Todos julgamos pelo menos alguma vez alguém pela sua aparência. Até aí acredito que tudo bem, pois a aparência é mesmo a primeira impressão. O problema é que tenhamos preconceitos ou deixarmos de conhecer alguém por causa disso. Não tem como fugir, sempre alguém vai reparar em você pelo que você usa, suas tatuagens e estilo, até pode ser julgado por quem você anda. E você também fará isso. É a natureza humana. E podemos conseguir parar de fazer isso, principalmente depois que temos amigos e conhecidos que tem estilos diferentes do seu. Basta treino. Como, por exemplo, sou alguém que estuda em uma escola católica, mas sou ateu. Por conviver com pessoas religiosas, aprende-se a lidar com elas, a entendê-las e principalmente, a respeitá-las. Ou então, tenho amigos que fumam, mesmo não concordando não fico enchendo o saco deles para que parem de fumar. Afinal espero que todos tenhamos consciência do que fazemos, e por isso confiamos em nossos amigos e no que eles fazem.

Rick Genest ou Zombie Boy pode ser considerado uma exceção visto que, com muitas tatuagens fora do padrão, e ainda com uma beleza muito diferente, é modelo. Sua tatuagem pode chegar a ser perturbadora por retratar o corpo humano como um corpo em decomposição, numa nova arte. Alexandre Herchcovitch, estilista brasileiro, organizou um desfile para o SPFW em 2010, baseado no filme “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, usou a figura de Genest como base para a caracterização dos modelos.

E inclusive trabalhou com Lady Gaga no clipe “Born This Way”, o que o promoveu ainda mais. Esse comercial de um demaquilante é muito legal e realmente nos faz (mulheres!) querer compra-lo.

Hoje, ele faz sucesso. Isso demonstra que mesmo sendo diferente, você pode participar da mídia. Adele também é um exemplo, a cantora famosa mundialmente é gordinha. Nem por isso seu talento ficou de lado. Por que na verdade o talento que importa. Fico muito triste quando vejo artistas não reconhecidos pelo seu talento por causa do estilo ou por considerarem-nos antiquados ou antigos. Mas ainda há esperança.

O “making-off”:

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