Título Original:  Sicko

País:  EUA

Ano:  2007

Duração:  123 minutos

Gêneros:  Documentário

Direção:  Michael Moore

Roteiro:  Michael Moore, Marychris Mass

Formato:  RMVB

Tamanho:  401 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Um painel do deficiente sistema de saúde americano. A partir do perfil de cidadãos comuns, somos levados a entender como milhões de vidas são destruídas por um sistema que, no fim das contas, só beneficia a poucos endinheirados. Ali vale a lógica de que, se você quer permanecer saudável nos Estados Unidos, é bom não ficar doente. E, depois de examinar como o país chegou a esse estado, o filme visita uma série de países com sistema de saúde público e eficiente, como Cuba e Canadá.

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Comentário:

Um documentário profundo que primeiramente adentra nas questões norte-americanas sobre o sistema de saúde. Enquanto assistia notava uma semelhança grande com o nosso querido país. As mesmas indignações que Michael sentia, como deixar os doentes na sarjeta por não terem condições financeiras de pagar sua operação ou até mesmo atendimento, também já havia sentido no Brasil, que capitaliza até o meio mais necessário à sobrevivência humana. Uma questão diferencial na questão do país de origem do diretor é a exigência contra o plano de saúde. Realmente é espantoso que o plano de saúde o qual as pessoas se sentem seguras, pagando mensalmente acreditando ser a salvação a um imprevisto danoso, tenha tantas exceções de doenças. Aliás, chego a pensar o contrário, que as exceções sejam as doenças que possam ser cobertas pelo plano. A lista à la Star Wars realmente foi um ataque fulminante à pátria. Com vários exemplos chocantes de rejeição dos associados aos planos, Moore sai ao mundo para descobrir se em países europeus como anda os hospitais e o atendimento. As comparações são armas mais poderosas quando pretendemos crucificar algo que seja totalmente podre. Primeiramente Inglaterra. Aquilo realmente é impressionante, como os remédios são baratos e em quantidades ilimitadas, cerca 10 dólares, padronizados, qualquer remédio; aqui pagamos 50, 100 reais os remédios cotidianos para controlar pressão alta, diabetes, etc. As preocupações que temos no Brasil, como guardar um dinheiro extra para caso um filho ou uma mãe tenha alguma doença seríssima é motivo de chacota entre os europeus. O que aqui pagamos 20, 40, 60 mil reais, lá é de graça e somos atendidos por tempo ilimitado. Na França igualmente, há uma atendimento a domicílio, 24 horas, e de graça, chegando a sua casa em menos de uma hora, para quem não tem condições de se dirigir ao hospital. Então chegamos a Cuba, o auge do filme. Um pensamento importante levantado por Michael é o “será que o socialismo não está presente?”. Do ponto de vista da saúde, com certeza o pensamento socialista de igualdade para todos é um argumento a favor. É óbvio que não é necessário que mude o sistema capitalista para que isso se encaixe na economia, já que Inglaterra e França são capitalistas, mas a vida humana, os cuidados contra doenças estão acima de tudo. Se pensarmos profundamente, veremos que não é socialismo termos solidariedade em curar um ser humano de uma doença se você tem condições, isso é uma noção de humanidade. Vemos o zelo que os cubanos tratam seus conterrâneos e os voluntários do ataque de 11 de setembro. É revoltante ver os voluntários terem que ir a um país vizinho para ter os cuidados médicos GRATUITOS, enquanto o governo levou suas mãos quanto aos seus esforços e ainda cobrou de 10 a 20 mil dólares para tratá-los. Interessante quando é comparado o padrão de vida dos europeus, ganhando em média de 6 a 7 mil dólares e pagando um aluguel de 200 a 300 dólares. Se compararmos essa realidade com o Brasil: Um casal simples ganha em torno de 1200 reais e pagam de aluguel 500 ou 600 reais. A solidariedade nos países europeus tem uma raiz muito forte, ligada às destruições das guerras mundiais. O governo investiu nas reconstruções e principalmente na ajuda aos doentes e feridos, de forma gratuita. Será que o ataque de 11 de setembro foi tarde demais ou com proporção pequena para provocar uma atitude mais humanitária das autoridades norte-americanas? Será que os médicos merecem salários tão altos? A resposta: “Nós salvamos vidas”; bom, bombeiros salvam vidas, compare o valor de seus salários… verá uma diferença realmente assustadora.

NOTA IMDB

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