Título Original:  Perfume: The History of a Murderer

País:  EUA

Ano:  2006

Duração:  147 minutos

Gêneros:  Drama, Policial, Suspense

Direção:  Tom Tykwer

Roteiro:  Andrew Birkin, Bernd Eichinger, Tom Tykwer

Elenco:

Ben Whishaw
Alan Rickman
Rachel Hurd-Wood
Dustn Hoffman

Formato:  RMVB

Tamanho:  515 MB

Legendado: Português/BR

Sinopse:

Paris, 1738. Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasceu em um mercado de peixe, onde sua mãe (Birgit Minichmayr) trabalhava como vendedora. Ela o tinha abandonado, mas o choro de Jean-Baptiste faz com que seja descoberto pelos presentes na feira. Isto também faz com que sua mãe seja presa e condenada à morte. Entregue aos cuidados da Madame Gaillard (Sian Thomas), que explora crianças órfãs, Jean-Baptiste cresce e logo descobre que possui um dom incomum: ele é capaz de diferenciar os mais diversos odores à sua volta. Intrigado, Jean-Baptiste logo demonstra vontade de conhecer todos os odores existentes, conseguindo diferenciá-los mesmo que estejam longe do local em que está. Já adulto, ele torna-se aprendiz na perfumaria de Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), que passa por um período de pouca clientela. Logo Jean-Baptiste supera Baldini e, criando novos perfumes, revitaliza a perfumaria. Jean-Baptiste cada vez mais se interessa em manter o odor de forma permanente, o que faz com que busque meios que possibilitem que seu sonho se torne realidade. Só que, em suas experiências, ele passa a tentar capturar o odor dos próprios seres humanos.

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Comentário:

Existem pessoas que agem de forma errada, agressiva, desumana, e mesmo assim percebemos que elas são boas. Então por que, mesmo sendo boas, têm essas atitudes? Será que os meios em que foram inseridas desde a infância as influenciam? A forma vazia com que Grenouille foi tratado na infância, aliado a seu instinto diferenciado, originou um assassino. Para alcançar sua arte, matou. Poderia, talvez, negociar, mas as pessoas não gostam muito de ser exploradas a fundo, podem se exibir, mas isso só as que são muito solitárias; as outras não se mostram, podem viver décadas com ela e ainda não desvendar todos os pensamentos e sentimentos daquela alma.

O Determinismo: acredito que possamos fugir dele, pelos estudos e visões de mundo diferentes que existem. Porém Grenouille não fugiu desse fenômeno, foi uma vítima dele, que não conseguiu discernir o certo do errado, que não foi ensinado a ele, assim como não sabe ainda distinguir cheiros bons e ruins, por estar desde ao nascer exposto aos odores. E mesmo que tenhamos passado por coisas muito ruins em nossas vidas, conseguimos ser resilientes. Já Grenouille não fazia idéia do que se passava com ele, não fez nada por vingança. Não havia aprendido as leis da sociedade, não tinha limites, fazia tudo o que desejava sem pensar nas conseqüências para si, e para as outras pessoas. Aprendera sempre ser sozinho.
O que deixa o telespectador mais perplexo é o fato de Jean-Batiste Grenouille ser um assassino não por crueldade, mas por desconhecimento dessa natureza, por ignorância, visando apenas um objetivo: dominar os corações humanos com o perfume capaz de despertar amor por ele, já que ele só conhece o desprezo e o ódio. O autor, Patrick Suskind, descreve essa história extraordinariamente em seu livro, expressando os sentimentos, as ideias e principalmente os cheiros, tornando-se um manipulador de palavras:

“Fediam o camponês e o padre, o aprendiz e a mulher do mestre, fedia a nobreza toda, até o rei fedia como um animal de rapina, e a rainha como uma cabra velha tanto no verão quanto no inverno.”
“Gordura de rins de cordeiro e sebo de porco e vaca refinados diversas vezes, na proporção 2:5:3 e um pouco de óleo. Era a combinação mais apropriada para captar o cheiro humano.”
“Eles podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar do aroma.”

