Título Original:  Além do Ateu e do Ateísmo

País:  Brasil

Ano:  2012

Duração:  20 minutos

Gêneros:  Curta, Documentário

Direção:  Carine Immig, Fábio Goulart

Roteiro:  Carine Immig, Fábio Goulart

Comentário:

Esse documentário se diferencia dos outros por mostrar apenas opiniões de algumas pessoas, debatendo sobre o ateísmo. Eu, como ateu, identifiquei-me com algumas experiências vividas pelos entrevistados.  Por exemplo: “Como pode alguém ser feliz não acreditando em Deus?” ou “Eu não acredito que você seja realmente ateu, no fundo você acredita em Deus”. Ambas são declarações opressoras que não aceitam nosso pensamento, nossa privacidade mental, como argumentou o jovem. Todos nós nascemos ateus, e fomos educados para acreditar em um ser todo-poderoso (raras as exceções). Como no catolicismo, pouco depois de nascermos, somos batizados, e, se analisarmos bem, somos obrigados a pertencer a uma religião que nem ao menos temos consciência dos dogmas e crenças. Quando começamos a adquirir conhecimento e senso crítico para perceber como fomos manipulados para crer, vemos que a liberdade de religião abre a nossa mente para fugir dessa prisão interior que afeta nossos pontos de vista, nossa noção de realidade. As comparações movem as engrenagens cerebrais. Como diz o Pablo Villaça, é só compararmos ao coelho de páscoa e explicamos por que nada daquilo parece real. Mas uma declaração que me chamou muito a atenção foi a da miragem. Resume muito o pensamento ateu, tudo é muito claro para nossa visão, que tudo foi inventado, mas mesmo assim respeitamos os pontos de vista de todas as religiões. Querem pagar o dízimo? Acham que serão salvos? Paguem, sejam felizes, o dinheiro é de vocês, não me incomodo com isso mesmo.

Sobre o Datena, a ignorância é o pior mal do homem. Eu o vejo como aqueles velhos desinformados que veem o jornal nacional todos os dias, e acham que sabe tudo sobre o mundo. Não, você não sabe NADA sobre ateísmo. Acreditar em algo horrível como ele é tolerável, mas falar em rede nacional é um desastre total. As pessoas ignorantes captam as palavras desse ignorante como verdade. Isso gera mais preconceito e mais ignorância. A dificuldade para se declarar ateu ainda hoje é terrível, o olhar para os ateus é como monstro, aquela ideia grotesca da idade media, caça às bruxas.

Uma das afirmações mais preciosas: “A moral NÃO deriva das religiões”. Não precisamos ter religião para sabermos que não se deve matar, ou qualquer mandamento católico. Nossa sociedade tem leis, regras e isso educa o ser humano, não a religião. Se você matar, você será preso. Até foi citada a estatística que existem mais criminosos presos que ateus presos. Obviamente que existem mais religiosos que ateus no Brasil, por exemplo, mas se pegarmos a porcentagem de cada grupo, espantaríamos com os dados.

ATEÍSMO NÃO É SINAL DE IMORALIDADE

Acho que o paradoxo que mais resume o preconceito religioso é: quando argumentamos fatos verídicos contra alguma religião, se ofendem, mas quando nos dizem absurdos, que era para nos ofender, temos que engolir a seco e falar que respeitamos sua religião.

 

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