Título Original: M. Butterfly

País:  EUA

Ano:  1993

Duração:  101 minutos

Gêneros:  Drama, Romance

Direção:  David Cronenberg

Roteiro: David Cronenberg

Elenco:

Jeromy Irons
Margaret Ma

Formato: AVI

Tamanho:   684 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Rene Gallimard é um diplomada francês a serviço em Pequim. Ao assistir a uma apresentação da ópera “Madame Butterfly” de Puccini ele fica obcecado pela graça e beleza da contara Song Liling. Gallimard passa então a persegui-la por todos os lugares, envolvendo-se cada vez mais com o exótico mundo ca cultura chinesa. Quando finalmente, a força de sua paixão transforma-se em um intenso romance, ele acaba conduzindo a um jogo imprevisivel de interesses politicos e revelações que mudarão por completo sua vida.

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Comentário:

Cronenberg me surpreende neste filme belo e único. Apesar de aparentemente o filme ser simples e com uma trama que “metalinguistifica” a ópera Madame Butterfly de Puccini, porém, como sempre, somos surpreendidos. Apesar de aparentar não se tratar de um Cronenberg, vemos um tema que é profundamente mostrado em todas as suas obras: a distorção da realidade; mas que embora não percebemos de início em M. Butterfly. Acredito que por causa dessa falta de percepção ou sensibilidade, que este seja um filme injustamente incompreendido e renegado pelos fãs de David Cronenberg, que acreditam ter se vendido ao cinema comercial, porém tenho certeza que este não é um filme para a ‘massa’. Seus filmes, a meu ver, tratam principalmente do homem como um ser ilimitado, onde o corpo, o carnal, sempre foi só um ‘recipiente’ para a vida, e que a sua essência e mente são superiores.

Jeremy Irons é o ator ideal para o papel de René Gallimard, um diplomata francês que trabalha na embaixada da China. Jeremy Irons é sensível e tem um grande talento para interpretar difícil papel.

Na cena onde René conta para a mulher, Bárbara, que conheceu uma “Diva atriz chinesa”, esta começa a cantarolar a peça e com uma revista começa a se abanar, o seduzindo. E este parece atraído por aquele ato oriental. Tal cena demonstra a fragilidade de um relacionamento, principalmente os casamentos. Duvidei se René, inicialmente, viu-se apaixonado pela sua ‘butterfly’ ou pela misteriosidade daquela arte.

“Como, depois de tantas relações sexuais com um homem, René não percebe que este é um homem?” Acredito que tal principal pergunta que este filme levanta só pode ser respondida com uma palavra: amor.

E este amor o fez aceitar o que ‘Butterfly’ diz a ele: que é virgem e por não ser casada com René, argumenta que só fará sexo anal e não tirará sua roupa diante dele. Tal fato o deixa ainda mais envolvido e excitado com aquela misteriosa criatura.

Porém, não há como questionar a física, ao fazerem sexo, René percebeu que havia algo balançando e endurecendo do outro lado, porém nega-se a aceitar tal fato.

Outra coisa intrigante é que ela fique grávida só fazendo sexo anal, ou René desconhece a anatomia feminina e acreditava ter feito sexo vaginal… Coitado.

Isso sim, esse desejo de ‘Butterfly’ ver-se mãe é uma mutação, e isso é típico de Cronenberg. Mais uma vez, um de seus protagonistas ultrapassa a razão e o físico.

o fim do filme é desconcertante e literalmente agonizante, pois vemos rené cometer suicídio, porém não temos certeza se é por libertar-se da renegação que tinha por si mesmo por causa do amor que sentia por ‘butterfly’, ou se ele não podia ficar ali, destruído pelo próprio amado, fora traído, e não estava mais perto dele, por que então, viver?

Tal poético e belo final contradiz a história de Madame Butterfly de Puccini, pois nela, uma oriental se apaixona por um ocidental e ao ver-se renegada, suicida-se. Já em M. Butterfly de Cronenberg, acontece o oposto. Um oriental, que se trasveste de mulher por causa da peça de teatro, opção sexual e seu trabalho, apaixona-se por um ocidental. Porém apesar do ocidental trair seu amado, mata-se ao ver-se também traído, por que abriu-se para ‘Butterfly’, dizendo os segredos de seu país, e em troca foi enganado, preso e humilhado.

NOTA IMDB

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