Os trechos acima são exemplos do universo linguístico tão expressivo com o qual se depara. O filme foi muito bem manipulado também por Tom Tykwer. Outros diretores tentaram reproduzir a história em filme, mas desistiram por acreditarem ser impossível reproduzir. Só Tom tentou fugazmente e conseguiu, utilizou de sua narrativa rápida, como em “Corra Lola, corra”, que combinou com a história para reproduzir no filme o improvável: o cheiro.

Direito, consciência, Deus, alegria, responsabilidade, humanidade e gratidão… Não entendia o que isso expressava, era um mistério essas palavras e conceitos abstratos que não tinham cheiro. Madame Gaillard observou que Grenouille possuía capacidades e peculiaridades incomuns, acreditava que ele era vidente ou algo do tipo: “Porque sabia que havia lagarta dentro da couve antes deste ser aberto, anunciava a visita de alguém bem antes desta chegar ou a vinda da chuva.” Mas na verdade ele não enxergava, ele farejava aas coisas através das paredes e da distancia. Logo Madame não o quis mais, antes usava-o, agora, temia-o; como o convento já não lhe pagava mais, decidiu-se livrar dele. O vendeu para um dono de curtume, achou que ele não sobreviveria. Parecia que Grenouille vivia à favor da teimosia, contra a morte, não importasse o que lhe acontecesse.
Os cheiros o mantinham vivo, ambicionava possuir todos os que havia no mundo. Porém alguns aromas lhe chamavam mais a atenção e o deixavam estarrecido; ao se deparar com a pureza do fragrância da virgem, por exemplo, Grenouille custou a crer que aroma tão incrível pudesse vir de um ser humano.
A grande questão na vida de Grenouille passou a ser porque todos os aromas expiravam. “Seria possível guardar todos eles para sempre?
E a da vida de Giuseppe era porque Pélissier, que não conhecia as técnicas de extração, as de um manipulador de drogas, as de um alquimista e artesão, podia ganhar tanta fama e dinheiro. Faltava-lhe muito para ser um perfumista, só trabalhava em grandes criações exageradas de substâncias, seguindo seus caprichos, misturando quaisquer aromas para vender em massas e acumular grandes finanças. Mas a verdade é que muitas pessoas são que nem Pélissier; criam uma arte para se vender, e não se admirar para sempre. Outras pessoas criam algo passageiro, criaram esse mundo necessitado de velocidade, criam teorias já existentes de outras formas, só para produzir mais dinheiro, viram máquinas e escravas do tempo, que em vez de amigo passa a ser inimigo.
Pélissier a cada estação lançava um novo perfume. “Para que essa rapidez?” – Perguntava-se Baldini. E não era somente Baldini que questionava, eram todos os existentes do século XVIII na França e na Europa. “Época que dizer o que é e como é não bastava, queriam provas científicas, queriam demonstrações experimentais de tudo.” E de muitas coisas obviamente que não conseguiram, pois nem tudo se prova com experiências; ou acredita-se nelas ou não.
Ao Grenouille e Baldini se encontrarem, o segundo julgou o primeiro pela forma como mexia as coisas, sua brutalidade e primitiva falta de conhecimento como pertencentes a um “ser ignorante e bárbaro”. Já Jean-Batiste Grenouille não havia o que julgar de Baldini, não lhe importava como andasse, vestisse, falasse ou pensasse desde que lhe ensinasse criar perfumes. Achava fantástico e admirava incrivelmente a máquina de alambique, que tinha a arte de retirar os aromas das plantas frescas, ficava a noite inteira observando, imaginando ser o próprio alambique, que dele surgiriam os destilados das plantas criadas em seu interior, transformando o mundo num paraíso aromático no qual a existência seria suportável. Melhorar o mundo!
Nobre sonho que demonstra o quão bom Grenouille poderia ser, apesar dos terríveis assassinatos que cometera em sua vida, melhorar o mundo é o sonho de grandes homens. Não daqueles que conhecemos e que passam na TV, e sim aqueles que humildemente usam daquilo que podem, com seus esforços, ensinamentos e artes para melhorar o mundo. Muitos não os conhecem ou entende o porquê são bons. Às vezes eles mesmos se perguntam se são bons ou não, mas o que querem é um sonho nobre, que faz desde o presente para poder realizá-lo, acreditando que compartilha esse desafio com outros homens. Por fim, muitos estão enganados, estão querendo criar um mundo melhor, mas da sua própria forma. Por isso, não devemos julgar Grenouille como bom pelo seu sonho, muito menos só julgá-lo, queria só moldar o mundo ao seu modo, não pensou naqueles que não sentem cheiros, nem naqueles que não gostam de cheiro, ou os que se irritam.  Ele é um ser que viveu em sociedade, porém julgarei não apenas Grenouille, mas todo o meio em que se inseriu, nele, o determinismo funcionou.
Jean-Batiste se sentia tão seguro em relação ao alambique e demonstrou tanto isso, que Baldini lhe deu total liberdade para a manipulação, assim descobriu que cada planta necessitava de um tempo e fogo diferentes para maior aproveitamento. Descobriu também que os perfumes destilados eram diferentes dos materiais originais, disso pouco gostou. Tentando destilar vidro, latão, porcelana, couro, terra puta, seus cabelos e sangue, descobriu que o resultado era apenas água. Grande decepção para ele, que não conhecia a física e não entendia que essas substâncias eram sem óleos, por tanto não havia como retirar o aroma, usar a destilação seria inútil. Meses e meses persistiu em concentrar os cheiros existentes do mundo com a intenção de criar outros, magníficos, aqueles inventados em sua mente. Após tanto sacrifício ficou doente, de febre alta, poros na pele e pústulas, com o corpo coberto de bolhas.
