Eu acredito que o horror está envolvido com a imprevisibilidade e iminência da morte, e a implicação de que não há certezas na existência. As experiências do horror residem nessa confrontação com a incerteza. O horror nos diz que nossa fé na segurança é uma ilusão, e que os monstros estão ao nosso redor.”

Crianças: alguns tem medo, poucos as amam, muitos as odeiam. São muito associadas a filmes e histórias de terror, devido ao antagonismo: pureza X crueldade. Quando Joshua diz “o horror está envolvido com (…) a implicação de que não há certezas na existência”, acredito estar referindo, também, ao questionamento de bem ou mal, se existem e se realmente podemos associar as crianças à pureza e monstros à crueldade. No mundo infantil os personagens tem características muito marcantes para que haja compreensão, porém existem pessoas que até hoje vêem o mundo com esse paradoxo. Sendo que as pessoas são muito mais complexas e não podemos ter certeza ou dizer que alguém é mal ou bom, todos temos os ambos.

Acabamos por muitas vezes vê-las como demoníacas devido essa associação, imperatividade e falta de atenção são mal interpretados e acabam taxando-as de algum distúrbio mental. Sendo que elas apenas tem curiosidade sobre tudo e querem aprender e entender o que acontece, não conseguindo ficar por muito tempo ouvindo a “Tia” da escola explicar o BABÁ.

O fotógrafo Joshua Hoffine nos trás de volta à infância e a nossa ex-imaginação fértil que nos faziam acreditar em monstros no armário, homem do saco e bruxas nos perseguindo. Devido a falta de questionamentos sobre os filmes e histórias de terror, as crianças acabam por absorver o conteúdo como real. Suas fotos expõe o que nossas imaginações criavam, dando uma verossimilhança para isso, por causa dos cenários sombrios.

Joshua também fez uma sessão de fotos baseada nas obras de H.P. Lovecraft, chamada Pickman’s Masterpiece.

 

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