A felicidade é uma flor que não se deve colher
Porque quem a colhe nunca tem minerais e água
E a pétala cálida desfalece
E o receptáculo perder sua cor

E quando percebe-se que está murcha
Queremos enchê-la de água

Causamos-lhe sofrimento
Sem perceber
De ingênuos idiotas que somos

De pensar que nutriríamos a flor
Que esta nunca nos deixaria
Que permaneceria seu néctar
Produzindo noite e dia

Melhor deixá-la
Não colher
Deixar que viva sozinha
E de longe, admirá-la

Pois colher uma
E depois outra…
Torná-las banal.

Mist.

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