Título Original:  Mujeres al Borde de un Ataque de Nervios

País:  Espanha

Ano:  1988

Duração:  90 minutos

Gêneros:  Comédia, Drama

Direção:  Pedro Almodóvar

Roteiro:  Pedro Almodóvar

Elenco:

Carmem Moura

Antonio Bandeiras

Julieta Serrano

Formato:  RMVB

Tamanho:

Legendado:  Português/BR

Sinopse:

Em Madri Pepa Marcos (Carmen Maura), uma atriz que está grávida mas ninguém sabe, é abandonada por Ivan (Fernando Guillén), seu amante, e se desespera tentando encontrá-lo, pois deseja que ele lhe explique por qual motivo a deixou. Enquanto tenta falar com ele recebe a visita Candela (María Barranco), uma amiga que se apaixonou por um desconhecido e agora que descobriu que ele é um terrorista xiita teme ser presa. Mais tarde chega ao apartamento Carlos (Antonio Banderas), o filho de Ivan. Ele está acompanhado de Marisa (Rossy de Palma), sua noiva, pois os dois estão procurando um imóvel para alugar. Marisa sem saber bebe um gaspacho cheio de soníferos, que Pepa tinha preparado para Ivan, mas uma confusão realmente acontece quando fica claro que Ivan vai para Estocolmo com Paulina Morales (Kiti Manver) e Lucia (Julieta Serrano), a mulher de Ivan, planeja matá-lo. Apesar de ter sido preterida, Pepa quer fazer de tudo para salvar a vida de Ivan.

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Comentário:

‘Mulheres à beira de um ataque de nervos’ é mais um filme de Almodóvar onde o cenário feminino é o principal, e as personagens femininas são únicas e intensas. Mas no início desse filme não vemos ligação entre as personagens. A narrativa de Almodóvar é muito bem criada. A protagonista, Pepa, está irritada, cansada, inconformada com sua situação: Ivan, o amor de sua vida, larga dela. Ela deseja vê-lo para conversar e saí às ruas de Madri à sua procura, a partir disso ela descobre coisas da vida do ex que não sabia. É uma mulher charmosa, vaidosa e apaixonada – as cores vermelhas intensas presentes em quase tudo que é seu. Isso é muito focado pela câmera de Almodóvar. Os seus sapatos, batom, cabelo e roupas são muito marcantes no filme, é um universo inteiramente feminino, abandonando totalmente o universo masculino. Frases como: “É muito mais fácil aprender mecânica que psicologia masculina. Uma moto você pode conhecer a fundo… a um homem jamais”. Esse ‘excesso’ de feminilidade é ideal à história e ao estilo do diretor, que sempre tem temas voltados à mulher. Isso faz com que conhecemos as personagens em pouco tempo, apreciando-as e sem julgá-las.

Mais acontecimentos absurdos acontecem à Pepa, descobre o filho de Ivan: Carlos, que é renegado pela mãe – Lúcia, que vive no passado pela grande decepção da separação com Ivan, usa roupas antigas para sua ‘fuga’ da realidade, e além disso dão um contraste com as demais personagens, mostrando como sua personalidade é diferente. O filme, enfim, é uma manifestação contra os homens. E isso é engraçado. Detalhe: não reconheci Antonio Bandeiras no papel de Carlos.

Apreciei muito a introdução do filme cheio de propagandas pop art, que perduram durante o filme como cenário.

Voltando à parte engraçada do filme: o gazpacho que Pepa prepara, com soníferos com o propósito de dar para Ivan beber para assim ficar com ela, arruma os pertences do ex, mas afirma: “estou cansada de ser boa”. O gaspacho tem outro ‘destino’ muito mais conveniente. E Pepa acaba aceitando a partida do ex. Isso foge do comum em filmes, mas tratando-se da realidade, Almodóvar nos mostra uma mulher forte, que conseguirá certamente superar essa decepção. No filme há mais personagens que invadem a vida de Pepa, ocupando-a e fazendo-a desviar de seu objetivo, o que gera incertezas. E esse não saber encaixa bem à histéricas mulheres e todo o enredo, que pra mim, é um labirinto de paixões.

 

NOTA IMDB

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