. E em outro momento em que dizem: “O mundo está cheio de coisas maravilhosas. Por que as pessoas enlouquecem e começam a odiar tudo? Por que existe uma resistência? Temos o orb, a teletela, o orgasmatron… o que mais eles querem?” Outro personagem retruca: “Somos artistas, reagimos apenas à beleza…”. No filme a resistência é um grupo revolucionário, o orb é uma droga meio LSD em forma de bola que funciona através do toque, a telatela é a tevê interativa, e o orgasmatron é um simulador de sexo já que todos afirmam (creem) ser frígidos. Já que todos são registrados, Miles cai numa confusão, pois a Resistência quer que ele coordene o golpe de estado. Apesar de ser traído pela Luna, ela percebe que por estar junto dele também está sendo perseguida e decide apoiá-lo. Mas Miles é capturado e sofre uma lavagem cerebral, enquanto isso Luna está lendo “O Capital”, “Manifesto Comunista” entre outros, alia-se a Resistência, vive selvagemente, totalmente o oposto de sua luxuosa vida. Saiu de um extremo para outro sem analisar o que de fato ocorria, assim, quando Miles retorna ao normal a critica: “Lê alguns livros e se torna uma pseudo-intelectual, neo-fascista, freudiana-marxista” E o diálogo final, que muitos ateus já passaram por uma situação parecida: “Diane Keaton: Você não acredita na ciência. E também que os sistemas políticos funcionem. E também não acredita em deus. Então… no que você acredita?
Woody Allen: Sexo e morte.”

NOTA IMDB

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