Título Original:  Meet Joe Black

País:  EUA

Ano:  1998

Duração:  178 minutos

Gêneros:  Drama, Fantasia, Mistério, Romance

Direção:   Martin Brest

Roteiro:  Aude Bronson-Howard, Bo Goldman, David C. Robinson, Emmanuel Lubezki, Jeff Reno, Kevin Wade, Ron Osborn

Elenco:

Brad Pitt
Anthony Hopkins
Claire Forlani

Formato: RMVB

Tamanho:  618 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

Em Nova York, uma médica residente (Claire Forlani) conhece por acaso um recém-chegado na cidade (Brad Pitt).

Eles se sentem atraídos, mas logo após se despedirem ele morre em um acidente.

Em seguida, a própria Morte decide por utilizar o corpo desta vítima e vai falar com um magnata da mídia (Anthony Hopkins), dizendo que está ali para levá-lo mas, como pretende conhecer os hábitos dos humanos, propõe retardar esta partida se o milionário tornar esta “férias” interessantes e instrutivas.

Ironicamente, a filha do magnata a jovem médica que tinha se sentido atraída por um desconhecido no início da história.

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Comentário:

As metáforas são criadas a todo instante pela película, mas as interpretações são únicas, cada pessoa encara a vida de certa forma, e a partir disso tem ideias, valores e ações diferentes. Encaro Encontro marcado como pura metáfora.

A mais incrível delas é no primeiro diálogo entre A morte (Brad Pitt) e William Parrish (Anthony Hopkins), em que a morte diz: “Diga-me, quero saber: Passarei despercebido?”. Acho magnífico porque as pessoas podem viver de diversas formas, mas elas escolhem sempre encarar a vida de duas formas, uma é viver através do trabalho, e outra forma é fazer da vida uma obra de arte. Viver através do trabalho é o que a maioria das pessoas fazem, não entendem que viver é uma arte e que não precisamos ser artistas para fazê-la uma obra de arte. As ações, os conselhos, os filhos, os amigos, os amores, todas as coisas que fazemos e todo o nosso legado poderá ficar para sempre gravado nas mentes de outras pessoas, e até pela humanidade inteira. Mas isso é uma escolha. E mesmo que se assim escolhermos, não seremos reconhecidos muitas vezes de imediato, em longo prazo tornamos nossa vida uma obra de arte. Vamos meticulosamente planejando e agindo, mas isso se quiser fazer-se importante na vida das outras pessoas, se quiser conviver de fato.

O nosso trabalho, independente de qual seja, tem papel importante, pois o planeta é um organismo, e cada pessoa uma organela de uma célula que tem funções importantes, e se decidir fazê-las tornara-se parte do mundo. Há pessoas que se fazem excluídas, por quererem ser assim, e acabam passando despercebidas, trabalham, e vivem do trabalho. As coisas que fazem são só para elas e tudo o que produzem também.

Não é o caso de William Parrish, líder de uma empresa e que, por achar-se velho, vê na beirada da morte e já começa a planejar o que acontecerá depois de sua partida. Começa a alucinar, a conversar com a morte. Preocupa-se com o que as filhas estão fazendo com a sua vida, quer que elas tenham suas vivas movidas ao amor, como ele viveu, e ainda vive. Pensa na esposa que morreu todos os dias, quer que seus bens, sua empresa continuem viva, que se lembrem dele. E por isso, a Morte pergunta para ele: “Passarei despercebido?”

Acredito que essa é uma pergunta que todas as pessoas deveriam fazer, deveriam entender também que seus filhos são continuação de sua vida, por isso eles são importantes. E por isso os pais sempre se intrometem muito na vida dos filhos, querem o melhor para eles, saber o que vai acontecer e se estão preparados para o mundo. Os privam de muitas coisas e lhes dão muitas outras. Às vezes dão coisas de mais. Aliás a maioria dos pais dá coisas de mais, dá aos filhos aquilo que não tiveram. Se isso é bom ou é ruim, o tempo mostrará. Mas as pessoas são complexas e depois de um certo tempo, se sempre ganharem coisas, elas perderão o valor e tornaram-se banais. Por isso William Parrish já com a ideia de morrer, decidiu fazer as coisas que não fazia antes. Jantar todos os dias com a família, mostrar interesse na filha mais velha, que vive lhe questionando sobre tudo, no filme tal ato é focado na festa de aniversário do pai. E por encará-lo como seu funeral, William sente-se perturbado pelas perguntas da filha.

Já que vi metáfora neste filme, queria dizer que podemos filosofar sobre tudo o que vimos, ouvimos e presenciamos, e apesar de apresentar algumas falhas, Encontro Marcado pode render bons frutos, é só lembrarmos de que não é só um filme, e que podemos sempre torna-los algo a mais. Podemos imaginar como será daqui pra frente, podemos pressupor coisas e, esquecer as cenas que não nos agradam, podemos encarar o filme, mesmo com seu misticismo, como simbólicas e representativas. Só nos basta lembrar que “A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.” David Hume.

Nota IMDB


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