A desigualdade social existe desde o início da civilização, e não foi ela, nem o comunismo que conseguiram fazer com que houvesse uma união de toda a população para pensar sobre como afetamos o ambiente em que vivemos e a vida de outras pessoas. Isso por arrogância, por nos importarmos só com nós mesmos. A existência de 7 bilhões de pessoas afeta muito mais o planeta do que no século XVIII. O consumo, o lixo, as ideias, as ações de cada pessoa pesam muito mais hoje, podemos destruir o mundo.

Tal destruição ocorre lentamente e através de pequenos atos, o consumo é o principal deles, existe dois porquês: ou por as pessoas pensarem e julgarem que produtos estabelecem um status quo, ou por que os produtos são descartáveis, quebram e temos que comprar de novo. Impressoras possuem chips que as programam para funcionar durante cinco anos, existe uma lâmpada que funciona há 100 anos, por que essa tecnologia não é usada em todas as lâmpadas? A resposta é óbvia.

Já que vivemos em um mundo onde comprar é ser, não podemos nos iludir achando que essas tecnologias serão de acesso a todos, e que assim os problemas acabam. Os problemas ambientais que causamos anteriormente os lixos do passado, as tragédias humanas, como o Holocausto, onde alguns sofrem até hoje e outros creem ser um tipo de conspiração.

Os problemas que causamos no passado e os que podemos causar para o futuro. Como diz Marcelo Gleiser: “Estamos em uma guerra entre o nosso passado e o nosso futuro, e ela só pode ser lutada no presente”. Seguir os passos da Itália, por exemplo, seria uma prova real de que nos importamos com o planeta. Lá todas as fontes de energia são alternativas e todas as usinas nucleares foram fechadas. Importam algum petróleo, por que há transnacionais que o levam à população e ainda existem pessoas com carros movidos à gasolina.

 

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