Título Original: Judgement at Nuremberg

País:  EUA

Ano:  1961

Duração:  186 minutos

Gêneros:  Drama, História

Direção:  Stanley Kramer

Roteiro:  Abby Mann, Montgomery Clift

Elenco:

Spencer Tracy
Burt Lancaster
Richard Widmark
Marlene Dietrich

Formato: AVI

Tamanho:  1,4 GB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Após a 2ª Guerra Mundial um juiz americano é convocado para chefiar o julgamento de quatro juristas alemães responsáveis pela legalização dos crimes cometidos pelos nazistas durante a guerra. Dirigido por Stanley Kramer (Adivinhe Quem Vem Para Jantar) e com Spencer Tracy, Burt Lancaster, Marlene Dietrich, Maximilian Schell, Judy Garland, Montgomery Clift e William Shatner no elenco.

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Comentário:

Enquanto assistia imaginei situações possíveis de acontecer logo em seguida e sempre o que ocorria parecia a melhor alternativa. Com o nome “julgamento”, já pensamos em um tribunal com juri, promotor, e um juiz sisudo. Mas poucas vezes imaginamos uma situação como a apresentada: réus sendo os grandes responsáveis pelas atrocidades dos nazistas na segunda guerra mundial. Foram convocados marechais e patentes altas do exército e escolhido um lugar amistoso, Nuremberg, para ser palco dessa magnífica decisão de absolver ou não os alemães. Enquanto via a ajudante do promotor, postumamente amante, me relembrava de “A Mulher Faz o Homem” de Frank Capra, que girava em torno de um julgamento, a maior parte do filme, levando sessões e mais sessões, e que foi decisivo o papel da mulher para dar forças ao parceiro. Saindo dos tribunais, outra referência não saia da minha cabeça (SPOILER: na parte a qual Goering discursou melhor, mesmo estando em uma posição de desvantagem), a do filme “Frost/Nixon” que o Frost, virava noites, preparava diálogos, perguntas incisivas para encurralar Nixon, divididas em sessões, em formas de entrevista. Ao lado do promotor, havia o psicólogo, o qual visitava os presos (nazistas) e conversava a respeito da parte emocional, pessoal de cada um, para diagnosticar as raízes dos problemas. Na Cena entre Goering e o tenente Tex demonstra o poder de persuasão extremo dos nazistas, que procuram se assemelhar, procurar afinidades para conquistar a simpatia do outro. É incrível como os diálogos do psicólogo com os réus permitiram tirar conclusões tão ricas a respeito da origem de todo mal, o nazismo. Em primeiro lugar: A educação de obediência, a qual as crianças são criadas para obedecerem aos pais, autoridades em geral sem questionamento. Na primeira guerra mundial o fracasso alemão, aliado ao sentimento revanchista, somaram-se a figura autoritária de Hitler, dando ordens e então todos obedeciam. Em segundo lugar: a propaganda. Os alemães jogaram a culpa de seu fracasso nos judeus, educando desde criança seu povo a odiá-los, mesmo sem saber o motivo (como no diálogo com um réu, o psicólogo pergunta por que ele odeia os judeus e ele não sabe a causa, simplesmente disseram para ele odiar e o fez). Dentre os debates na corte, o duelo entre o promotor e o Goering com certeza é o mais atraente. Goering é tão convicto que, mesmo errado, o protagonista encontra uma dificuldade considerável de provar sua culpa, e deixá-lo sem palavras. A fotografia é tão excelente que o lançamento do longa-metragem se assemelha dos anos 80, 90. A trilha sonora e o elenco grandioso não ficam para trás, as três horas de filme prendem muito a atenção e queremos saber sempre qual será a atitude no próximo round. Ainda como curiosidade, como disse do elenco, recebeu um oscar de melhor ator para Maximiliam Schell e melhor roteiro adaptado, sem contar os outros vários prêmios vencidos e indicados.

Nota IMDB

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