Título Original:  The Girl with the Dragon Tattoo

País:  EUA

Ano:  2011

Duração:  158 minutos

Gêneros:  Drama, Mistério, Suspense, Thriller

Direção:  David Fincher

Roteiro:  Stieg Larsson, Steven Zaillian

Elenco:

Daniel Craig
Rooney Mara
Christopher Plummer
Stellan Skarsgård
Robin Wright

Formato:  RMVB

Tamanho:  415 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

A história gira em torno do desaparecimento de uma herdeira, mistério de anos ainda não resolvido que um jornalista (Craig) e uma jovem hacker (Mara) decidem encarar, encontrando muita corrupção pessoal e corporativa pelo caminho.

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Comentário:

David Fincher deve ser uma pessoa muito difícil e de personalidade forte. Chego a essa conclusão porque, apesar de não ter lido o livro ainda, assisti a versão sueca, que era forte também. Não acreditava que a versão norte-americana seria assim tão boa. Surpreendi-me com a aparição das cenas chocantes e pesadas do estupro e do sexo, muito violentas, que são papel crucial nessa história. Assim como em “Thriller – um filme cruel”, as cenas ajudam os espectadores perceberem a intensidade do ocorrido, a brutalidade, e assim, a vingança.

Esta versão, digamos, imita a anterior, mesmo assim existem coisas exclusivas, e Fincher cria um ambiente diferente do primeiro, além da alternância das cenas narrando à história de Lisbeth e de Mikael são incríveis e nos fazem criar várias ligações entre eles, além de ser mais rápido e dinâmico que seu antecessor. Nos deixa com vontade de ler o best-seller. Nesse filme também fica claro que Lisbeth é a protagonista, creio isso porque a atuação de Daniel Craig perto de Rooney Mara, que, em minha opinião mereceria ganhar o Oscar de melhor atriz.

Existe um contraste muito perceptível que talvez, por estar exposto demais, não percebemos o porquê não tem nada de especial na atuação de Daniel Craig. Como o vimos em 007, a cena onde invade a casa de Martin caindo, o estranhamos, esperamos outra coisa. Vejo como proposital Fincher quis pintar uma tela contrastando cinza e vermelho, Mikael (cinza), o jornalista que investiga o caso à moda antiga, com esquemas na parede; Lisbeth (vermelho), a hacker, invadindo a privacidade alheia, que no meio daquelas casas antigas, se destaca os computadores e visual moderno.

Lisbeth é uma personagem complexa, com problemas diferentes da maioria das pessoas, e na versão de Fincher, ganha um novo problema: amor, além de criar expectativa do romance entre Mikael e Lisbeth é grande, na versão sueca Lisbeth é mais fria e não demonstra afeto, nem interesse, parece usá-lo. Mas analisando mais profundamente essa nova película, percebe-se que sua frieza vem das séries de problemas que tem, e o relacionamento com o jornalista a conforta por ele ser agradável e não a pressionar para nada. Lisbeth é uma anti-heroína niilista esplêndida. Como será no livro?

O final foi mudado da versão de 2009 para essa, mas ainda assim não acho que isso faça perder a qualidade do filme. Também imagino que muitas pessoas, por não entender o título ou o final, não gostarão do filme. Espero muitas críticas pessimistas sobre ele.

Com certeza Stieg Larsson expõe aspectos em seu livro, que são mostrados no filme, que não são comuns ou até inexistam na Suécia, como a corrupção denunciada por Mikael, e ser processado, a corporação fraudulenta e o modo como às mulheres são tratadas, até as da própria família Vanger onde acontecem as investigações sobre um assassinato.

O país tem um índice elevado de suicídios e um dos maiores IDH do mundo, por causa do inverno rigoroso as pessoas ficam muito tempo em suas casas. Tem um salário bom e, teoricamente, nenhum motivo para se suicidarem. Isso prova, mais uma vez, que dinheiro não é tudo, que a monotonia torna-se um inimigo do homem. Os suecos, talvez, não estejam aproveitando aquilo que têm ou poderiam ter se quisessem, são como ricos de grandes impressas que produzem dinheiro, mas não tem nenhum final de semana livre e não ficam como a família, parecem operários da Revolução Industrial em pleno século XXI.

É muito diferente a visão “geográfica” do país com a visão de Larsson. Acredito que ele ao mostrar esses aspectos choca a população de seu país, com uma história dinâmica, sombria e intensa.

Nota IMDB

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