Título Original: American History X

País:  EUA

Ano:  1998

Duração:  119  minutos

Gêneros:  Drama, Policial

Direção: Tony Kaye

Roteiro:  David McKenna

Elenco:

Edward Norton
Edward Furlong
Elliot Gould
Fairuza Balk
Beverly D’Angelo

Formato: AVI

Tamanho:  700 MB

Legendado:  Português

Sinopse:

Derek (Edward Norton) busca vazão para suas agruras tornando-se líder de uma gangue de racistas.

A violência o leva a um assassinato, e ele é preso pelo crime.

Três anos mais tarde, ele sai da prisão, e tem que convencer seu irmão (Edward Furlong), que está prestes a assumir a liderança do grupo, a não trilhar o mesmo caminho.

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Comentário:

Skinhead Nazi é a denominação para uma ramificação da cultura skinhead, que inclusive abrange um grupo forte em Portugal que são comunistas e anarquistas, posicionando contra o preconceito e racismo, existem alguns em São Paulo, e na mesma cidade temos os Neuland (grupo neonazista separatista que pretendia separar regiões do Brasil e criar nelas um regime nazista).

Ao ouvir o nome skinhead muitos podem já associar a nazistas, mas esta é só uma vertente que se inicia com a banda inglesa Skrewdriver em 1977. Com letras conservadoras acabaram por influenciar muitos jovens xenofóbicos que acreditavam que a origem dos problemas sociais eram as minorias. O número de alistados da British National Front, partido político de extrema direita, racista que só aceita cidadãos brancos, aumentou muito nas décadas de 1970 e 1980. Tal partido critica a veracidade do Holocausto e apoia revisão histórica. Um absurdo. O número de votos em 2010 chegou a ser superior a 10.500, mas felizmente nunca ocuparam assentos no parlamento inglês.

O nazismo não é brincadeira, e apesar do nome nazismo só surgir após a Segunda Guerra Mundial, ele existe sobre outras formas através de outros filósofos. Rogério Lopes (UFMG) considera Nietzsche um precursor espiritual do nazismo que foi mal interpretado por Hitler e assim serviu de influência. Isso é muito triste.

A ideia positivista de Comte (“O homem é fruto da raça, meio e momento histórico”) instigou muitos outros pensadores, inclusive o desenvolvimento de teses como o Determinismo Geográfico, totalmente falho e que foi “quebrado” no século passado com argumentos contra. Infelizmente muitos ainda pensam que além do Determinismo, a mente de negros, homossexuais, estrangeiros ou judeus são menores e funcionam diferente. Apesar de tantas pesquisas hoje em dia serem lançadas, muitos parecem preferir viver dois séculos atrás.

Existem livros, inclusive foram publicados no Brasil, que dizem que o Holocausto não ocorreu, entre eles “O Judeu Internacional”, de Henry Ford, e “Protocolos dos Sábios do Sião”.

Ao ver as influências do nazismo, procuramos ver quais são as influências de Derek em “A outra história americana”. No momento em que Danny está escrevendo sobre seu irmão, diz que sua atitude neonazista tinha começado com seu pai. Então há um flashback, sempre em preto e branco, para uma cena de almoço, onde facilmente Derek é influenciado e muda de opinião rapidamente sobre a cultura negra que está aprendendo na escola pelos comentários preconceituosos do pai. Acontece que tal cena não convence muito que as atitudes de Derek tenham sido vindas de influencias paternas, o que torna essa argumentação fraca. Seria melhor que a história tivesse sido explorada nesse aspecto, se realmente quisesse convencer quem assistisse o filme.

Depois que Derek sai da cadeia, completamente mudado, algumas pessoas podem pensar que é uma história de recuperação, mas é muito mais que isso. Fora os comentários que ouvi de pessoas da minha idade que concordam com as ideias neonazistas e até dizem que o filme poderia ser muito melhor, mas por não poder pregar o nazismo, Derek é punido. Não acredito que Derek tenha sido punido por isso, a intenção não era mostrar como ele foi punido e como isso transformou suas ideias. Na realidade percebemos que Derek e Danny são muito inteligentes, mas acabam escondendo suas verdadeiras ideias ou fingem que realmente aquilo que seguem é o que ocorre. Mas Danny, por exemplo, parece questionar. Se não fosse a inteligência deles, Derek teria morrido na cadeia e Danny teria sido morto muito antes.

Edward Norton, que ganhou 15 kg de massa muscular para o papel, atua muito bem durante todo o filme. A nuance do personagem não parece ser falsa devido à Norton, quando mata os dois negros que roubavam seu carro, sorri e podemos até nos arrepiar com medo do seu olhar de desprezo para os dois ladrões. Em outro momento, quando Derek já saiu da cadeia, o olhar que Norton nos passa quando olha a suástica em seu peito e tampa com a mão é maravilhoso, uma cena de arrependimento linda. Edward Furlong é muito eficiente e consegue se destacar apesar de atuar com o ofuscante Norton. É um filme para refletir, que não foca a violência como seu principal tema.

“A vida é curta demais para desperdiçar com o ódio, raiva, preconceito, há tantos sentimentos melhores, por que não aproveitá – los?”

 

NOTA IMDB

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