Título Original:  Chugyeogja

País:  Coréia do Sul

Ano:  2009

Duração:  125 minutos

Gêneros:  Drama, Policial, Suspense, Ação

Direção: Hong-jin Na

Roteiro:  Hong-jin Na, Shinho Lee, Won-Chan Hong

Elenco:

Kim Yun-seok
Seo Young-Hee
Jung-woo Ha

Formato: AVI

Tamanho:  500 MB

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Joong-ho Eom (Kim Yun-seok) é um detetive que se tornou cafetão por problemas financeiros, mas está de volta a ação, quando percebe que suas meninas desaparecem uma após a outra. Uma pista o faz perceber que todas elas estavam com o mesmo cliente, identificado pelos últimos dígitos do celular. Então, o ex-detetive embarca numa caçada feroz ao homem, convencido de que ele ainda possa salvar Kim Mi-jin (Seo Yeong-hie), a última menina desaparecida e acabar com este mistério.

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Comentário:

Psicopatas não são o que imaginamos que seja, ou igual ao do SAW, acredito que sejam mais parecidos com o de “O Caçador” ou o de “I saw the Devil”, que é ainda mais monstruoso. Há teorias que os Serial Killers sejam frutos de sociedades desorganizadas, com muita diversidade cultural e racial, porém não é o caso da Coréia do Sul, e ainda sim, lá existem tais criaturas, em contrapartida, no Brasil, “o país de vários povos”, não são relatados tantos casos. Nesse filme, o psicopata é interpretado por Jung-woo Ha, que não é um homem repugnante quanto imaginamos que assassinos sejam, e sim um tipo que poderia conviver conosco no trabalho, quieto, introvertido, calmo e frio; alguém que nós nem notaríamos a existência. De nada tem esse personagem de genial, e é sádico o fato de que desde o começo do filme ele é pego e confessa os crimes. Porém essa é a partida para a trama começar.

Outros filmes coreanos, como “O Hospedeiro”, também tem o gênero ambíguo, e não peca. Fora que, na maioria das vezes, o tema é vingança, já neste, o tema é totalmente diferente e abrangente, o que dá uma originalidade. Todos os gêneros do filme são muito bem trabalhados, e os cumpre muito bem. Suspense, terror, ação e comédia se sucedem com naturalidade.

A genialidade do filme veio de todos os lados, a fotografia, a trilha sonora, o roteiro – feito por seis mãos, os atores, e principalmente a direção, feita por Hong-jin Na, que o fez ainda cursando a faculdade!

As perseguições nas ruazinhas íngremes e sinuosas e a pé, por todos os lados, dão uma veracidade muito grande à história e ansiedade aos observadores. Além do que a distância entre o Serial Killer e Joong-ho é de poucos metros, deixando o público ainda mais preso à trama. Personalidades muito bem construídas e fortemente marcadas. Joong-ho, atuado esplendidamente por Kim Yun-seok, é o protagonista, um ex-detetive cafetão que está em busca de duas de suas garotas que estão desaparecidas, descobre que ambas atendiam o cliente que Mi-jin, outra das suas, está atendendo nesse momento. Não mede limites para conseguir o que quer. Corre, luta e mente quem é, com uma força incontrolável, impressionante e filmada de tal forma que parece muito real. Acredito que a filha de Mi-jin desperta um sentimento paternal em Joong-ho que era inexistente, visto que, anteriormente, ele só ‘caçava’ o serial killer por interesses próprios.

Mi-jin é minha heroína, se solta das cordas por ser obstinada a viver pela sua filha de 7 anos. É muito trágico que ela morra apesar de todo o sacrifício que fez, e morre por culpa da ineficácia dos policiais, visto que o psicopata fala que ela ainda pode estar viva, mas ninguém, fora Joong-ho vai em busca dela. Os policiais estão só em busca de provas,

perdem o objetivo principal: salvar uma vida, à fim de comprovar que acha.

Muito mais violento que os filmes americanos, mais criativo e bem desenvolvido. As cenas de morte são artísticas, como na morte de Mi-jin, onde são mostradas uma sequência com jogada de câmera rápida em slow motion, a mão do assassino segurando o martelo, e a cada soco vemos gotículas de sangue, e indícios de cabelo na arma. Essa cena é forte e acompanhada com uma música incrível. Logo depois, rompe um silêncio e não vemos mais golpes, só a cabeça que recebeu o impacto. Essa cena demonstra como “O Caçador” é incrível, e como Hong-jin Na consegue nos mostrar uma morte poeticamente.

A cabeça de Mi-jin no aquário e a luta entre ‘caça’ e ‘caçador’ e ainda Mi-jin, mesmo após todo seu sacrifício, morrer, me soou um sadismo do Tarantino.

Em um momento do filme há uma dúvida na interpretação, se houve um defeito ou se houve apenas uma falta de apresentação dos fatos. A primeira é: Uma detetive segue o psicopata, que é solto após não haver provas de que ele é culpado pelos assassinatos. Este entra numa mercearia, e ela fica a observar. Neste momento o psicopata mata a dona do estabelecimento e Mi-jin que está ali. Além de ser uma grande coincidência. Depois das mortes, só há mais uma cena onde Joong-ho chega ao local e vê o que acontece. “Onde está o psicopata?” Em sua casa enterrando mais dois cadáveres. E a detetive não continuou a perseguir o psicopata, sendo que era esta a sua função? Única parte em que o filme talvez peca, mas não faz com que o filme deixe de ser genial.

A outra interpretação, que sugere a falta apresentação dos fatos, que seria a hipótese da detetive não ter visto o assassino sair da mercearia com o corpo, pois saíra pelos fundos. Assim, quando a polícia, chamada por Mi-jin chegara à mercearia, a detetive vai até lá e descobre que o psicopata matou outra vez.

NOTA IMDB

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