Título Original:  The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

País:  EUA

Ano:  2011

Duração:  15 minutos

Gêneros:  Curta, Animação, Aventura

Direção:  Brandon Oldenburg, William Joyce

Roteiro:  William Joyce

Comentário:

A complexidade e instabilidade humana me levam a crer que não sou alguém fixo, e que não daria a mesma resposta se a famosa pergunta: “quem é você?”, fosse-me proposta duas vezes.

Hoje poderia responder uma coisa e semana que vem outra totalmente diferente por que o ser humano e as ocasiões da vida fazem com que ou eu reafirme alguns valores ou que eu mude-os. O que eu poderia dizer hoje se alguém perguntasse quem sou é que o que acredito ser é uma mera comparação com outro que é daquela forma ou algum adjetivo, ou seja, estou sendo igual aquela pessoa ou aquele adjetivo quando digo que “sou”.

Mas o que somos mesmos é só isso? Comparações?

Se eu elogiar alguém de inteligente, será que a minha percepção foi transmitida? Será que o significado que está no dicionário é o mesmo que eu quis dar àquela pessoa?

Depois de assistir esse curta-metragem, tenho convicção do que é ser alguém. Depois de muito tempo pensando, cheguei à conclusão de que ser é procurar conhecer tudo. Ouvir todos os estilos de música para poder dizer: “EU gosto de Heavy metal”. É ler livros e descobrir qual é o que você gosta, mesmo que for aquele best-seller mundial que conta a história toda equivocada (eu não vou por entre aspas :P), pelo menos você sabe que não gosta dos clássicos.. É ir à maior quantidade de religiões possíveis para dizer: “Eu sou católica”, ou “Eu sou ateu”. Você experimentou para dizer o que é, você conheceu para isso. Tudo bem, minha ideia pode estar parecendo muito científica, por dizer das experiências, não é? Mas acredito que ser em pensamento só não fará você ser aquilo que é, acabará tornando-se outra pessoa, e daqui uns tempos pode-se não orgulhar-se disso. Porque “Se você pensar de um jeito e viver de outro, vai começar a pensar como vive”.

Ler para alguns podem não significar nada, preferem acreditar que a vida escrita nos livros não é real e que se aprende muito mais vivendo do que lendo. Já eu, acredito que ler é ser, conhecer, é tornar-se. Ao conhecer e descobrir o que você é, você vive. Como alguém que não busca conhecer nem a si nem o que diz ser, pode viver?

Em “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”, Morris quando acaba de ler o livro, vê-se velho. Mas acredito que na realidade não é um velho, e sim “estava” velho, por isso ao ir embora da biblioteca, voltou a ser jovem, por que os livros deram a ele experiências de pessoas que viveram muito e um amplo conhecimento, mas ele permanecia novo, com a mente aberta, e aguçada. Agora poderia dizer quem ele é. E assim, viver.

Às vezes desconsideramos algumas concepções, teorias ou aprendizagens por achá-las inútil, por querer manter um certo “caminho” de pensamento “erudito” já embutido. Por isso acredito que muitas pessoas têm dificuldades em entender artes contemporâneas. Acabamos por confundi-las com algo inútil, por termos seleção do que devemos ou não aprender, muitas vezes ligamos isso aos nossos sentimentos, acabando por confundir, por exemplo, não gostar de matemática com ela ser inútil. Por a pessoa pensar que vai fazer letras e achar que nunca vai precisar usar aquilo, permanecendo assim, ignorante nessa área.

O que está errado por que aquilo que menos se sabe é aquilo que mais devemos dedicar esforços e estudos. Devemos ver essa matéria, não como um filisteu, e sim como um desafio.

Os livros coloriram a vida das pessoas literalmente na animação. Enchiam as vidas das pessoas. No momento que Mr. Morris lia, por exemplo, livro velho, mostrou a troca entre o homem e o livro. Ele sentiu muitas emoções, e o livro permaneceu “vivo”. Se lermos, muitas coisas importantes permanecerão vivas para a humanidade, se as deixarmos de lado, poderão desaparecer. Existem livros, clássicos, que nunca morrerão.

 

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