Título original: Platoon

País: EUA

Ano: 1986

Duração: 120 min.

Gêneros: Drama, Ação, Guerra

Direção: Oliver Stone

Roteiro: Robert Richardson I

Elenco:

Willem Defoe
Charlie Sheen
Forest Whintaker

Legendado: Português

Sinopse:

Chris (Charlie Sheen) é um jovem recruta recém-chegado a um batalhão americano, em meio à Guerra do Vietnã. Idealista, Chris foi um voluntário para lutar na guerra pois acredita que deve defender seu país, assim como fez seu avô e seu pai em guerras anteriores. Mas aos poucos, com a convivência dos demais recrutas e dos oficiais que o cercam, ele vai perdendo sua inocência e passa a experimentar de perto toda a violência e loucura de uma carnificina sem sentido.

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Comentário:

Platoon é genial, simplesmente não mostra o porquê daquela guerra. Vemo-nos naquele mundo violento e sem sentido. Acredito que Stone fez isso muito bem e de propósito, pois assim como nós, os soldados que estavam ali não sabiam o porque. Mesmo sendo americano, o diretor trata a história como realmente é como a política dos EUA na época estava fraudada. Principalmente no monólogo final de Chris – Charlie Sheen, onde o personagem revela: ‘A guerra era contra nós mesmos, o inimigo está em nós’ – Realmente perfeita, pois tanto Vietnã do Sul, quanto do Norte não queriam os EUA ali, e pelo medo ‘vermelho’ eles foram para garantir que o Sul se mantivesse capitalista. Mas eis que o próprio povo não os queria lá. Logo, tenho certeza, de que não eram para estarem lá, gerando mortes de ambos os lados, criando uma guerra. Não tem como declararem vencedores de forma alguma, e Platoon mostra realmente isso. 11 anos de inferno. Soldados que não conheciam o local, idealistas, como Chris e Elias, tinham que lutar na floresta, com vietcongues escondidos sobre seus pés, à mercê da instabilidade de seus generais, que parecem não saber o que estão fazendo. A inocência dos soldados se rompe, mostrada na cena em que invadem e queimam a Aldeia. Chris percebe: ‘Animais, todos vocês são animais. ‘ Porém ele mesmo ficou ‘em cima do muro’ quando achou que o vietnamita estava rindo dele, dando tiros para ele pular. Realmente foi onde o filme mostrou como a guerra muda a vida das pessoas… Como ele não escreve mais para a sua avó e diz que não tem ninguém o esperando. Tornou-se inútil descrever aquele inferno para a avó. E na cena em que, pelo menos eu não esperava, Chris mata Barnes, de forma fria. Bem, Barnes ‘merecia’?

E como, Chris diz no monólogo final: ‘A guerra acabou para mim. Mas estará presente em todos os dias da minha vida’.  As cenas e momentos ali vividos nunca serão esquecidos. Simplesmente impressiona o psicológico dos personagens, e é justamente a mudança de suas mentes que gera a narrativa, visto que não temos nada além de tragédias expostas sem a explicação, pelo filme, do porque estão ali. Como Chris afirma no filme, não sabe quem está certo ou errado, se o que faz é certo ou errado. Quando Elias corre em direção aos vietcongues, que estão atirando sem parar e se ajoelha – capa do filme faz isso de forma muito intensa e inesquecível. Essa cena nunca saíra da minha mente.

Só por curiosidade, li no wikipedia, que Stone participou da Guerra. Ter coragem para fazer um filme sobre ela deve ter sido perturbador. Por isso acredito que o filme foi tão merecido, pois foi feito por alguém que entende o que está falando. Não é um filme de guerra idealizado, acredito que mostrou a realidade. Quando o filme terminou com aquela autoanálise, senti um alívio e inquietação. Tive que escrever.

A trilha sonora é maravilhosa, assim como a atuação dos atores, a direção de Stone, e a fotografia.

http://www.imdb.com/title/tt0091763/

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