Agonia,
O que quer ao invadir minha alma?
Não posso entrar em todos os atos com palavras

É verdade que sei e já estou farta de saber
Há coisas não dizíveis, moradores de outros lugares
Onde as palavras nunca estiveram,
Onde as vozes não alcançam
E que por mais que a visão tente
Não conseguirá agrupar todas as imagens
Em uma só cena…

Investigo os motivos que me mandam escrever
E examino os recantos profundos d’alma
E isso só conclui uma coisa
Longe de ser palpável
Confesso-lhes, é o amor

Pergunto-me na hora mais tranqüila da minha noite
Morreria eu, se fosse vedado o amar?
Então, como sempre a resposta é constituída
por um simples e mero “sim”, sei que minha
vida será construída de acordo com esta necessidade.

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