Baldini ficou preocupado com a desgraça do aprendiz, devia pensar: “Porque ficou assim, tudo não ia tão bem?”. Tem coisas que parecem óbvias para nós como ficarmos profundamente tristes após um filme, ou deprimidos por conta de um problema qualquer, que em nossas cabeças criativas, o transformamosem monstros. Maspara os que convivem conosco pode ser terrivelmente difícil de entender nosso estado e até se sentirem culpados. O problema esta na falta de conhecimento sobre o outro, falta de tempo de convivência. Nossas mães sabem quando algo está errado e até mesmo o porquê, mesmo quando não dizemos nada. Mas como Grenouille não teve mãe e sim muitas amas que mal o conheceram, imagine Baldini! Naturalmente Jean-Batiste não sabia se expressar e logo seu desgosto em não conseguir obter todos os aromas o deixou mortalmente doente.
Baldini o admirava, mas também o usava. Já estava imaginando expandir seu negócio para além das fronteiras da França e seu nome estampado nos vidros de cosméticos do rei, quando seu precioso e genial Grenouille adoeceu. Isso era o que o preocupava. Fez de tudo, achou que ia morrer logo, usando destes últimos momentos para arrancar dele os tesouros perfumes que guardava em sua cabeça, dizendo que levaria o melhor aroma para o rei com uma dedicatória gravada “de Jean-Batiste Grenouille, Parfumerer à Pares”. Mas mesmo assim, nada saía dele, mentir foi em vão e isso fazia Baldini pensar em estrangulá-lo, mas isso era contra sua concepção crista e humana. Depois de tanto tempo tentando, caiu cansado e deprimido, sem nenhum sinal de raiva. Foi então que Grenouille lhe disse. “O que é que o fez falar?” Pensava Baldini e eu. “Será a agonia da morte?” Não, era sua obsessão pelos cheiros, queria saber quais outros métodos para extraí-los e onde. Com a resposta lhe dada, dormiu e levantou depois de uma semana, querendo ir a Grasse, onde eram praticados outros métodos de extração de fragrâncias. Baldini concordou, mas após três anos, o tempo que julgou suficiente para ser considerado o melhor perfumista da Europa à custa de Grenouille. Foram-lhe dadas três condições que Baldini o fez jurar. Para Grenouille não importava mais Paris, se Baldini quisesse q ele não retornasse, tudo bem, já a tinha dentro de si. Não queria também reproduzir nenhum dos perfumes que fizera pra Baldini, pois sabia que podia fazer outros mil melhores se quisesse. Porém não queria, ainda. Não pretendia fazer dinheiro com sua arte, nem viver dela, só lhe interessava sua coleção interna de aromas.
Baldini não tinha ética profissional e mostrou muito bem isso. Ousou a pensar que havia sido Deus que mandou Grenouille para ele usufruir e enganar, compensando-lhe o tempo de humilhação por Pélissier. “De que outro jeito teria Deus condição de punir Pélissier senão me elevando?” Como as pessoas distorcem a visão a seu favor, para não ter que se arrepender e julgam-se capazes de sentirem-se dignas. Mas Baldini não conseguiu, nem se a voz de Deus ele ouvisse dizer que agiu corretamente, arrancar o medo que estava sentindo. Durante toda a estada de Jean-Batiste se sentia mal, e agora, que este se fora e a riqueza permanecera, o medo permanecera, medo daquela felicidade e agradável falta do aprendiz. Logo morreu, dormindo, sua casa caíra da ponte e nada deles fora encontrado exceto os cheiros que pairaram por muito tempo sob Paris.
Já Grenouille viajava entre os campos livres de pessoas, com cheiros amenizados e de parecer distantes. Encantou-se pela ausência das pessoas e o ar puro daquele lugar fez pareceu-lhe suportável viver ali. E isso o fez esquecer seus propósitos e de Grasse, só quis ir mais longe das pessoas. Sentia-se bem, andou ereto, parecia uma pessoa normal, pois permitia o ambiente que ele se sentisse normal, naquele mundo escuro, sem vida. Pois parecia com o seu mundo interno, sua alma. Ele não vivia, vivia? A obsessão é uma forma de vida? A obsessão por retirar aromas das coisas? A forma distorcida como Grenouille via o mundo, alienada, dedicando-se somente ao seu objetivo era uma vida, mas não uma vida comum, sua existência era grandiosa, especial, porém ele não sabia construir a ponte do presente até seu sonho, acabou transformando-se num monstro, não por querer e sim por necessitar. Quando viu-se sozinho, isolado no Plomb Du Cartal, um vulcão, sentiu muita euforia: não havia nenhum cheiro humano! Viveu ali na mais profunda escuridão e silêncio. Até que percebeu que não havia cheiro em si próprio. Enlouquecido, teve acessos e tristeza.
Difícil foi sozinha resolver a questão: é viver ou sobreviver que Grenouille faz da sua existência? Depois de ler esse livro a vida pra mim se tornou como um sentimento que todos sabem de sua existência, porém nem todos o sentem… Grenouille não sentia sentimentos comuns como raiva e tristeza que são simples, talvez, de sentir, quanto mais o sentimento da vida.
Se considerar que viver é se conhecer, Grenouille está no início de sua vida, agora. Conhecer-se é muito difícil e o adquiri-se só após tempo. É até inacreditável que homens construam edifícios magníficos e complexos e não consigam edificar o próprio Eu. Talvez seja porque viver é muito mais simples e nós, seres complexos, não entendemos o sentimento da vida. Grenouille não é um ser complexo, para mim, e a forma como existiu foi tão simples, baseada somente em uma ambição que me fez questionar sobre se vivia ou sobrevivia. No entanto, agora entendo que ele existiu de forma simples e inocente, viveu obcecado, mas viveu.

