Título Original: The Seven Year Itch

País:  EUA

Ano:  1955

Duração:  105 minutos

Gêneros:  Comédia, Romance

Direção: Billy Wilder

Roteiro:  Billy Wilder, George Axelrod, Milton R. Krasner, William TravillaGeorge Axelrod, Milton R. Krasner, William Travilla

Formato: AVI

Tamanho:  324 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Richard Sherman (Tom Ewell) é um editor de livros que sente-se “solteiro” quando a mulher (Evelyn Keyes) e o filho (Burch Bernard) viajam em férias. Ele começa então a ficar cheio de idéias quando uma bela e sensual jovem (Marilyn Monroe), que é modelo e sonha ser atriz, torna-se a sua vizinha.

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Comentário:

Se eu voltasse no passado e encontrasse Billy Wilder perguntaria como Marilyn Monroe foi escalada para esse papel. Como uma adultera pode ser tão adorável? Escuto sempre a expressão: “Seria trágico se não fosse cômico”. Realmente essa frase se encaixa como uma luva para esse clássico.

As comédias românticas de Wilder inspiraram muito e deixam-nos muitos ensinamentos, “Se Meu Apartamento Falasse” é meu preferido. Para a época, “O Pecado mora ao lado”, 1955, impressionou, e teria sido ainda maior se a Fox não tivesse proibido Wilder mostrar que o casal tinha dormido junto, numa relação proibida. Seus roteiros são tão atuais, que quando assistimos seus filmes, parecem-nos familiar, visto as cópias ruins que assistimos, feitas por muitos outros diretores atuais tentam fazer.

Ao perceber que as cenas basicamente acontecem em torno dos dois personagens e que ocorrem em dois lugares, percebemos a simplicidade genial de Wilder. A comédia sutil, a crítica àquele homem que caiu num relacionamento monótono e sente-se culpado por isso, imaginando que sua esposa é maravilhosa, sem perceber que a culpa é dos dois e que não importa a quão maravilhosa a pessoa que você ame e conviva seja se não renovarem, recriarem e se apaixonarem de novo, o cotidiano te desgasta e acaba-se continuando no relacionamento por comodismo.

Gostar de alguém acontece rápido, mas manter-se gostando e amar alguém é muito mais que isso, dedica-se tudo, uma vida, para manterem-se num relacionamento estável e monogâmico. Por isso tento entender as pessoas que tem relacionamentos de semanas, mas elas não conheceram a pessoa com que esteve suficientemente para entender o que realmente sentiam e aceitar, além da personalidade, estilo e gosto, os defeitos do outro.

Marilyn diz que não gosta de homens que pensam ser o maioral, que preferem os tímidos que ficam quietos, e não esnobando você, mulher ou homem que está ali, apenas para se promover, como se necessitasse de uma afirmação sobre quem é. Acredito que a maioria das mulheres gostaria dos homens que Marilyn diz admirar, que cuidam de suas esposas, são carinhosos e prezam um relacionamento, mas infelizmente, por a mídia nos vender tanto outros padrões de homens, muitas acabam por “correndo atrás” daquele que a rejeita. E isso é lamentável.

Hoje temos uma noção de sensual não pelo que nos provoca ou achamos bonito, e sim por aquilo que nos “vendem”, “ditam”. Marilyn foi um ícone pop dos anos 50 e 60, e tinha mérito para isso. Era extremamente sensual, meiga, amável, simpática, artista e linda.

As fotos da cena a que nos acostumamos a ver, em que Marilyn está mais sensual, na verdade não são do filme e sim de uma sessão de fotos promocionais para o filme.

Se Richard era infeliz no seu casamento não fica tão claro, mas percebe-se a vontade dele em ter casos extraconjugais é evidente quando sua família vai viajar de férias. O psicológico dele é abalado pela falta de seu “apoio” – a família. Chega a associar-se com Dorian Gray, questionando sua própria moralidade, por imaginar promiscuidades enquanto está sozinho.

Ele se sente livre e solteiro novamente, como se nunca tivesse sido. Às vezes notamos algumas pessoas que não gostam tanto da pessoa com quem se relacionam, mas tem medo de terminar por acreditar não encontrar outra, ou então, pessoas que gostam daquela pessoa com quem se relacionam, mas vivem imaginando e, por a pessoa com quem estão demonstrar o quanto gostam dela, acreditam que podem fazer o que quiser, trair e até terminar para afirmarem para si mesmas que, solteiras, ficariam com muitas pessoas, pura ilusão.

NOTA IMDB

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