Título Original:  Undergångens arkitektur

País:  Suécia

Ano:  1989

Duração:  119 minutos

Gêneros:  Documentário

Direção:  Peter Cohen

Roteiro:  Peter Cohen

Formato:  AVI

Tamanho:  689 MB

Legendado:  Português/BR

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Comentário:

“Arquitetura da destruição” não é mais um filme qualquer falando sobre nazismo da forma convencional. A função do documentário é aprofundar nas raízes do nazismo, mas com outro foco: a parte artística. A arte na vida de Hitler teve uma forte influência nas suas ideias, sendo um artista frustrado, e arquiteto pouco relevante. O conservadorismo artístico fazia parte da superioridade ariana defendida pelo Fürer e qualquer distorção nos traços fugindo do tradicionalismo era considerada lixo e depravado. A busca pela perfeição na arte reflete a sua busca pela perfeição em uma nação, o que explica a eutanásia, o sacrifício dos deficientes e tantas crueldades contra judeus. A obsessão por Wagner, a intensa construção, com vários projetos feitos por Hitler para nova Alemanha ser erguida a bases de arquitetos e artistas vigiados por Hitler e seus subordinados. O documentário apresenta muitas desses trabalhos antes e depois de prontos. Além de arquiteto, também era pintor, pincelando quadros como Pinóquio e os anões de “Branca de neve e os sete anões” os quais demonstram seu lado “sensível” pouco conhecido por todos. Além desses quadros como flores, edifícios, pontes, jardins constam no seu acervo de quase 2000 quadros que têm mais valor pelo nome do autor que pelo talento, o qual é considerado como fraco.

Sua obsessão pela perfeição não é só na arte, como percebemos durante a segunda grande guerra, quis destruir qualquer raça a não ser a ariana, pois a considerava perfeita. Não o considero esse monstro 100% mal, porque não existe alguém 100% bom ou mal. Como disse Lars Von Trier em Cannes: “Eu entendo Hitler” em um comentário infeliz com direito a expulsão do diretor. Acredito que Lars Von Trier disse isso, porque, assim como eu, percebia que existiam motivos para Hitler ser mal e contra a humanidade, porque ele sonhava com uma só nação linda e perfeita como a arte clássica. Com certeza este não era um motivo forte o suficiente para justificar os atos que fez, aliás, nem existem motivos para ter feito o que fez. Como Edgar Allan Poe diz: “A engenhosidade está ligada a fantasia”. A fantasia de Adolf vai muito além, tão longe que quer concretizá-la brutalmente, passando por cima de qualquer direito humano. Sua ideologia utópica é mais forte que sua noção de realidade. Obviamente que seu plano fantasioso iria ruir.

IMDB

Abaixo o link para assistir no youtube o filme inteiro legendado:

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