Tom Tykwer conduz as cenas de uma forma que não o julguemos como um “MAL” e sim inocente. Ao analisar as ações do personagem vemos que Grenouille foi embora com dinheiro, confiança, pressa e cheiro. Tinha uma personalidade. E um objetivo. Encontrou uma criança com um cheiro especial, tão especial quanto a que matara numa das ruas de Paris. Mas não chegou perto, limitou-se em imaginar como os homens a amariam e a desejariam e as mulheres a admirariam, achando que é pela beleza, mas não saberiam que era pelo seu cheiro, não dariam valor a isso, só ele, Grenouille daria. No primeiro momento pensei que toda aquela descrição e idolatrarão era um amor surgindo pela criatura.
Logo ele foi buscar trabalho, conseguiu por péssimas condições com Madame Arnulfi, que obtinha a técnica da maceração. A qual o encantou e despertou nele mais inspiração.  Obtinha com essa nova técnica fragrâncias das coisas inanimadas: pedra, vidro, madeira, etc. Não tardou para começar a retirar os aromas dos objetos vivos. Ele não obteve resultados satisfatórios. Ao contrário dos objetos inanimados, dos animaizinhos não captava os melhores odores. Ah! Quem me dera que nesse instante ele tivesse desistido, ficado decepcionado. Mas tinha ele que ser tão persistente! Sua personalidade já estava feita e sua verdadeira felicidade quase por perto. É por conta de não conseguir controlar os gatos, ratos e insetos, que lutavam para não serem empurrados gordura quente a baixo, que Grenouille começou a se irritar. As secreções, suores da luta, dos animais estragava a gordura, tornando-a ácida. Era preciso que ficassem quietos, que estivessem mortos.

Ficou em êxtase com seu triunfo de conseguir tirar a alma aromática de um ser vivo. Estava na hora de visitar a jovem que lhe perturbava a mente. Nunca houvera sentido amor, inumano ser, incapaz de amar as pessoas, só amou ali o cheiro dela. Nem a si, amara e mesmo assim queria que o amassem. Para isso precisava ter um perfume! Sonhava com o dia de ser humano!

As flores são como nós; possuem o aroma para seduzirem os animaizinhos, para os aprisionarem, para serem desejadas. Grenouille a mesma coisa, queria um cheiro para os outros o querer, por isso fez o perfume de homem. Mas ele parecia confuso, era como se lhe fosse inconsciente que fazia a fragrância para atrair as pessoas

Matara muitas para realizar seu sonho, sem que desconfiassem dele, retirou das virgens a fragrância vital. Completada a coleção, foi descoberto, interrogado e declarado à morte.  Foi então que despejou o perfume em si mesmo, e revelou seu desejo interno de ter cheiro. E não era apenas um cheiro, Grenouille sabia, era amor Mas era o amor que os outros teriam por ele. E ele? Amaria quem? Só podia agradecer a si mesmo pelo o que havia feito, não havia mãe nem pai para retribuir amor. Começou a enojar se dos seres humanos, como estes haviam feito anteriormente. O perfume que sempre quisera possuir e que acreditara ser a felicidade era uma farsa. Era insuportável aquelas pessoas o amarem do mesmo tanto que estavam sendo odiadas por ele, e pensou que não havia satisfação em ser amado e em ser odiado. Eram indiferentes apenas ser, ele tinha que sentir, retribuir o mesmo.  Ele se tornou um deus daquelas pessoas que se ajoelhavam e se despiam para ele, mas ele não queria ser mais um deus, queria ser igual elas. Elas não o amavam, acreditavam que sim, mas não sabiam que era o perfume. Despejou o resto de Perfume, o que fez com que as pessoas dali que se aproximassem quisessem ele, arrancassem dele tudo; roupas, cabelo, pele. Alimentaram-se dele. E sentiram que amaram, mais uma vez, estavam enganadas… Essa cena final, realmente foi impactante, seres humanos sendo animais. O Perfume despertou instintos animalescos nos homens.

http://www.imdb.com/title/tt0396171/

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